"Mídia de Paz é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."
Projetos de assistência às gestantes são fundamentais, principalmente quando se trata de mulheres que optam por não ficar com seus filhos. Pensando nisto, o Lar do Nenen, única entidade em Pernambuco, sem fins lucrativos, que é voltada a atender crianças de zero a dois anos em situação de abandono ou risco, integra ao programa Mãe Legal para ajudar as mães que manifestam a intenção de entregar suas crianças para adoção, seja antes ou após o nascimento.
O projeto visa a promover, de forma adequada e nos moldes da lei, a reinserção da criança na mesma família ou, em último caso, em família substituta, dando assim, um novo recorte ao trabalho que é estimulado pelo Conselho Nacional de Justiça ao programa de adoção, já que, de certa forma, o objetivo é fazer com que cada criança encontre segurança e apoio psicológico em um lar. O projeto é desenvolvido pela 2ª Vara da Infância e Juventude de Pernambuco – vinculada ao Tribunal de Justiça de Pernambuco - TJPE.
Segundo a presidente do Lar do Nenen, Augusta Motta, a ideia é acolher as gestantes e investir na promoção de sua autonomia e no respeito a decisão que as mesmas venham a tomar. E, assim, evitar muita vezes de abandonarem por desespero seus filhos em praças, lixo, rua ou no rio. Somente em 2011 o Lar do Nenen atendeu cerca de 60 crianças. Amparadas pela entidade, elas receberam alimentação, carinho e cuidados. Fundado em 1978, o Lar do Nenen é uma instituição social com o objetivo de acolher crianças encaminhadas pelos Conselhos Tutelares, juízes ou promotores de comarcas da capital ou do interior.

Por Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil
“Os painéis Guerra e Paz representam sem dúvida o melhor trabalho que eu já fiz. Dedico-os à humanidade”. A frase, dita pelo artista brasileiro Candido Portinari (1903-1962), tenta explicar a grandiosidade dos painéis que estão em exposição no Memorial da América Latina, em São Paulo, até o próximo dia 20 de maio. Cada um dos murais tem 14 metros de altura por 10 metros de largura e pesam mais de 1 tonelada, mas a grandiosidade das obras não pode ser medida apenas pelo tamanho dos painéis e sim pela tocante mensagem de paz que destina ao mundo.
“Esta não é apenas uma exposição de arte. Esta é uma grande mensagem ética e humanista e que se dirige ao principal problema que o mundo vive hoje em dia: a questão da violência, da não cidadania, da injustiça social. Esta é a grande mensagem de toda a vida de Portinari e que ficou sintetizada nesses trabalhos finais que ele deixou”, disse João Candido Portinari, filho de Portinari, em entrevista à Agência Brasil. João Candido é o responsável pela realização do projeto, que trouxe as obras para o Brasil.
Terminadas em 1956, as obras permanecem atuais. As expressões de sofrimento das mães no painel que mostra A Guerra, por exemplo, podem ser comparadas a fotos de mães que sofreram recentemente no conflito na Síria. Segundo João Candido, essa comparação foi feita por um professor de Uberlândia (MG) que visitou a exposição e lhe mandou, por e-mail, uma fotomontagem comparando a mãe síria à pintura de Portinari. “Ela estava numa posição de desespero absolutamente idêntica a de uma mulher que estava no painel da Guerra”, falou João Candido.
Todo o trabalho que resultou em Guerra e Paz foi produzido por Candido Portinari entre os anos de 1952 e 1956. O trabalho foi encomendado pelo governo brasileiro para presentear a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, onde os painéis foram instalados no hall de entrada, com acesso restrito ao público.
Uma grande reforma no edifício da sede da ONU, que teve início em 2010, deu a inédita oportunidade de trazer esses painéis ao Brasil. A primeira etapa da exposição ocorreu no Rio de Janeiro, em dezembro de 2010, reunindo mais de 44 mil visitantes. Em São Paulo, mais de 150 mil pessoas já visitaram Guerra e Paz. Até 2014, as obras ficarão em exposição pelo mundo, até que voltem em definitivo para a sede da ONU.
Os imensos painéis só puderam ser transportados porque Guerra e Paz consiste numa espécie de quebra-cabeça, composta por 28 placas de madeira compensada naval. No Brasil, as obras passaram por um processo de restauração, realizado entre fevereiro e maio de 2011 no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. Com Guerra e Paz também estão sendo expostos 100 estudos preparatórios, além de documentos históricos como cartas, recortes de jornais e fotografias que contam, em detalhes, a criação dos painéis.
João Candido tinha apenas 13 anos quando o pai deu início às obras. “Eu vi um ato de heroísmo. É claro que naquela época eu não tinha condições para perceber isso. Eu só via um homem que pintava de manhã até de noite, em condições extremamente árduas. Ele trabalhava num galpão que era um antigo estúdio de televisão, emprestado pela Rádio Tupi, sem janelas, com teto de zinco e que chegava à temperatura de 45 graus Celsius. Ele tomava limonada o tempo todo para tentar sobreviver”, lembra. Segundo João Candido, o pai levou quatro anos fazendo os estudos para as obras e as pintou em apenas nove meses.
Guerra e Paz foram os dois últimos e maiores painéis criados por Portinari. Enquanto fazia o estudo preparatório para os dois painéis, os médicos o aconselharam a parar de pintar por causa do processo de envenenamento pelas tintas. Portinari rejeitou o conselho médico. “Foi fatal. Havia aquela proibição médica, que ele não respeitou. Mas ele não podia deixar de passar a maior mensagem da vida dele, a de paz”, disse o filho. Em 6 de fevereiro de 1962, Portinari morreu em consequência do envenenamento pelo chumbo presente nas tintas que usava.
O gigantismo das obras impressiona o público. A professora aposentada Nilsa Papaleo visitou a exposição na última sexta-feira (11). “Fico encantada em ver como uma pessoa pode fazer uma arte desse tamanho. Fiquei espantada [em saber] como transportaram, já que é um painel imenso. E aí me explicaram que é como um quebra-cabeça, todo dividido, que eles desmontam. É muito bonito, impactante”, disse ela, à Agência Brasil. Para ela, as obras apresentam a sociedade em que vivemos. “E continua do mesmo jeito”.
O médico Luiz Martinelli já tinha visto a obra na ONU. “Mas ver aqui é diferente. Estamos em casa. No nosso país é diferente. É mais gostoso”, disse. “Particularmente eu gosto mais de A Paz. Eu sou da paz”, brincou. “Em A Guerra, vemos as pessoas sofrendo. É uma imagem mais chocante. A paz sempre é mais bonita”.
Após receber a dica de um professor, que contou que a obra era da ONU, o estudante Pablo de Lima Almeida decidiu ir à exposição com um grupo de amigos. À Agência Brasil, contou ter gostado mais do painel que retrata a paz. “É mais bonito”, disse ele.
Já a aposentada Cristina Figueiredo, que sempre gostou de arte, decidiu visitar a exposição antes que ela terminasse. O impacto das obras, segundo ela, é grandioso. “Eu tinha visto Guernica, do Picasso, que também é impressionante. Mas este aqui tem o nosso colorido, o colorido brasileiro, o que para mim é muito importante”, falou, lembrando da atualidade da obra. “Li em algum lugar que ele (Portinari) retrata a guerra como uma coisa que sempre pertenceu à humanidade. Ele não retrata uma (única) guerra, como é o caso de Guernica, que aborda a Guerra Civil Espanhola. Ele retrata a guerra que sempre existiu na humanidade e que, infelizmente, continua existindo”, disse.
Essa grande mensagem do artista Candido Portinari ao mundo, os imensos painéis que formam a obra Guerra e Paz, deve permanecer no Brasil por um tempo maior do que o esperado. No Memorial da América Latina, em São Paulo, onde está exposta atualmente, a exposição foi prorrogada até o dia 20 de maio, com entrada franca. Depois, ela deve ter como destino a capital mineira, Belo Horizonte (MG), antes de atravessar o oceano, seguindo provavelmente para a Noruega e para a China.
Mais informações sobre a exposição podem ser encontradas em www.guerraepaz.org.br
Por Marcia Sousa, do CicloVivo
A sustentabilidade precisa ser incorporada em todos os aspectos da vida, não só na questão ambiental. Algumas mudanças de hábito podem começar na própria casa. Com algumas substituições é possível viver em um ambiente muito mais sustentável. Conheça então cinco ideias para tornar seu quarto mais sustentável e reduzir os níveis de poluentes do ambiente.
- Use tintas sem COV na parede:
A maior parte das tintas disponíveis no mercado possui compostos orgânicos voláteis (COV), que possuem substâncias cancerígenas e ainda poluem o ar. A dica é substituí-las por tintas sustentáveis.
Conheça algumas tintas alternativas:
Tinta de caseína, que é uma a mistura da caseína (uma proteína do leite) com pigmentos. Esta tinta pode inclusive ser feita em casa.
Tintas de cal: Feitas com cal e pigmentos naturais.
Tintas naturais ou orgânicas: Estas são desenvolvidas com extratos vegetais e minerais misturados com óleos e resinas naturais. Também podem ser feitas em casa com frutas ou verduras.
Tinta de terra: Estas proporcionam maior controle da umidade relativa no ar, pois uma vez que possuem terra na composição elas deixam a parede respirar. Além disso, não desbotam e podem ser utilizadas em paredes internas e externas.
Tintas minerais: Por serem feitas de materiais minerais, elas não contêm substâncias tóxicas e deve ser diluída em água antes do uso.
Os pontos desfavoráveis das tintas sustentáveis é que, por não terem conservantes ou produtos químicos para secagem, elas têm data de validade menor e precisam de mais tempo para secar.
- Prefira tapetes sustentáveis
Uma alternativa é usar tapetes de bambu, que são feitos com fibras extraídas de uma pasta celulósica da própria planta. Este modelo é considerado ecológico, pois não agride o meio-ambiente quando a planta é cortada, pois em pouco tempo já pode receber um novo broto. Além disso, pode produzir até 20% a mais de oxigênio do gás carbônico que recebe.
Além do bambu, há outros tipos de tapetes feitos com materiais eco eficientes e reciclados. Alguns com materiais vindos diretamente da natureza, como as fibras de aloe e cacto. No mercado já é possível encontrar também tapetes artesanais confeccionados com fio de garrafas plásticas do tipo PET.
- Reutilize móveis antigos
Ao invés de comprar novos objetos para decorar o quarto, busque aproveitar os móveis usados restaurando-os ou simplesmente passando uma tinta. Aproveite até as peças antigas, que podem ser herdadas de outros parentes. Sabendo fazer uma decoração harmônica com os objetos do quarto, o móvel retrô pode conferir um ambiente personalizado.
Se esta alternativa não foi possível, compre móveis feitos a partir de materiais reciclados, que podem ser comprados em lojas especializadas. Na hora da faxina, lembre-se que velhas gavetas e armários podem ser reutilizados em outras áreas da casa, como recipiente para guardar ferramentas de jardinagem, por exemplo.
- Economize energia
Aproveite o máximo de luz natural possível. Coloque janelas grandes e preocupe-se também com a moldura aplicada em cada uma delas. Escolha de acordo com a necessidade do ambiente. Por exemplo, embora o alumínio não seja o melhor material para o gerenciamento de calor, ele é prático para climas chuvosos e úmidos.
Desta forma, não será preciso acender a luz artificial durante o dia. Já à noite, opte por lâmpadas LED ou fluorescentes compactas, ambas consomem menos energia do que as convencionais.
- Opte por acessórios práticos
Use vasos de plantas no quarto ou em uma varada próxima para purificar o ar e ainda decorar o espaço. Se gostar de cortinas, prefira as mais leves que permitem que a luz solar se infiltre no local, impedindo mofo e bolor. Alternativas: cortinas costuradas a partir de algodão orgânico, seda, cânhamo ou bambu.
Pegue caixas que nao são mais usadas em casa, decore-as e use como recipiente para armazenar seus objetos e manter o quarto arrumado.
No quarto devem ficar apenas os eletrônicos necessários. Não desperdice energia deixando aparelhos eletrônicos plugados na tomada a noite inteira.
* Com informações do Green Diary.
Do CicloVivo
A menos de um mês da Rio+20 a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou o site “O futuro que nós queremos”. A proposta tem como intuito incentivar o debate e proporcionar ferramentas para que a sociedade possa expor ideias e sugerir soluções para as próximas décadas.
A campanha teve início na última quarta-feira (16) e através do site a população pode enviar vídeos ou mensagens em texto falando sobre as expectativas para o futuro. O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil e porta-voz adjunto da Rio+20, Giancarlo Summa falou sobre a importância desta proposta. “A discussão sobre o desenvolvimento sustentável só será um sucesso se a opinião pública em cada país, a nível global, se envolver e fizer uma certa pressão sobre os governos e as empresas”, informou Summa.
A iniciativa já foi aplicada também em outros países, e os vídeos com os desejos de pessoas de diferentes culturas estão disponíveis no site. Alguns brasileiros também se abriram para falar sobre seus desejos e anseios, entre eles estão personalidades famosas, como a modelo Gisele Bündchen, o ex-jogador de futebol Ronaldo, o artista plástico Vick Muniz, o escritor Paulo Coelho, o cantor MV Bill e o arquiteto Oscar Niemeyer.
Todas as celebridades participaram de maneira voluntária, sem cobrar cachê pela aparição. Além disso, o Grupo Ogilvy foi o responsável pela campanha “Eu sou nós”, feita sem custos para a ONU, conforme informado pelo jornal paulistano.
Qualquer pessoa pode participar do projeto, para isso basta acessar o site e enviar uma mensagem sobre o que espera para o futuro. Assim, a ONU pretende facilitar a integração e expandir a rede de pessoas que estão dispostas a lutar por um mundo melhor.
* Com informações da Folha.
Por Cesar Vanucci *
“Tudo deveria ser tornado tão simples
quanto possível, mas não mais simples do que isto!”
(Einstein)
São recomendações muito simples. Não exigem esforço físico exagerado. Proporcionam – asseguram os que praticam essas modalidades de exercícios – resultados bastante compensadores. As práticas vêm sendo propagadas intensamente nas redes sociais como contribuição de profissionais da chamada medicina naturalista. Apresentam-nas como ideal para quem não gosta, ou não tem tempo de fazer rotineiramente exercícios físicos.
O que se anuncia, por esse instrumento de comunicação, é que alguns médicos naturalistas confessam-se danados de triste sempre que batem com os costados em congressos de sua categoria profissional. Acontece de experimentarem, nesses encontros, o dissabor de constatar que os resultados de certas experiências exitosas e eficientes, de fácil comprovação, processadas em sua esfera de atuação, não são contemplados, hora nenhuma, com divulgação adequada. “Não dão ibope”, é o que costumeiramente se lhes é passado. Vêem-se compelidos, à vista disso, a utilizarem as redes sociais para repassarem exercícios e ações singelos por eles reconhecidos como úteis no enfrentamento de problemas cardíacos. Vamos lá: 1º. ao acordar, deitado de barriga pra cima, pedalar 30 vezes no ar. Isso concorre para melhorar o posicionamento da coluna e da postura, diminuindo e retardando o encurvamento das costas, aliviando dores e baixando a pressão; 2º. antes do banho, exercitar a barriga da perna (levantar o corpo na ponta dos pés). Primeiramente, de modo rápido, até esquentar as panturrilhas e, depois, fazendo uma sequência de dez movimentos lentos. Pronto. Tal exercício – assevera-se - bombeia o sangue para o coração, melhora os batimentos cardíacos e evita obstrução das veias. Nos primeiros seis meses, a pessoa com excesso de peso poderá vir a emagrecer (oba!) da cintura para baixo. Nos seis meses subsequentes, se beneficiará (oba, outra vez!) da cintura para cima. Depois de dois anos, não engordará mais. Além de tudo, o exercício reduz riscos de cirurgia cardíaca, que custa, como sabido, os tubos.
Outra prática sugerida pelos naturalistas diz respeito às micro varizes. Esta a recomendação: ao chegar em casa, coloque os pés numa bacia com água bem quente. É o famoso “escalda pés”, que além de relaxar, serve para desencadear a dilatação dos vasos sanguíneos dos pés, trazendo benefícios também à visão. O processo foi pesquisado com pacientes diabéticos. Constatou-se melhora na circulação sanguínea. O quadro geral de saúde dos pesquisados melhorou e foram percebidos por muitos efeitos benéficos no sistema visual. O exercício é indicado, ainda, como eficaz para combater o encurvamento da coluna.
Outra recomendação da medicina naturalista: ao perceber que a pressão subiu, coloque as pernas dentro de um balde com água gelada até os joelhos. Permaneça nessa imersão por vinte minutos. Tranchã, atestam os que se entregam a essa prática.
* O jornalista Cesar Vanucci ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.
Por EcoD
Ex-empregada doméstica, a empresária Lucineide Nascimento descreve com orgulho a época mais difícil de sua vida, quando trocou trabalho por um prato de comida e um lugar para dormir. Enfrentando todo tipo de adversidade, encontrou na responsabilidade social uma oportunidade de negócio, segundo informou a Agência Sebrae de Notícias (ASN).
“Depois do emprego como doméstica, consegui ser representante de uma linha de produtos de R$ 1,99. Eram dias sem descanso, vendendo em lojas populares de toda a cidade. A experiência foi importante. Vi que os empresários colocavam os produtos em sacolas plásticas. Eles compravam quantidades enormes de sacolas. Imaginei que uma embalagem retornável diminuiria o custo da empresa e ajudaria o meio ambiente. Foi assim que tudo começou”, explicou a empreendedora à ASN.
Hoje, a Edilu Sacolas Ecológicas emprega quatro pessoas e funciona na própria residência de Lucineide, em um bairro da Zona Sul de São Paulo. No começo, entre os produtos vendidos, Lucineide oferecia as sacolas ecológicas, feitas em algodão natural cru. “Isso ocorreu em 2007, quando nem se falava na substituição das sacolas plásticas nos supermercados”, lembrou.
Em 2008, a empresária deixou a representação dos produtos populares para se dedicar ao negócio e criou a marca Edilu Sacolas Ecológicas. Um produto de sucesso é a sacola que, quando fechada, transforma-se em um pequeno estojo para ser guardado na bolsa. “As mulheres são as que, normalmente, vão ao supermercado. Se a sacola estiver na bolsa, não há como esquecer”, enfatizou.
Além do varejo, o estabelecimento fabrica sacolas para empresas e instituições. Entre os parceiros, está a Associação da Agricultura Orgânica, o Centro de Voluntariado do Estado de São Paulo, o projeto Faça Parte, entre outros. Frases estampadas nas sacolas, ressaltando a preocupação com o meio ambiente, como “Preserve hoje para que exista o amanhã” ou “Recicle, a natureza agradece”, têm chamado a atenção de representantes de grandes redes varejistas, reforça Lucineide.
Por Karina Toledo, da Agência Fapesp
Estão abertas até o dia 27 de outubro as inscrições para o concurso do Festival do Minuto que tem como tema a ciência. A participação é aberta para todos os públicos e o desafio é condensar o que o participante sabe sobre um tema ou área do conhecimento em apenas 60 segundos.
“Esta é a primeira vez que a ciência é tema do Festival do Minuto e também a primeira vez que temos a Fapesp como um dos apoiadoores. Acredito que podem surgir vídeos fantásticos que depois poderão ser usados como material educativo nas escolas”, disse Marcelo Masagão, criador e curador chefe do festival.
Além dos estudantes e professores de primeiro e segundo grau, público tradicional do evento, a ideia é atrair a participação de universitários, pós-graduandos e também de cientistas interessados em divulgar suas pesquisas.
“Ciência sugere pessoas que entendam profundamente sobre um determinado assunto. O desafio é resumir esse conhecimento acumulado em um minuto e com imagens”, disse Masagão.
Para participar, basta enviar o vídeo para o site www.festivaldominuto.com.br, em qualquer formato. Vale até mesmo aquele feito com o celular e tablet ou animações.
Todos os vídeos serão publicados no site do festival e os seis melhores serão escolhidos por uma equipe que conta com representantes da Fapesp. Seis laptops são oferecidos, três deles para estudantes ou professores da rede pública de ensino. Os vencedores serão anunciados em novembro.
“A Fapesp decidiu patrocinar o concurso, pois, além de apoiar a geração de conhecimento, também é sua missão estimular a divulgação do conhecimento. Queremos levar a ciência a um público cada vez maior”, disse Celso Lafer, presidente da Fapesp.
Lafer também considera a participação dos cientistas importante. “O pesquisador mostra que está interessado em alcançar e estimular esse público mais jovem a encontrar caminhos e solução por meio da ciência”, disse.
O Festival do Minuto foi criado em 1991 e é hoje o principal festival de vídeos da América Latina, tendo inspirado iniciativas similares em outros 50 países. Desde 2007, tornou-se permanente e on-line, premiando os melhores trabalhos.
A organização também realiza exibições no Brasil e no exterior, exposições, mostras itinerantes, festivais em escolas e universidades, oficinas, entre outras atividades. Grande parte dos cineastas e profissionais de renome do audiovisual brasileiro já fez o seu filme do Festival do Minuto.
Mais informações: www.festivaldominuto.com.br
Por Marcos Chagas, da Agência Brasil
Os catadores de material reciclável poderão ser incluídos entre os segurados especiais da Previdência Social. O projeto de lei que prevê a medida foi aprovado na última quarta-feira (16), em caráter terminativo, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Uma vez enquadrado como segurado especial, o catador de material reciclável terá a possibilidade de contribuir apenas com 2,3% de seu faturamento bruto anual.
Para entrar em vigor, no entanto, a matéria terá que ser aprovada pelos deputados, na Câmara, e receber a sanção da presidenta da República. Pela legislação, a pessoa que trabalha com coleta de lixo está enquadrada pela Previdência Social como contribuinte individual. Assim, tem que contribuir, se considerado o salário mínimo, com 11% do valor. Caso o salário de contribuição seja superior ao salário mínimo, o percentual passa para 20% de sua renda.
O autor da proposta, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), disse que por volta de 500 mil brasileiros exercem essa atividade, na informalidade. Segundo ele, os catadores de lixo recebem por dia de trabalho entre R$ 2 e R$ 5. O senador defende que a redução da alíquota de contribuição para a categoria permitirá o aumento da inclusão previdenciária “e do exercício da cidadania por esses trabalhadores”.
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Por Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil
“Pode não parecer sexy, mas solucionar problemas como diarreia, vermes e desnutrição fará mais bem aos pobres do mundo do que intervenções grandiosas”, resume Bjørn Lomborg, fundador do Centro de Consenso de Copenhague, instituição que tem como grande objetivo encontrar as melhores maneiras para o investimento de recursos destinados ao desenvolvimento e auxílio de países pobres.
É com essa postura de propor soluções que sejam “realistas” que a entidade reuniu 65 pesquisadores, entre os quais quatro vencedores do Prêmio Nobel, com o objetivo de pensar durante um ano em possíveis respostas para os dilemas globais.
O resultado desse trabalho vem sendo divulgado nas últimas semanas no formato de artigos sobre dez temas: Conflitos Armados, Biodiversidade, Doenças Crônicas, Mudanças Climáticas, Educação, Fome e Desnutrição, Doenças Infecciosas, Desastres Naturais, Crescimento Populacional, Água e Saneamento.
Para as questões de biodiversidade e da fome, por exemplo, é sugerido o investimento pesado em tecnologias agrícolas. Assim, seria diminuída a necessidade de converter áreas preservadas para campos de cultivo.
De acordo com o Centro de Consenso de Copenhague, se o investimento em pesquisa agrícola chegasse a US$ 13 bilhões ao ano, em 2050 o número de famintos cairia em mais de 200 milhões, devido, sobretudo, ao barateamento dos alimentos.
Analisando em conjunto os problemas, os 65 pesquisadores elaboraram uma lista de 16 ações que deveriam ser prioritárias (em ordem decrescente de importância):
- Financiar intervenções de nutrição para combater a fome e melhorar a educação;
- Expandir os subsídios para o tratamento de malária;
- Expandir a cobertura de imunização infantil;
- Lidar com as doenças causadas por vermes em crianças;
- Expandir o tratamento de tuberculose;
- Investir em pesquisa e desenvolvimento agrícola;
- Melhorar sistemas de alerta de desastres naturais;
- Fortalecer as capacidades cirúrgicas em países pobres;
- Imunização da Hepatite B;
- Financiar o uso de drogas de baixo custo para casos de ataques cardíacos em nações pobres;
- Campanha para reduzir o consumo de sal;
- Investir em pesquisa e desenvolvimento de geoengenharia para lidar com o aquecimento global;
- Programas de transferência de renda condicionados à presença escolar;
- Investir na pesquisa da vacina do HIV;
- Campanhas informativas sobre os benefícios da educação;
- Financiar a construção de poços artesanais.
“Os investimentos para combater doenças infecciosas são baratos e efetivos. Os governos podem conquistar muito nessa área”, afirmou Thomas Schelling, vencedor do prêmio Nobel de Economia de 2005.
“Acabar com doenças provocadas por vermes é um objetivo quase ignorado e que merece mais atenção e recursos. Este simples e barato investimento significa crianças mais saudáveis e que passam mais tempo na escola”, reforçou Robert Mundell, outro vencedor do Prêmio Nobel de Economia.
“O volume de pesquisa produzida pelo Centro de Consenso de Copenhague soma-se ao nosso conhecimento de quais são as maneiras mais inteligentes para lidar com os desafios da humanidade. E a lista construída pelos vencedores do Nobel nos mostra quais investimentos podem ajudar mais. Estas são as áreas que os governos e filantropos deveriam focar sua atenção”, resumiu Lomborg.
Clima
Para as mudanças climáticas, uma solução apresentada foi a criação de uma taxa sobre o carbono para financiar novas tecnologias limpas de energia. Segundo Isabel Galiana e Christopher Green, ferramentas de cobrança sobre as emissões de gases do efeito estufa devem estar alinhadas com o desenvolvimento de novas opções tecnológicas, pois somente assim esses mecanismos são úteis.
Curiosamente, uma das sugestões apontada para o aquecimento global é a polêmica geoengenharia. São apresentadas como soluções viáveis métodos para refletir raios solares, como a injeção de aerossóis na estratosfera e o bombeamento de vapor de água dos oceanos na atmosfera.
Essas opções chamam a atenção justamente porque Lomborg, que é autor do livro “O Ambientalista Cético” e do filme “Cool it”, já negou as mudanças climáticas.
“Minha postura atual sobre o aquecimento global é bastante simples: É real, está sendo causado pelas emissões humanas de CO2 e precisamos fazer algo para freá-lo. Porém, precisamos de ações que realmente funcionem e não apenas que façam bem para a nossa consciência”, escreveu Lomborg em um artigo publicado no dia 9 de maio.
O cidadão brasileiro poderá exercitar plenamente o direito à informação pública com a entrada em vigor, desde a última quarta-feira, dia 16 de maio, da Lei de Acesso à Informação. Proposta pelo governo federal e aprovada pelo Congresso Nacional, a norma é considerada uma das mais abrangentes e avançadas do mundo. As regras valem para a administração direta e indireta de todos os Poderes e entes federativos e se apresentam como instrumento eficiente de participação da sociedade na gestão pública.
A Lei de Acesso à Informação faz do conceito de transparência um direito de fato do cidadão brasileiro, pois uma pessoa bem informada tem melhores condições de conhecer e acessar outros direitos essenciais como saúde, educação e benefícios sociais. Além disso, o acesso a esses dados constitui-se em um dos fundamentos para a consolidação da democracia, pois fortalece a capacidade dos indivíduos de participar de modo efetivo da tomada de decisões que os afeta. Esse direito garante a ampliação do acesso à prestação de contas públicas, possibilita o monitoramento sistemático da execução e resultados das políticas públicas e faz da participação social um exercício de cidadania e de garantia de uma gestão pública de qualidade.
Entre os avanços estão o fim do sigilo eterno de documentos oficiais e a obrigatoriedade de todos os órgãos públicos de prestar, em no máximo 30 dias, informações de interesse do cidadão, sem que esse necessite justificar o pedido. De maneira espontânea, os órgãos e entidades públicas devem divulgar, independentemente de solicitações, informações de interesse geral ou coletivo, por meio de todos os canais disponíveis e obrigatoriamente em sítios da internet.
Informações sobre contratos, licitações, gastos, repasses e transferências de recursos, por exemplo, devem ser fornecidas de forma clara, em linguagem simples e direta e com apoio de ferramentas de busca e pesquisa na internet. A lei determina também que nenhum documento, ato ou fato que se configure como ameaça aos direitos humanos pode ser tratado como sigiloso. A transparência passa a ser a regra e o sigilo, a exceção.
A nova lei se soma a outras iniciativas que já privilegiavam a transparência ativa, como o Portal da Transparência - que oferece informações sobre as ações do governo federal para que a sociedade acompanhe como o dinheiro público é gasto. Medidas como essa fizeram do Brasil o oitavo país mais transparente do mundo e o primeiro da América Latina, no Índice de Orçamento Aberto do International Budget Partnership (IBP).
Canais - O governo federal trabalhou nos últimos seis meses para implementar a nova lei. Todos os órgãos centrais já criaram canais exclusivos de interação com a sociedade, conhecidos como Serviço de Informações ao Cidadão (SIC). O atendimento é presencial, pela internet ou por telefone.
Desse modo, a opção do governo federal pela transparência se apresenta como um mecanismo de aprimoramento da qualidade do gasto público, redução de custos, racionalização de processos e transformação, para melhor, da vida do cidadão brasileiro.
Saiba mais:
Acesse o portal em www.cgu.gov.br
No período de 24 maio a 1º de junho, Pernambuco receberá a Caranava Nordeste contra o Trabalho Infantil. À frente dos trabalhos, está o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil de Pernambuco (Fepetipe), que coordena programação em todo o Estado. Com diversas ações e estratégias, a Caravana é uma mobilização para chamar a atenção da sociedade para a necessidade de enfrentamento do problema.
O objetivo da iniciativa é contribuir para o fortalecimento das ações locais de prevenção e eliminação do trabalho infantil nos estados do Nordeste. Desde abril, a Caravana está acontecendo em toda a região, sendo uma iniciativa do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Brasil e Fundação Telefônica.
A programação em Pernambuco começa no dia 24 de maio, a partir das 9h, com o lançamento da Caravana, durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Na oportunidade, será reforçada a importância para o cumprimento das metas estabelecidas pelo Plano para Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente Trabalhador de Pernambuco, aprovado no ano passado, pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-PE). Na ocasião também, em parceria com os Correios, será lançado selo comemorativo à iniciativa.
Calendário da Caravana em Pernambuco
Dentro do calendário da Caravana, a programação em Pernambuco contará com Seminários Regionais nos dias 28 de maio, no Município de Salgueiro (Sertão), 29 de maio, no Município de Garanhuns (Agreste) e 30 de maio, no Município de Goiana (Mata/Litoral). Neles, serão reunidos representantes dos governos Municipais, da Sociedade Civil, operadores de direitos da criança e do adolescente de todo o estado. Paralelamente aos seminários, serão realizadas atividades educativas com crianças e adolescentes de programas sociais.
Nos dias dos eventos nas cidades, a Caravana contará com o apoio dos Correios na divulgação. É que os carteiros – literalmente - vestirão a camisa da campanha, reforçando o grande mote da Caranava, que é o combate ao trabalho infantil, junto à população.
A Caravana em Pernambuco será finalizada com audiência com o governador do Estado, Eduardo Campos, no dia 31 de maio. No encontro, o Fepetipe apresentará os resultados colhidos durante a Caravana e solicitará o compromisso do Governo para o cumprimento das ações do Plano Estadual para Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente Trabalhador.
Confira abaixo o calendário da Caravana Nordeste
9 a 13 de abril - Ceará
16 a 20 de abril - Maranhão / Piauí
23 a 27 de abril - Rio Grande do Norte
7 a 12 de maio - Paraíba
21 a 25 de maio - Sergipe / Alagoas
28 maio a 1º junho - Pernambuco
4 a 6 de junho - Bahia
Confira abaixo o calendário da Caravana em Pernambuco
24 de amio - Lançamento da Caravana
9h - Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco
Auditório do Anexo 2 - 6º andar - Recife (PE)
28 de maio - Município de Salgueiro (Sertão)
8h às 13h – Seminário e Atividades educativas
Local: Instituto Federal
Endereço: BR-232 – km 508 – Zona Rural
29 de maio - Município de Garanhuns (Agreste)
8h às 13h - Seminário e Atividades educativas
Local: Autarquia de Ensino de Garanhuns (AESGA)
Endereço: Av. Caruaru, 508 – Bairro de São José
30 de maio - Município de Goiana (Mata/Litoral)
8h às 13h - Seminário e Atividades educativas
Local: Av. Marechal Deodoro da Fonseca, s/n - Centro
Podem se candidatar entidades que atuam na área da infância e juventude. As inscrições vão até dia 7 de junho
A Secretaria de Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos, por intermédio do Conselho Municipal de Assistência Social de Olinda - CMASO e o do Conselho Municipal de Direito da Criança e do Adolescente de Olinda - COMDACO, publica Edital para Seleção de Projetos na área de Assistência Social.
Serão selecionados projetos sociais que atendam crianças e adolescentes com idade de 7 a 16 anos, em situação de vulnerabilidade social ao Trabalho Infantil e que realizem atividades socioeducativas de convivência e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.
Os projetos serão financiados por um período de 12 meses, a partir da data da assinatura do convênio, através do Fundo Municipal de Assistência Social de Olinda - FMAS e do Fundo Municipal da Criança e Adolescente - FMDCA.
As entidades somente poderão concorrer com 01 (um) projeto, que deverá ser entregue na sede da SDSCDH (Secretaria de Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos de Olinda) em 03 (três) cópias impressas e 01 (uma) cópia gravada em CD, até o dia 7 de junho de 2012.
Contato: Josineide Ferreira (Coordenadora do PETI em Olinda) - Fone: 8798.6292 / 3429.6777 R - 242.

Por Rogério Centofanti*
Ninguém parece se conformar com a evidência: trânsito e transporte na cidade de São Paulo (e em alguns de seus satélites) estão além do suportável, e não existem soluções à vista, exceto por meio de medidas radicais. Não sabendo pensar mobilidade além dos meios convencionais, ou por nos recusarmos a imaginar soluções que ameacem a desconfortável “zona de conforto”, ficamos reclamando em círculos.
Esquecemo-nos de que as soluções do passado converteram-se nos problemas do presente. O automóvel, enquanto saída individual e privada para os péssimos transportes coletivos (ruins em quantidade e qualidade), foi interessante até que milhões deles congestionassem ruas e avenidas, além de aumentar o custo das construções, pois a garagem tornou-se tão essencial como o dormitório.
As motos chegaram aos poucos, como solução igualmente individual e privada, econômica e prática para escapar do trânsito, e hoje fazem parte do problema, em especial no quesito segurança.
Para ajustar todo esse volume de pneus ampliaram-se ruas e avenidas, criaram-se túneis e viadutos, mas o volume do tráfego cresceu e cresce em proporção superior as obras. Reduziram-se as calçadas, impediu-se o estacionamento junto ao meio fio, mas não resolveu. Áreas que poderiam estar a serviço de construções de residências transformaram-se em estacionamentos privados, cujos preços são, proporcionalmente, mais caros do que dos aluguéis ou de estadas em hotéis.
Além de monopolizar os espaços públicos, os veículos sobre pneus poluem a atmosfera que respiramos e roubam o reconfortante silêncio desejado dos ambientes comuns. São esses subprodutos que fizeram do “minhocão” um símbolo de fracasso transformam o opção por túneis num caso perdido.
De que vale um carro possante, se a velocidade está limitada ao ritmo lento do trânsito? Com exceção do ar condicionado, os modernos automóveis equivalem, na operacionalidade, a um fusca 67. Automóveis movidos a células de hidrogênio resolverão os problemas de poluição atmosférica e sonora, mas os congestionamentos serão os mesmos. Isso também será verdadeiro para motos e ônibus movidos a energia limpa.
Aposta nas bicicletas é uma bandeira de valor emblemático mas, sabemos todos, não solução de massa. Ainda que se criassem ciclovias ou ruas exclusivas para bicicletas, é evidente que seriam inviáveis em distâncias consideráveis, em especial nos dias de chuva.
Como apelo extremo, mas para que as coisas fiquem como estão, fala-se em transferir residências para perto dos locais de trabalho, ou deles para perto das residências, como se isso fosse possível em uma sociedade movida pelo princípio do laissez faire econômico e social, e incentivador das iniciativas individuais como símbolo de liberdade –dentre elas, o próprio automóvel.
A proposta mais razoável é alterar os horários de trabalho por categorias, mas isso irá gerar imenso problema no arranjo econômico das atividades. Por esse motivo, a ideia nunca avança.
Anuncia-se a penalização do tráfego de automóveis pela adoção de pedágios urbanos, mas é uma proposta que prejudica exclusivamente os menos afortunados.
Para reduzir o impacto do custo direto e indireto do automóvel em suas economias, as pessoas migraram para os transportes coletivos e públicos – trens e metrô – e descobriram que são insuficientes e falhos.
Desnudados diante dessa evidência, governantes tentam empurrar a massa de usuários para os ônibus — coletivos, porém privados — o que devolve a tudo e a todos ao atoleiro dos pneus.
Em complemento ao metrô, cujo benefício cultural e econômico é transitar por debaixo da superfície e, nessa medida, em nada alterar a saga rodoviarista nas ruas e avenidas, surgiu o monotrilho, que transita acima da superfície, mas cuja eficiência é uma experiência a ser conhecida. Se de um lado atraiu atenções como mais um esforço para desafogar a cidade, trouxe consigo o estigma do “minhocão”, pois irá roubar a vista, a privacidade e o silêncio próximo de janelas de edifícios residenciais, não raro de luxo, criando um problema desta vez imobiliário.
As melhores saídas radicais que conheci no passado foram os “calçadões”. Não imagine o leitor que foi fácil decidir por eles. Comerciantes gritaram, pois teriam problemas com carga e descarga de mercadorias. Compradores gritaram, pois não teriam como estacionar seus carros na porta das lojas. Depois da gritaria generalizada, comerciantes encontraram soluções para abastecimento, assim como usuários de automóveis. Hoje, é pouco provável que comerciantes e consumidores aceitem que as coisas voltem a ser como eram. Os calçadões devolveram o espaço público totalmente ao uso público, isto é, para os pedestres.
Evidente, entretanto, que não se pode imaginar a mobilidade nas grandes cidades com base nos pés. Se questionável com as bicicletas, o que dizer com os pés.
Parece que a situação pode ser colocada, ainda que de forma difusa, da seguinte forma: 1) asfalto demais e calçadas de menos; 2) individual demais e coletivo de menos; 3) privado demais e público de menos.
Transporte público e coletivo com grande e média capacidade de transporte é o que caminha sobre trilhos: trens, metrô e monotrilho — todos com a imensa vantagem de fazer uso de energia limpa. Trens e metrô têm vocação estruturadora – grande capacidade; monotrilho é, digamos, “capilar”, de média capacidade. Todos os três são segregados, isto é, caminham em vias próprias, sem cruzamentos, o que os torna velozes quando comparados aos “carrões” parados nos congestionamentos, inclusive os ônibus.
Ninguém, entretanto, fala em VLT – Veículo Leve sobre Trilhos -, e muito menos em seus diferentes modelos e capacidades. Justamente ele, o mais barato da família dos trilhos, igualmente ecológico, pois movido por energia elétrica, nem mesmo é cogitado. Motivo? Disputaria com automóveis, carros e ônibus o espaço público das ruas e avenidas. A rigor, nem mesmo disputaria, pois o ideal é que a escolha fosse VLT ou os demais sobre pneus. Nisso ninguém quer pensar, e tampouco discutir.
Nem mesmo se fala neles ocupando linha própria e paralela à dos trens, no mesmo leito, servindo os usuários que se deslocam entre estações próximas, e assim desafogando os próprios trens. Sequer essa possibilidade é discutida. VLT está fora do foco das atenções dos governos (estado e municípios), de gestores de empresas de transporte público, e dos inúmeros “especialistas” que voltam a apostas nos corredores de ônibus. Corredores de VLTs? Nem pensar.
Afinal, qual é o problema do VLT, para se tornar o patinho feio na família dos transportes sobre trilho? É barato demais para atrair interesses? Roubará espaço físico e financeiro das empresas de ônibus?
Ele seria uma boa solução para as regiões centrais – em especial nas extensas avenidas de comércios e serviços, ocupando espaço público hoje a serviço de carros e ônibus, permitindo o alargamento das calçadas para uso humano. Aliás, isso é igualmente verdadeiro para boa parte das longas avenidas que servem os bairros.
Por que ninguém fala nisso? Pouca gente sabe, mas em 1916 a cidade de São Paulo tinha 227 km de trilhos urbanos, e na superfície. Que tal recuperar ao menos parte desse número?
Não se faz omelete sem quebrar ovos.
*Rogério Centofanti é consultor do Sindicato dos Ferroviários da Alta Sorocabana-SP e editor do site São Paulo Trem Jeito
(Outras Palavras)
Numa parceria entre a Fundação Joaquim Nabuco, o Consulado Norte-americano e a Faculdade Maurício de Nassau, será realizada nesta sexta-feira (11 de maio), no auditório Benício Dias, na Fundaj de Casa Forte, na avenida 17 de agosto, 2187, a palestra "Conectando os pontos, assegurando a verdadeira liberdade para alem do século XXI", do lider ativista do Movimento dos Direitos Civis nos EUA, Joe Beasley.
O norte-americano, uma das lendas vivas do Movimento dos Direitos Civis nos EUA, está no Recife para as comemorações em torno da memorável data de 13 de maio, Dia da Abolição da Escravatura. Joe Beasley nasceu nas plantações do estado da Georgia em 1936. Viveu em um mundo racialmente segregado.
Atualmente é presidente da Fundação que tem seu nome e da African Ascension (Ascensão Africana), projeto criado por ele para construir uma rede relacionamentos entre descendentes africanos ao redor do mundo no sentido de fomentar iniciativas.
É também diretor regional da Rainbow/PUSH Coalition: organização com fins sociais criada pelo também conhecido líder ativista dos Direitos Civis, reverendo Jesse Jackson. Já exerceu várias funções ao longo de sua vida, inclusive servindo a aeronáutica dos EUA durante 21 anos em missões em muitos países. No Brasil, foi um instrumento importante na formação da Universidade Zumbi dos Palmares em São Paulo.
Por Cesar Vanucci *
"As grandes nações têm atuado sempre como assaltantes."
(Stanley Kubrick)
Nas relações políticas e econômicas com o resto do mundo, temos dito e repetido, as grandes potências deixam claramente configurada sua disposição imperial. "Façam o que eu digo e não o que eu faço": este o teor da determinação por elas transmitida à comunidade internacional. Nesse recado, curto e grosso, manda-se a sutileza às urtigas e escancara-se, para bom entendimento, a considerável disparidade do poderio econômico, tecnológico e militar existente entre eles e os outros.
No Conselho de Segurança das Nações Unidas, o veto de um desses países – Estados Unidos, Rússia, China, Inglaterra e França – é suficiente para tornar inócua qualquer aspiração nascida do consenso da assembléia geral, constituída de centenas de Estados. Em não poucas oportunidades, as chamadas grandes potências desafiam abertamente as deliberações de seus pares, assumindo posições unilaterais que consultam apenas seus egoísticos interesses.
Não raramente também, esse tipo de ação dá vaza a alguma crítica por parte de outro componente do núcleo do veto. Mas o que acaba prevalecendo mesmo, aí, é uma espécie de "acordo de cavalheiros". A condenação acaba sendo expressa em termos que possam ser amortecidos no diálogo diplomático das chancelarias interessadas. Disso resulta uma certa condescendência recíproca com relação aos absurdos praticados por uns e outros.
Os Estados Unidos se recusaram, insensatamente, todo mundo se lembra, a firmar o "protocolo de Kyoto". O governo da Rússia foi, por outro lado, o último a apor assinatura no documento. Não é difícil calcular o tipo de pressão que estaria sendo exercida contra qualquer outro país, da lista dos emergentes e subdesenvolvidos, que se recusasse a figurar entre os signatários de uma decisão de tamanha magnitude, caso os Estados Unidos tivessem optado por apoiá-la.
No capítulo dos avanços tecnológicos espaciais e das experiências nucleares para fins pacíficos, o Brasil e outros países topam pela frente, volta e meia, com toda sorte de obstáculos e sanções externos. Procura-se impedir caminhem com as próprias pernas na busca das políticas que melhor se harmonizem com seus sagrados interesses. O monitoramento com relação ao que concebem e realizam, nesses domínios interditos, é implacável. "Façam o que eu mando e não o que eu faço". A palavra de ordem que chega, dos países com o domínio do conhecimento espacial e atômico, é incisiva. Enquanto torpedeiam com ameaças o desenvolvimento tecnológico dos outros, os "donos do mundo" entregam-se a frenéticos e, por vezes, diabólicos experimentos, ampliando as conquistas tecnológicas com vistas a bons negócios. Na guerra e na paz.
Os EUA romperam o tratado de não proliferação das armas de extermínio em massa, anunciando, logo depois, a criação de um fantástico complexo de blindagem antimíssil, sugestivamente chamado de "guerra nas estrelas". Enquanto isso, a Rússia, retomando o tom façanhudo de que havia se descartado logo após a debacle comunista, fala com espalhafato da construção de novas, inigualáveis e inimagináveis armas.
Não deixa de ser reconfortante perceber, no meio de tudo, que existe hoje uma consciência cívica coletiva altiva e aguerrida, em constante expansão, no Brasil, noutros países e, até mesmo, no seio das nações de presença hegemônica no mundo. É a sociedade humana se confessando inconformada com os rumos desvairados do planeta. Será dai, dos desejos de paz e dos anseios de progresso dominantes no sentimento das multidões, que acabarão brotando, mais na frente, transformações relevantes nas relações internacionais, na ordem econômica e na convivência social. Transformações que possam, finalmente, garantir para todos acesso pacífico aos benefícios do trabalho, do talento e da criatividade humana.
* O jornalista Cesar Vanucci ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.
Coletivo formado por Pontos de Cultura troca serviços culturais com artistas, e registra suas apresentações com a colaboração dos alunos das oficinas da feira, que segue até 13 de maio, no Recife
Formação colaborativa com a prática na produção cultural solidária. É com esse tema que as engrenagens do coletivo cultural fomado por Pontos de Cultura de Pernambuco irão atuar durante a Expoidea 2012, que começou no último dia 8 de maio e segue até o próximo domingo, dia 13, no Bairro do Recife. A Produtora
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ressignifica as formas e os modelos do “fazer cultural” em um processo onde o agente mais importante é o artista, os seus produtos viram a moeda corrente e o seu registro cultural é feito com ferramentas livres pelos colaboradores das oficinas realizadas.
É nesse ciclo sustentável e criativo que o coletivo realiza as oficinas de Filmagem e Edição de Vídeo, Fotografia, Captação e Edição de Áudio, Design e Artes Gráficas, Streaming, Hipervídeo, Jornalismo Colaborativo, Rádio Comunitária e Web Rádio, e com a instalação do Palco Livre prometem ocupar a Rua da Moeda.
Com inscrições encerradas, as oficinas, que se destacam de outras capacitações por difundirem o uso de Softwares Livres, irão acontecer na Rua da Moeda (Nº 122 – em cima do Bar e Restaurante Cara ou Coroa) e apresentam novidades para a edição 2.0 da feira do futuro. A formação da O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. recebe o apoio do coletivo Jardim.in (RJ) e aumenta o leque de oficinas e produtos oferecidos aos artistas em relação a edição anterior da Expoidea com as capacitações de Hipervídeo (vídeo interativo na WEB) e Streaming em HTML5 (transmissão ao vivo pela WEB). “Acho fundamental, como prática de convivência em todos os aspectos da vida, a colaboração e o compartilhamento. Na verdade, nós da Jardim.in e outros grupos como Estúdio Livre e Iteia, acreditamos que o modelo de produção em Software Livre é uma expressão dessa prática e produtor de novos modos de existência e de uma nova sociedade”, diz o representante da Jardim.in Giuliano Djahjah, que ministra a oficina de Streaming.
Um dos sucessos da edição de 2010 da feira foi o Palco Livre, sediado na Torre Malakoff, local onde também aconteceram as oficinas da produtora naquele ano. Neste espaço, poetas, atores, Pontos de Cultura e bandas de música de vários estilos se inscreveram, trocaram serviços com a O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. e tiveram sua apresentação registrada, gerando videoclipes, CD’s, álbuns de fotos, transmissão ao vivo pela Rádio Expoidea e cobertura jornalística em Mídia Livre (Confira: http://www.iteia.org.br/expoidea), tudo isso com a colaboração dos alunos das oficinas.
Desta vez o Palco Livre estará ocupando democraticamente a Rua da Moeda (#OcupeMoeda), com os mesmos serviços de produção cultural, incluindo a transmissão ao vivo pela internet (Streaming). “Queremos democratizar o palco, a circulação de produtos e o acesso a serviços de produção cultural. Nada que vamos oferecer é gratuito mas também não é cobrado dinheiro. Cada artista oferece arte, conhecimentos e técnicas como moeda em troca dos serviços que necessita para potencializar sua arte. ”, explica o Coordenador Geral da Colaborativa.PE, Pedro Jatobá. As inscrições para troca de serviços e apresentações também já foram encerradas e a programação será divulgada na semana do evento.
JAMoeda (#OcupeMoeda)
O palco é livre, e a moeda de troca na Rua da Moeda é a arte! Pelo menos será assim durante a Expoidea 2.0. Mas a
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também aproveitou o espaço para promover a tradicional Jam Session. Portanto, o artista que quiser “tirar um som” deverá levar seu instrumento para o Palco Livre, nos dias 9 e 11 de maio (quarta e sexta-feira), e ocupar o espaço com sua arte sem precisar trocar serviços, apenas se inscrever momentos antes de subir ao palco.
Festa da Música Ambulante (#OcupeMoeda)
No sábado (12), a festa fica por conta dos carrinhos de som. A rede Perambulantes ressignifica o papel dos vendedores ambulantes de CD’s, circulando no Recife Antigo, vendendo produtos dos artistas que se apresentaram e transmitindo ao vivo o Palco Livre, já que também estarão sintonizados na Rádio Expoidea FM 88.5.
Rádio Expoidea – FM 88.5
Quem estiver no Recife Antigo poderá sintonizar na rádio onde os colaboradores (integrantes de Pontos de Cultura e alunos da Oficina de Rádio) estarão divulgando as ações do evento, basta sintonizar na FM 88.5.
Na Expoidea 2.0 a O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. será formada por integrantes de Pontos de Cultura: Eduardo Lima e Denis Ramos (CUCA Recife), Willamy Tenório (Canal Capibaribe), Daniel Luís e Ronaldo Eli (Coco de Umbigada), Natália Lopes e Raquel Santana (Tecer), Celso Costa (Pé de Serra), João Paulo Seixas e Pedro Jatobá (Pontão de Cultura Digital iTEIA), Léo Guedes (Pontão Ciranda Solidária) e coletivos digitais: Celinha Menezes (Jeporu); Giuliano Djahjah e Cinco Euzébio (Jardim.In), e ainda a facilitadora de fotografia digital Clarissa Dutra. Saiba mais sobre a produtora: http://www.iteia.org.br/colaborativape.
Nesta sexta-feira, 11 de maio, o Museu da Abolição inaugura a exposição temporária “La SAPE: O Culto da Elegância na África Contemporânea”, que estará em cartaz até o dia 18 de agosto. A exposição faz parte da programação da 10º Semana Nacional de Museus, de iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), e retrata a presença da SAPE nos Trópicos, mais precisamente no Nordeste brasileiro. O Museu da Abolição, localizado na avenida Benfica,no bairro da Madalena, no Recife, convida o público a conhecer a face artística da África Contemporânea.
A SAPE - Société des Ambianceurs et de Personnes Elegantes (Sociedade de Ambientadores e de Pessoas Elegantes) surgiu com ímpeto após a independência do Congo (Brazaaville e Kinshasa) , por volta dos anos de 1960. Tal fenômeno teve suas origens no bairro de Bacongo, em Brazzaville, atraindo jovens de origem social modesta que se autodenominavam de sapeurs: aqueles que cultuam a elegância como um fim em si mesmo. Mais que um estilo de vida, a elegância é uma “condição” de estar no mundo, onde a moda excede suas funções estéticas de representação e distinção para adquirir valores intrínsecos ao comportamento e à conduta sociais.
A Exposição é composta por fotografias de Silvania Nobre, vídeo-arte de Charles Martins e Expografia de Flávio Amaral, com curadoria do antropólogo Antonio Motta. Os protagonistas da cena são estudantes congoleses de Brazzaville e de Kinshasa, conveniados em diferentes universidades brasileiras. Trata-se do primeiro registro da SAPE no Brasil, já que o trajeto de viagem de um sapeur ─ fora da Republica Democrática do Congo (Kinshasa) e Congo Brazzaville ─ é Paris: o destino que o legitima.
As obras ficam expostas até o dia 18 de agosto e as visitas podem ser feitas de segunda a sexta, das 9h às 17h e aos sábados, das 13h às 17h. A entrada é franca.
Ao longo da Semana Nacional de Museus, de 13 a 20 de maio, o Museu da Abolição oferecerá outras atividades:seminários e exibição de filmes. Além disso, funcionará no domingo (13), dia em que acontecerá o Circuito de Museus realizado pelo Fórum de Museus de Pernambuco e Fundarpe, com várias opções de visitação aos museus do Recife.
Serviço:
Abertura: 11 de maio às 18h.
Visitação: 12/05 à 18/08/2012, de segunda a sexta das 9h às 17h e sabádos das 13h às 17h.
Informações:
3228.3248
email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Usar a bicicleta como meio de transporte nas grandes cidades pode não ser tarefa fácil. Para ajudar quem anda de bike nos centros urbanos, o blog Eu Vou de Bike listou algumas dicas para “pedalar na cidade com mais segurança, sem se envolver em acidentes e garantindo um trajeto tranquilo”.
1. Pedale no lado direito da via e, caso necessário, ocupe a faixa. Evite ao máximo pedalar na contra-mão. Na estrada, use o acostamento.
2. Cuidado com carros estacionados. Portas podem ser abertas a qualquer momento, e este acidente é mais comum do que se imagina. Ao passar por carros estacionados, procure observar se há ocupantes dentro destes, o que pode indicar alguém que vai sair sem prestar a devida atenção.
3. Seja previsível aos motoristas. Não mude de direção sem deixar clara a sua intenção. Procure não “costurar” nos congestionamentos e evite ao máximo trafegar pela calçada.
4. E agradeça sempre com sinal de positivo ou dizendo “Obrigado” aos motoristas que se mostrarem civilizados e facilitarem a sua passagem.
5. Não se envolva em discussões inúteis nem xingue os mais estressados.
6. Não execute manobras com sua bike para as quais não esteja treinado. É tombo na certa.
7. Procure vestir sempre roupas adequadas ao clima. Durante a noite, dê preferência a cores mais claras.
Seminário abordará a importância do resgate das raízes ancestrais para a saúde psíquica do ser humano
Por Tereza Soares
O índio de origem tapuia, terapeuta, escritor e ambientalista, Kaká Werá, é o facilitador do seminário ‘Reconexão e Saúde Integral’, que a Unipaz Pernambuco promove dias 25 e 26 de maio, na sede da instituição, no Rosarinho. O convidado vem proferindo palestras sobre os temas indígenas dentro do contexto mundial para a ONU e oferecendo importante contribuição no trabalho de resgate, defesa, difusão e o desenvolvimento da cultura indígena brasileira, tendo realizado projetos sociais com os povos nativos, mais especificamente das nações Guarani e Krahô. As inscrições podem ser feitas pelos telefones: 3244-2742 e 97251415 ou pelo e-mail
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O seminário abordará a importância da ancestralidade na saúde psíquica, social e cultural de uma pessoa, uma família e uma nação. O programa traz temas como a tradição tupy e sua origem sagrada, os três níveis de ancestralidade, a ancestralidade e seus reflexos no corpo, na consciência e no espírito, a importância do respeito e da gratidão às diversas origens culturais.
“Será observado como as relações com a nossa ancestralidade podem causar prosperidade ou miséria, doença ou saúde, vigor ou fraqueza, medo ou coragem. A compreensão sobre a ancestralidade, pode servir de apoio aos processos de cura”, elucida o palestrante.
De acordo com Kaká Werá, resgatar a conexão é uma tarefa essencial do homem moderno e globalizado, que perdeu o contato com as suas raízes culturais, pessoais e arquetípicas e isso seria a causa de tantas doenças pessoais e coletivas. “A árvore ancestral representa o resgate renovador com nossas raízes e o poder de frutificação da árvore está nas raízes. Ou seja, o poder de realização do ser humano está na consciência que possui em relação às suas origens”, explica o facilitador do seminário.
Kaká Werá é escritor, especialista em cosmovisão e filosofia tupi-guarani e em ecossustentabilidade. É membro do Colégio Internacional dos Terapeutas e empreendedor social. Realiza cursos e vivências há mais de 15 anos na Unipaz (Universidade Internacional da Paz) e no Instituto Arapoty. Conferencista internacional, já percorreu mais de 10 países discorrendo sobre diversidade cultural, sabedoria ancestral, sustentabilidade e responsabilidade social, entre eles Inglaterra, França e EUA.
O tenor Otávio Lira traz o concerto “Uma Noite para Recordar” e faz uma homenagem aos 419 anos da cidade
Nesta sexta-feira, dia 04 de maio, às 19h30, a igreja Matriz de Santo Amaro, em Jaboatão dos Guararapes, vai receber o concerto “Uma Noite para Recordar”, com o tenor Otávio Lira, sob a regência do maestro Fábio Valois. O evento é gratuito e faz uma homenagem aos 419 anos da cidade. A cantora lírica e pianista Amarílis de Rebuá – famosa por sua atuação e direção no mundo da ópera -, vai acompanhar o tenor. André Travassos, Felipe Luna, Rildomar Nascimento e Frei Damião são os convidados especiais.
O tenor Otávio Lira vai abrir a noite com o hino de Jaboatão dos Guararapes, uma composição Nina de Oliveira, e em seguida vai fazer um passeio pela música clássica. Puccini, Tchaikovsky, Franz Schubert, Heitor Villa Lobos e Andrea Bocelli são alguns dos destaques do repertório. Com o evento ele tenta resgatar os tempos do músico e concertista Pe. Chromácio Leão, que há 100 anos, quando chegou à cidade, passou a realizar grandes concertos na Matriz.
Otávio Lira nasceu e viveu toda a infância nos arredores da Igreja de Santo Amaro. Foi lá que pela primeira vez se apresentou em público com a música “Ave Maria” de Franz Schubert. Ele aprofundou seus estudos em canto erudito e durante toda a sua história com a música teve o apoio da sua primeira professora de canto Mafalda Pompeia Soares.
Do CicloVivo
Sarah Turner é uma designer britânica conhecida por produzir obras ecológicas feitas a partir de materiais que iriam para o lixo. Uma de suas especialidades é a criação de luminárias de garrafas PET.
As garrafas são coletadas em cafés e residências locais. Após serem recolhidas elas são lavadas e passam por um processo de jateamento. Cada garrafa é cortada à mão e transformada em elementos decorativos com formas complexas, que as deixam totalmente diferentes de sua aparência original.
As luminárias feitas por Sarah têm como intuito minimizar a quantidade de garrafas que iriam parar nos aterros sanitários de maneira criativa.
O atelier da artista está situado em Nottingham, na Inglaterra, e as luminárias ecológicas da designer já foram exibidas em Londres, Milão e Los Angeles.
Todos os produtos são feitos manualmente e estão disponíveis pela internet.
Confira algumas luminárias da artista:
Cola 10
Considerada a assinatura da designer, a luminária Cola 10, é feita à mão e utiliza dez garrafas de Coca-Cola 500ml. Cada uma delas é transformada e colocada em uma base de polipropileno, presas com suas próprias tampas. A artista também criou a Cola 30, que reutiliza 30 garrafas de refrigerante.
Lily
A luminária Lily reutiliza garrafas de dois Litros. Para essa obra a designer utiliza garrafas na cor verde e na cor branca. O efeito quando acessa é espetacular. A luminária tem as versões que utilizam nove ou 12 garrafas
Bluebell
A Bluebell é feita de garrafas de dois litros de água mineral. As garrafas são jateadas, e com isso ganham uma cor azulada e uma textura diferente. Os dois tamanhos são feitos com quatro ou seis garrafas.
Daisy
Daisy é feita com 12 garrafas PET de dois litros. As garrafas foram cortadas em anéis de diferentes tamanhos, o que deu um ar retrô à luminária.
Oasis
Esta luminária é feita com apenas uma garrafa PET de 500ml. É simples e estilosa. Ela é ótima para ser utilizada como luminária de mesa, em criados mudos.