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Maio 2010

Segunda 31 Maio 2010

Vamos curar o mundo que sangra PDF Imprimir Email
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Seg, 31 de Maio de 2010 21:53

urso250Por Monique Barbut*

Outro dia, outra viagem de ida e volta ao trabalho, outra visita ao mercado, outra noite em casa. Seguimos a rotina cotidiana, alheios à devastação da qual nosso planeta é objeto. Estamos inteirados da mudança climática e vemos nos noticiários as imagens dos vazamentos de petróleo. Porém, poucos sabem que, chegado o ano de 2050, nossas atividades pesqueiras talvez tenham esgotado as existências de peixes de nossos oceanos. Ou que, pela primeira vez desde que os dinossauros habitavam a Terra, as espécies de plantas e animais se extinguem a um ritmo mais rápido do que o surgimento de novas espécies.

Em nosso moderno, estéril, confortável Século 21 é fácil se desligar do mundo natural. É fácil crer que “a diversidade biológica nada tem a ver comigo”, mas o certo é que tem tudo a ver com cada um de nós. Vivemos imersos na biodiversidade, essa vasta, rica e maravilhosa variedade de vida na Terra, que afeta todos os aspectos de nossa existência: desde a roupa que vestimos até os alimentos que ingerimos ou os postos de trabalho que ocupamos.

Apesar do muito que a biodiversidade nos proporciona, não percebemos até que ponto está ameaçada, tanto na América do Sul como no resto do mundo. A perda de biodiversidade tem sido maior e mais acelerada nos últimos 50 anos do que em qualquer outro período da história humana. Se perdermos a biodiversidade, perderemos todos os atributos da vida tal como a conhecemos. As notícias não são boas. Certas pesquisas demonstram que o mundo não atingiu as metas de redução da taxa de perda de biodiversidade assinaladas para 2010. No entanto, há esperanças.

Em todas as partes, autoridades, dirigentes de empresas, organizações da sociedade civil e líderes comunitários esclarecidos trabalham para implementar projetos que atendam nossas necessidades humanas de desenvolvimento e comércio, respeitando e preservando a biodiversidade. Podemos encontrar um exemplo muito eloquente aqui mesmo, no Uruguai, onde diferentes atores uniram esforços para conceber uma forma de uso da pesca com a finalidade de serem negócios sustentáveis, promovendo o respeito pelo meio ambiente e encontrando a maneira de trabalhar em harmonia com os ecossistemas locais.

Por essa via, a obtenção de pescado para alimentação no curto prazo continua e as riquezas pesqueiras são fortalecidas no longo prazo. Trata-se de um exemplo destacado dos programas que podem e devem ser duplicados em outras partes da América do Sul e do mundo. Contudo, iniciativas como esta não ocorrem espontaneamente. Exigem financiamentos e apoio técnico. As autoridades públicas devem saber que são investimentos deste tipo que o mundo precisa e as que as sociedades que representam exigem.

Para contribuir com a criação de consciência sobre o valor e a importância da variedade da vida e seu impacto em nossa vida diária, as Nações Unidas declararam 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade Biológica. Que cada um de nós, animado por esse espírito, intensifique seu senso de conexão com a malha de vida que nos rodeia e se faça ouvir diante daqueles que têm o poder de realizar mudanças. Em matéria de biodiversidade não somos meros espectadores. Tampouco carecemos de meios para contribuir com sua preservação.

Como cidadãos e eleitores, podemos e devemos nos assegurar de que as autoridades que elegemos saibam que a biodiversidade, na mesma medida em que a pobreza, a fome, o analfabetismo ou a saúde, constitui um problema que requer nossa imediata atenção. Talvez não consigamos perceber, mas o mundo está sangrando. Preservar a biodiversidade é um primeiro passo decisivo para deixá-lo sadio. Disso dependem nossas vidas e todas as formas de vida que nos cercam.

* A autora é diretora-executiva do Fundo para o Meio Ambiente Mundial. Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.

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João da Costa abre debate sobre área da Tamarineira PDF Imprimir Email
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Seg, 31 de Maio de 2010 21:35

O prefeito do Recife, João da Costa, deu início, nesta segunda-feira (31), a uma série de reuniões com entidades envolvidas com o projeto proposto para a área do Hospital Ulisses Pernambucano, mais conhecido como Hospital da Tamarineira, que prevê a instalação de um centro de comparas onde hoje funciona a unidade de referência em saúde mental.

Os primeiros a serem ouvidos foram representantes do Movimento Amigos da Tamarineira, que se colocam contra a desativação do hospital. “Nossa gestão está tendo o cuidado de ouvir todas as partes interessadas e se dispondo democraticamente ao diálogo. Vamos ouvir todos os argumentos a fim de atingir uma resolução que seja o melhor para a cidade”, explicou o prefeito.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Roberto Arraes, que acompanhou a reunião, ressaltou a importância do diálogo sobre o tema. “É uma área vital para o desenvolvimento da Zona Norte da cidade, que sem dúvida exige cautela e debates antes de qualquer decisão. Há uma legislação que determina que boa parte da área natural seja preservada”, avalia o secretário.

Até a mpróxima sexta-feira (4), quando será anunciada a decisão sobre a destinação da área, o prefeito ainda receberá o Conselho Estadual de Cultura, o Conselho Municipal de Meio Ambiente, a Santa Casa (proprietária do terreno) e a empresa Realesis, entre outros setores.

Também estiveram presentes na reunião os secretários Amir Schvartz (Controle, Desenvolvimento Urbano e Obras); Evelyne Labanca (Especial de Gestão e Planejamento); Gustavo Couto (Saúde); e Milton Botler (presidente do Instituto da Cidade do Recife – Engenheiro Pelópidas Silveira).

Leia mais sobre o assunto:

Você conhece o hospital da Tamarineira por dentro?

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Empresas não poderão exigir que trabalhadores façam teste de HIV PDF Imprimir Email
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Seg, 31 de Maio de 2010 21:19

Com informações da Agência Brasil

Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada na edição desta segunda-feira (31) do Diário Oficial da União, proíbe que as empresas submetam trabalhadores a exames de HIV, de forma direta ou indireta, por ocasião de admissão, mudança de função, avaliação periódica, retorno, demissão ou qualquer outro procedimento ligado à relação de emprego.

A Portaria nº 1.246 tem como base a Lei nº 9.029, de 13 de abril de 1995, que proíbe a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para a admissão ou a manutenção do emprego.

O texto também se baseia na Portaria Interministerial nº 869, de 12 de agosto de 1992, que proíbe, no âmbito do serviço público federal, a exigência de teste para detecção do HIV tanto nos exames pré-admissionais quanto nos periódicos de saúde.

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Umberto Eco: O fim dos livros? PDF Imprimir Email
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Seg, 31 de Maio de 2010 21:08

Eco* Por Antônio Campos

A obra “Não contem com o fim dos livros”, escrita pelo italiano Umberto Eco, foi lançada no Brasil em maio e faz uma análise da existência do livro na atualidade. A ideia da morte da literatura clássica e o pretenso fim dos livros são duas das maiores obsessões de Umberto Eco. Esses temas transformaram-se em livro a partir de uma parceria com o ensaísta francês Jean-Claude Carrière e organização do jornalista Jean-Philippe de Tonnac.

Escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo, Eco é um estudioso das falhas humanas. Fascinado pela má-fé e pela estupidez, o italiano acredita que o erro sempre aponta para algo que não devemos esquecer para ressaltar a verdade. Para ele existem apenas duas diretrizes no cenário literário: ou o livro permanecerá sendo o suporte da leitura, ou existirá alguma coisa similar, que não fará o mesmo perder seu valor original.

As variações em torno do livro enquanto objeto não modificam sua função, nem sua construção gramatical. O livro é como a colher, o martelo, a roda ou a tesoura. Uma vez inventados, não podem ser aprimorados. Não é possível que uma colher seja melhor que outra. Segundo Eco, quando imaginamos ter ingressado na civilização das imagens, surgiu o computador, que nos reintroduziu na galáxia de Gutenberg, na era alfabética. Com o advento das novas tecnologias, todos se viram predestinados a ler de uma maneira nova.

Na obra recém-lançada Carrière e Eco dizem estar mais preocupados com a extinção do presente do que com a suposta ameaça ao livro, pois acreditam que nós vivemos espremidos entre uma obsessão pelo futuro e um passado que nos alcança a toda velocidade.

Ao proferir uma palestra na atual Biblioteca de Alexandria, Umberto Eco já defendia, desde 2002, que a expansão da Internet não ameaça a existência dos livros. O escritor italiano falou sobre os três possíveis tipos de memória: orgânica, mineral e vegetal. A orgânica é feita de carne e sangue e é administrada pelo nosso cérebro. A memória mineral era, há milênios representada por tijolos de argila e por obeliscos, onde as pessoas entalhavam seus textos. Porém esse segundo tipo é também a memória eletrônica dos computadores de hoje, cuja base é o silício. O terceiro e último tipo de memória é a vegetal, representada pelos primeiros papiros e posteriormente pelos livros feitos de papel.

O filósofo acredita que a Biblioteca foi, no passado, e será, no futuro, dedicada à conservação de livros e que, portanto, é e será um templo da memória vegetal. As bibliotecas, ao longo dos séculos, têm sido o meio mais importante de conservar o nosso saber coletivo. “Uma biblioteca é a melhor imitação possível, por meios humanos, de uma mente divina, onde o universo inteiro é visto e compreendido ao mesmo tempo”, afirmou o grande pensador italiano.

No referido livro, Carrière fez um importante questionamento em relação ao valor que o presente deveria ter para o cotidiano das pessoas. “Onde enfiaram o presente? O maravilhoso momento que estamos vivendo e que diversos conspiradores tentam nos roubar?”. Com o excesso de informação da web em um mundo acelerado e entulhado, impõe-se a necessidade de uma espécie de edição do presente e o livro impresso é um grande parceiro nessa construção.

Eco e Carrière afirmam que é falsa a premissa de que o livro está com os dias contados. Não podemos usar um computador sem saber ler e escrever. A escrita é “um prolongamento da mão e, nesse sentido, é quase biológica”, afirmou o escritor italiano. No prefácio, o jornalista Jean-Philippe de Tonnac diz que “a cultura é muito precisamente o que resta quando tudo foi esquecido” e que o livro é a memória desse grande resto que nos constitui. O debate de Carrière e Eco com a mediação de Jean-Philippe de Tonnac é uma importante obra sobre o livro e o mundo contemporâneo.

*Antônio Campos é escritor e advogado e este artigo foi publicado na coluna Território da Palavra, no Jornal do Brasil.

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Fumo é responsável por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos no Brasil PDF Imprimir Email
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Seg, 31 de Maio de 2010 15:34

cigarro-mulher-436Da Agência Brasil

O Dia Mundial sem Tabaco deste ano, comemorado nesta segunda-feira (31), terá como alvo as mulheres. O tema de 2010, escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é gênero e tabaco com ênfase no marketing para as mulheres. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos são causadas pelo consumo de tabaco.

O objetivo da campanha é alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco usa para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente. De acordo com a OMS, as mulheres hoje são o principal alvo da indústria do tabaco.

Segundo a OMS, o cigarro mata por ano mais de 5 milhões de pessoas – entre as quais, 1,5 milhão de mulheres. Se não forem tomadas medidas urgentes, alerta a OMS, o uso do tabaco poderá matar mais de 8 milhões de pessoas até 2030, dos quais 2,5 milhões serão mulheres. A maior incidência será entre as de baixa renda.

Atualmente, o mundo tem 1 bilhão de fumantes – entre eles, 200 milhões de mulheres. De acordo com a OMS, enquanto o tabagismo cai entre os homens, em alguns países aumenta o número de mulheres fumantes. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em 2008, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que no Brasil o tabagismo está caindo. Entretanto, a queda é menor entre as mulheres do que entre os homens.

Nesta segunda-feira será aberta, na Câmara dos Deputados, em Brasília, a exposição Propagandas de Cigarro – Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas. Serão apresentadas peças publicitárias impressas e filmes comerciais das marcas de cigarro veiculados entre as décadas de 1920 e 1950 nos Estados Unidos.

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Música sobre Objetivos do Milênio embalará jogos da Copa do Mundo PDF Imprimir Email
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Seg, 31 de Maio de 2010 14:43

goals_africaNada de Shakira ou Cláudia Leitte… se depender da campanha 8 Goals For Africa, da ONU, a música-tema da Copa do Mundo de 2010 será uma canção que fala sobre os oito ODMs: Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

A música, que leva o mesmo nome da campanha “8 Goals For Africa” , será exibida em toda a África do Sul, nos estabelecimentos públicos onde os torcedores se reunirão para assistir aos jogos da Copa, e também será transmitida por canais de TV e emissoras de rádio do mundo inteiro.

Gravada, apenas, por artistas africanos, a canção possui oito versos e cada um deles faz referência a um ODM. São eles:
1 ) erradicar a extrema pobreza e a fome;
2 ) atingir o ensino básico universal;
3 ) promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres;
4 ) reduzir a mortalidade na infância;
5 ) melhorar a saúde materna;
6 ) combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças;
7 ) garantir a sustentabilidade ambiental e
8 ) estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.

Neste ano, os ODMs completam uma década e o prazo para serem cumpridos se esgota em cinco anos. Sendo assim, a intenção da ONU é utilizar a Copa do Mundo um evento de grande repercussão e que reúne pessoas de todo o tipo para chamar a atenção da população para os Objetivos.

Além disso, a mobilização tem um motivo especial: em setembro desse ano, líderes mundiais que assinaram a Declaração do Milênio, em 2000, se reunirão em Nova York para dizer o que fizeram até agora e como pretendem alcançar os ODMs em cinco anos e, como sempre, a pressão da sociedade será fundamental para que esse líderes cumpram suas promessas com mais vontade.

Assista ao clipe da música, abaixo, e conte pra gente: o que você achou da iniciativa da ONU?

http://vimeo.com/11679927

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Olinda recebe aula-espetáculo de Ariano Suassuna PDF Imprimir Email
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Seg, 31 de Maio de 2010 14:01

arianoaulaOlinda será palco da nova aula-espetáculo de Ariano Suassuna. Concebida e conduzida pelo poeta, dramaturgo e romancista, “Chamada ao Piano” será apresentada aos olindenses na próxima quarta-feira (02), a partir das 19h, no Mercado Eufrásio Barbosa.

“Chamada ao Piano” celebra a obra pianística de compositores pernambucanos que atuaram entre o final século IX e início do XX. Durante a aula-espetáculo, haverá apresentações de bailarinos dançando diversas canções, entoadas ao piano, que vão da valsa ao choro.

Olinda será a primeira cidade da Região Metropolitana do Recife a receber a aula-espetáculo que já passou pelos municípios de Arcoverde e Santa Cruz da Baixa Verde, ambos no Sertão pernambucano. O evento é direcionado a educadores da rede municipal de ensino e ao público em geral. As senhas que darão acesso ao local serão distribuídas uma hora antes do início da aula-espetáculo.

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Quem é quem no mundo do trabalho hoje? PDF Imprimir Email
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Seg, 31 de Maio de 2010 13:57

worklicDo IHU On-line

Um é apaixonado pelo trabalho e o outro se dedica de uma forma viciante nas suas tarefas profissionais de forma que pode adoecer. Esses são os perfis dos worklovers e workaholics. Em entrevista à IHU On-Line, por email, a psicóloga Silvia Osso explica as diferenças entre esses dois perfis de trabalhadores e analisa seus posicionamentos no mundo do trabalho e como o stress influencia seus modos de vida. “O workaholic se dedica ao trabalho de forma que ele espera uma recompensa emocional proveniente disso. O worklover espera essa recompensa de outro tipo de convívio e experiência de vida”, definiu.

Silvia Osso é pedagoga, jornalista e psicóloga educacional e empresarial.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Como podemos diferenciar um workaholic de um worklover?

Silvia Osso - O “Worklover” é um apaixonado pelo trabalho, pois vive satisfeito com suas realizações; é mais aberto ao lidar com as dificuldades que surgem. Se as condições do trabalho vão mal, busca ajuda em vez de criticar ou esmorecer. Este “amante” trabalha muitas horas por dia de forma produtiva e nem percebe o tempo passar, sendo que esta satisfação se estende a sua vida pessoal. Ele consegue equilibrar bem sua vida pessoal com a do trabalho.

O “Workaholic” é um verdadeiro viciado no trabalho. Sua motivação pelo trabalho é muito alta, seu foco é o trabalho em si, mas sua insatisfação é permanente. Se a vida profissional vai mal, sofre, adoece, e tem dificuldade de reconhecer que precisa de ajuda. Geralmente trabalha muitas horas por dia, mas descuida-se da vida pessoal e da saúde. Foge dos problemas pessoais, familiares e se distancia do social. Sua vida se resume em afundar-se no trabalho, imaginando que isso é ser produtivo e que será, ou está sendo, reconhecido por isso.

IHU On-Line - De que forma o stress se manifesta na personalidade desses dois perfis?

Silvia Osso - Muitos workaholics acham que amam seus trabalhos e, por isso, trabalham muito. Mas só se dão conta que não o são quando alertados por algum Coaching [1] que são “viciados em trabalho” e que sua motivação pelo trabalho é muito alta. Se a vida profissional vai mal, sofre adoece e tem dificuldade de reconhecer que precisa de ajuda.

Os workaholics geralmente são indisciplinados, trabalham à exaustão, têm mais chances de sofrer doenças cardiovasculares, gastrites, depressão, uso de drogas, entre outras doenças físicas e psíquicas. Os ambulatórios de medicina do trabalho das grandes empresas estão cheios de casos desta natureza.

Já o worklover geralmente não manifesta o stress em sua personalidade. Porque ele consegue separar a vida pessoal da vida profissional e, por isso, ele cuida da saúde, faz esportes, ele faz coisas que realmente lhe dão prazer além do trabalho. Existe um stress, mas é um stress que acontece na vida normal de todo mundo. O worklover normalmente não tem aquele stress que provoca problemas físicos como gastrite e hipertensão, doenças que se manifestam nos workaholics. O workaholic se dedica ao trabalho de forma que ele espera uma recompensa emocional proveniente disso. O worklover espera essa recompensa de outro tipo de convívio e experiência de vida.

IHU On-Line - A senhora poderia apontar relações entre a geração Y e o stress?

Silvia Osso - A geração Y é formada tanto por workaholics quanto por worklovers. O problema não é ser Y, mas sim como se encara e utiliza o trabalho em sua vida.

IHU On-Line - Como a senhora vê esses dois perfis no mundo do trabalho hoje?

Silvia Osso - A geração Y, por exemplo, não é comprometida. Então, encontramos muitos que são mais worklover do que workaholic nesse grupo. No entanto, também é possível encontrar jovens na faixa etária dos 20 anos que estão tão estressados quanto os senhores de 55. Isso tem muito mais a ver com o perfil pessoal da pessoa do que com o profissional, porque há quem trabalhe em grandes corporações de geração Y que são pressionados o tempo inteiro e que apresentam o mesmo perfil de um workaholic. A classe médica, por exemplo, é um grupo pressionado e que pode trabalhar 36 horas seguidas atendendo pacientes.

Os workaholics e os worklovers são os perfis que representam a tipologia de quem está no mundo do trabalho hoje. Dentro do que se pode chamar normalidade, existe um terceiro perfil que alterna entre esses dois comportamentos.

IHU On-Line - Como o trabalho influencia nos modos de vida do worklover?

Silvia Osso - O worklover é aquela pessoa que está sempre de bem com a vida. De manhã, ele cumprimenta todo mundo. A vida para ele é algo prazeroso. O sucesso, para o worklover, é o que ele conquista todos os dias. Resultado, para esse perfil, se busca, mas ele não vai morrer pela empresa. São pessoas com um humor extremamente agradável e que compreendem melhor o ser humano.

IHU On-Line - Podemos dizer que o worklover é uma versão saudável do workaholic?

Silvia Osso - Com certeza. Na verdade, algumas pessoas são worklovers a vida toda, mas há workaholics que, por força da pressão e por terem tido problemas como infarto, começam a aprender que existe outra vida. Eles entendem que o trabalho não é uma recompensa por si só, mas sim um processo produtivo.

IHU On-Line - Mas dedicar-se demais ao trabalho, tanto no caso do worklover quanto do workaholic, não é doença?

Silvia Osso - Não, porque se é um prazer, não é uma doença. A doença vem para o indivíduo que não consegue equilibrar todos os perfis que ele tem no dia-a-dia. Todos nós precisamos de recompensa e stress, mas tudo tem que ter um equilíbrio.

Nota:

[1] Coaching é um processo definido em comum acordo entre um profissional (coach) e um cliente (que pode ser um trabalhador ou uma empresa), onde o coach apoia o cliente na busca de realizar metas de curto, médio e longo prazo, através da identificação e uso das próprias competências desenvolvidas, como também do reconhecimento e superação das fragilidades.

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Domingo 30 Maio 2010

Cinema promove Objetivos do Milênio PDF Imprimir Email
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Dom, 30 de Maio de 2010 23:27

Da Prima pagina, no site do PNUD

Usar o poder do cinema para promover os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio fixados pela ONU. Essa é a intenção do Festival Internacional de Documentários Millenium, que apresenta 45 filmes – 17 deles em competição - que mostram vidas, histórias e identidades de homens e mulheres com o objetivo de chamar a atenção do público para o que precisa ser feito visando ao cumprimento dos oito ODM.

Relatos sobre uma comunidade de 400 polinésios, a história da indústria de cultivo de flores no Quênia e a guerra civil na República Democrática do Congo são alguns temas escolhidos pelos diretores na segunda edição do evento, que será realizado em Bruxelas entre 12 e 18 de junho.

"O documentário é fruto de pesquisa pessoal de um diretor que fica envolvido e imerso na realidade de outros", afirma o presidente do Festival Internacional de Documentários Millenium, Lubomir Gueorguiev. "Nossa missão é apresentar documentários inovadores de todo o mundo, que nos façam encarar questões fundamentais para a humanidade."

A abertura do festival ficará a cargo do filme "Sierra Leone's Refugee All Stars" (Estrelas Refugiadas de Serra Leoa, em tradução livre), que narra a história de músicos que escaparam da guerra civil de Serra Leoa, encontraram abrigo em um campo de refugiados no oeste africano e decidiram formar uma banda que acabou virando sensação internacional. Depois da exibição do documentário, o grupo fará uma apresentação ao vivo para o público presente.

Já "There Once Was an Island" (Ali Existia uma Ilha, em tradução livre) fala de uma comunidade polinésia afetada pelos efeitos negativos das mudanças climáticas, enquanto "A Blooming Business" (Um Negócio Florescente, em tradução livre) acompanha o dia a dia de três pessoas submetidas às violentas condições de trabalho da indústria de cultivo de flores queniana.

Outro filme que promete chamar a atenção do público é "Fighting the Silence" (Combatendo o Silêncio, em tradução livre), que revela a história de sobreviventes da guerra civil da República Democrática do Congo.

Prêmios em disputa - Os 17 filmes em competição concorrem a prêmios nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Desenvolvimento de Conteúdo (oferecido pelo PNUD), Melhor Conteúdo de Direitos Humanos (oferecido pelo Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos), junto com o Prêmio Especial do Júri e o Prêmio do Público.

Além dos documentários, estão programados painéis de discussão sobre os ODMs e uma série de outras atividades.

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Projetos ambientais para a Copa de 2014 já somam R$ 24 bilhões PDF Imprimir Email
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Dom, 30 de Maio de 2010 22:58

Por Jorge Wamburg, da Agência Brasil

Já existem 86 projetos ambientais aprovados em diversos níveis de governo como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, com investimentos que somam de R$ 24 bilhões. Doze estão vinculados a obras nos estádios das cidades-sede, 53 são de mobilidade urbana, 14 para aeroportos e sete para portos. A informação é do coordenador da Câmara de Meio Ambiente da Copa, Cláudio Langone, que participou da Primeira Oficina de Licenciamento Ambiental dos Empreendimentos Prioritários para a Copa de 2014, que ocorreu hoje (28) em Brasília e que contou com a participação de representantes do governo federal, dos estados e dos municípios.

Durante os debates, o representante do Amazonas, Emanuel Guerra, defendeu a tese de que os investimentos feitos pelos estados e municípios em meio ambiente sejam recompensados com algum tipo de benefício fiscal, a exemplo das isenções de impostos concedidas pelo governo federal para a Federação Internacional de Futebol (Fifa), empresas associadas e para gastos com material nas obras dos estádios.

Segundo Emanuel Guerra, esses custos são altos e não há previsão de reembolso pelo governo federal. “A minha proposta é que, em vez dessa conta ficar para o estado ou o município, haja uma fórmula para que eles possam receber de volta esses recursos, que são muito grandes. Só o projeto ambiental do Amazonas para o novo estádio que será construído para a Copa, a Arena do Amazonas, vai custar R$ 6 milhões”.

Na oficina foram discutidos os procedimentos para licenciamento ambiental dos projetos que serão executados nas 12 cidades-sede do evento: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.

O coordenador da Câmara de Meio Ambiente da Copa de 2014 do Ministério do Esporte, Cláudio Langone, informou que a oficina vai produzir um documento com no máximo dez sugestões ao governo federal sobre as questões envolvendo licenciamento ambiental para a Copa. Ele disse que o objetivo é evitar que eventuais divergências entre os responsáveis pelas obras e os órgãos ligados ao meio ambiente ou o Ministério Público acabem na justiça e atrasem o cronograma determinado pela Fifa. 

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Sábado 29 Maio 2010

Acordo Petrobras-Google dispobiliza excossistema da Amazônia na internet PDF Imprimir Email
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Sáb, 29 de Maio de 2010 23:08

Da Agência Brasil

Estar presente na Amazônia, conhecer e mapear as suas riquezas, sua fauna e flora é a experiência que a Petrobras possibilita a pesquisadores, cientistas e meros curiosos com o mapa sobre a biodiversidade da região, lançado na internet depois de acordo firmado com o site de buscas Google.

Com um simples clique com o mouse em qualquer ponto do mapa, disponível no site http://www.petrobras.com.br/biomapas, mais de 100 espécies nativas da Amazônia estarão ao alcance de todos – em seus mínimos detalhes e peculiaridades.

O mapa foi detalhado a partir dos estudos desenvolvidos pelos pesquisadores da Petrobras que analisam os ecossistemas nos arredores da província petrolífera de Urucu – base de produção da estatal na Amazônia.

A pesquisa foi realizada em parceria com centros de estudo da região, que acabaram originando o livro Biodiversidade na Província Petrolífera de Urucu, em 2008.

A partir do livro, o material foi ampliado pelo Projeto Biomapas e transformado agora em fonte de consulta na internet. Podem ser encontradas curiosidades sobre espécies nativas vegetais como a goiaba de anta, a caroba, o breu, o pará-pará, e animais, como a piaba e o estalador-do-norte.

A visualização e pesquisa de forma georreferenciada, por meio do Google Maps (e também do Google Earth), é o principal destaque do site. Gravações em vídeos e fotos sobre as expedições realizadas nos últimos anos por biólogos, engenheiros florestais e coletores locais, entre outros especialistas ambientais, estão disponíveis também no YouTube, Flickr e Picasa.

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Campanha: plante um milhão de árvores em Pernambuco PDF Imprimir Email
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Sáb, 29 de Maio de 2010 22:51

arvoreCom informações do Centro Sabiá 

Plantar um Milhão de Árvores em Pernambuco. Este é o objetivo da Campanha Junte-se a Nós, Plante Mais Uma Árvore Para Um Mundo Melhor, realizada por diversas organizações da sociedade civil em todo o Estado e uma iniciativa das instituições Centro Sabiá, Diaconia e Caatinga. A campanha convida a população urbana e rural de Pernambuco a atingir a meta em um ano, a partir do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2010, comemorado anualmente no dia 5 de junho.
 
A campanha chega num momento em que todas as atenções estão voltadas para a crise ambiental provocada pela grande exploração dos recursos naturais. Para dar a início a campanha, as organizações estarão realizando durante a Semana do Meio Ambiente, a primeira do mês de junho, diversas atividades entre debates em escolas sobre meio ambiente, ato públicos, mutirão de reflorestamento de rios, audiências públicas, feiras de saberes e sabores, e o plantio de árvores em diversos municípios da Zona da Mata ao Sertão de Pernambuco.
 
A campanha também objetiva estimular a população a plantar suas próprias árvores. Fazendo mutirões com a vizinhança, nas escolas, nos seus locais de trabalho, nos quintais das suas casas. Trazendo mais sombra, alimento e um clima em equilíbrio para todos. A campanha conta com uma página na internet: www.plantemaisarvores.wordpress.com. Lá é possível ter acesso a toda a programação de atividades durante a Semana do Meio Ambiente e sobre a Campanha, além de deixar comentários contando sua experiência no plantio da sua árvore. E um perfil no twitter: www.twitter.com/maisarvorespe.

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A íntima compreensão feminina da biodiversidade PDF Imprimir Email
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Sáb, 29 de Maio de 2010 22:44

intimaPor Stephen Leahy, da IPS

As mulheres fornecem até 90% dos alimentos consumidos pelos pobres das zonas rurais e produzem inclusive 80% dos comestíveis na maioria dos países em desenvolvimento. Porém, na hora de tomar decisões sobre agricultura e biodiversidade são ignoradas. Entretanto, em Nairobi está sendo preparado um acordo que, se for aprovado, fará com que os países garantam a participação feminina nessas decisões. Isto será um marco, disse Lorena Aguilar Revelo, conselheira mundial de Gênero da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

A terceira reunião do Grupo de Trabalho Especial de Composição Aberta sobre a Revisão da Implementação do Convênio das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica terminará hoje, na capital do Quênia. Nela é debatido o Plano Estratégico desse Convênio, com a intenção de definir os objetivos para um novo acordo internacional sobre como deter a perda de espécies. Esse plano condicionará explicitamente o financiamento à participação das mulheres, disse Revelo à IPS.

O Plano Estratégico determinará vários objetivos específicos sobre biodiversidade para 2020, e será apresentado aos 193 países-membros para sua aprovação na 10ª Conferência das Partes, que acontecerá na cidade japonesa de Nagoya, entre 18 e 29 de outubro. “As mulheres são as protetoras da biodiversidade agrícola. No Peru são cultivadas mais de 60 variedades de mandioca, e em Ruanda mais de 600 variedades de feijão”, disse Revelo. “Deixar fora 50% da população quando estamos em uma crise de biodiversidade não tem sido muito inteligente”, acrescentou.

As mulheres dos países em desenvolvimento têm um conhecimento intimo dos sistemas sociais e naturais, que incluem a coleta de 80% dos produtos silvestres comestíveis. Também guardam até 90% das sementes utilizadas na agricultura de pequena escala, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). “As mulheres têm um importante papel na natureza, normalmente são agricultoras e possuem uma intima compreensão da biodiversidade”, disse à IPS o secretário-executivo do Convênio sobre a Diversidade Biológica, Ahmed Djoghlaf.

Apesar destas realidades, não são consideradas protagonistas em matéria de conservação, e deixam de ser convidadas para as reuniões sobre biodiversidade, afirmou Revelo. “Com exceção do Convênio, os papeis das mulheres não são reconhecidos nem mesmo nos debates sobre acesso e distribuição dos benefícios dos recursos naturais”, afirmou. Elas têm maiores probabilidades de serem afetadas pela perda de biodiversidade. Esta palavra é usada para descrever a multiplicidade de seres vivos que constituem os ecossistemas da Terra, que fornecem alimentos, combustível, água e ar limpos. Em muitas comunidades, as mulheres também são quem transmite os conhecimentos sobre as plantas, os animais e os ecossistemas de suas regiões.

Embora a maioria das pessoas que se dedicam à agricultura na África seja de mulheres, em muitos lugares, quando morre o marido, a mulher não herda o pequeno terreno onde cultivou os produtos para alimentar sua família a maior parte de sua vida. A propriedade passa para as mãos do irmão do marido, disse a ativista nigeriana Kemi Seesink, da Wetlands International, uma organização não governamental com sede na Holanda. Para Revelo, é preciso “modificar os padrões insustentáveis, e isso às vezes significa mudanças nas culturas, nos costumes e nos modos de vida”, afirmou.

Revelo espera que quando em outubro os países que integram o Convênio chegarem a um novo acordo sobre biodiversidade, seja dado às mulheres um papel importante na tomada de decisões a este respeito, tanto no plano nacional como no internacional. Isso será apenas um primeiro passo, afirmou Joji Cariño, da indígena Fundação Tebtebba. “Há um problema muito maior, que é garantir que o público e a sociedade civil” participem das decisões dos governos nacionais, disse. Habitualmente, são os governos que tomam as decisões sobre biodiversidade, e de uma maneira vertical, acrescentou.

Essas atitudes ainda estão presentes no Convênio, onde os planos de execução para alcançar os novos objetivos de biodiversidade “não tinham referência alguma à participação da sociedade civil até que a inserimos”, acrescentou. Revelo reconheceu que as mulheres ainda precisam percorrer um longo caminho, mas afirmou que “somente entre iguais poderemos progredir”.

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Descarte e reciclagem do lixo é mote de peça teatral PDF Imprimir Email
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Sáb, 29 de Maio de 2010 22:39

Reciclar, reduzir, reutilizar e outros Rs a mais (renovar, repensar etc) são assuntos que serão abordados na peça teatral “Lata late?”, que será estreia na próxima segunda-feira (31), na abertura da Semana do Meio Ambiente promovida pelo Governo do Estado, no Espaço Ciência, em Olinda.

A peça teatral, com texto produzido pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), tem direção de Renata Phaelante e Ricardo Mourão, do grupo teatral Pé de Arte, e é um instrumento da educação ambiental da Agência, que será encenada nesta semana em vários locais.

Na enredo, os personagens Marina, Jorge Geraldo, Lady Lata, Pet Louse e Evídrio falam da importância de observar o que descartamos diariamente e ter a consciência de nem tudo deve virar “lixo”. Os personagens, que representam a lata, o plástico e o vidro, chamam a atenção para assuntos como reciclagem, coleta seletiva, problemas gerados pelo lixo descartado indevidamente e leva também a uma reflexão sobre o que é consumismo desenfreado, embalagens desnecessárias, tudo de forma lúdica e divertida.

Nos dias 1 e 2 de junho, “Lata late?” será encenada na Fundação Gilberto Freyre, no bairro de Apipucos, no horário das 09h30 e 14h30. As inscrições para quem deseja assistir ao espetáculo podem ser feitas no Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental da CPRH (3182.8817).

Já no domingo (5), quem for ao Parque Dois Irmãos poderá assistir ao esquete da peça teatral “E eu com isso?”, que chama à reflexão para as nossas atitudes em relação ao meio ambiente. Todas as encenações são gratuitas. Para esse dia, não serão feitas inscrições. Os visitantes do Parque terão acesso ao teatro.

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Campanha leva à reflexão sobre violência contra mulheres PDF Imprimir Email
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Sáb, 29 de Maio de 2010 01:08

MulheresPor Karol Assunção, da Adital

No Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher quatro países da América Latina e do Caribe resolveram fazer diferente. Brasil, Guatemala, Haiti e Bolívia lançam nesta sexta-feira (28/5) a campanha “Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas”. Mais do que incentivar a denúncia e a punição, a iniciativa busca promover a reflexão da sociedade para o problema e, assim, tentar preveni-lo.

De acordo com Maria Luisa Pereira de Oliveira, uma das coordenadoras da Campanha, a Ponto Final tem como “meta eliminar a aceitação social de todas as formas de violência contra mulheres e meninas”. Isso porque, apesar de já existirem legislações e tratados internacionais que discutem o tema, como, no Brasil, a Lei nº 11.340, de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), a violência contra as mulheres ainda está presente na sociedade.

“A violência contra a mulher é naturalizada, banalizada, não existe uma indignação social. A cultura ainda transmite e reproduz valores impregnados de hierarquia entre homens e mulheres, e as pessoas não refletem sobre o assunto”, comenta Maria Luisa.

A integrante da coordenação da Campanha ainda destaca outros aspectos presentes na sociedade que contribuem para o “não estranhamento” da violência contra mulheres, como o machismo, o racismo e a discriminação por classe social. “Ainda persiste na cultura que a violência é algo natural, comum, banal”, enfatiza.

E é justamente por causa disso que a “Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas” pretende realizar ações de prevenção da violência a partir da reflexão do problema. “Queremos lançar um olhar crítico para essa situação e colaborar com a mudança na cultura”, revela.

Apesar de considerar importante a denúncia e a punição como parte do processo de combate à violência contra mulheres e meninas, Maria Luisa afirma que esse não é objetivo principal desta Campanha. “O nosso foco é na prevenção, e não na punição. A Campanha é uma tentativa de chamar as pessoas para a reflexão antes de a violência acontecer”, destaca.

A data de lançamento também não foi escolhida por acaso. Segundo a coordenadora, o dia 28 de maio - Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher - é uma data “cara ao movimento de mulheres da América Latina”. De acordo com ela, as violências enfrentadas pelas mulheres provocam impactos negativos à saúde delas. “Estudos revelam que mulheres que sofreram abuso físico ou sexual na fase adulta desenvolvem mais problemas de saúde”, apresenta.

Ações no Brasil

De acordo com Maria Luisa, a Campanha no âmbito local do Brasil será realizada no Campo da Tuca, comunidade de alta vulnerabilidade social localizada no bairro Paternon, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Lá acontecerão rodas de conversas, oficinas, seminários e visitas domiciliares para sensibilizar a população - tanto mulheres quanto homens e jovens - sobre as questões que envolvem a violência contra mulheres e meninas.

A campanha “Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas” tem como coordenação geral a Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG), Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento (Agende), e o Coletivo Feminino Plural. Também tem a Rede Feminista de Saúde na coordenação executiva, liderada na América Latina e no Caribe pela Rede de Saúde das Mulheres Latino-Americanas e do Caribe (RSMLAC).

Para mais informações acesse: www.redesaude.org.br/portal/pontofinal.

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Sexta 28 Maio 2010

Banco Mundial confirma cancelamento de dívida do Haiti PDF Imprimir Email
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Sex, 28 de Maio de 2010 17:01

haiti

Da France Presse

O Banco Mundial anunciou nesta sexta-feira (28/5) ter cancelado a dívida de 36 milhões de dólares do Haiti com a instituição.

Dias depois do terremoto que devastou a região da capital haitiana, Porto Príncipe, em 12 de janeiro, o Banco Mundial tinha suspendido o reembolso dessa dívida e anunciado que consideraria sua anulação.

A dívida foi anulada com contribuições de 13 estados-membros: nove países da União Europeia, além de Canadá, Japão, Noruega e Suíça, informou o organismo multilateral em comunicado.

O Banco Mundial administra também um fundo para a reconstrução do Haiti, que gere a ajuda internacional a esse país, um dos mais pobres do mundo.

 

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Site dá dicas para reduzir emissões PDF Imprimir Email
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Sex, 28 de Maio de 2010 16:43

Por Karina Ninni, de O estadão

Quando saiu de uma sessão do filme “Uma verdade inconveniente”, de Al Gore, em 2007, o físico Daniel Burd ficou se perguntando se aquilo tudo seria real, ou se os cientistas estariam carregando na tinta. Foi para a internet, pesquisou muito, e convenceu-se de que aquecimento global era, além de uma verdade inconveniente, um processo em rápido desenvolvimento.


O passo seguinte foi pensar como ele, cidadão comum, poderia contribuir para melhorar a situação. “Fiquei pensando: será que tomar banho mais curto ajuda mesmo, ou não faz a menor diferença?” Imediatamente, lançou-se aos cálculos. E descobriu que, sim, lavar roupa menos vezes e calibrar o pneu do carro regularmente ajudaria a reduzir emissões.


“Os cálculos envolvem muitas e diferentes variáveis, de acordo com a ação proposta. No caso do uso de uma lava-roupas, por exemplo, tracei a hipótese do quanto uma pessoa deixa de emitir se máquina de lavar for usada duas vezes menos ao mês”, explica Burd.


Os cálculos de Burd resultaram em um site (http://www.cidadaosustentavel.com.br) onde qualquer um pode se cadastrar e escolher “como agir” – sabendo o quanto essa ação pode poupar em emissões para o planeta.


Entre a lista de ações estão: usar o varal para secar as roupas, desligar o computador, usar canecas ao invés de copos de plástico, lembrar de fechar as torneiras – e por aí vai. “Há muitos sites dando conselhos para a gente deixar de emitir. Meu trabalho se diferencia porque eu consegui quantificar a efetividade destas ações”, resume.

 

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Brasil aposta no entendimento para calar as armas, diz Lula PDF Imprimir Email
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Sex, 28 de Maio de 2010 15:44

LulapazPor Vitor Abdala, da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu discurso de abertura no 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (28), para pedir que a comunidade internacional dialogue com o Irã. Lula disse que foi à capital iraniana Teerã, há alguns dias, junto com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, justamente para buscar “uma solução negociada” para um possível conflito que ameaça o mundo.

“O Brasil aposta no entendimento que faz calar as armas. Investe na esperança, que supera o medo. Posições inflexíveis só ajudam a confrontação e afastam a possibilidade de soluções de paz”, disse Lula.

Ele ressaltou que é preciso que o mundo pratique a tolerância cultural e religiosa. E rejeitou a tese de um choque de civilizações. “Precisamos renovar mentalidades. Para isso, é preciso oferecer oportunidades de crescimento econômico com justiça social. São absurdas as teses sobre uma suposta fratura de civilizações no mundo que conduziria inexoravelmente a conflitos. Essas teorias são criminosas, quando usadas como pretexto para ações bélicas ditas preventivas.”

O presidente também aproveitou seu discurso para defender o desarmamento nuclear de todos os países e o direito ao uso pacífico da energia nuclear. “Defendemos um planeta livre de armas nucleares. E o pleno cumprimento, por todos os países, das determinações do Tratado de Não Proliferação. Acreditamos que a energia nuclear deve ser um instrumento para a promoção do desenvolvimento, não uma ameaça.”

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IBGE lança Anuário Estatístico do Brasil, com visão geral do país PDF Imprimir Email
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Sex, 28 de Maio de 2010 15:40

Da Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta sexta-feira (28) a 69ª edição do Anuário Estatístico do Brasil. A publicação apresenta uma visão geral do país, com informações sobre aspectos territoriais, ambientais, demográficos e socioeconômicos, resultantes de levantamentos, estudos e pesquisas realizados pelo IBGE e outras instituições dedicadas ao conhecimento sistemático do Brasil.

Para facilitar o acesso às informações, o anuário é dividido em sete seções. De acordo com o IBGE, um destaque é a primeira seção, Caracterização do Território, que reúne dados sobre a caracterização do território nacional que só são sistematizados nessa publicação, como a série histórica da criação dos municípios brasileiros, fronteiras com indicação dos países limítrofes e o Oceano Atlântico. E ainda as informações detalhadas de cada município, como a distância em linha reta das capitais.

A seção também contém dados sobre os recursos naturais e o meio ambiente, como o número de unidades locais e de pessoal ocupado na atividade de reciclagem.

As características demográficas e socioeconômicas da população estão na segunda seção, com resultados como os da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que traz dados sobre educação, migração e características das famílias. Já no que se refere à produção agrícola, extração vegetal, silvicultura, efetivos da pecuária e atividade avícola e produção animal, a seção três apresenta dados de pesquisas agropecuárias, como a Pesquisa de Estoque.

O desempenho da atividade industrial brasileira está retratado na quarta seção, que reúne índices sobre produção, venda e dados sobre energia elétrica, gás e petróleo, entre outras informações que podem ser encontradas, por exemplo, na Pesquisa Industrial Anual. A quinta seção traz resultados de pesquisas sobre comércio, transportes, comunicações e outros serviços, como a Pesquisa Anual de Comércio e a Pesquisa Anual de Serviços.

A seção seis trata sobre índices, preços, custos e salários no país, trazendo informações, por exemplo, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Na seção sete, o Anuário revela dados macroeconômicos das Finanças Públicas, do Sistema Monetário e Financeiro, do Setor Externo e das Contas Nacionais.

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Oficina mostra novo olhar sobre doenças e processos de cura PDF Imprimir Email
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Sex, 28 de Maio de 2010 15:17

AlmaquanticaA doença como oportunidade, as curas milagrosas e a medicina dos chacras. Esses e outros temas serão visitados durante a oficina “A Física da Alma: Cura Quântica e Cura da Alma”, que acontece na Academia Pernambucana de Letras, no próximo dia 5 de junho, das 8h30 às 19h. O facilitador será Wallace Lima, que é engenheiro eletrônico, professor de física e estudioso do paradigma quântico-relativístico e suas aplicações na saúde.

O programa aborda o paradigma clássico de Galileu, Newton e Descartes, passando pelos paradigmas quânticos e holográficos. O evento é voltado para médicos, terapeutas de diversas áreas, educadores, psicólogos, filósofos, advogados, publicitários, jornalistas, consultores, poetas, artistas e estudantes em geral.

“Após um mês de estada na Índia, onde tivemos oportunidade de conviver com a medicina tibetana e a medicina ayurvédica, fortaleci a convicção que a humanidade já dispõe há milhares de anos de modelos de saúde voltados para contemplar o ser humano integral dentro de uma proposta não invasiva e capaz de proporcionar excelentes resultados em todos os níveis”, comenta Wallace.

No seminário estará sendo apresentando o novo aprendizado e a base científica da física quântica e relativística para os processos de cura quântica na dimensão profunda das causas.

“Esse processo deve nos conduzir a ver a enfermidade como uma oportunidade de autotransformação e autoconhecimento”, explica Wallace, lembrando que também estará sendo apresentada a base científica para as terapias energéticas como a homeopatia, terapias florais, reiki, acupuntura, entre outras, bem como proporcionados exercícios de auto-cura.

Segundo Wallace Lima, “o seminário levará o público a refletir sobre o potencial de cura do próprio corpo e o papel do médico e do terapeuta como agentes mediadores desse processo”.

Os interessados podem se inscrever pelos telefones (81) 3268.2211/ 3082.6205 e 9192.6315 ou pelo e-mail: wallacepan@gmail.com.

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Retiro: Lama Padma Samten ensina como cultivar o amor PDF Imprimir Email
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Sex, 28 de Maio de 2010 14:10

Buda_RecifeO Centro de Estudos Budistas Bodisatva Darmata vai promover um retiro de ensinamentos e práticas com o Lama Padma Samten, que dará ensinamentos sobre motivação correta, meditação mettabavana, processos de purificação das relações, além de trazer ensinamentos clássicos que Guru Rinpoche transmitiu à sua discípula mais próxima, Yeshe Tsogyal. O retiro será no município de Timbaúba, na Mata Norte, entre os dias 4 e 6 de junho.

Segundo os organizadoresm, o Lama Padma Samten fará um aprofundamento da prática de Mettabavana (do sânscrito, metta = amor, bavana = cultivo), que consiste em uma das mais importantes práticas de purificação das relações dentro da tradição budista, ensinada pelo próprio Buda Sakyamuni há 2.600 anos.

A "purificação" no Budismo diz respeito apenas a deixarmos de lado os artifícios que nos impedem de ver nossa verdadeira natureza, intrinsicamente livre. Além de Mettabavana, Lama Samten também trará ensinamentos preciosos do Guru Rinpoche, fundador do Budismo no Tibet, à sua aluna de coração, Yeshe Tsogyal, uma das primeiras mulheres a manifestar completamente a natureza de Buda.

O retiro faz parte das atividades de aprofundamento do Centro de Estudos Budistas Bodisatva Darmata, de Timbaúba.

Os interessados em se inscrever para o retiro podem obter mais informações pelos telefones: (81) 9972-3532 e 9201-9336 ou pelo e-mail darmata@cebb.org.br

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Conta de água mais barata PDF Imprimir Email
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Sex, 28 de Maio de 2010 04:30

Por Tiago Cisneiros, especial para o Diario de Pernambuco

tiagocisneiros.pe@dabr.com.br

Sabe a redução na conta de energia anunciada há um mês? Pois bem, se você é consumidor de baixa renda, talvez possa comemorar em dobro. Com base naquele reajuste, o Governo do Estado e a Companhia Pernambucana de Saneamento Básico (Compesa) decidiram derrubar a tarifa social de água em 41,58%.

No seu bolso, isso pode significar uma economia mensal de R$ 3,56 (de R$ 8,56 para R$ 5, menor do queira ( o valor inicial da tarifa, criada em 2003). A medida, que entrará em vigor em julho, deve beneficiar 300 mil famílias. A diminuição na cobrança foi anunciada na quinta-feira(27), no Palácio do Campo das Princesas, pelo governador Eduardo Campos e pelo presidente da Compesa e secretário de Recursos Hídricos, João Bosco de Almeida.

Para quem não tem ideia do quanto gasta e quer saber se vai ser contemplado pelo reajuste, explica-se: a tarifa social é um direito das pessoas que consomem menos de 80 quilowatts/hora de energia e dez metros cúbicos (ou dez mil litros) de água por mês, têm renda mensal familiar declarada de até um salário mínimo, moram em uma casa com até 60 metros quadrados e estão inscritas em algum programa de assistência oficial, como o Bolsa Família. Se você está dentro do perfil, tome cuidado para segurar o consumo e cumprir suas obrigações. Três meses de atraso no pagamento ou de uso superior a dez mil litros d'água podem lhe deixar sem o benefício. Neste caso, o jeito é ir à Compesa para tentar regularizar a sua situação e voltar à categoria.

Para o presidente da Compesa, a tendência é que não haja problemas relativos a atrasos. As famílias inseridas no grupo da tarifa social (18% dos clientes) são líderes de adimplência em Pernambuco, com um índice de 96%. Apenas a indústria consegue alcançar os 100%. Na Zona Sul do Recife, região de maior concentração financeira do estado, os pagamentos em dia correspondem a 84% do total. Segundo João Bosco de Almeida, também não há previsão de aumento expressivo no consumo de água. "As pessoas não vão querer usar mais do que o limite mensal de dez mil litros, para não perderem o direito à tarifa social", explicou.

De acordo com Eduardo Campos, a redução na tarifa é uma maneira de beneficiar a população de baixa renda sem gerar lucro ou prejuízo ao governo. "Tudo que a Compesa economizaria com a queda na conta de energia será repassado para essas famílias, que são os seus clientes mais fiéis", disse. Com a medida, a Compesa abre mão de, aproximadamente, R$ 6 milhões que deixarão de ser gastos com eletricidade no último semestre de 2010.

Hoje, a proposta de redução da tarifa será levada ao Conselho de Administração da Compesa. A previsão é que, na segunda-feira, seja encaminhada à Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe), que deverá realizar a homologação ainda durante a próxima semana. Segundo o diretor comercial da Compesa, Décio Padilha, não há necessidade de auditoria de planilhas de custo, porque a medida se baseia no princípio constitucional da modicidade tarifária, isto é, de fornecimento dos serviços públicos pelo menor valor possível.

Em outubro, o governo anunciará o reajuste tarifário anual nas contas de água. A expectativa, segundo Eduardo Campos, é que os valores das outras tarifas também sofram o efeito da redução do preço da energia elétrica, que começa a vigorar no próximo mês.

 

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Mídia: Boa Notícia entrega Prêmio Gandhi de Comunicação 2010 PDF Imprimir Email
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Sex, 28 de Maio de 2010 04:10

O Blog Viva Pernambuco parabeniza a Agência da Boa Notícia, de Fortaleza (CE) que fez a entrega do Prêmio Gandhi de Comunicação 2010, na quinta-feira (27), por ocasião do workshop “Comunicação e a Notícia da Vida”. Isso porque a agência trabalha na propagação da mídia de paz e também estimula aqueles que caminham nesta direção.

O tema central do Prêmio Gandhi é a Cultura de Paz. O concurso da ABN objetiva estimular a produção de trabalhos nas áreas do jornalismo que mostrem o que de bom a sociedade produz, gerando harmonia e transformando a vida para melhor.

Os vencedores foram: Na categoria jornalismo impresso, venceu a dupla Bruno de Castro e Ivna Girão, com série de reportagens publicada do jornal O Estado; O Gandhi de Telejornalismo ficou com Ariane Cajazeiras, da TV O Povo; Na categoria Radiojornalismo, Eriberto Vieira Sales, da Rádio FM Universitária, é tricampeão; Na categoria Publicidade e Propaganda, o prêmio foi para Danielle Campos, da Agência Advance. Entre os estua quinta-fedantes, o prêmio de Publicidade foi para George Frota Plutarco, da Faculdade Católica do Ceará e na de Jornalismo para a aluna Isabel Mayara, da Universidade de Fortaleza. Este ano não houve ganhadores em Fotojornalismo.

Na edição 2010 do Prêmio Gandhi, recebemos 90 inscrições, sendo 53 de profissionais de rádio, TV, jornal impresso e publicidade; e 37 de estudantes de jornalismo e publicidade.

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Olinda mapeia comunidades de terreiros PDF Imprimir Email
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Sex, 28 de Maio de 2010 03:48

Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, a Prefeitura de Olinda, por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos, lança nesta sexta-feira projeto Mapeamento das Comunidades Tradicionais de Terreiros de Olinda.

Quatro capitais e regiões metropolitanas dos estados de Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul e Pernambuco receberão o mapeamento. O prazo de conclusão é de sete meses. A escolha das quatro capitais e suas áreas metropolitanas se justifica porque nessas regiões se concentram o maior número de casas e terreiros. O objetivo do projeto é promover as políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, igualdade racial nas comunidades e melhoria na qualidade de vida.

O projeto é executado por uma equipe de pesquisadores da Associação Filme de Quintal que ficará responsável pela pesquisa socioeconômica e cultural dos povos e comunidades dos terreiros de Olinda. Com o mapeamento, o ministério pretende construir ações estruturadas entre os governos federal, estadual e municipal para que os mesmo reconheçam, respeitem e promovam a cidadania para as comunidades de terreiro.

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Chance de emprego é maior para quem tem curso profissionalizante PDF Imprimir Email
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Sex, 28 de Maio de 2010 03:34

Cursos_Profissionalizantes_Gratuitos_2010Da Agência Brasil

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo Instituto Votorantim, divulgada nesta semana, constatou que a chance de quem fez o ensino profissionalizante conseguir um emprego é maior do que a de quem estudou até o ensino médio. De acordo com o estudo Educação Profissional e Você no Mercado de Trabalho, ela chega a 48,2%.

“O que a gente mostra com esse estudo é que os retornos da educação profissional são ainda mais altos. Mesmo quando se considera o avanço que as pessoas têm com mais escolaridade formal, a educação profissional ainda dá um plus, ou seja, é um prêmio que a educação gera em termos de salário, ocupação e formalidade”, disse o economista Marcelo Neri, coordenador da pesquisa.

O trabalho também constatou que os salários daqueles que têm um curso profissionalizante são até 12,94% mais altos. O setor que mais emprega pessoas com curso profissionalizante é o automobilístico (45,71% ), seguido pelo de finanças (38,17%) e de petróleo e gás (37,34%).

De acordo com o estudo, 29 milhões de pessoas frequentam hoje cursos de educação profissional, o que representa 19,72% da população com mais de 10 anos de idade do Brasil. Desse total, 16,07 % (23,5 milhões de pessoas) frequentaram cursos de qualificação profissional, 3,54% (5,1 milhões de pessoas) fizeram ensino médio técnico e 0,11% (160 mil pessoas) tiveram formação tecnológica.

O estudo foi feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). 

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Protagonismo do Brasil no front externo PDF Imprimir Email
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Sex, 28 de Maio de 2010 03:12

protagonismo250Por Washington Araújo *

Como era de se esperar, os esforços do Brasil e da Turquia encontraram na imprensa brasileira uma espécie de filial da imprensa norte-americana em seu interesse de diminuir os esforços de paz e trabalhar pelo esforço de guerra que, certamente, começa a tomar corpo com as novas sanções ao Irã.

É impressionante a capacidade de nossa “grande imprensa” de minimizar o papel que o Brasil passou a desempenhar no front externo. Até entendo. Dezenas de anos atrelado à visão e a políticas emanadas ou dos Estados Unidos ou de países europeus fizeram com que nossa imprensa considerasse de todo impossível que o Brasil tenha luz própria, pense com sua própria cabeça, veja com seus próprios olhos o que ocorre no mundo, cada vez mais dicotômico e maniqueísta.

Dia 17 de maio de 2010 é anunciado em Teerã o acordo celebrado entre o Irã, o Brasil e a Turquia visando desatar o nó cego em que a questão nuclear envolvendo o Irã se transformou. A arrogância, a prepotência e o sentimento de serem “donos da bola” minaram por completo o necessário ambiente para o diálogo, para o entendimento entre Estados Unidos e o Irã. O Brasil tratou de afastar os fios desencapados, o que por si só já valeria duradouros louvores, fosse afastada a má vontade da grande imprensa com a percepção de um Brasil independente e atuante e que não parece querer se sujeitar a “protagonismo secundário” na cena externa.

Agora mesmo vemos a ausência de intenções sinceras pelos países-membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao tratar do acordo conseguido pelo Brasil e pela Turquia junto ao Irã na questão do domínio de tecnologia nuclear. Quem decide as coisas dentro das Nações Unidas? Quem amarra o sino no pescoço do gato?

Na Assembléia Geral estão todos, mas estes só formulam recomendações, emitem opiniões como se estivessem em clube recreativo das nações. Quem toma decisões mesmo é o Conselho de Segurança, onde cinco países têm direito a veto. É a lógica dos vencedores da Segunda Guerra Mundial ainda comemorando, inebriados, o ocaso dos nazistas na Alemanha e observando partículas de poeira nuclear que varreram as populações das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Pois bem, esses cinco países que prezam pela paz no mundo e se autodesignam tutores da segurança internacional são os cinco principais produtores de armas. Ou seja: os que lucram com a tragédia humana são também os defensores angelicais da paz mundial. E enquanto não se mudar essa estrutura de poder não poderá haver nem justiça nem democracia no mundo.

Tampouco haverá paz, pois se as guerras necessitam de armas, as armas também necessitam de guerras. E não se fazem guerras com povos amigos: há que se escalar o inimigo, a bola da vez. Para isso, que se rasguem todos os tratados de relações internacionais, de diplomacia, de ética a permear a convivência entre as nações.

Mas, como era de se esperar, os esforços do Brasil e da Turquia encontraram na imprensa brasileira uma espécie de filial da imprensa norte-americana em seu interesse de diminuir os esforços de paz e trabalhar pelo esforço de guerra que, certamente, começa a tomar corpo com as novas sanções ao Irã.

E antes que os apressadinhos de costume entendam que estou defendendo o Irã declaro, logo de início, que bem ao contrário, continuo com o pé atrás quando se trata de avalizar a palavra dada pelos que falam em nome do governo iraniano. Naquele país de riquíssima história, um dos berços da humanidade, encontra-se um imenso déficit de respeito ao mais importante dos anseios humanos - o respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana. Os bahá’ís que o digam, idem os cristãos, os curdos, as mulheres, os homossexuais, os jornalistas. A lista dos que têm seus direitos humanos violados sistematicamente no Irã é realmente de encher os olhos de dor e tristeza.

Feita esta advertência, voltemos ao curso do texto: ganha uma assinatura de Veja quem apostar que não demora muito a ficarmos sabendo que o Irã possui imensos depósitos de armas químicas para destruição em massa. O resto do filme é já conhecido por todos. Passou no Afeganistão, passa no Iraque e deseja ser exibido em 3D no Irã.

Estarei errado ao entender que nosso mundo é escandalosamente injusto?

Fonte: http://www.cartamaior.com.br

[Autor de livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil, Argentina, Espanha, México. Tem o blog http://www.cidadaodomundo.org - Email -wlaraujo9@gmail.com].

* Jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil, Argentina, Espanha, México

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Quinta 27 Maio 2010

Secretário-geral da ONU elogia luta do Brasil contra a fome PDF Imprimir Email
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Qui, 27 de Maio de 2010 20:54

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon,  que está no Brasil para discursar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outros chefes de Estado, na abertura do 3º Fórum da Aliança de Civilizações, destacou o papel do Brasil como importante líder regional. Ele citou os programas Fome Zero e Bolsa-Família, muito importantes, segundo ele, para o “significativo progresso” do Brasil no caminho para a erradicação da pobreza e para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Sobre a questão nuclear no Irã, o secretário-geral afirmou que são “bem-vindos” os esforços diplomáticos para ajudar a resolver as tensões internacionais em relação ao assunto, mas acrescentou que as autoridades iranianas precisam deixar claro que seu programa nuclear tem fins unicamente pacíficos. “O Irã afirma que continuará enriquecendo urânio e isso causa preocupação na comunidade internacional”, declarou. “É preciso encontrar o equilíbrio necessário para resolver a questão de forma pacífica”.

Em relação ao possível ingresso do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, Ban Ki-moon afirmou que a necessidade de uma reforma é consenso na comunidade internacional e que o assunto já vem sendo discutido informalmente há algum tempo. “Sei que o Brasil é um dos países aspirantes a uma cadeira permanente no Conselho e espero que os Estados-Membros discutam seriamente essa questão”.

Questionado sobre a tensão entre as duas Coreias, devido a recentes desentendimentos, o secretário-geral reafirmou que o intenso trabalho de diálogo realizado pela ONU visa eliminar a possibilidade de um conflito armado. “Como secretário-geral das Nações Unidas, vou continuar a exercer meu papel sempre que for necessário garantir que todas as questões sejam resolvidas pacificamente”.

Na agenda do secretário-geral para esta quinta-feira ainda constam uma visita à comunidade da Babilônia e uma cerimônia no Forte do Leme, zona Sul do Rio, em homenagem aos brasileiros mortos em decorrência do terremoto no Haiti, no início deste ano.

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Bancos públicos vetam crédito a empresas que praticam trabalho escravo PDF Imprimir Email
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Qui, 27 de Maio de 2010 20:50

Por Roberta Lopes, da Agência Brasil

Os bancos públicos usam mecanismos para evitar que empresas que estão na lista suja do trabalho escravo, elaborada pelo Ministério do Trabalho, tenham acesso a linhas de crédito até que resolvam sua pendência jurídica. A informação é de representantes dos bancos que estiveram hoje (27) no Encontro Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, em Brasília.

Segundo o diretor jurídico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luiz Ferreira, desde 2005, a política de empréstimo da instituição veta o acesso a empresas que estão na lista suja. “Há também uma preocupação de que, antes de dar o crédito, a empresa tem que mostrar que não tem nenhuma ação de trabalho escravo, nem de assédio, entre outras. É o que chamamos de cláusula social do nosso contrato”, disse.

Ele afirmou que, mesmo depois de assinado o contrato de empréstimo, o banco monitora a empresa para ver se houve inclusão posterior na lista suja do trabalho escravo. Caso isso ocorra, o contrato poderá ser suspenso até a empresa resolver a questão.

O diretor de Responsabilidade Sustentável do Banco do Brasil (BB), José Herculano da Cunha, disse que o banco consulta diariamente a lista suja do Ministério do Trabalho e, caso algum cliente seja incluído, não tem acesso ao crédito. “Ele só pode ter um novo crédito quando resolver o problema”, afirmou.

Ele disse ainda que o BB não patrocina ações de empresas que estejam envolvidas em algum caso de trabalho degradante, como é o caso do trabalho em condição semelhante à escravidão.

 

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Modernidade e ecologia PDF Imprimir Email
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Qui, 27 de Maio de 2010 20:30

e-book-a-energia-solar-AbreJá que a onda é substituir nossos livros de papel por um e-book, que seja por um modelo sustentável. A LG estuda lançar até o próximo ano um livro eletrônico com painel fotovoltaico que permite que a bateria seja recarregada com energia solar. As células solares têm a espessura de um cartão de crédito (0,7 mm) e permite uma autonomia de 8 horas. É possível armazenar centenas de livros na memória – o que impede, claro, o desmate de milhares de árvores para produzi-los em papel.

Já que a onda é substituir nossos livros de papel por um e-book, que seja por um modelo sustentável. A LG estuda lançar até o próximo ano um livro eletrônico com painel fotovoltaico que permite que a bateria seja recarregada com energia solar. As células solares têm a espessura de um cartão de crédito (0,7 mm) e permite uma autonomia de 8 horas. É possível armazenar centenas de livros na memória – o que impede, claro, o desmate de milhares de árvores para produzi-los em papel.

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Biocombustíveis não prejudicarão produção de alimentos, diz Ipea PDF Imprimir Email
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Qui, 27 de Maio de 2010 18:42

Do  Estadão

Apesar do avanço das lavouras de cana-de-açúcar sobre áreas destinadas à pecuária e à agricultura nos últimos anos, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentada nesta quarta-feira, 26, afirma que o país não vai perder potencial como produtor de alimentos em função desse crescimento. Para isso, no entanto, o estudo Biocombustíveis no Brasil: Etanol e Biodiesel, ressalta a necessidade de o Estado regular a fabricação de etanol e priorizar a produção de alimentos com financiamento e infraestrutura.

O documento apresenta como um dos grandes desafios do mercado de etanol a estabilidade dos preços, que atualmente apresentam forte volatilidade durante o ano. Além da formação de um grande estoque regulador a partir deste ano, que estará contemplado com R$ 2,4 bilhões no próximo plano safra, outras medidas para evitar tais oscilações são a consolidação das compras futuras e a liberação da alíquota para importação de etanol, que era de 20% e foi suspensa pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) no início de abril.

O mercado internacional de etanol, segundo a pesquisa, poderá atingir 200 bilhões de litros nos próximos dez anos. Na última safra, o Brasil produziu 25 bilhões de litros, dos quais 4,7 bilhões foram exportados. O protecionismo aos mercados externos, entretanto, pode apresentar um empecilho a essa expansão, de acordo com o Ipea.

Para contrapor os argumentos protecionistas, que se referem à sustentabilidade socioambiental, o estudo mostra que algumas iniciativas importantes devem ser reforçadas, como o Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, entre sindicatos, governo e usineiros; e o Zoneamento Agroecológico (ZAE) da Cana-de-Açúcar, que proíbe sua expansão e a instalação de novas usinas na Amazônia, no Pantanal e na Bacia do Alto Paraguai.

 

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Um gol pela infância brasileira PDF Imprimir Email
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Qui, 27 de Maio de 2010 17:48

modelo_camisa_LBV_Copa_2010_2Pelé, Zagallo, Zico, Robinho e outros craques do futebol brasileiro apoiam iniciativa da LBV

A Legião da Boa Vontade (LBV) promove em todo o Brasil, mais uma importante campanha de mobilização social. Intitulada África do Sul 2010 — Fiz um gol pela infância brasileira!, a iniciativa tem a adesão de diversos craques que atuam no futebol nacional e internacional. Eles assinaram uma camisa, a ser entregue em agradecimento a todos os que contribuírem para a campanha.

Engajaram-se nessa ação solidária os jogadores Diego Souza (Palmeiras); Fred (Fluminense); Kleber e Sandro (Internacional); Miranda (São Paulo); Robinho (Santos); Vagner Love (Flamengo); Victor (Grêmio); André Santos (Fenerbahçe, da Turquia); Doni, Juan e Júlio Baptista (Roma, da Itália); Elano (Galatasaray, da Turquia); Felipe Melo (Juventus, da Itália); Gilberto Silva (Panathinaikos, da Grécia); Josué (Wolfsburg, da Alemanha); Julio César e Maicon (Inter de Milão, da Itália); Lucas (Liverpool, da Inglaterra); Luizão e Ramires (Benfica, de Portugal); Nilmar (Villarreal, da Espanha); e Ronaldinho Gaúcho (Milan, da Itália). Na camisa, também é prestada uma homenagem aos ícones do futebol brasileiro Pelé, Zagallo, Zico, Marcos e Cafu, que sempre apoiaram as campanhas da LBV e também autografaram a camisa.
Todos cederam, integralmente, à LBV os direitos de imagem e o cachê a que fariam jus pela participação na iniciativa, com o objetivo de que estes sejam revertidos em favor da manutenção e do aprimoramento dos programas socioeducacionais desenvolvidos pela Instituição no país.

Quem quiser colaborar para a campanha e garantir uma camisa autografada pode fazer sua doação pelo site www.euajudoamudar.org

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BP afirma que operação para fechar vazamento de óleo está funcionando PDF Imprimir Email
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Qui, 27 de Maio de 2010 16:29

Com informação da Efe

O executivo-chefe da British Petroleum (BP), Tony Hayward, assegurou na madrugada desta quinta-feira, 27, que a operação para fechar o vazamento de petróleo no Golfo do México está avançando conforme o previsto, mas é preciso esperar 24 horas para saber se será bem-sucedida.

A BP começou a operação para tentar selar o poço no Golfo do México às 16h (Brasília) desta quarta-feira, embora tanto a companhia petrolífera como a Casa Branca insistam que não há garantias totais de êxito.

Procedimento

O procedimento, conhecido como "top kill", começou depois que a Guarda Litorânea dos EUA deu sinal verde a multinacional britânica para começar a trabalhar. A BP bombeará cimento a 1,5 mil metros de profundidade após injetar uma carga de fluidos pesados.

É a primeira vez que uma operação deste tipo é levada a cabo em águas tão profundas e a BP tinha estimado esta manhã as possibilidades de sucesso entre 60% e 70%.

O poço que a BP tentará fechar emite, segundo os dados oficiais, 800 mil litros diários de petróleo ao mar, embora cientistas independentes estimem que esse número pode ser até dez vezes maior.

A empresa continua, além disso, com a escavação de dois poços alternativos para cortar a fuga de petróleo que flui para o mar, mas essa operação poderia durar três meses. Conter o vazamento é uma boa notícia, mas não há motivos para comemorar, tendo em vista a dimensão dessa tragédia ambiental.O importante é adotar medidas para evitar que esse tipo de acidente se repita.

 

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Campanha Trânsito mais gentil se multiplica nas mídias sociais PDF Imprimir Email
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Qui, 27 de Maio de 2010 14:54

transito_mais_gentilYouTube, Twitter, Facebook, Orkut: Movimento conquista adesões e motiva prática da gentileza no trânsito; atingindo 10 mil seguidores no Twitter, haverá premiação

O Movimento ''Trânsito Mais Gentil'' (www.transitomaisgentil.com.br), lançado pela Porto Seguro (www.portoseguro.com.br) para estimular a prática da gentileza no trânsito, já conta com mais de nove mil adesões em seu blog. A esses números, somam-se 9.200 mil seguidores no Twitter (no ''@transitogentil'') - com promessa de promoção e prêmio quando for atingida a marca de 10 mil seguidores.

Além desses, são cerca de quatro mil membros no Facebook e mais de dois mil participantes na comunidade do Orkut. Acrescente-se ainda o público que acompanha os comerciais e outros vídeos da campanha veiculados pela internet. Por meio das mídias sociais, o movimento se multiplica e consolida seus objetivos.

"Todas essas mídias são fundamentais para tornar o movimento conhecido e despertar o interesse das pessoas para a importância de se praticar a gentileza no dia a dia", afirma Rafael Caetano, gerente de Canais Eletrônicos da Porto Seguro. "A campanha conquista a empatia do público pela sua proposta e também por ser divulgada adequadamente em cada um desses veículos, de acordo com as suas características próprias", acrescenta.

Humor - O YouTube (procurar pelo canal ''Porto Seguro'') é outro importante meio de propagação da mensagem do movimento, com diversos vídeos testemunhais, esquetes, making off, comerciais e outras produções com a participação de celebridades. Atualmente, os mais assistidos são as esquetes ''Silas, o Taxista'' e ''Jackson Five, o Motoboy'', personagens interpretados pelo apresentador Marco Luque, do ''CQC'', e que já foram visualizados quase doze mil vezes.

Os comerciais protagonizados pelos atores Rodrigo Lombardi e Giovanna Antonelli também estão entre os preferidos, ambos com mais de cinco mil exibições. O mais recente é o ''stand up'' de Marcelo Mansfield como ''Seu Lili'', imperdível. O canal conta ainda com inserções de vídeos de entusiastas do Movimento, como as ''Dicas de um taxista gentil''.

Nas ruas, a campanha ganha força principalmente por meio da distribuição de adesivos. Só nas sucursais da companhia em São Paulo são adesivados, em média, cerca de 500 veículos por semana. Em dias de ações nas vias, estima-se que 200 carros recebam o adesivo a cada hora. Ao todo, mais de dois milhões de adesivos já foram entregues.

Sem multas, com desconto - O desconto ''Zero Ponto'' já está disponível para os Estados de São Paulo e Paraná. Os motoristas podem obter desconto de 5% na contratação ou renovação do Porto Seguro Auto, desde que estejam sem pontos registrados na habilitação nos últimos 12 meses e circulem a maior parte do tempo em suas cidades.

"Partimos da premissa de que os motoristas com ''zero'' pontos devem conduzir seus veículos com mais cautela e que isso pode ser uma decorrência de quem promove mais a gentileza no trânsito. Assim, decidimos valorizar essa atitude com 5% de desconto no prêmio líquido do seguro", destaca Marcelo Sebastião, diretor do ramo Auto da Porto Seguro.
 

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Site orienta consumidores no descarte de lixo eletroeletrônico PDF Imprimir Email
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Qui, 27 de Maio de 2010 14:45

Lixo-EletronicoAlém de auxiliar consumidores no processo de descarte de eletroeletrônicos, serviço informa sobre programas de logística reversa realizados por fabricantes do setor

Consumidores de todo o Brasil contam, há quase dois meses, com um serviço online de informações sobre programas de logística reversa realizados por fabricantes de eletroeletrônicos.

No mesmo site há também orientações para o descarte correto de televisores, computadores, celulares e outros resíduos eletroeletrônicos. Trata-se do hotsite “Eletroeletrônicos”. Para acessá-lo é só entrar no endereço eletrônico www.cempre.org.br/eletroeletronico.

A iniciativa é do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O convênio prevê a produção conjunta de um estudo qualitativo preciso sobre o atual cenário e as atividades do setor de eletroeletrônicos. O mapeamento servirá como base de orientação das políticas públicas que regulamentam o setor.

Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a iniciativa reflete a junção da gestão pública ambiental com a iniciativa privada para a formatação de um diagnóstico preciso sobre as atividades de reciclagem de eletroeletrônicos no Brasil. "Para ser sério, um estudo deve passar necessariamente pela iniciativa privada, que é quem detém os números de mercado do setor", defendeu.

Victor Bicca, presidente do Cempre, ressaltou a postura pro-ativa da parceria já que foi firmada mesmo antes da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. "O estudo vai orientar políticas públicas para a reciclagem e vai revelar de fato onde estão os principais entraves para a reciclagem dos eletroeletrônicos no Brasil".

Política Nacional de Resíduos Sólidos - Depois de tramitar por quase 20 anos na Camara dos Deputados, a proposta da Política Nacional de Resíduos Sólidos foi aprovada em março último e está prestes a ser votada pelo Senado. A expectativa é que a lei seja sancionada pelo presidente da República no Dia Mundial do Meio Ambiente, que se comemora em 5 de junho.

Na prática, a proposta obriga os fabricantes a realizar a logística reversa, que consiste no reconhecimento de seus produtos pós-consumo. Segundo o Cempre, apenas 12% das 170 mil toneladas do lixo urbano produzido diariamente no Brasil é reciclado. Aprovada a lei, prevê-se que o Brasil passe a reciclar 25% do material até 2015.

Um relatório divulgado pela ONU no início do ano classificou o Brasil como o maior produtor de lixo eletrônico entre os países emergentes, com uma média de meio quilo por habitante por ano. Número acima dos chineses e indianos, com 250g e 100g, respectivamente. Clique aqui para ler o relatório na íntegra.

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Quarta 26 Maio 2010

Crianças do Alto José do Pinho “trocam olhares” com a África PDF Imprimir Email
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Qua, 26 de Maio de 2010 21:21

guineCom informações de Gilberto Costa, da Agência Brasil

O que comunidades em Guiné-Bissau, no Haiti ou na Bolívia podem ter em comum com outras brasileiras da Amazônia, do Rio de Janeiro ou do Recife? A resposta é: crianças interessadas em conhecerem o mundo além de suas fronteiras.

Isso é o que vem fazendo o projeto Olhares Cruzados, que desde 2004 já mobilizou 1,5 mil crianças de nove países e 11 estados brasileiros para trocar fotografias, artesanato e pintura e revelar ao outro lado do oceano ou da fronteira histórias em comum.

Na última edição, o projeto promoveu a troca de olhares entre a comunidade do Alto José do Pinho, no Recife (PE), com as comunidades Bissau-Quelelê e Bissau-Pluba II, em Guiné-Bissau; e das comunidades de Pinheiros e Uixi, em Beruri (AM), com comunidades das ilhas de Bubaque e Canhabaque, também em Guiné-Bissau.

Além do intercâmbio cultural, as crianças envolvidas no projeto trataram do direito ao registro civil, problema comum a todas as comunidades envolvidas no projeto. “Escolhemos esse tema para desenvolver a compreensão dos diretos humanos como é o caso do direito à identidade”, informa Dirce Carrion, coordenadora do projeto Olhares Cruzados, desenvolvido pela organização não governamental Imagem da Vida.

O tema do registro civil foi escolhido com apoio da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), ligada à Presidência da República, que iniciou na última terça-feira (25) em Cuiabá (MT) a terceira campanha nacional pela expedição das certidões de nascimento, com meta é universalizar, até o fim do ano, o registro de crianças recém-nascidas no Brasil.

Resultados – O Projeto Olhares Cruzados já resultou em dez livros, escritos em duas línguas, com fotos, desenhos e histórias sobre as comunidades em intercâmbio no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde, no Senegal, na República Democrática do Congo, República do Mali, em Guiné-Bissau, no Haiti e na Bolívia.

“As crianças se apresentam e se fazem compreender por meio das fotos que elas tiram delas mesmas e das comunidades onde vivem”, explica Dirce Carrion. “A ideia é fazer troca cultural de lugares geograficamente distantes com histórias comuns”, complementa.

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União Européia promete construir somente edifícios inteligentes PDF Imprimir Email
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Qua, 26 de Maio de 2010 21:06

bolaPor Fabiano Ávila, da CarbonoBrasil 
 
A União Européia aprovou na semana passada a nova legislação de eficiência energética para edifícios, a qual pretende ajudar os consumidores a cortar suas contas de eletricidade e também busca atingir a meta de reduzir em 20% o uso de eletricidade no bloco nos próximos 10 anos.

Os países membros deverão agora alterar seus códigos de construção, para que todos os edifícios erguidos após 2020 respeitem os mais altos padrões mundiais de economia energética.  Os prédios já existentes terão que passar por reformas sempre que possível.

Construções públicas devem ser as primeiras a seguir as novas regras, começando a utilizar a norma dois anos antes do que foi determinado.  Recursos do orçamento europeu poderão ser utilizados para financiar essas alterações.

Todos edifícios adotarão sistemas inteligentes de medição de energias (smart meters), assim como tecnologias que diminuam o consumo de eletricidade para o aquecimento interno dos ambientes. Inspeções regulares também passarão a ser obrigatórias para monitorar o desempenho energético dos prédios.

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Por que não começar? PDF Imprimir Email
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Qua, 26 de Maio de 2010 21:01

ideia3*Por Alexandre Veiga

Começo esse texto com uma provocação: você seguiu o sonho que você teve (ou ainda tem) quando era suficientemente jovem para apostar todas suas fichas em uma idéia?

Há alguns anos, um moleque de 18 anos resolveu criar um programa de computador que ajudaria as pessoas a buscarem, dividirem e conversarem sobre o conteúdo de arquivos na internet. Ele contou a idéia para o tio, que resolveu apoiar e investir no garoto. No fim das contas, esse garoto, Shawn Fanning - fundador do Napster, conseguiu mudar a maneira como a indústria fonográfica trabalhava.

O grande ponto dessa história é: e se a idéia não tivesse sido ouvida? E se ele simplesmente rasgasse os projetos ou jogasse-os em uma gaveta profunda?

Alguns meses atrás, eu estava sentado em uma mesa de reunião numa sala emprestada dentro da Universidade que estudo, discutindo um ponto crucial da organização estudantil em que participávamos: o espaço onde iríamos nos instalar.

 Foi então, que sem mais nem menos, um amigo resolveu não guardar uma ideia para si e dividiu com o grupo: “e se os jovens que quisessem fazer coisas diferentes, de diversas naturezas, pudessem dividir um espaço físico, se conectar e trabalhar juntos”? Foi nesse momento - apesar de não considerar uma grande epifania - que surgiu a semente do que hoje é o AREA.

Boas ideias devem crescer, se multiplicar e gerar frutos. Jovens devem seguir e realizar seus sonhos mantendo aceso o brilho nos seus olhos. Empresas devem, antes de mais nada, fazer sentido para a sociedade e para o meio ambiente, gerando resultado positivo para todos. Qualquer coisa que seja muito diferente disso faz pouco sentido para nós, afinal, que tipo de futuro queremos semear?

*Alexandre Veiga escreve para o Blog AREA.

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Criatividade é tema de evento no Espaço Ciência PDF Imprimir Email
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Qua, 26 de Maio de 2010 20:52

O Eapaço Ciência abrigará entre 30 de maio e 2 de junho o Simpósio de Criatividade, Interatividade e Difusão em Ciências, no qual serão discutidos temas relacionados à criatividade.

Trata-se de um evento da Rede Nacional de Educação e Ciência: Novos Talentos da Rede Pública que reunirá professores e pesquisadores de 17 universidades do país. O programa é financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Capes).

O evento, direcionado principalmente a professores, contará com a participação de Carmen Moreira de Castro, membro da Capes; Anderson Gomes, secretário de Ciência, Tecnologia e Meio ambiente; João Calixto, coordenador da Rede; Antonio Carlos Pavão, diretor do Espaço Ciência e vários cientistas de todo o país. Dentre as atividades, haverá apresentações culturais, palestras, oficinas, mostra de vídeos e visita à Oficina Francisco Brennand e ao Instituto Ricardo Brennand.

Os interessados em participar do o Simpósio de Criatividade podem se inscrever pelo número (81) 3183.5528. A inscrição deve ser tratada com Aline Teixeira. Já existem mais de 80 inscritos de outros Estados, mas ainda há 100 vagas. 

A Rede Nacional de Educação e Ciência: Novos Talentos da Rede Pública envolve 17 universidades públicas brasileiras e busca a melhoria das condições de ensino de ciências a jovens carentes de todo o Brasil. Ela tem como objetivo desenvolver metodologias que facilitem o aprendizado, desmistificando a ciência.

Mais Informações:
http://www.novostalentosredepublica.com.br
http://www.espacociencia.pe.gov.br
 

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IMIP debate impacto da violência na saúde da criança e adolescente PDF Imprimir Email
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Qua, 26 de Maio de 2010 20:14

O impacto da violência na saúde de crianças e adolescentes e quais as intervenções possíveis nesta realidade será tema de seminário no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP). O evento acontece nos próximos dias 10 e 11 de junho, Auditório Alice Figueira, das 8h às 18h.

O tema será debatido por Yvonne Mello, do Instituto Uerê (RJ); Janaína Santos, do Instituto de Ação Social e Cidadania (IASC) da Prefeitura do Recife; Murilo Costa Lima, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e os pesquisadores do IMIP, Gilliatt Falbo, Maria Arleide da Silva, Betinha Fernandes e Vicentina Barbosa, que pretendem promover reflexão sobre as implicações da violência na saúde infanto-puberal e as possibilidades de intervenções interdisciplinares.

O encontro é voltado para alunos de graduação e pós-graduação, profissionais da área de saúde, Ministério Público, Prefeitura do Recife, IASC, professores da Faculdade Pernambucana de Saúde, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade de Pernambuco (UPE) e conselhos tutelares. 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de hoje (26) até o dia 7 de junho, através do e-mail pesquisaclinica@imip.org.br. É necessário informar nome, endereço completo, telefone, e-mail, área de atuação e instituição/empresa.

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Saem vencedores do Prêmio Vasconcelos Sobrinho PDF Imprimir Email
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Qua, 26 de Maio de 2010 19:25

A 20ª edição do Prêmio Vasconcelos Sobrinho, promovido pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), já tem os vencedores. A entrega da premiação fará parte da Semana do Meio Ambiente e ocorrerá no próximo dia 4 de junho, às 19h30, na casa de recepções Porto Fino, em Casa Forte.

Na categoria Responsabilidade Ambiental foi escolhida a Prefeitura Municipal do Bonito; para Personalidade do Meio Ambiente receberá o troféu o ambientalista e escritor Nélio Fernando da Fônseca Aguiar e Silva; na categoria Projetos e Práticas Educacionais venceu Associação Educacional e Cultural Arco-íris; o Destaque Jurídico ficou com procurador Pedro Ubiratan Escorel de Azevedo. Já o Destaque Nacional foi para a secretária do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo, Maria da Glória Abaurre, enquanto em Destaque Internacional ficou a coordenadora da associação humanitária francesa, Leçon por Coeur, Véronique Datcharry.

O reconhecimento é concedido anualmente a pessoas físicas, empresas e instituições (governamentais e não-governamentais) que realizem ações e projetos com objetivo de promover a melhoria das condições ambientais ou desenvolva ações socioambientais. A premiação consiste em um troféu, feito em madeira e cerâmica, montado em uma base de vidro, que foi escolhido pela CPRH por meio de concurso.

De acordo com o presidente da Agência, Hélio Gurgel, “o Prêmio Vasconcelos tem se aperfeiçoado a cada ano, sendo o ineditismo deste ano a merecida homenagem ao Destaque Internacional; quando a CPRH participou ativamente do ano da França no Brasil em parceria com a missão “Leçon por Coeur”.

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Relatora da ONU ouve de deputados brasileiros medidas de combate ao trabalho escravo PDF Imprimir Email
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Qua, 26 de Maio de 2010 13:18

escravo

 

 Da Agência Câmara

Integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias afirmaram nesta terça-feira (25/5) à relatora da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Formas Contemporâneas de Escravidão, Gulnara Shahinian, que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição do Trabalho Escravo no Congresso (PEC 438/01) é uma das principais medidas para erradicar a prática no Brasil.

O deputado Luiz Couto (PT-PB) afirmou que embora a PEC tenha sido aprovada em primeiro turno na Câmara, ainda enfrenta resistências dos parlamentares ligados ao agronegócio. Pela PEC, as propriedades rurais que têm trabalho escravo poderão ser desapropriadas.

Nesta quarta-feira, o presidente da Câmara, Michel Temer, deve receber uma lista de apoio à aprovação da PEC. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, 3769 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho escravo em 2009.

Relatório de viagem

A relatora da Organização das Nações Unidas está conversando com várias autoridades do governo e não governamentais, além de acadêmicos e outros profissionais que trabalham com o tema no País. O relatório sobre esta viagem será apresentado em setembro deste ano ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra, na Suíça. A advogada Gulnara Shahinian é armênia e exerce a função na ONU desde sua criação, em maio de 2008.

Para Domingos Dutra, a visita da relatora pode reforçar a luta no Brasil pelo fim da escravidão contemporânea. “Até agora não conseguimos acumular força suficiente para aprovar a PEC do trabalho escravo. Esperamos que sua passagem pelo País impulsione esta bandeira e logo tenhamos a PEC aprovada, o que significará um grande avanço na luta pelo fim dessa mazela entre nós”, declarou o parlamentar.

Encontro Nacional

Nesta semana está sendo realizado em Brasília um Encontro Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. O representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Luiz Antônio Machado, afirma que o Brasil avançou muito no combate ao trabalho escravo, mas que existe uma concentração do problema em alguns locais.

Machado lembra que dados da fiscalização e dos resgates do Ministério do Trabalho e Emprego mostram uma concentração nas regiões sul do Pará, do norte do Tocantins, do sudoeste do Maranhão, do norte do Mato Grosso; e na região de fronteira agrícola de expansão, onde há terras para pastagens e plantações. “A gente percebe que muitas vezes está associado ao desmatamento ilegal," conclui.

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Estudo mostra a importância de proteger áreas na Amazônia PDF Imprimir Email
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Qua, 26 de Maio de 2010 12:47

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Do site O Estadão

Uma pesquisa confirma a importância de proteger áreas na Amazônia para reduzir o desmate e combater as mudanças climáticas. Foram analisadas 595 áreas protegidas na floresta amazônica. De 206 áreas criadas após 1999, por exemplo, mais da metade (115) apresentou maior eficácia depois de ter sido designada como protegida.

O trabalho diz que a expansão da proteção de áreas na Amazônia brasileira foi responsável por 37% da redução total do desmatamento da região entre 2004 e 2006 - o que evitou também as emissões de gases-estufa.

O estudo foi publicado na revista PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos EUA, por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia e da ONG WWF, entre outros. Segundo os cientistas, porém, criar áreas protegidas não é suficiente. É preciso ter ações de conservação destinadas a proprietários privados.


 

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Terça 25 Maio 2010

Brasileiro valoriza bem-estar do próximo e estabilidade social PDF Imprimir Email
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Ter, 25 de Maio de 2010 20:59

Fazer_o_bemDa Agência Brasil

Pesquisa inédita do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) descobriu que o bem-estar do próximo e da humanidade e a estabilidade social são os valores mais importantes para os brasileiros.

Os resultados, divulgados nesta terça-feira (25), mostram que, pelo menos no discurso, o “jeitinho brasileiro” pode estar perdendo espaço para características como a honestidade e a lealdade. Mas a grande surpresa do levantamento foi a estabilidade social, apontada como o terceiro valor mais importante, à frente da autonomia e do êxito pessoal.

“É um elemento novo. Em levantamentos semelhantes, [a estabilidade social] costumava aparecer em sétimo lugar”, compara o economista e coordenador do relatório, Flávio Comim.

A justificativa para a estabilidade social ser um valor importante para os brasileiros pode estar na estabilidade econômica – que já permite o planejamento material, deixando para trás a preocupação com a inflação. Também pode ser explicada por um fator negativo: a falta de credibilidade em algumas instituições e o medo de que elas falhem.

De acordo com a pesquisa, as mulheres e os mais velhos são os mais que mais prezam valores como o bem-estar do outro, a tradição e a segurança. Do lado oposto, estão os homens jovens, que dão mais importância a valores como o poder, a realização e o prazer.

O levantamento, que ouviu 4 mil brasileiros em mais de 300 municípios, também traça perfis de valores de acordo com a inserção no mercado de trabalho, filhos e a escolaridade. Quem trabalha tende a valorizar mais a abertura a mudanças, relacionada à independência, à liberdade e à ambição. “Pessoas com filhos ficam mais conservadoras, dão menos importância a valores de autopromoção”, acrescenta Comin.

Um dado revela que a educação das mães influencia a escolha de valores importantes para os filhos. Quanto maior a escolaridade da mãe, mais autônomo e aberto a mudanças é o filho.

A pesquisa também avaliou quais os valores mais importante para os brasileiros de acordo com a região em que vivem. Os que vivem no Sudeste e no Centro-Oeste são os mais preocupados com o bem-estar da natureza, o chamado universalismo. No Nordeste, a segurança, a determinação e a conformidade são os valores mais admirados. No Sul, a realização é o valor principal.

O chamado Perfil dos Valores Brasileiros (PVB) fará parte do Relatório de Desenvolvimento Humano 2009/2010, que deve ser lançado em agosto pelo Pnud. Pela primeira vez, os valores dos brasileiros serão considerados na sugestão de políticas públicas de desenvolvimento para o país.

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ONU faz alerta diante do surgimento da biologia sintética PDF Imprimir Email
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Ter, 25 de Maio de 2010 20:51

biologiaPor Stephen Leahy, da IPS

Pouco depois do anúncio sobre a criação da primeira forma sintética de vida com capacidade de se autorreproduzir, uma reunião da Organização das Nações Unidas no Quênia pediu urgência aos países no sentido de serem adotadas medidas para evitar que esses organismos sejam liberados no meio ambiente.

Os signatários do Convênio das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica também expressaram profunda preocupação diante dos potenciais impactos dos programas de geoengenharia para combater a mudança climática nos ecossistemas da Terra.

Há dois anos, foi proposta uma recomendação semelhante, que levou à proibição de fato de uma forma de geoengenharia chamada fertilização oceânica, método experimental que reduz o dióxido de carbono que há na atmosfera a fim de combater o aquecimento global.

A palavra “geoengenharia” se refere a qualquer esforço humano, em grande escala, de adaptar os principais ecossistemas, e inclui propostas como bombear vastas quantidades de sulfato na estratosfera para bloquear a luz do Sol ou insuflar sal oceânico nas nuvens para aumentar sua refletividade.

“São preocupantes os impactos negativos da geoengenharia e das formas sintéticas de vida na África”, disse um representante do Malavi na sessão final da 14ª Conferência do Organismo Subsidiário de Assessoria Cientifica, Técnica e Tecnológica (SBSTTA 14) do Convênio sobre a Diversidade Biológica.

Esta entidade é integrada por cientistas e técnicos dos Estados que fazem parte do Convênio. Este documento busca reduzir a acelerada perda de espécies que prejudica os ecossistemas da Terra, e o SBSTTA oferece assessoria e recomendações de especialistas nesse sentido.

“Não há dúvidas de que muitos sentem que a liberação de formas sintéticas de vida terá grande impacto sobre os objetivos do Convênio”, disse Spencer Linus Thomas, presidente do SBSTTA, que encerrou sua reunião de duas semanas no dia 22. “Deveria ser aplicado o princípio da precaução, tal como está consagrado no Convênio”, disse Thomas à IPS.

Craig Venter, que ganhou fama mundial em 2001 ao decifrar o genoma humano, dirigiu a equipe de cientistas que divulgou, na semana passada, a criação da primeira célula bacterial vivente e capaz de se autorreproduzir com um código genético elaborado por um computador. Isto cimenta o caminho para a geração de organismos sintéticos mais complexos.

Em 2005, Venter fundou a empresa Synthetic Genomics para usar genes retirados do mar e de outras partes a fim de criar organismos sintéticos que converteriam cultivos como o capim agulha (switchgrass) e o milho em etanol, além de produzir hidrogênio, separar um combustível não contaminante com fins de aquecimento ou degradar gases-estufa.

Mundita Lim, delegada das Filipinas na SBSTTA, pediu urgência aos países-membros do Convênio no sentido de desenvolver um acordo internacional com forte enfoque de precaução em relação aos “organismos vivos produzidos pela biologia sintética” em suas negociações bienais de outubro, em Nagoya, no Japão.

“Acreditamos que a vida sintética não deveria se propagar no meio ambiente até que sejam realizadas avaliações científicas em um processo aberto, transparente e participativo que envolva todos os membros, bem como as comunidades locais e indígenas”, disse Lim.

Silvia Ribeiro, do não governamental Etc Group, disse à IPS que “há uma moratória de fato”, referindo-se à recomendação do SBSTTA. Algumas nações discordam quanto à redação dessa sugestão, e isto será um tema polêmico em Nagoya, onde os Estados-membros o examinarão mais detalhadamente. Ribeiro disse também que as recomendações do SBSTTA relativas a programas de geoengenharia equivalem a uma moratória mundial.

Em março, cientistas e defensores da geoengenharia participaram de uma conferência em Asilomar, no Estado da Califórnia, para discutir várias ideias sobre o tema, incluindo um “código voluntário de conduta”. Os “geoengenheiros estarão furiosos por causa desta moratória”, reconheceu Ribeiro. “A última coisa que querem é que a ONU intervenha. Querem autorregular suas experiências”, acrescentou. A proposta da moratória teve apoio quase unânime, com fortes declarações de países da América Latina, África, Ásia e Europa, ressaltou.

Os delegados destacaram a necessidade de ser empregado o enfoque da precaução, impedindo a geoengenharia enquanto a ciência não demonstrar que é segura e funciona conforme o prometido. Foi notória a discordância do Canadá neste e em outros assuntos, disseram muitos em Nairobi. “O Canadá é a ovelha negra das negociações sobre a mudança climática, e não surpreende ninguém que se destaque como principal objeção a esta proposta. A própria delegação se sentiu envergonhada”, disse Silvia Ribeiro.

Estas recomendações mostram a importância do Convênio sobre a Diversidade Biológica. Este “ainda toma as decisões, particularmente com base nos princípios e não na política”, ressaltou Ribeiro. Quanto aos Estados Unidos, não é signatário do Convênio e não tem nenhum papel oficial nas reuniões de Nairobi, que continuarão até o início de junho.

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No Dia Nacional da Adoção: 50 mil crianças ainda estão em abrigos PDF Imprimir Email
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Ter, 25 de Maio de 2010 17:20

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Com informações de Bárbara Forte, do site eBand

O dia 25 de maio foi escolhido por associações e grupos de todo o país para ser oficializado como o Dia da Adoção no Brasil. No entanto, a data instituída em 2002 ainda pode ser vista em seu oitavo ano de comemoração como um momento de discussões e reflexão. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, há cerca de 4.000 crianças aptas a serem adotadas no país, mas existem mais de 50 mil em abrigos, que não conseguem encontrar um lar.

Os motivos para que estes bebês, crianças e até adolescentes não se encaixem em famílias estruturadas, que possam promover o direito à saúde, educação, além de carinho e afeto, são muitos. De acordo com o defensor público do Estado de São Paulo, Flávio Frasseto, há uma lentidão no processo de adoção brasileiro.

“Esse foi um problema agravado com a nova lei de adoção brasileira, reestruturada no final do ano passado. A regra proporciona o fortalecimento da família biológica da criança e atribui  mais rigor aos processos de habilitação, com regras mais detalhadas”, afirmou.

Para o presidente da Comissão Especial de Direito à Adoção, Carlos Berlini, outro problema encontrado é a busca pelo mesmo estereótipo. “No Brasil a lista de pessoas que querem adotar uma criança é longa e o processo é lento, mas isso acontece também porque as pessoas têm preferências por idade, cor ou sexo”, explicou. De acordo com Berlini, hoje há mais de 25 mil pessoas que pretendem adotar no país, número superior ao de crianças aptas à adoção. 

Exemplo positivo

O filme “Um sonho possível,” estrelado por Sandra Bullock, mostra como a adoção e o apoio familiar, podem transformar a vida das pessoas, ao retratar a história de um jovem pobre e sem perspectivas que, ao encontrar em lar que o acolha, se transforma em um astro do futebol americano. 

Saindo da ficção para a realidade, a atriz aos 45 anos, adotou como mãe solteira, um garotinho negro. Um bom exemplo de que estado civil, cor e idade são irrelevantes quando se coloca o afeto em primeiro lugar.

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Parede e telhado ecológico são utilizados em projeto modular na Casa Cor do Rio Grande do Sul PDF Imprimir Email
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Ter, 25 de Maio de 2010 16:04

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Do Correio Web

Entre os 110 ambientes projetados na Casa Cor Rio Grande do Sul 2010, que ocorre até o dia 5 de julho na capital do estado, um destaca-se pelo apelo ecológico. É o espaço da AT Arquitetura, que apostou na parede e telhado ecológico para a realização de um projeto modular. Os dois sistemas foram fornecidos pela empresa Ecotelhado, especialista em infraestrutura verde urbana.

A obra teve como mote um ensaio de arquitetura modular realizado a partir de cinco contêineres. Contudo, havia o desafio de trazer isolamento térmico e acústico às estruturas metálicas. A solução encontrada foi a utilização da Ecoparede e do Ecotelhado. As duas tecnologias agem como isolantes térmicos, retardando o aquecimento dos ambientes durante o dia e conservando a temperatura durante a noite. Além disto, o telhado verde absorve cerca de 30% da água da chuva e age como purificador do ar urbano.

O sistema modular de telhado verde - patenteado pela Ecotelhado - é composto por módulos já vegetados colocados lado a lado sobre uma membrana anti-raízes e outra para a retenção de nutrientes. O método de fácil instalação pesa cerca de 50 kg/m² e pode ser colocado sobre praticamente qualquer tipo de telhado ou laje. 

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Sancionada lei que obriga escolas públicas e privadas a ter biblioteca PDF Imprimir Email
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Ter, 25 de Maio de 2010 15:47

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Com informações da Agência Brasil

Uma boa notícia para os estudantes do país. O Diário Oficial da União traz publicada na edição de hoje (25) a lei que obriga todas instituições públicas e privadas de ensino do país a ter uma biblioteca.

A Lei 1.244/2010 determina que toda escola tenha um acervo de livros nas bibliotecas de pelo menos um título por aluno matriculado. Cabe à instituição adaptar o acervo conforme as necessidades, promovendo a divulgação, preservação e o funcionamento das bibliotecas escolares.

As escolas terão até dez anos para instalar os espaços destinados aos livros, material videográfico, documentos para consulta, pesquisa e leitura. Sem dúvida, uma iniciativa que merece aplauso, já que a leitura amplia os horizontes, ajuda a formar uma visão crítica da realidade, além de ser enorme fonte de prazer.

 

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Incentivo à leitura é importante desde os três anos de idade PDF Imprimir Email
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Ter, 25 de Maio de 2010 14:03

leitura_bebesPor Raquel Caruso *

Desde a primeira infância é fundamental que os pais leiam histórias, contos de fadas, livros e gibis para seus filhos. Este hábito pode e deve ser incentivado: dê a eles livros de presente.

Normalmente as crianças de aproximadamente três anos já solicitam a leitura para seus pais. Nestes momentos, muitas vezes, os pais não lêem, e sim contam o que está escrito, na tentativa de facilitar a linguagem, tornando esta menos formal e a compreensão mais fácil. Esses momentos podem existir, mas também deverá haver ocasiões em que os responsáveis leiam a história tal qual está escrita, pois desta forma estarão introduzindo a criança à escrita formal.

Muitas dúvidas passam na cabeça dos pais em relação a qual gibi ou livro ler. Por exemplo: devo ler para crianças menores, gibis do Cebolinha e Chico Bento? Pelo fato da fala destes personagens não ser adequada, muitos pais se preocupam em incentivar uma prática errada, e optam por ler corretamente para que seus filhos não sejam expostos a tais trocas. Normalmente a melhor orientação, caso os pais não se sintam a vontade com a fala dos personagens, é que escolham outro gibi. Pois desta forma irão descaracterizar o personagem.

Se o seu filho ainda não fala adequadamente, o melhor é estimular outras leituras, como os contos de fada. Depois da aquisição total de todos os sons da fala, a exposição pode ser total. É importante que as crianças entrem em contato com todo tipo de material, desde os mais simples aos mais refinados, não se esquecendo de adequar à idade e interesses da criança.

Quando as crianças crescem, devemos continuar o incentivo a leitura, levando-as a livrarias, que hoje disponibilizam de espaços lúdicos adaptados, sempre estimulando que elas mesmas escolham seus livros. Devemos tomar cuidado para não cair na tentação de comprar três ou quatro livros de uma vez: apenas um livro é suficiente, pois assim quando terminarem poderão comprar outro.

Há também outras formas de estimular a leitura nas crianças, como empréstimos de livros em bibliotecas, compras em sebos (podemos encontrar livros em bom estado com preços convidativos), trocas entre amigos, assinatura de gibis e revista para crianças, que pode representar um estímulo a mais, pois elas recebem em casa algo com seu nome impresso.

Como as crianças têm em seus pais modelos a serem seguidos, é importante que elas os vejam lendo, sejam jornais, revistas ou livros. O texto lido deve ser de referência pessoal, familiar, escolar e sócio-cultural. É importante que os livros estejam na altura adequada para que a criança possa manusear e pegar o livro no momento em que sentir vontade, não somente em locais que necessitem o auxílio de adultos.

A leitura estimula a imaginação, criatividade, seqüência lógico temporal, entre outros aspectos o que irá ajudar na produção da escrita. Uma opção para os adolescentes é formarem grupos de leitura, onde irão escolher um título e discutir em grupo.

* Fonoaudióloga, psicopedagoga e psicomotricista, coordenadora da Clínica EDAC. É professora da Associação Brasileira de Dislexia).

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Universidade Federal do Pará diploma primeira indígena mestre em Direito PDF Imprimir Email
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Ter, 25 de Maio de 2010 13:07

“Educação escolar Kyikatêjê: novos caminhos para aprender e ensinar”. Essa é a dissertação que foi defendida na semana passada pela primeira mulher indígena a concluir curso de mestrado na Universidade Federal do Pará. Rosani de Fátima Fernandes, da etnia Kaingang, é pedagoga e, agora, mestre em Direito pela UFPA, por meio do Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ) da Instituição.

A dissertação de Rosani fala sobre a construção histórica da educação escolar indígena que, até a publicação da Constituição de 1988, estava a serviço do processo de colonização, e, a partir daí, passa a ser apropriada pelas comunidades étnicas no exercício de sua autonomia e autodeterminação.

“A discussão desse tema se faz fundamental para a qualificação dos debates promovidos pelos movimentos étnicos no que consiste em problematizar a educação escolar indígena como alvo de atenção também da academia”, afirma Rosani Fernades, que integra a Associação dos Povos Indígenas do rio Tocantins (APITO), com sede em Marabá, e a Associação Kyikatejê.

A pesquisa de Fernandes foi orientada pela antropóloga Jane Beltrão (UFPA) e co-orientada pelo professor José Heder Benatti (ICJ/UFPA). Como membros da banca examinadora, estiveram os professores José Cláudio Monteiro (ICJ/UFPA) e Ana Lúcia Pastore (USP). A defesa de Rosani é um marco para a política de inclusão étnica adotada pela UFPA, que, em 2010, promoveu o primeiro processo seletivo específico para ingresso de indígenas no ensino superior da Amazônia.

Fonte: Assessoria de Comunicação da UFPA

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O deserto real PDF Imprimir Email
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Ter, 25 de Maio de 2010 12:47

livro*Por Antônio Campos

O escritor e filósofo Slavoj Žižek nasceu em Liubliana, na antiga Iugoslávia. Atua como professor na European Graduate School e no Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana. Žižek é conhecido pelas suas teorias sobre o real, o simbólico e o imaginário.

Extrai seu pensamento do idealismo alemão e da psicanálise, sendo fortemente influenciado por Lacan, Marx, Hegel e Schelling. Žižek defende o “Real em sua violência extrema como o preço a ser pago pela retirada das camadas enganadoras da realidade”. Afirma que o real é um enigma que não deve ser equiparado com a realidade que enxergamos. Segundo ele, nossa realidade foi construída a partir de símbolos. A realidade seria uma ficção. É preciso analisar constantemente aspectos como o antagonismo social, a vida, a morte e a sexualidade para compreender melhor esse contexto no qual estamos inseridos.

A obra de Slavoj Žižek tem estado na linha de frente do debate filosófico, político e cultural nos últimos tempos. Da teoria da ideologia até a crítica da subjetividade, a ética, a globalização, o espaço cibernético, nos estudos sobre cinema, no cognitivismo, na teologia e na música, a influência do sociólogo se estende amplamente no mundo contemporâneo. Suas intervenções continuam a provocar debates e a transformar nossa maneira de pensar.

As ideias do filósofo estão presentes em várias obras, entre elas Eles não sabem o que fazem: o sublime objeto da ideologia, O mais sublime dos histéricos: Hegel com Lacan, Um mapa da ideologia, As portas da revolução, Arriscar o impossível e Bem-vindo ao deserto do Real!.

No livro Bem-vindo ao deserto do Real, Žižek alega que os arquétipos de uma superestrutura capitalista globalizante não deixam as pessoas enxergarem a realidade, mas apenas uma falsa reprodução da mesma.

O filme "Matrix" (1999), sucesso dos irmãos Wachowski, levou essa teoria ao ápice. Na teoria, a realidade material que sentimos e vemos à nossa volta é virtual. Tudo é gerado e coordenado por um gigantesco computador ao qual estamos ligados.

No filme, o herói, interpretado por Keanu Reeves, acorda e se depara com a cidade de Chicago completamente destruída após uma guerra global. O líder da resistência, Morpheus, lança-lhe uma estranha saudação: “Bem-vindo ao deserto do real”. Essa frase é exatamente uma metáfora do que vivemos.

O homem vive preso a uma matriz materialista, mas somos mentais e espirituais. O mundo é mental. A intenção move o universo. Tornamo-nos aquilo que pensamos.

Há quem diga que a vida real acontece quando adormecemos. No momento que acordamos estamos dormindo, pois o homem acordado é tridimensional e sente o tempo linearmente, no tempo do “não tempo”. Ao dormir e/ou ativar o lado direito do cérebro seria possível despertar uma quarta dimensão, a intuição, conectando uma grande rede cósmica numa quinta dimensão.

Somos parte de uma realidade ficcional. Ilusória. Onde nada existe. Tudo foi construído. Precisamos despertar para o mundo real. É um pouco do pensamento desse filósofo, cuja obra merece ser melhor conhecida.

* Antônio Campos é escritor e advogado e este artigo foi publicado na coluna Território da Palavra, no Jornal do Brasil.

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Sociedade vai avaliar critérios para exame nacional de professores, anuncia ministro PDF Imprimir Email
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Ter, 25 de Maio de 2010 12:37

Por Carolina Gonçalves, da Agência Brasil

 O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou hoje (24) que vai abrir uma consulta pública para que a sociedade avalie itens que podem fazer parte de uma prova nacional para professores. A declaração foi feita durante o Seminário Avaliação de Professores da Educação Básica: Uma Agenda em Discussão, no Rio de Janeiro.

A proposta é criar um banco nacional de docentes, uma relação de profissionais de educação qualificados que poderiam ser contratados por qualquer município brasileiro.

“Há uma deficiência de instrumentos fidedignos [para avaliação dos professores no Brasil]. Uma matriz já ajudaria as instituições formadoras e os professores. Estamos procurando amadurecer essas questões para dar maior clareza do que se pretende na formação de professores”, disse Haddad.

Os itens que serão analisados pela sociedade na consulta pública foram levantados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que, durante um ano, analisou os mecanismos de avaliação de professores usados em países com alto desempenho em educação.

Atualmente, a avaliação de professores no Brasil ocorre, prioritariamente, a partir de índices criados para quantificar taxas de aprovação e desempenho de alunos, como é o caso do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ou o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que avalia o rendimento dos alunos do nível superior.

"O Enade, ainda que tenha sido nossa opção reformulá-lo, capta pouco daquilo que se quer captar da ótica do gestor que quer contratar o profissional de atuação adequada em sala de aula”, avaliou o ministro.

 Fernando Haddad defendeu que o papel do Ministério da Educação é fornecer instrumentos para que os estados consigam avaliar e melhorar seu corpo docente, e reconheceu que, em contrapartida, é preciso garantir salários dignos e progressão de carreira. O ministro lembrou ainda que essa é a fase de a sociedade avaliar o trabalho feito pelo Inep, mas que vai depender do próximo governo a aplicação do exame nacional para professores.

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Quatro garrafas de produtos químicos e um sintetizador PDF Imprimir Email
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Ter, 25 de Maio de 2010 05:10

quimica250Por José Maurício de Oliveira

Corre por aí uma piada sobre Craig Venter, o geneticista que hoje lidera a equipe de pesquisadores da empresa Syntethic Genomics:

- Como o senhor se sente brincando de Deus? - perguntou um repórter.

- Eu não brinco! - respondeu.

Venter tornou-se celebridade mundial na corrida para soletrar o genoma humano no fim do século passado, quando sua equipe deixou na poeira o grupo rival, liderado pelo geneticista Francis Collins e apoiado por recursos públicos. Na época, um arranjo político tentou disfarçar a lavada, por meio de um anúncio conjunto dos resultados.

E eis que, dez anos depois, o Usain Bolt da biologia sintética volta a causar. Esta semana, Venter anunciou que sua equipe conseguiu transplantar DNA projetado em computador e sintetizado em laboratório para a célula oca de uma bactéria. Mais importante do que isso: a nova bactéria foi capaz de se desenvolver e se replicar por conta própria, com a ressalva de que isso ainda ocorre apenas em meio artificial criado pelos pesquisadores.

Descontadas as abobrinhas do tipo “a vida criada pelo Homem”, fartamente oferecidas nos últimos dias pela indústria do entretenimento, trata-se de um passo importante no desenvolvimento de biotecnologias com grande potencial para a nossa saúde e o nosso bem-estar. Ou não, como diria Caetano Veloso.

Espécies geneticamente modificadas em laboratório circulam por aí há pelo menos três décadas. A tecnologia disponível limitava-se até aqui a permitir a manipulação de organismos já existentes na natureza, pelo intercâmbio de genes e o controle do modo como eles se expressam.

A fronteira aberta por Venter e sua equipe aponta para a criação de novas espécies, mais eficazes para o emprego em atividades de biorremediação de solos, água e ar contaminados, na produção de comida, energia e medicamentos, entre outras finalidades possíveis.

Mas há o velho problema: nas mãos dos senhores da guerra, pode resultar em armas biológicas com maior poder de devastação. Há também riscos potenciais para a nossa biossegurança, pois ainda desconhecemos os impactos resultantes da interação entre esses organismos sintéticos e o ambiente natural. Fora a grande questão ética de fundo: a equipe de Venter avançou um tiquinho a mais na estrada que pode levar, bem lá na frente, à produção de vida humana sintética - como lidar com isso?

Posso estar enganado, mas não vejo novos dilemas no anúncio de Venter. Seguimos no mesmo campo de questões aberto quando cruzamos as linhas de força que nos separavam da manipulação do átomo, da transgenia e das nanotecnologias. Nossas sociedades costumam responder a isso com os meios propostos pelo princípio da precaução: protocolos cada vez mais rigorosos de controle e monitoramento, estabelecimento de limites éticos e de biossegurança para pesquisa, desenvolvimento e aplicação de resultados etc etc.

É suficiente? Creio que não. Até aqui, nada disso se mostrou capaz de deter a apropriação militar do conhecimento científico e tecnológico; a constituição de biopoderes fortemente baseados em vigilância, coerção e controle; o aprofundamento das desigualdades sociais resultante do modelo privatista em que hoje se dão majoritariamente as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação; as tentativas frequentes de criminalizar políticas públicas de acesso aos benefícios (a polêmica em torno dos medicamentos genéricos, por exemplo); os riscos crescentes à segurança alimentar e à própria biossegurança.

Isso sem falar nas práticas frequentes de corrupção e fraude utilizadas pela indústria baseada no conhecimento para capturar e curvar aos seus interesses os mecanismos de regulação e fiscalização de suas atividades.

No meu modo de ver, somente a radicalização da transparência e do acesso democrático a tudo o que é produzido nas bancadas dos pesquisadores pelo mundo afora permitirá o controle mais eficaz dos riscos e alguma garantia de que os resultados trarão benefícios efetivos para a humanidade e para a biosfera.

É uma exigência que se choca drasticamente com o modelo dominante, baseado no investimento privado e seu reembolso por meio de práticas mercadológicas protegidas pelas regras vigentes de propriedade intelectual. Mas que também não se acomoda à gestão por Estados constituídos por mecanismos meramente formais de controle social (quando o são!).

Num tempo em que a ciência se dissocia aceleradamente do senso comum, sonho com uma sociedade em que o conhecimento, livre das amarras e dos constrangimentos gerados pelo modo de produção capitalista, possa fluir com total liberdade. Uma sociedade em que os cidadãos, devidamente educados para isso, consigam encontrar meios públicos de financiar o trabalho investido por todos os que se dedicam a fazê-lo avançar, propiciar a eles os meios necessários e compartilhar igualitariamente a riqueza fantástica que pessoas como Venter e seu grupo de pesquisadores podem gerar quando têm à mão quatro garrafas de produtos químicos e um sintetizador.

Sei que estamos a milhares de anos-luz de algo assim. Até lá, só nos resta vigiar, exigir políticas públicas adequadas e meter a boca no trombone, sempre que possível e necessário. É pouco, mas é o que de fato temos, fora a ilusão de que nossos sentimentos e convicções contam alguma coisa nessa dança macabra encenada pelo capital e seus biopoderes.

Do Blog Blablabla, publicado no site do Mercado Ético

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Filme: A corrente do bem PDF Imprimir Email
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Ter, 25 de Maio de 2010 04:52

corrente_bem2Por Taíza Brito

Aviso aos leitores: o filme que recomendamos neste post não é lançamento, muito menos uma superprodução. Trata-se de “A corrente do bem”, uma película norte-americana estrelada por Kevin Spacey, Helen Hunt e Haley Joel Osment  (O sexto sentido),  dirigida por Mimi Leder e baseada na obra de Catherine Ryan Hide, que pode ser encontrada em locadoras ou à venda nas lojas especializadas em DVD.

O filme traz o seguinte questionamento: É possível uma ideia mudar o mundo?

O estudante Trevor, interpretado por Haley Joel, acredita que sim. E inicia uma reação de bondade em cadeia ao lançar a proposta em um trabalho de Estudos Sociais.

Se a ideia do garoto dá certo ou não só assistindo ao filme, que une doçura e profundidade numa história recheada de dramas pessoais e com um final que leva àquele nó na gargante.

Mais que emoção traz reflexão. Por isso, vale apena ser visto.

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Dia da Liberdade de Impostos PDF Imprimir Email
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Ter, 25 de Maio de 2010 04:32

impostosVocê sabia que o dia 25 de maio é a data em que os cidadãos brasileiros passam a trabalhar em benefício próprio, pois todo o resultado do trabalho anterior a esta data simboliza a quantia a ser paga em impostos?

Por isto que foi escolhido como Dia da Liberdade de Impostos. E para marcar a data estão programadas mobilizações em várias cidades, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Joinville, Vitória, Brasília e Belo Horizonte e São Lourenço em Minas Gerais. No Recife, a Faculdade Maurício de Nassau mantém um grande painel eletrônico, chamado de “impostômetro”, que conta todos os impostos pagos diariamente.

Entre as mobilizações, as que estão programadas em Belo Horizonte chamam atenção, como a de um posto de combustível que vai passar o dia comercializando gasolina sem incidência de imposto e outra que estipulou premiação para quem adivinhar o peso de um “pote de impostos”.

A ação é realizada pela CDL/BH e pelo Centro de Desenvolvimento Lojista (CDL Jovem) com o patrocínio do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro),que  venderá gasolina a R$ 1,3617/litro (*), ou seja, com desconto de 43% dos tributos incidentes no produto. O posto participante é o Albatroz (avenida Afonso Pena, esquina com avenida Brasil).

Outra ação, o "Pote do Imposto", premiará quem acertar o peso do pote com uma moto Dafra Super 100 cilindradas, que representa um ano de impostos pagos para quem recebe um salário mínimo por mês. O regulamento da promoção está disponível no site da www.cdlbh.com.br.

"O objetivo do Dia da Liberdade de Impostos, é conscientizar a população sobre a grande carga de impostos que incide, direta e indiretamente, sobre sua renda", explica o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, que completa: “Os impostos são indispensáveis para a sociedade moderna, mas a sobrecarga tributária impede o crescimento econômico e quem sofre mais é a população de baixa renda”.

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Segunda 24 Maio 2010

ONGs dão vida nova a bens da máfia PDF Imprimir Email
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Seg, 24 de Maio de 2010 22:10

Com informações do UOL

Um ex-esconderijo de um chefe da máfia convertido em pequeno hotel, vinhas que crescem nas terras que antes eram da Cosa Nostra. Os bens confiscados das máfias italianas estão sendo confiados, pouco a pouco, a cooperativas e ONGs que lhe dão nova vida e um papel social nas regiões que outrora eram consideradas fora da lei.

A alguns quilômetros do vilarejo de Corleone, ex-feudo da máfia repleto de colinas verdes, pode-se descobrir no fim de uma minúscula estrada uma paragem bem cuidada. É o ex-esconderijo do sanguinário chefe da máfia Toto Riina, preso em 1993 e desde então atrás das grades.

Ao chegar, um cartaz avisa: o albergue rural "Terre di Corleone", que pode receber até 16 pessoas e conta com um restaurante, foi "realizado com os bens confiscados da máfia", além de um financiamento da União Europeia.

A 20 km dali, uma cooperativa administra nos ex-lotes da máfia um vinhedo chamado "I Cento Passi", em referência a um filme de 2002 sobre o assassinato de um jovem siciliano, Peppino Impastato, que se rebelou contra a "omertá". Um tanque metálico de fermentação para vinho tem uma faixa azul que diz: "bem confiscado da máfia".

A Libera, associação de luta contra a máfia criada pelo padre Don Ciotti, especializou-se na reconversão de bens confiscados. A lei italiana autoriza a polícia a confiscar as propriedades da máfia ou de empresários associados a ela com base em simples suspeitas e sem esperar julgamento. Desde 1996, podem também ser "reutilizadas com fins sociais".

A Libera ajudou também a abrir estabelecimentos comerciais. Um deles, em Palermo, funciona na casa que era de um empresário vinculado à máfia. Ali são vendidos produtos produzidos em "terras liberadas da máfia". No local, o cliente pode escolher entre dois tipos de azeite de oliva: um confiscado da Cosa Nostra, outro da Sacra Corona, máfia de Apúlia.

Esse é um exemplo que poderia ser seguido por outros países, inclusive o Brasil. Enfraquecer o poder econômico das grandes quadrilhas, e ainda contribuir para o desenvolvimento social da região é um importante passo para mudar a realidade do lugar.

 

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Governo reinicia campanha para aumentar registro civil PDF Imprimir Email
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Seg, 24 de Maio de 2010 19:59

civilPor Gilberto Costa, da Agência Brasil

A menos de um mês do início da Copa do Mundo da África do Sul, o craque Ronaldo – maior artilheiro brasileiro na história dos mundiais – reestreia campanha nacional em rádio e TV pelo registro civil e pela documentação básica. Além do jogador, a cantora baiana Margareth Menezes participa da mobilização e canta o jingle da campanha da Secretaria de Direitos Humanos (SDH).

Sem a certidão de nascimento, o cidadão não tem direito a outros documentos básicos, como carteira de identidade e o cadastro de pessoa física (CPF), além de não conseguir acesso a benefícios de aposentadoria e pensão (INSS) e a inscrição em programas sociais como o Bolsa Família.

Para combater o sub-registro, o governo federal e os governos estaduais fazem mutirões – principalmente no Nordeste e na Amazônia Legal – e trabalham com uma rede de informática que liga maternidades e cartórios de registro.

Segundo a secretaria, estão sendo promovidos 1.550 mutirões nas duas regiões (850 no Nordeste e 700 na Amazônia Legal); e até o final do ano 700 maternidades no Nordeste e mais 240 maternidades na Amazônia Legal estarão interligadas aos cartórios. Em Recife e Cuiabá, as redes já estão em funcionamento.

Os estados das duas regiões concentram elevados índices de sub-registro. Em 2007, três em cada dez pessoas nascidas em Alagoas, no Amapá e no Piauí não se registraram. Em Roraima, o percentual era de 40%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A meta do governo é que a média nacional de sub-registro fique abaixo de 5% até o final do ano. Esse é o índice aceito pela Organização das Nações Unidas. A média nacional é de 8,9%, de acordo com informações de 2008. Segundo a secretaria, de cada dez crianças nascidas apenas uma não é registrada. O sub-registro é contabilizado a partir de 1 ano e 3 meses de idade.

 

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A corrida maluca para o verde PDF Imprimir Email
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Seg, 24 de Maio de 2010 17:12

verdePor Newton Figueiredo*

A cada nova ida ao supermercado, à loja de material de construção, ou mesmo nos intervalos da programação da TV e nas revistas, deparamo-nos com cada vez mais produtos se dizendo “eco”, “verde”, “amigo do meio ambiente”, “preserva a natureza”. A lista é extensa, mas, infelizmente, constatamos que a grande maioria ainda é “maquiagem verde”. Sinais de que a corrida maluca para o verde - isto é, distorções dos conceitos para se fazer parecer sustentável sem ser - cresce a cada dia.

Recente pesquisa sobre tendências para o consumo consciente, realizada pelo Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2009, publicada na edição deste mês da revista Ideia Socioambiental, indica que apenas 8,2% do consumidores se caracterizam como retaliadores, ou seja, deixam de comprar produtos e ainda criticam a empresa para terceiros, disseminando informações negativas.

É mais um argumento para a empresa não mudar e acelerar ainda mais a corrida maluca para o verde. No Brasil, ainda não existem números sobre maquiagem verde, mas na Austrália, recente levantamento, identificou que 98% dos produtos oferecidos como verde são “maquiados”.

Temos a população do planeta mais preocupada com as mudanças climáticas e disposta a até pagar mais caro por produtos e serviços que possam contribuir para um mundo melhor. Algumas empresas sabendo disso têm exagerado em sua comunicação e cometido erros que poderiam ser classificados como propaganda enganosa ou mesmo falsidade ideológica. Esses comportamentos têm causado mais ceticismo e desconfiança no consumidor e dificultado o posicionamento de ações consistentes em sustentabilidade.

Por falta de opção e informação correta os consumidores brasileiros continuam levando para casa produtos que podem prejudicar a saúde de suas famílias propagandeados como “mais sustentáveis” só porque têm rótulos e embalagens recicladas. A falta de uma legislação adequada que proteja o interesse do consumidor tem feito com que seja possível se anunciar pão-de-queijo que não contém queijo, produtos como ecológicos que agridem a natureza e se estimular o uso de água sanitária como mais sustentável só porque sua embalagem é feita de material reciclado. É interessante perceber que existem empresas multinacionais fazendo isso em nosso País, mas que não se atreveriam a fazê-lo nos EUA onde poderiam estar sujeitas a multas milionárias pela Federal Trade Commission.

* Newton Figueiredo é fundador e presidente do Grupo SustentaX, que desenvolve, de forma integrada, o conceito de sustentabilidade ajudando as corporações a terem seus negócios mais competitivos e sustentáveis, identificando para os consumidores produtos e serviços sustentáveis e desenvolvendo projetos de sustentabilidade para empreendimentos imobiliários.

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HP e Instituto Ayrton Senna lançam a 3ª Edição da Fórmula do Bem PDF Imprimir Email
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Seg, 24 de Maio de 2010 16:59

seninhaAté 18 de julho, a HP Brasil e o Instituto Ayrton Senna realizam a terceira edição da campanha Fórmula do Bem. Nas duas primeiras edições, foram arrecadados mais de R$ 2,5 milhões, doados aos programas educacionais do Instituto que acontecem em todo o País.

A campanha, que tem Senninha e a Copa do Mundo como temas, motiva os consumidores a comprarem impressoras das linhas multifuncionais HP Deskjet, Photosmart e Officejet e participarem da doação por um Brasil campeão. Para cada produto adquirido, um valor fixo é repassado pela HP ao Instituto Ayrton Senna.

Os consumidores que adquirirem também um cartucho HP, no momento da compra da impressora, poderão entrar no site da empresa, a partir do dia 20 de maio, para ter acesso a um conteúdo exclusivo: um almanaque em que a história do tricampeão de F 1, Ayrton Senna, é contada em uma aventura divertida, protagonizada por Senninha e sua turma.

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Mortalidade infantil no Brasil cai 61% em 20 anos, diz estudo PDF Imprimir Email
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Seg, 24 de Maio de 2010 14:34

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Do  G1

A mortalidade infantil caiu no Brasil a uma taxa anual de 4,8% de 1970 a 2010. A ONU estima que seria necessário um índice de redução anual médio de 4,4% entre 1990 e 2015 para o cumprimento da meta, mas a média anual de redução registrada na análise de 187 países foi de 2,1%.

Apesar do esforço, a mortalidade infantil no Brasil - que caiu de 120,7 a cada mil nascimentos vivos, em 1970, para 19,88 em 2010 - ainda é muito superior a dos países com o menor índice de mortalidade: Islândia (2,6) Suécia (2,7) e Chipre (2,8). Na Itália, o número é de 3,3, na Noruega de 3,4 e na França de 3,8.

Mortalidade mais baixa

A análise de dados realizada pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da Universidade de Washington - que avalia estatísticas sobre saúde - afirma que a taxa de mortalidade entre as crianças com menos de cinco anos de idade em todo o mundo é mais baixa do que a estimada pelo Unicef em 2008.

Estudos anteriores destacaram que menos de um quarto dos países estava no caminho de cumprir a meta da ONU, mas este novo estudo afirma que o número de mortes na faixa etária diminuiu em 4,2 milhões de 1990 até 2010, caindo de 11,9 milhões para 7,7 milhões (estimativa).

A nova análise afirma que a estimativa mais baixa se deve a novas pesquisas que mostram que o declínio na mortalidade infantil foi mais rápido do que o projetado, além da inclusão de outros métodos de medição.

Futuro promissor

O estudo ainda mostra que o maior progresso foi visto entre os países pobres - nas Ilhas Maldivas a taxa de redução anual média foi de 9,2%, a mais alta entre os 187 países analisados entre os anos de 1970 e 2010.

Segundo o estudo, o progresso é promissor. Em 1970, havia 40 países com taxa de mortalidade mais alta do que 200 mortes a cada mil nascimentos vivos. Em 1990 este número havia caído para 12 países e em 2010 não há nenhum país com índices tão altos.

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Site do Canal Futura exibe série "Que exploração é essa?" PDF Imprimir Email
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Seg, 24 de Maio de 2010 14:07

futuraA jornalista Cirlene Menezes, que atua na assessoria de imprensa do Centro das Mulheres do Cabo (CMC), recomenda aos leitores do Blog Viva Pernambuco que vejam os vídeos produzidos pelo Canal Futura para a série “Que exploração é essa?”. O material começou a ser veiculado na semana passada no site da emissora e pode ser acessado pelo link  http://www.futura.org.br/queexploracaoeessa/.

O programa “Que exploração é essa?” é uma realização do Canal Futura em parceria com a Childhood Brasil (WCF-Brasil) e produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre. A série aborda de maneira inédita o dramático problema da exploração sexual infanto-juvenil, que atinge milhões de meninas e meninos no mundo todo.

O projeto é resultado de uma longa trajetória de pesquisa e parcerias realizadas pela mobilização comunitária do Canal, que h0á dois anos passou a acompanhar as agendas da sociedade civil sobre a temática, participando de fóruns, debates e eventos.

Depois de levar a questão para muitas pautas do jornalismo, o Futura decidiu produzir um programa que abordasse a exploração sexual infanto-juvenil a partir de uma abordagem inovadora, capaz de transformar perspectivas, falas, textos e concepções.

Participação de mais de 30 ONGs - Toda a produção do programa foi acompanhada, discutida e avaliada por mais de 30 ONGs e instituições de referência na área - como a WCF Brasil, a Casa de Passagem, de Pernambuco e a ong Lua Nova, de São Paulo - e por aqueles que foram vítimas de abusos.

Em Pernambuco, além da Casa de Passagem, também participaram desse processo as seguintes organizações: Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social, Childhood\WCF Brasil, Centro de Cultura Luiz Freire, Centro das Mulheres do Cabo, Coletivo Mulher Vida, Save the Children, Turma do Flau, Grupo Curumim, Grupo Mulher Maravilha, Instituto Papai, Graúna - Gênero, Juventude, Arte e Desenvolvimento, Rede Ação em Rede pela Criança e Adolescente, Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e Rede Tecendo Parcerias.

Para a produção, bonecos foram testados e todos os croquis e roteiros sofreram modificações ao longo do processo.

O resultado é uma série com manipulação de bonecos em cinco episódios de sete minutos, que retrata a viagem de um caminhoneiro ao lado de seu filho. Ao percorrerem as estradas brasileiras, a dupla depara-se com diversas situações de exploração sexual de crianças e de adolescentes.

A trama de ficção é intercalada com depoimentos de especialistas e autoridades que falam sobre a real gravidade do problema e da importância de enfrentá-lo coletivamente a partir da sensibilização da sociedade como um todo.

Por isso, durante a exibição da série, serão divulgados no site do Futura os endereços e contatos das redes de proteção às vitimas. Os programas serão disponibilizados para instituições e secretarias governamentais que atuam na área em um kit com textos complementares que também poderão ser acessados pelo site do Canal. 

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Quantas horas de sono você precisa? PDF Imprimir Email
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Seg, 24 de Maio de 2010 14:06

sono

Com informações do UOL

Seu amigo acorda às 5 horas da manhã no maior pique para correr no parque depois de ter dormido durante seis horas, enquanto você se arrasta para fora da cama às 7 horas, depois de oito de repouso. Bom, você não é preguiçoso, nem seu amigo um louco — talvez apenas um pouco. Dormir é uma tarefa muito específica, cada um precisa de um tanto de horas na cama. “Os chamados pequenos dormidores, cerca de 2% das pessoas, necessitam apenas de cinco a seis horas por noite. Já os grandes dormidores, outros 2%, de dez a onze. A maior parte da população está nesse intervalo”, explica o neurofisiologista Geraldo Rizzo, do Laboratório do Sono (Sonolab) dos Hospitais Moinhos de Vento e Mãe de Deus, em Porto Alegre, RS.

Para descobrir de que tipo você é, pergunte ao seu corpo. “A fórmula prática é aproveitar as férias para deitar quando tiver vontade e levantar quando não sentir mais sono, sem pressão de horário ou compromissos. Assim, poderá perceber quantas horas de sono necessita.” O difícil é, depois das férias, manter o ritmo ideal, já que há pressões por todos os lados que levam ao sono de baixa qualidade.
Mas é natural que a quantidade de horas necessárias de sono mude com o passar dos anos. Recém-nascidos dormem até 20 horas por dia. “Já os idosos costumam ter períodos mais fragmentados, entram poucas vezes na fase de sono profundo”, explica Gunther Kissmann, da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro.

Uma pesquisa, coordenada por Derk-Jan Dijk, professor da Universidade de Surrey, no Reino Unido, comprovou exatamente isso. No estudo feito com voluntários, adultos mais velhos dormiram cerca de 20 minutos menos do que indivíduos de meia-idade, que, por sua vez, dormiram 23 minutos menos do que os adultos mais jovens. Portanto, fique de olho no seu organismo para não negligenciar o descanso de que seu corpo precisa.

 

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Ministério lança cartilha sobre trabalho análogo à escravidão PDF Imprimir Email
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Seg, 24 de Maio de 2010 13:46

Da Agência Brasil

O Ministério do Trabalho lança durante o 1º Encontro Nacional sobre Trabalho Escravo um livreto com perguntas e respostas sobre o trabalho análogo à escravidão. O evento começa nesta terça-feira (25) e vai até quinta-feira (27) em Brasília.

A publicação explica como se caracteriza a condição de trabalho escravo, as penas para esse tipo de prática e as ações do governo para combater o crime. Além disso, o livreto também responde a perguntas sobre como fica a situação trabalhista das pessoas resgatadas do regime análogo ao de escravidão e como a sociedade está se mobilizando para evitar essa situação.

Além disso, também será lançada uma publicação explicando os conceitos de trabalho escravo, legislação sobre o tema, compromisso internacional do Brasil com o a erradicação do trabalho escravo entre outros.

As duas publicações serão apresentadas durante o encontro, promovido pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

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Domingo 23 Maio 2010

Crianças de 2 a 4 anos poderão receber vacina contra gripe H1N1 PDF Imprimir Email
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Dom, 23 de Maio de 2010 04:55

Com ampliação da campanha, governo espera vacinar 100 milhões de pessoas

Por Carolina Gonçalves, da Agência Brasil

Crianças de 2 a 4 anos e 11 meses vão poder receber a vacina contra a influenza A (H1N1) – gripe suína a partir da próxima segunda-feira (24). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, na última sexta-feira (21) no Rio de Janeiro. Com a ampliação da campanha, a meta de imunização passa de 90 milhões para 100 milhões de pessoas.

“O estoque estratégico, durante esses dois meses [desde o início da campanha nacional de imunização] , funcionou como uma reserva para qualquer eventualidade [rejeição de lote de vacina ou demanda extra]. Como conseguimos manter a reserva de cerca de 10 milhões de doses, é suficiente para que possamos incluir mais uma faixa etária”, afirmou o ministro.

Temporão explicou ainda que o novo grupo que começa a receber a vacina foi selecionado por apresentar maior vulnerabilidade a desenvolver complicações pela influenza A (H1N1), depois dos grupos prioritários já incluídos anteriormente na campanha.

A vacinação segue até o dia 2 de junho. O prazo vai ser aproveitado também para prorrogar a imunização de gestantes e o grupo de pessoas com idade entre 30 e 39 anos.

“O inverno está chegando. A circulação viral aumenta e, no ano passado, essa doença matou 2 mil brasileiros. A vacina é segura, protege e está disponível em todos os 36 mil postos de saúde do país”, assinalou Temporão.

Nenhum estado conseguiu atingir a meta de imunização na faixa etária entre 30 e 39 anos. E, entre as gestantes, apenas seis unidades da Federação atingiram o percentual esperado.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 62 milhões de pessoas já foram imunizadas em todo o Brasil. O número representa mais de 70% da meta estipulada pelo governo federal.

Todos os estados conseguiram imunizar o total definido entre crianças de 6 meses e menores de 2 anos. Entre os doentes crônicos, 80% foram imunizado. Já entre as gestantes, esse percentual foi de 68%. Entre adultos com idade entre 20 e 29 anos, o índice ficou em 77%. Entre os adultos com idade entre 30 e 39 anos, apenas 37% se vacinaram.

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Autor do projeto Ficha Limpa vai criar site para fiscalizar candidatos PDF Imprimir Email
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Dom, 23 de Maio de 2010 04:29

 

Da Redação do Portal Imprensa, no site do UOL

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), autor do projeto "Ficha Limpa", pretende lançar um site em julho para cadastramento e divulgação dos candidatos que não possuem problemas com a Justiça. O portal será atualizado pelos membros do MCCE.

De acordo com o G1, o MCCE tem a intenção de ajudar o eleitor a fiscalizar seu candidato e evitar que políticos condenados pela Justiça sejam eleitos.

O site será criado em parceria com a Articulação Brasileira contra a Corrupção e Impunidade (Abracci), que fará uma espécie de cadastramento de certidões negativas de antecedentes criminais digitalizadas dos políticos.

O presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abrampe), Marlon Reis, declarou que o portal será aberto à sociedade, e qualquer pessoa poderá acessar e, até mesmo, contestar as informações.

"Vamos ajudar os eleitores a ver, com mais facilidade, quem realmente tem ficha limpa. Se o seu candidato não estiver lá, das duas, uma: ou é porque não tem como entrar no portal 'ficha limpa' ou porque não dá importância a isso, o que também é sério", disse.

O candidato com "ficha limpa", segundo o projeto de lei, é aquele que não tem condenação em primeira instância ou denúncia recebida por um tribunal, no caso de políticos com foro privilegiado.

O projeto de lei "Ficha Limpa" foi aprovado pelo Congresso na última quarta-feira (19), e entrará em vigor após a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

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Bem-vinda! E bem-vindo! PDF Imprimir Email
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Dom, 23 de Maio de 2010 03:48

drauzio2Há dois meses falamos da reestréia do portal Drauzio Varella, cujo conteúdo pode ser acessado pelo endereço www.drauziovarella.com.br. Na home, o médico, que dispensa apresentações, dá informações importantes sobre saúde, por meio de artigos, entrevistas, vídeos, áudios, e espaço para interatividade.

Um dos conteúdos que chama a atenção está no link Espaço Cultural, no qual além de acessos a livros, conversas e filmes, o visitante ainda pode acessar ao blog do médico (http://drauziovarella.com.br), no qual ele deixa os assuntos da medicina de lado e fala sobre a vida.

Em um dos textos postados no blog, intitulado "Bem-vinda!", ele fala sobre o nascimento da segunda neta, fazendo reflexões que merecem atenção. E que republicamos aqui no Blog Viva Pernambuco, também desejando boas vidas a este ser de grande alma:

Por Dráuzio Varella (Bem-vinda!)

Minha neta acabou de nascer. Não é a primeira, tive outra há cinco anos; uma menina de bons modos e olhar atento que encanta a família inteira.

Curiosa a experiência de ser avô, perceber que a espiral da vida dá uma volta completa; a primeira que independe de nossa participação. Sim, porque até o nascimento de um neto os acontecimentos biológicos, de alguma forma, dependeram de ações praticadas por nós: nossos filhos só existem porque os concebemos, os fatos que constituíram a história de nossas vidas apenas ocorreram porque estávamos por perto; mesmo nossos pais, só se transformaram em figuras carregadas de significado, porque nos deram à luz. Os netos, em oposição, vêm ao mundo como consequência de decisões alheias, nasceriam igualmente se já nos tivéssemos ido.

A ideia de nos tornarmos seres biologicamente descartáveis é incômoda, porque nos confronta com a transitoriedade da existência humana: viemos do nada e ao pó retornaremos, como rezam os ensinamentos antigos. Por outro lado, liberta do compromisso de transmitirmos às gerações futuras os genes que herdamos das que nos precederam, força da natureza que reduz a essência da vida na Terra (e em qualquer planeta no qual ela porventura exista ou venha a existir) ao eterno crescei, competi e multiplicai-vos, como ensinaram Alfred Wallace e Charles Darwin.

A sensação de que nos livramos dessa incumbência biológica, entretanto, não nos torna imunes ao ensejo de proteger os filhos de nossos filhos como se fossem extensões de nós mesmos. Somos impelidos a fazê-lo, não por senso de responsabilidade familiar ou normas de procedimento ditadas por imposições sociais, mas por ímpetos instintivos irresistíveis.

Os biólogos evolucionistas afirmam que a seleção natural privilegiou nas crianças uma estratégia de sobrevivência imbatível: a beleza. Fossem feias e repugnantes não aguentaríamos o trabalho que nos dão, porque cavalos e bezerros ensaiam os primeiros passos ao serem expulsos do útero materno, enquanto filhotes de primatas como nós são dependentes de cuidados intensivos por anos a fio.

Dizem eles, também, que o amor dos avós conferiu maior chance de sobrevivência aos bebês que tiveram a sorte de contar com ele, razão pela qual esse sentimento teria persistido em nossa espécie. Pelo mesmo motivo, explicam as vantagens evolutivas conferidas pela menopausa, fase em que a mulher já infértil reúne experiência e disponibilidade para ajudar os filhos a cuidar da prole.

Sejam quais forem as raízes biológicas, o fato é que caímos de quatro diante dos netos. Por mais voluntariosos, mal educados, egoístas, temperamentais e pouco criativos que os outros os julguem, para nós serão lindos, espertos, de boa índole e, sobretudo, inteligentes como nenhuma outra criança.

Anos atrás, surpreendi um amigo ao telefone, perguntando para o neto como fazia o boizinho do sítio em que o menino de dois anos se encontrava. A cada buu que ouvia, meu amigo ria de perder o fôlego. Diante do riso exagerado, perguntei como reagiria quando a criança relinchasse. Você verá quando for avô, respondeu.

Tinha razão. Os netos surgem em nossas vidas, quando estamos mais maduros, menos preocupados em nos afirmar, mais seletivos afetivamente, desinteressados de pessoas que não demonstram interesse por nós, libertos da ditadura que o sexo nos impõe na adolescência e cientes de que não dispomos mais de uma vida inteira para corrigir erros cometidos, ilusão causadora de tantos desencontros no passado.

A aceitação de que não temos diante de nós todo o tempo do mundo, cria o desejo de nos concentrarmos no essencial, em busca do máximo de felicidade que pudermos obter no futuro imediato. A inquietude da inexperiência e os desmandos causados por ela dão lugar à busca da serenidade.

Fase inigualável da vida, quando abandonamos compromissos sociais para brincar feito crianças com os netos, sem nos acharmos ridículos. Ajoelhar para que montem em nossas costas, virar monstros, onças ou dinossauros em obediência ao que lhes dita a imaginação aventureira, preparar-lhes o jantar que não comerão, assistir aos desenhos animados da TV, ler histórias na cama quando estão entregues, beijar-lhes o rosto macio, sentir-lhes o cheiro do cabelo e a respiração profunda ao cair no sono.

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O entulho da construção civil PDF Imprimir Email
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Dom, 23 de Maio de 2010 02:56

Por Roberto Naime, para o EcoDebate, publicado no site do Mercado Ético

Os resíduos de construção civil ou demolição (resíduo de C&D) ou simplesmente denominado entulho, têm uma composição muito heterogênea e varia muito conforme a região em função das alterações das técnicas construtivas.

A constituição dos entulhos é argamassa, areia, cerâmica, concreto, madeira, metais, papéis, plásticos, pedras, tijolo e tintas. O concreto é o segundo material mais utilizado pela humanidade, logo depois da água.

O entulho da construção civil sempre foi considerado inerte. Inerte é todo material que mantido durante 24 horas em água bi-destilada não altera as propriedades físico químicas da água. Mas é claro que não é todo resíduo de construção civil que é inerte. Gesso dissolve em água. Tinta contém metais pesados em sua composição, que se solubilizam na água. As telhas de fibro cimento antigamente continham amianto que no ar é altamente cancerígeno.

Os índices de perda de matérias-primas na construção civil é bastante elevado. Muitos autores divergem sobre as quantidades mas o certo é que são quantidades elevadas. (AGOPYAN, V. et al. Alternativas para a redução do desperdício de materiais nos canteiros de obras. São Paulo, 1998 (Relatório final: vol. 1 ao 5); SOIBELMAN, L. As perdas de materiais na construção de edificações: sua incidência e seu controle. Porto Alegre: Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dissertação (Mestrado), 1993. 127 p.).

Este fato tem duas conseqüências imediatas e inevitáveis: o setor repassa sua ineficiência para os preços dos imóveis, que nós pagamos. O setor produz um impacto ambiental desnecessário ao utilizar matérias-primas naturais em quantidade superior ao necessário, registrando uma contabilidade socioambiental negativa.

Devemos ressaltar que o setor de construção civil é um dos maiores empregadores de mão-de-obra não qualificada, e que este é o preço que acaba tendo que pagar por este fato.

Atualmente são aceitos índices de desperdício no consumo de matérias-primas que oscilam desde 8% em empresas com alto padrão de desempenho gerencial, até cerca de 20% ou 30% nas obras em geral. Neste último caso, podemos afirmar que para cada 3 edifícios, sobraria material para construir um quarto, caso o material fosse bem gerenciado em “lay outs” de obra adequados.

As obras de reforma, pela falta de uma cultura de reutilização e reciclagem, geram muitos entulhos. Em todas as cidades a geração de entulho se equivale a quantidade de geração de resíduos sólidos urbanos domésticos. E quando as cidades são submetidas a grandes intervenções urbanas, como novas avenidas, túneis ou obras de saneamento, geralmente a proporção de geração de entulhos fica muito maior.

O pequeno construtor e o chamado “construtor formiga”, em todo Brasil, continuam jogando estes materiais em estradas, avenidas, terrenos baldios, rios e córregos. O surgimento dos caçambeiros contribuiu para que este quadro fosse amenizado, com a criação de locais para depósitos, mas estes locais nem sempre são adequados e esta não é a melhor solução.

Algumas prefeituras como a de Belo Horizonte, Ribeirão Preto e Curitiba têm implantado usinas de reciclagem de entulho. Em Belo Horizonte existe uma rede de pontos de coleta de recebimento de pequenos volumes que em geral são transportados por carroceiros autorizados, e duas usinas de reciclagem, uma no bairro Estoril e outra na Pampulha.

Nestas usinas o entulho é beneficiado produzindo agregados que são reutilizados como sub-leito de pavimentos ou no processamento de artefatos de concreto para a própria construção civil.

Dados de São Paulo estimam em 372.000 toneladas a produção mensal de entulho (ZORDAN, S. E. A Utilização do Entulho como Agregado na Confecção do Concreto. Campinas: Departamento de Saneamento e Meio Ambiente da Faculdade de Engenharia Civil, Universidade Estadual de Campinas. Dissertação (Mestrado), 1997). Em Cuiabá não existem dados publicados, mas é possível estimar em 15 a 20.000 toneladas mês de entulhos da construção civil.

Roberto Naime, professor no programa de pós-graduação em Qualidade Ambiental na Universidade FEEVALE, em Novo Hamburgo (RS) é articulista do EcoDebate.

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Sexta 21 Maio 2010

Prêmio para ações empresariais que contribuem com os ODMs PDF Imprimir Email
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Sex, 21 de Maio de 2010 20:58

Da PrimaPágina, no site do PNUD

Projetos empresariais que contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio podem concorrer ao um prêmio global promovido pelo PNUD, pela Câmara Internacional de Comércio e pelo Fórum Internacional de Líderes Empresariais. A iniciativa, que em cinco edições teve quatro projetos brasileiros entre os ganhadores, foi lançada esta semana em Nova Iorque.

As inscrições do World Business and Development Awards (Prêmio Empresas Globais e Desenvolvimento) vão até 1º de julho. Podem participar empresas de qualquer tipo e tamanho que liderem projetos voltados a pelo menos um dos oito Objetivos do Milênio. A ideia é mostrar como modelos inovadores de negócios, apoiados em parcerias sólidas, podem obter sucesso comercial e ao mesmo tempo melhorar a vida de muitas pessoas.

Os vencedores serão condecorados em 21 de setembro, em Nova Iorque, em evento paralelo à cúpula mundial na qual líderes de vários países vão debater um programa de ação para acelerar o progresso nas metas estabelecidas pela ONU.

“Cada vez mais o setor privado tem sido um componente essencial para o aumento da eficiência da ajuda humanitária e para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, disse o secretário-geral da Câmara Internacional de Comércio, Jean Rozwadowski, no lançamento da premiação.

O prêmio é bienal e existe desde 2000. Na primeira edição, um projeto da Bahia Sul Celulose para reduzir poluição esteve entre os ganhadores. Na edição de 2002, uma iniciativa da Alcan voltada ao ensino de empreendedorismo e ética ambiental, implantada no Brasil e outros quatro países, também esteve entre os vencedores.

Na lista de premiados de 2006 estava o Banco Real, por orientar diversas de suas ações de acordo com os Objetivos do Milênio. Por fim, um projeto da Endesa aplicado no Brasil (que dá descontos em conta de luz para quem recicla lixo) foi um dos vencedores de 2008.

 

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Mulheres vítimas de violência têm abrigo em apenas 130 cidades PDF Imprimir Email
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Sex, 21 de Maio de 2010 16:49

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Com informação do G1

Pesquisa do IBGE divulgada nessa sexta-feira (21) aponta que apenas 130 cidades, do total de 5.560 municípios brasileiros, têm unidades de abrigos institucionais para mulheres. De acordo com o levantamento, dessas, 10 cidades são da Região Norte; 15, do Nordeste; 51, do Sudeste; 34, do Sul; e 20, do Centro-Oeste.

Além de municípios, os estados de Roraima e Amapá e o Distrito Federal também não possuem abrigos municipais para mulheres vítimas de violência. Percebe-se que apesar dos avanços que o país vem conseguindo na luta da violência contra as mulheres – principalmente com a Lei Maria da Penha – ainda carece de políticas públicas voltada para o enfrentamento da questão.

Além do número insuficiente de abrigos, também precisa aumentar o número de delegacias da mulher e capacitação de profissionais para lidar com o problema, que vai desde policiais e delegados até psicólogos e médicos. A violência contra a mulher é uma mácula na imagem de país desenvolvido que o Brasil quer transmitir, e precisa ser enfrentada em todas as esferas sociais, desde campanhas educativas - inclusive nas escolas - até a punição severa para os agressores.

 

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ANDI oferece curso sobre orçamento público para jornalistas PDF Imprimir Email
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Sex, 21 de Maio de 2010 15:59

Da Agência de Notícias dos Direitos da Infância

Estão abertas as inscrições para a turma 5 de ensino à distância do Curso Descomplicando o Orçamento Público, promovido pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), com o apoio da Petrobras e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O curso é gratuito e destinado a jornalistas e estudantes de jornalismo de todo o País que estejam interessados em conhecer melhor o processo de construção, execução e acompanhamento do orçamento público, qualificando a cobertura de pautas sociais, em especial para a infância e a adolescência.

A turma tem 40 vagas e terá início no dia 8 de junho. A duração é de 40 horas/aula, com encerramento previsto para o dia 5 de julho. Os interessados devem preencher, até o dia 31 de maio, o formulário de seleção que será avaliado pela ANDI.

A escolha dos participantes será feita de acordo com o tipo de trabalho desenvolvido pelo profissional, região onde atua e sua experiência com as ferramentas de internet. Os selecionados recebem um e-mail solicitando o acesso à plataforma de cursos à distância da Andi, com data para o convite expirar. Os alunos que concluírem todas as atividades, com bom desempenho, recebem um certificado.

O curso Descomplicando o Orçamento Público além de trazer conceitos fundamentais relativos à análise orçamentária, ainda ensina a operar o Sistema de Monitoramento do Investimento Criança, criado pelo Unicef, que permite acompanhar pela internet os programas e ações do Orçamento da União voltados para a Infância e a Adolescência.

Nesta turma, o conteúdo e o formato do curso sofreram reformulações, o que vai propiciar mais dinamismo às atividades. A novidade também é a presença de um consultor de orçamento na sala de aula virtual, participando de chats e esclarecendo dúvidas.

Serviço:

Curso à distância Descomplicando o Orçamento Público

Público-alvo: jornalistas e estudantes de jornalismo

Inscrições: 20 a 31 de maio (www.ead.andi.org.br)

Início do curso: 08 de junho

Previsão de término: 5 de julho

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Médicos Sem Fronteiras tratam de 69 mil haitianos traumatizados com terremoto no Haiti PDF Imprimir Email
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Sex, 21 de Maio de 2010 15:36

Com informações da France Presse

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou que seus psicólogos e psiquiatras atenderam cerca de 69.000 haitianos por traumas depois do terremoto de 12 de janeiro, que provocou cerca de 300.000 mortos e deixou 1,9 milhão de pessoas sem teto.

"Quatro meses depois do terremoto, muitos haitiano sentem ainda que a terra tremer (...) Existe uma depressão coletiva por trás dos sorrisos que evocam a Porto Príncipe de antigamente. As pessoas sabem que o provisório será duradouro. Percebe-se um desânimo entre as pessoas que, no entanto, não se resignam", explica o relatório do dr. Maryvonne Bargues, psiquiatra da MSF.

"Mais de um milhão de pessoas continua vivendo em condições deploráveis, em barracas ou toldos de plástico, sem perspectivas claras para os próximos meses", destaca Stefano Zannini, chefe da missão da MSF no Haiti. "Enquanto isso, as chuvas se intensificaram e inundam os locais sinistrados várias vezes por semana".

Se a situação física já é tão complicada, pelo menos os atendimentos psicológicos promovem algum alento emocional. Enquanto a grande mídia não divulga mais a situação no Haiti, seus habitantes continuam sofrendo com as conseqüências do terremoto que os atingiu, aliado a falta de infraestrutura básica do país. Nesse momento, a solidariedade faz toda diferença.  

 

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Projeto Casa da Criança capacita instituições de Jaboatão PDF Imprimir Email
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Sex, 21 de Maio de 2010 15:30

Casa_conviteO Projeto Casa da Criança realiza treinamento do Programa Cia dos Anjos de entre os dias 24 e 26 de maio, no Vila Rica Hotel, no Recife. O treinamento será oferecido às creches Lar dos Pequeninos de Jesus e Lar Esperança, ambas localizadas no município de Jaboatão dos Guararapes.
 
O treinamento tem como objetivo apresentar a metodologia social do Programa Cia dos Anjos – Mobilização de Parcerias para as instituições, a fim de garantir a qualidade no atendimento oferecido às crianças e adolescentes através da mobilização de parceiros que realizem atividades nas áreas de saúde, educação, esportes, lazer, arte e cultura. A capacitação no Programa Cia dos Anjos aborda assuntos como a importância da integração da equipe de gestão; o planejamento dos objetivos e metas para cada área de atendimento; como mobilizar parcerias e como divulgar as ações e os eventos realizados.

Após o treinamento, as instituições passam a fazer parte da rede de unidades beneficiadas pelo Programa Cia dos Anjos e, além de serem motivadas a buscar parcerias por conta própria, recebem consultoria e participam de reuniões de acompanhamento das atividades oferecidas às crianças.

Metodologia
– O Programa Cia dos Anjos é uma metodologia social desenvolvida pelo Projeto Casa da Criança com base em pesquisa realizada junto às instituições beneficiadas em todo o Brasil. O Programa tem como objetivo mobilizar parcerias, fundamentais para um melhor atendimento às crianças, nas áreas de educação, saúde, esportes, lazer, arte e cultura e ainda contribuir com parcerias para a manutenção das unidades.

Em 2009, o Cia dos Anjos expandiu sua atuação para além das instituições reformadas pelo projeto Casa da Criança. Atualmente, qualquer instituição de atendimento a crianças e adolescentes pode solicitar a participação no treinamento anual do Programa, o que aumenta o número de crianças sendo beneficiadas com atividades em todas as áreas de atuação do Cia dos Anjos.

Saiba mais: www.projetocasadacrianca.org.br

E-mail: contato@projetocasadacrianca.org.br

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Pernambuco na visão apurada de Luiz Otávio Cavalcanti PDF Imprimir Email
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Sex, 21 de Maio de 2010 15:05

luizotaviocavalcantiO ensaísta Luiz Otávio Cavalcanti, que escreve artigos na revista Algo Mais (www.algomai.com.br), lança na próxima quinta-feira (27), no Recife, o livro Pernambuco, uma história política. O lançamento acontece a partir das 18h, no Museu do Estado de Pernambuco, localizado na Avenida Rui Barbosa, 960, no bairro das Graças. Abaixo publicamos uma sinopse da publicação:

*Por Roberto Tavares

A história, segundo Jacques Le Goff, é a ciência que explica a mudança. O livro de Luiz Otavio Cavalcanti, Pernambuco – uma história política, (Ed. Nossa Livraria, 2010), não é um livro de história. Mas explica muita mudança (e algumas permanências) ocorrida por aqui.

É uma história de Pernambuco, não a história do Estado . Porque trata-se  da visão do analista sobre a evolução social e política pernambucana.  Luiz Otavio preparou um texto de psicologia política. Escavou a terra em que frutificaram nossos movimentos sociais. Dissecou as tendências políticas que influem sobre nosso comportamento, como povo. Tenta decifrar os códigos de nossa identidade política.

Para o autor, tudo começou com Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania. Que apaziguou os índios, trouxe técnicos da ilha da Madeira para apoiar a plantação de cana de açúcar, combateu os franceses e incentivou a organização de culturas produtivas. Foi Duarte Coelho o fundador desta terra.

O livro acentua três pontos importantes do roteiro político pernambucano: aqui, não foi nem será possível a existência de um Antônio Carlos Magalhães. Porque os pernambucanos desgostam de caciquismos. Não convivemos com oligarquias familiares. E a repetidora da TV Globo, no Recife, não é patrimônio de família.

O segundo aspecto é que Pernambuco viveu uma era vermelha e anos azuis. A era vermelha foram as décadas entre as revoluções de 1817, 1824 e 1848. Três ações revolucionárias, muito sangue e morte em trinta e um anos. Os anos azuis foram as décadas de cinqüenta e sessenta no século 20, nas quais Pernambuco deu ao Brasil a ciência de Josué de Castro, a educação cidadã de Paulo Freire e a testemunho democrático de Pelópidas e Arraes.

O terceiro ponto, ressaltado pelo autor, é que o Pernambuco moderno foi fundado três vezes: o Pernambuco moderno industrial foi criado por Cid Sampaio. Que inventou a alcoolquímica local e mudou o vocabulário rural para a linguagem urbano-industrial.

O Pernambuco moderno social foi produzido por Pelópidas / Arraes, binômio que inaugurou o discurso popular entre os discursos classe média do PSD e da UDN. E o Pernambuco moderno gerencial foi fundado por Moura Cavalcanti. Que arquivou a velha guarda pessedista e administrou com o profissionalismo de um grupo de jovens comprometido com o futuro. 

É um olhar sobre o passado que explica o presente. 

*Roberto Tavares é editor da revista Algomais

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UFPE abriga edição do Festival Palabra en El Mundo PDF Imprimir Email
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Sex, 21 de Maio de 2010 12:58

Cartaz_Palabra_en_El_Mundo_2010O IV Festival Palabra en El Mundo - Ação Poética Mundial acontece na próxima terça-feira (25), no mesanino do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com recitais de poesia, leituras, artes visuais e fotografia.

O evento acontece paralelamente em mais de 350 cidades de 30 países que promovem em torno de 700 ações poéticas, sendo o maior festival de literatura descentralizado do mundo. Com edições anuais, é convocado pela Revista Isla Negra, pelo Proyecto Cultural Sur e pelo Festival Internacional de Poesia de Havana.

No Recife, o festival está em sua terceira com organização da Revista Poética XXI, editado por Silvio Romero Tuppan, em parceria com o advogado e escritor Antônio Campos, do Instituto Maximiniano Campos.

Programação:

17h: Abertura da Exposição “Artistas da UFPE”  

Lúcio Mustafá, Ricardo C. Melo, Mardilene Ferreira, Ilson  

Intervenções Espontâneas | Fotografia: Ercília Marques   

17h25: Megaphone da Poesia

17h30: Sussuros Poéticos

17h35: Abertura | Recital Poético-Musical        

S. R. Tuppan | Ícaro de Holanda | Vertin |                  

Lara | Pedro Ernesto | Convidados | Comentários

Microfone Aberto | Twitter o evento todo

Https://twitter.com/PnM_Rec | https://twitter.com/tuppan

Sorteio de Livros e Brindes | Ciranda

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ONU defende 'Revolução Verde' para garantir segurança alimentar na África PDF Imprimir Email
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Sex, 21 de Maio de 2010 12:19

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Da Agência Reuters

A África Subsaariana precisa de uma "Revolução Verde", com investimentos em tecnologia agrícola a fim de incrementar a segurança alimentar após décadas de sub-investimento, declarou uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) divulgou em um relatório que a tecnologia e a inovação precisam almejar as necessidades de milhões pequenos agricultores e refletir as condições climáticas sob mudanças, em vez de apenas copiar os avanços da Ásia e da América Latina.

A capacidade da África em produzir alimentos caiu em um quinto ao longo dos últimos 40 anos, disse o secretário-geral da Unctad, Supachai Panitchpakdi, em um briefing sobre o relatório.

"Houve uma severa deterioração na forma com a qual a agricultura deveria ser tratada, apoiada pelos governos nacionais, pela comunidade internacional e pelo tipo de tecnologia e metodologia de inovação que poderia se provar ser de grande ajuda, como o foi na Ásia", afirmou ele.

Falta de investimentos

A ausência sustentada de investimento público, exacerbada pela quase exclusão do setor privado na agricultura, deixou muitos países da África, que já foi exportadora de alimentos, dependentes da importação de comida, observa o relatório.

A agricultura também é a chave para o combate à pobreza na África, que responde por uma parcela maior da economia do que em outras regiões e pela maior parte dos empregos, disse um dos autores do relatório sobre Tecnologia e Inovação, Angel Gonzalez.

Acesso à tecnologia

Supachai disse que a tarefa crítica era aumentar a produtividade. Isso poderia ser feito adotando tecnologias simples apropriadas para pequenos agricultores como a irrigação gota a gota, de baixo custo, ou usando baldes de plástico para armazenar água da chuva.

Os agricultores africanos também deveriam receber ajuda para trabalhar com novas variedades de cultivo. Um exemplo é o "Novo arroz para a África" (Nerica, da sigla em inglês), um híbrido asiático e africano desenvolvido na África com o apoio japonês, que combina resistência à seca com alta produtividade, disse ele.

 

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Rede de combate ao crack é esperança para usuários, famílias e sociedade pernambucana PDF Imprimir Email
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Sex, 21 de Maio de 2010 02:18

Por Taíza Brito

A notícia dada nesta quinta-feira (20) pelo governador Eduardo Campos, durante cerimônia de inauguração das novas instalações do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), no Recife, de que o Governo de Pernambuco vai criar a primeira Rede Estadual de Enfrentamento ao Crack é uma boa notícia.

Isso porque esse é um tema que merece interesse de toda sociedade, visto a rapidez alarmante com que o vício provocado pela droga se alastra entre nós, seja aqui no Estado ou país afora, e a voracidade com que destrói mente e corpo de suas vítimas.

Eduardo Campos informou que na próxima semana lançará o Plano de Ações Sociais Integradas de Enfrentamento ao crack, que terá como base um conjunto de ações reunidas com a colaboração da sociedade civil organizada, universidades, meios de comunicação, igrejas, Ministério Público e outras entidades.

Para Eduardo Campos, o crack tornou-se um grave problema de saúde pública. “Hoje o Brasil tem o grande desafio de enfrentar a questão da droga e do crack como uma epidemia. Espero que o País faça o enfrentamento com a mesma competência que fez contra a Aids, filariose e a Doença de Chagas. O crack é uma enfermidade que está assolando o Brasil e toda a América Latina”, disse.

A fala do governador reflete uma realidade triste e dolorosa. O crack conseguiu se alastrar pelo país, aprisionando e causando diversos males não só apenas a usuários, mas também a familiares e amigos que na maioria das vezes assistem à degradação dos viciados em saber de que forma ajudá-los.

O governador Eduardo Campos falou de outro ponto significativo, ao criticar o número insuficiente de vagas disponíveis na rede pública de saúde para atendimento dos viciados e defendeu mudanças na legislação que hoje impede que o Estado interne viciados sem autorização prévia do próprio viciado.

Quem tem na família alguém afetado pelos efeitos do em crack sabe bem o que é isso. Primeiro e mais dramático está o fato de querer ajudar aquela pessoa e não poder interná-la porque a legislação não permite que mesmo submetido à degradação física e mental e ao risco de ser assassinado por traficantes, o usuário só pode se submeter a tratamento por vontade própria (este é um ponto à reflexão).

Outro ponto impeditivo diz respeito aos custos do tratamento, que na maioria das vezes, mesmo não sendo tão altos quanto bancar o vício, não estão ao alcance da maioria das pessoas.

Oxalá que esta iniciativa do Governo de Pernambuco redunde em benefícios a usuários de crack, a seus familiares e à sociedade.

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Revista diz que Brasil causa mais impacto ao meio ambiente PDF Imprimir Email
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Sex, 21 de Maio de 2010 01:31

Pesquisadores elaboraram dois rankings de países que mais degradam o meio ambiente. Em uma das listas, a que considera o impacto absoluto de cada nação, o Brasil aparece como o pior país, graças ao desmatamento

Por Bruno Calixto, da Amazonia.org.br

Um estudo publicado na revista científica PloS One identificou o Brasil como um dos países que mais causam danos ao meio ambiente. A pesquisa, intitulada “Evaluating the Relative Environmental Impact of Countries”, foi produzida por pesquisadores da Universidade de Adelaide, Austrália, e publicada no dia 9 deste mês.

O artigo compara o estado da degradação do meio ambiente em mais de 170 países, utilizando diversos critérios, como crescimento da população de cada país, desmatamento, poluição marinha e perda da biodiversidade. O documento também apresenta dois rankings de países que mais causam impacto à natureza.

Segundo os autores, o objetivo do ranking é identificar as nações mais bem sucedidas na condução de políticas para reduzir a degradação ambiental, e também apontar as políticas que falharam. “Nosso objetivo aqui é apresentar métricas simples para medir os impactos ambientais - absolutos ou proporcionais - dos países”, diz o estudo, em livre tradução do inglês.

Em uma das listas, a que considera o impacto ambiental de maneira absoluta, isto é, sem considerar o tamanho do país ou a quantidade de recursos naturais disponíveis, o Brasil foi classificado como o país que causa mais impacto no meio ambiente.

O principal motivo para que o Brasil tenha sido considerado o pior para o meio ambiente, na lista absoluta, é o desmatamento. O país é o primeiro no critério de perda de floresta natural e o terceiro em conversão do habitat natural. O Brasil também foi classificado como quarto no total de espécies ameaçadas e na quantidade de emissões de CO2.

“De uma perspectiva global, os países mais populosos e economicamente influentes tiveram o maior impacto ambiental absoluto: Brasil, EUA, China, Indonésia, Japão, México, Índia, Rússia, Austrália e Peru foram os 10 países pior classificados”, diz o artigo.

A segunda lista classifica os países levando em conta seu impacto proporcional ao total de recursos naturais presentes em cada país. Nessa classificação, o Brasil não aparece entre os 20 piores.

“Este índice classifica os seguintes países como tendo o maior impacto ambiental proporcional: Cingapura, Coréia, Qatar, Kuwait, Japão, Tailândia, Bahrain, Malásia, Filipinas e Holanda”, diz o estudo.

De acordo com a pesquisa, existe uma relação, indicando que os países que mais degradam o meio ambiente são aqueles com maior população e maior riqueza.

“Os resultados também mostram que a comunidade mundial deve incentivar os países menos desenvolvidos a um melhor desempenho ambiental, especialmente na Ásia”, diz o artigo.

Isso porque seis países asiáticos aparecem no topo, tanto da lista proporcional quanto daquela que avalia o impacto ambiental absoluto: China, Indonésia, Japão, Malásia, Tailândia e Filipinas.

O artigo está disponível, na íntegra e em inglês, no seguinte endereço:

http://www.plosone.org/article/info:doi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0010440

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Alerta para aumento do uso de agrotóxicos no país PDF Imprimir Email
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Sex, 21 de Maio de 2010 01:10

Por Taíza Brito, com informações de Lúcia Nórcio, da Agência Brasil

Alerta feito nesta quinta-feira (20) pela gerente de Normatização e Avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Letícia Silva, de que o uso de agrotóxicos aumentou consideravelmente nos últimos anos no Brasil, em cujas lavouras são usados indiscriminadamente produtos proibidos em outros países, demonstra que aqueles que optam por frutas, legumes e verduras orgânicas estão mais do que certos.

De acordo com Letícia, só no ano passado, o consumo nas lavouras foi de 790 mil toneladas de ingredientes ativos, avaliados em US$ 6.8 bilhões, de produtos que, formulados, podem ser multiplicados infinitamente. “Isso é muito grave”, afirmou Letícia, adiantando que diversos produtos químicos usados nas lavouras e proibidos em outros países estão passando por reavaliação para verificar a possibilidade de comercialização.

O agricultor Ariolino Morais, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná, que estava participando de uma Jornada de Agroecologia no sudoeste do Paraná junto com  Letícia, deu uma sugestão interessante: a concessão de subsídios para o produtor que não usa agrotóxico.   “Afinal, estamos produzindo alimento saudável, o que acaba sendo remédio para doenças. É preciso tratamento diferenciado para quem produz de forma segura e tem apenas um pedaço pequeno de terra”, argumentou Ariolino, um dos 370 mil agricultores familiares do Paraná, possuidores de áreas que não passam de 50 hectares.

Letícia Silva informou ainda que na próxima semana a Anvisa deve divulgar os resultados de uma pesquisa que detalha o uso de agrotóxicos nos alimentos. Ela também disse que com apoio da Polícia Federal, a Anvisa fiscaliza os agrotóxicos comercializados no país e a forma como estão sendo produzidos pelas multinacionais. “Empresas que cometem irregularidades são autuadas, e o resultado dos processos é encaminhado para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para apuração das responsabilidades criminais”, explicou.

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Quinta 20 Maio 2010

Lula lança Plano Nacional de Combate ao Crack PDF Imprimir Email
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Qui, 20 de Maio de 2010 20:21

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Com informações da Agência Estado, publicado no UOL

Combate, prevenção e tratamento são as três palavras chaves do decreto que institui o Plano Nacional de Combate ao Crack, assinado no início da tarde pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de encerramento da 13ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília. O decreto, segundo explicação do presidente, prevê capacitação de lideranças locais, como igrejas, escolas e sindicatos, para o trabalho de conscientização sobre o uso do crack e seus efeitos.

"O crack ainda é uma coisa nebulosa. Nós já sabemos os efeitos que ele causa, já sabemos a dureza para quem utiliza o crack. Mas cientificamente tem poucos estudos sobre a questão do crack", disse o presidente. "Não vamos deixar uma geração de jovens brasileiros perder um futuro cada vez mais promissor". No decreto também estão previstos centros de atendimento financiados pelo Ministério da Saúde que funcionariam 24 horas para atender dependentes que procuram a reabilitação.

No combate ao tráfico, o presidente Lula ressaltou que é preciso mapear as rotas da comercialização ilegal, principalmente nas fronteiras, para reprimi-la. "O plano de enfrentamento do uso do crack prevê coordenação de ações entre saúde, educação, assistência social e segurança pública", disse Lula.

Sem dúvida, uma atitude importantíssima, já que o crack avança sem controle no Brasil, e corrói a vida não só dos usuários, mas também de familiares e amigos, que assistem impotentes essa triste realidade. 

 

 

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Sonho de um que se transformou em sonho de muitos PDF Imprimir Email
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Qui, 20 de Maio de 2010 17:35

Casa_da_criancaPor Taíza Brito

Um sonho que alimentava desde criança fez a arquiteta pernambucana Patrícia Chalaça dar início a uma ação de cidadania que germinou, cresceu e está dando muitos frutos dez anos depois.

Trata-se do Projeto Casa da Criança, cujos pilares foram estruturados em conjunto com o marido, também arquiteto, Marcelo Souza Leão, e hoje beneficia mais de 20 mil crianças e jovens em 34 instituições de 16 Estados brasileiros, mais o Distrito Federal, com o apoio de mais de dois mil arquitetos e decoradores, mil construtoras e 30 mil empresas. Que juntos participam da transformação de abrigos, creches, espaços para adolescentes, e de atendimento ao câncer infantojuvenil e a portadores de necessidades especiais.

Toda a história do Projeto Casa da Criança, iniciado em 1999, no Recife, com a reforma do abrigo público Casa de Carolina – envolvendo 27 construtores e mais de 500 empresas convencidas a proporcionar um ambiente adequado ás crianças atendidas – está detalhada na Revista Brasil Social, especial de 10 anos, editada pela coordenação do projeto.

Recomendo àqueles que como Patrícia e Marcelo conhecem o poder transformador que há dentro de cada um de nós que leiam a edição comemorativa da Revista Brasil Social, cujo conteúdo pode ser baixado através do site www.projetocasadacrianca.com.br, que pode ser acessado em link mantido aqui no Blog Viva Pernambuco, na coluna da esquerda da nossa home.

No endereço eletrônico também é possível solicitar a edição impressa da revista, que nós do Blog Viva Pernambuco recebemos da atenciosa assessoria de imprensa do Projeto Casa da Criança.

Além de contar a história do Projeto Casa da Criança, a edição traz textos sobre os projetos desenvolvidos atualmente, como o Cia dos Anjos; as instituições atendidas; os parceiros; e sobre o Prêmio Brasil Social 2009, criado pelo Projeto e concedido pela Revista Brasil Social, que premiou ano passado iniciativas no terceiro setor, além de veículos e personalidades da imprensa pernambucana.

Vele apena conferir! A leitura é inspiradora.   

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Pesquisa revela que 70% dos alunos já presenciaram maus-tratos PDF Imprimir Email
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Qui, 20 de Maio de 2010 16:40

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Da Agência Brasil

Uma pesquisa nacional sobre o bullying – agressões físicas ou verbais recorrentes nas escolas – mostrou que cerca de 70% dos alunos do país já viram algum colega ser maltratado pelo menos uma vez na escola. Na Região Sudeste, o índice chega a 81%, revela estudo feito pelo Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats), a pedido da organização não governamental (ONG) Plan.

O levantamento ouviu 5.168 estudantes do ensino fundamental de todas as regiões do país, de escola públicas e particulares. A pesquisa aponta que 28% dos alunos afirmam já ter sofrido maus-tratos na escola praticados por colegas e cerca de 10% são considerados vítimas de bullying.

Os estudantes entrevistados apontam diversos motivos para a violência escolar, entre eles a omissão da escola, influência de comportamentos familiares agressivos, busca por popularidade, o status e a aceitação em um grupo. Segundo a consultora da pesquisa, Cléo Fante, especialista em bullying, os atos violentos estão relacionados ao preconceito. “Muitas vezes, o bullying é resultado da intolerância à diferença, é preconceito puro.”

As agressões no âmbito escolar podem trazer graves consequências para a vida acadêmica e pessoal do estudante. “Quem sofre bullying costuma perder o entusiasmo pelo ensino e a concentração, o que atrapalha a aprendizagem”, afirma Cléo Fante. Segundo a psicóloga Maria Tereza Maldonado, que publicou o livro de ficção A Face Oculta – Uma História de Bullying e Cyberbullying, em alguns casos os alunos acabam desenvolvendo depressão e síndrome do pânico, além das sequelas físicas.

A pesquisa ainda revela um despreparo das instituições de ensino e dos professores diante dessa violência. “As escolas mostraram uma postura passiva para uma violência que acontece no ambiente escolar”, afirmou Gisella Lorenzi, coordenadora da pesquisa.

O alto índice de violência nas escolas é uma preocupação do Ministério da Educação (MEC) que, em parceria com o Ministério Público, promoverá um encontro amanhã (21), no Rio de Janeiro, para discutir a violência. Também serão discutidos iniciativas que beneficiam a educação, como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e o programa de transporte escolar. O evento reunirá gestores dos programas do MEC, especialistas e promotores de todo o país.

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Socialwashing? PDF Imprimir Email
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Qui, 20 de Maio de 2010 15:52

socialPor Rosmary Delboni*

Quando se pensa em responsabilidade social no mundo corporativo, as primeiras imagens que vêm à mente da maioria das pessoas são ações sem fins lucrativos. Algo como projetos ligados a áreas de educação e saúde, por exemplo, que visam à melhoria das condições de vida da população que vive no entorno da área onde a instituição está instalada.

Muitas vezes essa compreensão simplista permeia também a visão dos empreendedores responsáveis por projetos desse tipo, conduzindo a atuações empresariais de caráter assistencialista e filantrópico. São ações pouco ou nada relacionadas com as atividades centrais da organização e pontuais, sem garantia de continuidade e dependentes de benemerência, “sobra” de recursos e/ou incentivos fiscais e tributários.

Não se pode negar que, diante das carências absurdas às quais está submetida parcela importante da sociedade brasileira, por mais simples que sejam essas ações, algum resultado positivo elas contemplam. Cientes disso, muitas vezes tais empreendedores buscam tirar proveitos à sua imagem ou à de sua organização, de modo a melhorar sua reputação na sociedade como um todo.

A boa ação pode auxiliar nos resultados econômicos da empresa de maneira significativa, já que pode agregar vendas maiores mediante investimentos relativamente baixos. O problema é que, ao usar tal resultado mínimo como uma ferramenta de marketing empresarial, o empreendedor corre o risco de passar uma imagem de si próprio que não condiz com a realidade.

É preciso esclarecer a idéia de atuação socialmente responsável por parte do empresariado. Muito além de distribuir cestas básicas para seus vizinhos, a responsabilidade social tem de incluir uma fundamentação interna que permeie o projeto da empresa como um todo, envolvendo desde seus colaboradores diretos e terceirizados, fornecedores e a comunidade na qual a empresa está inserida.

A empresa tem de agir de forma a garantir que a fundamentação de responsabilidade social esteja relacionada ao seu projeto organizacional como um todo, em outras palavras: responsabilidade social deve integrar à organização e se manifestar em sua maneira de gerenciar e realizar seus negócios.

Nesse processo, a primeira lição de casa envolve diretamente o público interno da organização. A empresa garante um ambiente motivador e dá condições adequadas para que seus colaboradores desempenhem suas funções e, ao mesmo tempo, tenham boa qualidade de vida?

O segundo passo é olhar para fora, analisando áreas de influência direta da empresa: os fornecedores atendem aos princípios básicos de responsabilidade socioambiental, respeitando os aspectos legais aplicáveis às suas atividades? As condições para fornecimento são claras, baseadas em critérios técnicos, e as negociações ocorrem de forma ética e transparente?

Por fim, é preciso olhar o entorno, tanto no que se refere aos consumidores diretos de seus produtos como à comunidade em que a organização se encontra. Existem canais de comunicação estabelecidos para recebimento de denúncias e sugestões? Os relatos são ouvidos, com direito a resposta e monitoramento?

Uma empresa que se pretende socialmente responsável deve, muito mais do que empreender ações de ajuda para resolução de problemas pontuais, assumir como agente norteador de sua atuação critérios éticos e sustentáveis. Esse engajamento deve estar presente em todas etapas do processo produtivo e envolver todas as partes interessadas (stakeholders), a partir dos próprios funcionários. Uma única peça solta ou nota dissonante pode colocar tudo a perder e arruinar a imagem da companhia e comprometer sua reputação.

O desenvolvimento de projetos de melhorias sociais a comunidades carentes precisa ser implantado dentro dessa mesma lógica. Mais do que uma postura filantrópica, tem de fazer com que essa ajuda represente uma contribuição para o desenvolvimento humano e social da área em que se encontra. Isso contribui para uma sociedade mais desenvolvida que permita, no limite, a perenidade da própria empresa.

Caso não sejam tomados esses cuidados, a empresa corre o risco de apenas mascarar uma atuação socialmente responsável. São pecados semelhantes aos praticados por empresas que se pretendem sustentáveis e fazem apenas “greenwashing”.

Não deixe que sua empresa seja acometida pelo mal do “socialwashing”. Pode ser que você consiga enganar algumas pessoas por algum tempo. Só que quando a verdade vier à tona, seu prejuízo poderá ser muito maior do que eventual benefício conquistado inicialmente.

* Rosmary Delboni é gestora da Unidade de Negócios de Responsabilidade Social da KEYASSOCIADOS. Este artigo foi publicado no site do Mercado Ético (www.mercadoetico.terra.com.br).  

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Ficha Limpa só vai atingir políticos que venham a ser condenados PDF Imprimir Email
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Qui, 20 de Maio de 2010 15:41

Por Priscilla Mazenotti, da Agência Brasil

Uma alteração no texto do Projeto Ficha Limpa, aprovado pelo Senado, deixará candidatos conhecidos do cenário nacional – como Joaquim Roriz e PauloMaluf – de fora da abrangência da lei. No trecho sobre a concessão do registro, a expressão “os que tenham sido condenados” foi substituída por “os que forem condenados”. Com isso, a regra só vai ser aplicada aos casos de candidatos condenados após a sanção da medida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Demóstenes Torres (DEM-GO), explicou que a alteração foi feita apenas na redação da proposta e que, na prática, os políticos com condenações anteriores à lei serão punidos com base na atual Lei de Inelegibilidade.

“Gostaria que essas pessoas não pudessem se candidatar. Mas temos um parâmetro jurídico. A lei age para frente, e não para trás”, disse. “Foi apenas a mudança de um tempo verbal. E a lei atual é rigorosa”, completou.

Segundo Demóstenes, as alterações foram feitas para facilitar os julgamentos. Das nove emendas feitas pela Câmara ao projeto, quatro traziam a expressão “os que forem condenados”, quatro falavam em “os que tenham sido condenados” e uma não fazia menção ao tempo. “Ia virar uma confusão na cabeça do legislador”, comentou. Mas, o assunto deverá passar pelo crivo do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.

Os candidatos que renunciaram no passado para fugir da perda do mandato, com a nova lei, também cumprirão prazo de inelegibilidade. Políticos como o ex-senador Joaquim Roriz, se tivessem renunciado na vigência da nova lei, ficariam 16 anos sem poder se candidatar novamente: os oito anos do mandato de senador, mais os oito anos da inelegibilidade.

Quanto ao texto aprovado na noite de ontem (19), o senador foi claro: ele vai dar uma nova conotação às eleições. Práticas como caixa 2, compra de voto e crime eleitoral – que antes resultavam apenas em perda de mandato – agora geram inelegibilidade.

O impedimento de concorrer às eleições abrange candidatos condenados por órgão colegiado e também com sentenças transitadas em julgado. Demóstenes explicou que, por isso, não adianta o candidato com condenação apenas em primeira instância desistir do recurso pensando que, assim, poderá concorrer. “Não adianta ser espertinho. A lei atinge também decisões transitadas em julgado”, disse.

 

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Copa do Mundo: cuidados de saúde necessários a quem vai viajar PDF Imprimir Email
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Qui, 20 de Maio de 2010 15:10

copasOs brasileiros que pretendem acompanhar os jogos da Copa do Mundo de Futebol de perto não devem esquecer da vacinação contra febre amarela. A apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é obrigatória para a entrada de viajantes na África do Sul, país sede da competição.

"Segundo informação oficial do governo da África do Sul, quem não possuir esse documento internacional de saúde pública será impedido de entrar no país", salienta a gerente de orientação ao viajante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Karla Baeta.

Para emissão do CIVP é necessário estar com a vacina válida (a proteção dura 10 anos) ou vacinar-se pelo menos dez dias antes da data da viagem em um serviço de vacinação. Lembre-se de observar se o cartão nacional de vacinação está completamente preenchido e sem rasuras.

O atendimento para emissão de CIVP nos postos da Anvisa pode ser agilizado se o viajante realizar o pré-cadastro (www.anvisa.gov.br/viajante) no Sistema de Informações de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegário da Anvisa. O sistema também apresenta uma lista dos Centros de Orientação ao Viajante de todo o país, nos quais o certificado pode ser emitido.

Além de gerenciar a emissão dos certificados de vacinação internacional, o sistema apresenta informações sobre as medidas preventivas de saúde e exigências sanitárias que os viajantes devem estar atentos antes de saírem do Brasil. "Ao acessarem o sistema, em menos de dez minutos, os viajantes podem obter uma orientação adequada e desfrutar de uma viagem mais segura", explica Karla.

Mais orientações - De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os viajantes que vão à África do Sul também devem estar atentos aos riscos de contágio por Influenza A H1N1, cólera, malária, sarampo e febre do Rift Valley. "É fundamental que o viajante esteja com o calendário nacional de vacinação em dia, incluindo todas as vacinas indicadas para a sua faixa etária. Esta é a forma mais eficaz e segura de prevenção contra uma série de doenças e ainda pode impedir que doenças já eliminadas no Brasil voltem a ocorrer, como por exemplo, o sarampo", diz a gerente de orientação ao viajante da Anvisa.

Para as doenças transmitidas por mosquitos, a dica é utilizar repelentes nas partes mais expostas do corpo. A escolha de hotéis que possuam proteção contra insetos, como ar-condicionado e telas de proteção nas portas e janelas, também é uma forma de evitar essas doenças.

Cuidados básicos de higiene, como lavagem constante das mãos com água e sabão, não podem ser esquecidos. Outra recomendação diz respeito à alimentação: os viajantes devem evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos e a ingestão de água não tratada ou de procedência desconhecida.

Ao retornar para o Brasil, caso apresente febre ou outros sintomas, o viajante deve procurar imediatamente um serviço médico. O profissional de saúde deve ser informado sobre o roteiro de viagem do paciente.

Serviço:

Para que Anvisa emita o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia é necessário:

 - documento oficial de identificação com foto ou certidão de nascimento para menores de idade.

- cartão de vacina com nome, fabricante e lote completo da vacina, data da vacinação, assinatura e nome do vacinador e identificação da unidade de vacinação.

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O mar precisa dos seus cabelos PDF Imprimir Email
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Qui, 20 de Maio de 2010 14:58

Cabelos e pêlos de animais são a nova solução encontrada pela ONG Matter of Trust, sediada em São Francisco (Califórnia), para conter o óleo que tem chegado às praias do Golfo do México desde o dia 22 de abril, após o afundamento da plataforma de petróleo Deepsater Horizon, da British Petroleum. Uma semana depois, a Guarda Costeira dos Estados Unidos calculava o vazamento de cerca de 5 mil barris de petróleo por dia.

A Matter of Trust explica que os cabelos são muito eficientes na absorção de óleos, inclusive de petróleo. Por isso, eles estabeleceram parcerias com fazendeiros e cabeleireiros de todo o mundo para conseguir reunir quantidade suficiente de fibras naturais e limpar as praias. Até agora, cerca de 370.000 salões de beleza estão coletando cabelos para a campanha e mais de 200 toneladas de fios chegam à sede da ONG diariamente.

Colocados em meias de náilon, por voluntários, como na foto acima, os cabelos serão deixados na areia das praias.

Para fazer uma doação, preencha o formulário* no site da Matter of Trust. Depois, coloque seus cabelos – de qualquer tipo, desde que sejam da cabeça – em um saco de lixo e armazene em uma caixa. É importante doar cabelos limpos, ou sua capacidade de absorção de óleo já será reduzida. A ONG também aceita pêlos de animais, mas alerta que não seja enviado lixo junto ao material, afinal voluntários vão manusear os fios. Eles também aceitam doação de meias compridas de náilon, em caixas separadas.

O endereço da ONG é enviado por e-mail depois que a pessoa faz o cadastro no site.

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Multa Moral para quem não anda na linha PDF Imprimir Email
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Qui, 20 de Maio de 2010 14:47

multa_moralAgora, ninguém mais precisa ser policial ou agente público para multar os engraçadinhos que estacionam na faixa de pedestres, que alimentam os pombos em locais inapropriados, fingem que não vêm o cocô do próprio cachorro, não separam o lixo que o condomínio inteiro separa, usam mangueira para varrer a calçada, jogam bitucas de cigarro no chão e por aí segue uma lista de atitudes sem-noção.

A ONG Árvore da Vila, de São Paulo, criou um talão de Multa Moral com os dizeres “Muito bonito, hein? Você está se aproveitando da ineficiência da fiscalização para arrepiar o direito de outros cidadãos”.

O fiscalizador cidadão marca o quadrinho com a infração correspondente ou escreve o que viu, caso não conste na lista e ainda seleciona outros dois tópicos que dizem:

- Por favor, sinta-se obrigado a doar R$ 50,00 para uma instituição de caridade

- E prometa nunca mais fazer travessuras nas ruas de nosso bairro (ou de qualquer outro).

Ainda que o infrator não cumpra com o que foi estabelecido pela multa moral, ele ficará, pelo menos, sem graça em receber a advertência. Pode ser uma boa maneira de começar a educar as pessoas sobre pequenos hábitos que fazem toda a diferença.

Qualquer um pode solicitar um talão de multas para a ONG, que envia um pdf para ser impresso.

 

"Brinque de ser sério e leve a sério a brincadeira!"
                                                                    (Rita Lee)

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Nestlé lança campanha para salvar florestas PDF Imprimir Email
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Qui, 20 de Maio de 2010 14:43

  nestle
Em meados do mês de março, o Greenpeace viralizava uma campanha na internet para denunciar que a Nestlé usava óleo de palma da empresa indonésia Sinar Mas para fazer o famoso chocolate KitKat. O problema é que a organização destrói a mata nativa, o que provoca a morte dos orangotangos da região e contribui para que a Indonésia seja o terceiro maior emissor de gases do efeito-estufa.

A Nestlé respondeu imediatamente que pararia de comprar o óleo de palma da Sinar Mas. Depois de ouvir centenas de milhares de pessoas dizendo que não consumiriam mais seus produtos, a empresa lança, agora, uma nova política interna que exclui o desmatamento de florestas tropicais de sua linha de produção. Ou seja: não vai comprar nenhuma matéria-prima de fornecedores que tenham plantações ou fazendas de alto risco ligadas ao desmatamento.

O Greenpeace se comprometeu a monitorar a política da Nestlé para verificar se o prometido será mesmo cumprido.

Esse é mais um exemplo de que a mobilização funciona para transformar os maus hábitos das empresas.


Fotos:  ©Greenpeace.org

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Quanto vale Irmã Dulce? PDF Imprimir Email
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Qui, 20 de Maio de 2010 14:14

irmadulce

 

 

 

 

 

 

Por  Eduardo Athayde*, do site EcoDesenvolvimento

Em recente estudo sobre valor das marcas realizado no Brasil pelo instituto Millward Brown a marca Petrobrás liderou a fila das mais valiosas do país com o valor de R$19,3 bilhões, seguida do Bradesco (R$ 14,8 bi), Itaú (R$ 13,3 bi), Banco do Brasil (R$ 11 bi), Natura (R$ 6 bi), Skol (R$ 5 bi), Brahma (R$ 2,5), Perdigão (R$ 2 bi), Casas Bahia (R$ 1,8 bi) e Sadia (R$ 1,6 bi). Enquanto o sistema de avaliação de marcas baseia-se no lucro das empresas e sua contribuição para os consumidores e investidores, cabe perguntar qual o valor da marca de uma instituição como as Obras Sociais Irmã Dulce – OSID, que gera lucro para a sociedade.

Qual será o valor da OSID que realiza cinco milhões de atendimentos por ano, em 15 núcleos e unidades externas, foca na educação e assistência social, administração de postos de saúde do município e hospitais do Estado, pesquisa científica e ensino médico? Em 2010 a OSID começa a avaliar o seu patrimônio imaterial. Quanto vale, por exemplo, a imagem de Irmã Dulce que pendurada nos lares e locais públicos ajuda a aliviar a agonia dos necessitados? E o conceito, respeitabilidade e renome da OSID, reconhecida como referência na área e apontada como modelo a ser seguido por instituições públicas e privadas?

Este é um desafio para especialistas internacionais na avaliação de marcas das maiores empresas do mundo, inclusive organizações do terceiro setor. A partir de 2010 a marca OSID terá um valor a ser apresentado para fundos de investimentos sócio-responsáveis, nacionais e internacionais, que buscam referências na área.

O Calpers, fundo de investimentos dos funcionários públicos da California, com ativos de US$217 bilhões, investe “fundos perdidos” no setor. A Melina and Bill Gates Foundation, que acaba de doar US$200 milhões para o Rotary Internacional, com o compromisso de captação pelo Rotary de 1 dólar para cada dólar doado para a erradicação da poliomielite no mundo, está entre as fundações que terá sua alma aquecida quando conhecer o trabalho da OSID. Nesta visão de contrapartida a obra de Irmã Dulce já antecipa há muitos anos os dólares que podem ser aqui investidos.

Na década de 1940 a sua genialidade empreendedora a serviço dos mais carentes, construiu os cinemas Roma, Plataforma e São Caetano, como forma de gerar recursos para o crescimento da obra, indicando caminhos para os seus sucessores. Em 16/04/1950, o Anjo Bom da Bahia, hoje em processo final de beatificação no Vaticano, inaugurou um bandejão cobrando "2 tostões" aos operários da região da Calçada - como registra a lúcida memória de Asclepíades Pinelli primeiro funcionário da OSID, hoje com 88 anos. Na década de 1960, Irmã Dulce foi produtora musical de Raul Seixas [Raulzito e seus Panteras] no Cine Roma; na mesma época, Roberto Carlos, mantenedor oculto da OSID, fez o primeiro show na Bahia.

Inspirada na fundadora, a OSID entra em campo para a Copa de 2014 visando garantir a vitória da população carente. Inovando, alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, da ONU, articulando parcerias para realizar o inventário de carbono, privilegiando fontes limpas de energia, dando sua contribuição para a descarbonização do Planeta. Levantando o seu valor global dentro de novas técnicas de gestão internacional, incluindo marca, patrimônio imaterial e ativo intangível, moderniza-se para servir melhor, sem perder o foco inspirador da sua missão.

A World Health Organization - WHO (Organização Mundial de Saúde) incentiva instituições de referência a exportar sua expertise ao redor do globo. Numa perspectiva internacional, chancelada pela WHO, a OSID é potencialmente representativa do Brasil no exterior. Ao apresentar suas credenciais revela competência e criatividade dos brasileiros na construção de governança privada para atendimentos sociais de interesse público - um produto “Made in Brasil” que junta inteligência, seriedade e boa vontade para servir a sociedade.

*Eduardo Athayde é Diretor do WWI-Worldwatch Institute no Brasil

 

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Método ensina como melhorar a concentração nos estudos PDF Imprimir Email
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Qui, 20 de Maio de 2010 13:41

estudo

É cada vez maior o número de pessoas que decidem estudar visando uma vaga no serviço público. Porém, conseguir a concentração desejada nem sempre é tarefa das mais fáceis. O mesmo ocorre que jovens que precisam se preparar para o vestibular.

Para dar uma mãozinha às pessoas que estão nessa situação, a revista Vida Simples (editora Abril), deste mês, traz o exemplo do italiano Francesco Cirillo, que cansado de travar batalhas com sua concentração na hora de estudar, criou um método para melhorar sua autodeterminação.

Como forma de se obrigar a estender as horas de estudo, passou a utilizar um timer em formato de tomate que encontrou na cozinha da mãe. Depois de testes com o próprio tempo e pesquisando sobre o assunto, chegou a uma fórmula que ele batizou de Pomodoro Technique: "você se propõe uma tarefa e programa o timer para 25 minutos. Até o timer tocar você mergulha na tarefa de forma ininterrupta. Quando o tempo acabar tem direito a um descanso de cinco minutos," ensina o italiano.

“Estudos garantem que esse é o período ideal para nos mantermos compenetrados. Os minutos de descanso servem como recompensa, ajudando o cérebro a se concentrar”, afirma Cirillo, que escreveu um livro sobre o assunto. O livro pode ser baixado gratuitamente no site www.pomodorotechnique.com.     

 

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Especialista em educação ambiental critica consumo desenfreado PDF Imprimir Email
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Qui, 20 de Maio de 2010 13:14

compras

Com informações do site EcoDesenvolvimento

“Cada vez mais a sociedade é bombardeada por mensagens publicitárias, que mais parecem verdadeiros imperativos para que se consuma”. A crítica foi feita nesta quarta-feira, 19 de maio, pelo especialista mexicano em educação ambiental Edgar González Gaudiano, durante a Conferência Internacional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável.

Gaudiano comentou as dificuldades da educação em estimular o consumo sustentável frente ao mundo globalizado, no segundo dia do evento realizado em Curitiba, capital do Paraná. De acordo com Gaudiano, que preside atualmente o Conselho Nacional de Educação Ambiental para a Sustentabilidade e representa a Universidade Autônoma do México (Unam), o consumo em todo o mundo passa por um momento complicado.

“Desde os anos 1990, o consumo no mundo é descontrolado. A comunicação, através da publicidade, contribui muito para isso. As mensagens nos mostram que precisamos consumir para sermos felizes, realizados. Os atuais padrões de consumo devem ser reorientados”, acrescentou o especialista.

Educação ambiental

Gaudiano defendeu a educação ambiental como fator capaz de promover esta nova orientação. “A educação ambiental deve ser crítica e sugerir propostas de longo alcance, não apenas medidas pontuais. Com essas propostas devem surgir ações cidadãs pró-sustentabilidade, organizadas de forma coletiva, permanentes e com visibilidade política.”

Segundo ele, a escola também tem competência para recomendar boas práticas no uso de produtos tecnológicos e deve estar atenta a campanhas publicitárias indutivas. No entanto, o especialista pondera: “Só a escola não pode alcançar todos os resultados esperados”. Ele acredita que o problema do consumo é uma luta que deve ser organizada, com participação da sociedade e amparada pelos governos.

É imprescindível que as pessoas adotem uma visão crítica perante as mensagens da mídia e da publicidade. Filtrar os reais interesses que estão por trás daquela “sugestão”, e perceber se realmente necessita de um determinado produto, ou se está sendo apenas induzida através do apelo consumista. O importante é ficar sempre atento a essas questões.

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Quarta 19 Maio 2010

Cerca de 1,5 mil pessoas marcham contra a homofobia em Brasília PDF Imprimir Email
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Qua, 19 de Maio de 2010 20:38

homobrasiliaRepresentantes do movimento de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) de todo o país se reuniram nesta quarta-feira (19), em Brasília, para a 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia. A passeata contou com mais de 1,5 mil participantes.

O objetivo do movimento é reivindicar a garantia de Estado laico (sem interferência religiosa nas decisões públicas), aprovação imediata do Projeto de Lei da Câmara (PLC 122/2006) que torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, e uma decisão favorável da Justiça sobre a união civil entre casais homoafetivos.

A marcha percorreu a Esplanada dos Ministérios liderada por travestis usando roupas pretas em sinal de luto às 238 mortes de travestis registradas no ano passado. Cruzes foram colocadas no gramado em frente ao Congresso Nacional para simbolizar as vítimas do preconceito. Informações são da Agência Brasil.

Em frente ao Congresso Nacional, os manifestantes vaiaram senadores contrários ao projeto de lei que torna crime a homofobia, em tramitação no Parlamento desde 2006.

O projeto, que está parado no Senado, prevê até cinco anos de prisão para a pessoa que discriminar qualquer cidadão pela sua orientação sexual.

Nome social - O evento também serviu para comemorar a aprovação, na última terça-feira (18), de uma portaria que permite o uso do nome social escolhido por travestis e transexuais em documentos oficiais de órgãos da administração pública federal.

De acordo com as novas determinações, o nome social aparecerá nos crachás de identificação, que trarão no verso o nome civil, e os travestis poderão também ter e-mails com os nomes que adotaram.

A I Marcha Nacional contra a Homofobia contou também com seminários realizados na Universidade de Brasília (UnB) e na Câmara dos Deputados. Segundo a senadora Serys Slhessarenko (PT), o Brasil, onde um homossexual é morto a cada dois dias, é um dos países mais homofóbicos do mundo.

"Além dos riscos a que brasileiros e brasileiras estão sujeitos, há ainda o risco de serem assassinados por serem gays, e só por isso. Se alguém achar que isso não é motivo para combater a homofobia, esse alguém precisa de tratamento", afirmou.

Para a parlamentar, a luta pelo fim da homofobia não significa fazer a apologia do modo de vida gay. "Homofobia é ódio, é não aceitar que o outro possa existir, é não respeitar a vida do outro", salientou.

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O Google e os livros PDF Imprimir Email
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Qua, 19 de Maio de 2010 20:26

google2*Por Antônio Campos

Depois do Orkut e do e-mail que nunca está cheio (o Gmail), um dos últimos projetos do Google é a ferramenta Google Book Search, inaugurada em novembro de 2005. Outro projeto é a venda de livros eletrônicos (e-books), através do Google Editions, que começa ainda este ano. Assim, o Google está fazendo a maior biblioteca e o maior negócio livreiro do mundo.

A maior companhia da Internet tem uma meta nada modesta nesse ramo: quer digitalizar praticamente todos os livros do planeta. Segundo dados do Online Computer Library Center (CLC), dos 55 milhões de títulos existentes no mundo, 10% representam o catálogo ativo das editoras; 15% caíram em domínio público e 75% – ou 40 milhões – são livros não mais comercializados, mas que ainda não estão em domínio público.

O foco inicial do Google são esses dois últimos grupos. No fim de 2009, o total de exemplares convertidos em bits pela empresa já havia alcançado os 10 milhões. Os engenheiros da Google criaram um método específico de digitalização, em que mil páginas são escaneadas por hora. O Google Book investe em parcerias com bibliotecas no sentido de digitalizá-las.

Tal iniciativa gerou uma demanda judicial nos Estados Unidos que acabou em acordo e que está sujeito à aprovação do Tribunal Distrital dos Estados Unidos pelo Distrito Sul de Nova York (o texto integral do acordo pode ser lido em www.googlebooksettlement.com/agreement.html).

O modelo de negócio do Google tem gerado controvérsias relacionadas à infração de direitos autorais, questões de monopólio e privacidade. O historiador e estudioso dos livros Robert Darnton, autor da obra “A questão dos livros”, fala do papel das bibliotecas e a iniciativa de digitalização de livros do Google: “O Google tem feito um trabalho maravilhoso de digitalização do acervo dessas bibliotecas. Mas, como toda empresa privada, tem por objetivo dar lucro a seus acionistas. Os objetivos das bibliotecas são distintos – entre eles, oferecer conhecimento público. Esse conhecimento não pode ser detido por uma empresa só. O acordo sobre direitos autorais do Google configura uma situação de monopólio”.

Darnton também explicita a falta de critérios da digitalização realizada pelo Google, que não tem bibliógrafos no seu quadro funcional: “O Google emprega milhares de engenheiros, mas até onde sei, não tem nenhum bibliógrafo em sua equipe. Seu descaso com qualquer preocupação bibliográfica visível é particularmente lamentável, tendo em vista que a maioria dos textos, como acabo de argumentar, foram instáveis por boa parte da história da imprensa”.

O Google está criando um comunicador universal com o seu tradutor de línguas. Atualmente, traduz 52 línguas. E mais: no Google estão sendo armazenadas as biografias das pessoas no mundo contemporâneo. O livro “Google: o fim do mundo como o conhecemos” de Ken Auletta merece ser lido.

É de se preocupar que um empreendimento comercial detenha o controle de tanta informação. O Google já está sabendo mais a nosso respeito que a Receita Federal, por exemplo.  Precisamos que a sociedade da informação na qual vivemos seja a mais democrática possível e que não seja monopólio de ninguém. Vamos cobrar do Google que siga fielmente seu lema formal “organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil” e o informal “não faça maldade”.

*Antônio Campos é advogado e escritor e este artigo foi publicado na coluna Territórios da Palavra. 

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Ficha Limpa é aprovado por unanimidade na CCJ PDF Imprimir Email
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Qua, 19 de Maio de 2010 20:17

Com informações de Amanda Costa e Leandro Kleber, publicado no UOL

O projeto Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de condenados pela Justiça, foi aprovado hoje por unanimidade na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da proposta, fez um discurso duradouro em favor da aprovação do texto encaminhado pela Câmara dos Deputados.

Segundo ele, o Ficha Limpa muda a forma de se fazer política no país. “É um projeto tão rigoroso que, provavelmente, ao final do ano, muitos de nós não estaremos mais aqui. Isso porque qualquer atitude eleitoral indevida levará a inelegibilidade por um prazo muito grande, o que tirará o político da vida pública”, completou. O projeto segue agora para o plenário do Senado e deve ser votado ainda hoje.

Segundo ele, nos termos em que se encontra, passando a vigorar nas eleições deste ano, “no mínimo 25% dos candidatos não poderão mais se eleger”, o que irá modificar radicalmente os costumes políticos.

O projeto de lei de iniciativa popular altera a Lei Complementar 64, que estabelece casos de inelegibilidade. O texto do Ficha Limpa proíbe por oito anos a candidatura de políticos condenados na Justiça em decisão colegiada, ou seja, tomada por vários juízes ou desembargadores, mesmo que o trâmite do processo não tenha sido concluído no Judiciário.

O projeto é duro e atinge não apenas políticos. Pessoas físicas e jurídicas que fizerem doações eleitorais consideradas ilegais ficam inelegíveis por oito anos. Delegados de polícia demitidos por crimes como o de corrupção, por exemplo - ou qualquer outro servidor público - também ficam sem poder concorrer, a não ser que a decisão seja anulada pelo Poder Judiciário.

Para alguns juristas, a lei só poderá valer para as eleições de 2012, mas para Demóstenes Torres, bem como seus pares na Comissão de Constituição e Justiça, o projeto deve valer já para as eleições deste ano.

Esperamos que esse projeto ajude a moralizar a política brasileira, o país que vem avançando em tantas áreas, não pode mais conviver pacificamente com tantos escândalos envolvendo figurões da política.  

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Redes sociais ajudam a combater as desigualdades PDF Imprimir Email
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Qua, 19 de Maio de 2010 20:13

redes-sociaisCom informações da Agência EFE

As redes sociais da internet e outras plataformas virtuais ajudam a combater as desigualdades, assinalaram hoje (19) políticos e especialistas que participam do terceiro Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, no Rio de Janeiro.

O britânico Lucien Tarnowski, que obteve o título de Jovem Líder Global no Fórum Econômico de Davos, ressaltou a importância dos "meios de comunicação sociais" e as oportunidades que estes oferecem. "Os blogs e plataformas virtuais como Twitter e Orkut são formas de comunicação muito potentes", assegurou Tarnowski, que acrescentou que este tipo de iniciativa facilita o acesso à informação e à educação.

"Nunca antes os jovens tinham tido voz em assuntos tão importantes", afirmou o criador da BraveNewTalent, uma plataforma virtual que conecta jovens com empregadores através de uma rede social que facilita a comunicação "em múltiplas direções e com muitas pessoas".

Tarnowski defendeu a capacidade dos meios sociais na hora de introduzir uma "mudança fundamental" na estrutura pouco sustentável do mundo atual e, assim, romper a brecha que divide países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. "Realmente acho que essa geração de jovens é uma geração de líderes capazes de mudar as coisas", acrescentou.

O gerente de comunicação da Petrobras, Gilberto Puig, também reconheceu a importância das novas plataformas de comunicação nas empresas. "A falta de comunicação é a origem da falta de sustentabilidade", assegurou Puig, que acrescentou que sociedades e empresas "devem migrar para as redes sociais porque a comunicação bilateral tradicional já não serve".

Muitas empresas grandes seguiram o exemplo de seus clientes, sobretudo dos mais jovens, e criaram seus próprios perfis em plataformas sociais na internet para se conectar com eles.

O fórum, que termina nesta quinta (20), também abordou o aspecto socialmente crítico da comunicação e a necessidade de democratizar os meios.

Por sua vez, a indígena guatemalteca Rigoberta Menchú, Prêmio Nobel da Paz, criticou a perda da "dimensão social" nas atividades dos Governos, empresas e meios de comunicação.

Nesse sentido, a ativista pelos direitos humanos advertiu sobre a necessidade de reagir ante os efeitos da crise global e pediu uma reflexão, individual e coletiva, sobre a situação. "Há um excesso de materialismo que devemos combater, e os meios de comunicação podem fazer muitíssimo", assegurou Menchú, que defendeu uma comunicação "ao serviço do espírito humano, da sociedade e das pessoas".

"A diferença não vai seguir sendo os espectadores, mas os construtores: é preciso se arriscar!", concluiu.

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Canção africana irá difundir Objetivos do Milênio na Copa PDF Imprimir Email
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Qua, 19 de Maio de 2010 20:07

Com o propósito de reunir esforços para o cumprimento dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), a administradora do PNUD, Helen Clark, lançou na cidade sul-africana de Johannesburgo a campanha 8 Gols para a África, que tem como pano de fundo a disputa da primeira Copa do Mundo de futebol no continente.

O nome da iniciativa em inglês (8 Goals for Africa) faz um trocadilho entre as palavras “gols” e “objetivos”, que possuem a mesma grafia (goals). O carro-chefe da campanha é uma canção gravada por músicos africanos renomados, como Yvonne Chaka Chaka (África do Sul), a embaixadora da Boa Vontade do UNICEF Angelique Kidjo (Benin), Oliver Mtukudzi (Zimbábue), Eric Wainaina (Quênia), Baaba Maal (Senegal) e o coro gospel sul-africano de Soweto. Grandes nomes do jazz atual, como Hugh Masekela (África do Sul) e Jimmy Dludlu (Moçambique), trabalham nos acordes da canção-tema, sob a batuta do produtor norte-americano Arthur Baker.

O clipe musical da campanha será reproduzido em telões durante o Mundial em locais e eventos de grande interesse público, como as fan fests, que reúnem torcedores para acompanhar ao vivo as partidas fora dos estádios. Na última edição do torneio, na Alemanha, esses espaços da Fifa, entidade máxima do futebol, registraram a presença de mais de 10 milhões de pessoas.

A canção "Gols para a África" foi composta por Dludlu (música) e Wainaina (letra). Em seus versos, ela aborda assuntos como combate a doenças, pobreza, fome e mortalidade infantil até 2015: “Nós temos o poder nessa hora/ Para decidir que não perderemos mais crianças de menos de cinco anos/ Que cresceremos e viveremos para vê-las até os 80 anos/ E ver os filhos de seus filhos”, diz um trecho.

Os direitos autorais da música pertencem às Nações Unidas, assim como o de todo o material relacionado (papéis de parede para computador, ringtone para celulares e o próprio logotipo da iniciativa). O download desses produtos está disponível gratuitamente no site da campanha.

“Na luta contra a pobreza não pode haver espectadores”, resume Helen Clark. “Todos temos um papel a cumprir nos ODM, que, se atingidos, vão melhorar a qualidade de vida de centenas de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento”, completa a administradora do PNUD.

A Copa do Mundo tem início em 11 de junho e segue até o dia 11 do mês seguinte. O torneio, que será disputado em dez estádios em nove cidades sul-africanas, reúne 32 seleções, divididas em oito grupos. O Brasil está na chave G, ao lado de Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal.

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Cartilha estimula jovens a preservarem o meio ambiente PDF Imprimir Email
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Qua, 19 de Maio de 2010 14:43

cartilhaCom informações de Renata Giraldi, da Agência Brasil

O Guia de Apoio aos Educadores do Brasil, cujo objetivo é estimular os alunos para a preservação e conservação da biodiversidade a partir de sugestões didáticas e lúdicas, está disponível nos sites da Conservação Internacional (www.conservacao.org), Instituto Supereco (www.supereco.org.br) e WWF-Brasil (www.wwf.org.br), organizadores da publicação.

O guia é voltado para adolescentes de 11 a 14 anos. Mas, segundo os responsáveis, as atividades podem ser adaptadas para grupos de crianças e até adultos.

As entidades envolvidas são a WWF-Brasil, a Conservação Internacional e o Instituto Supereco. No Brasil desde 1996, a WWF é ligada à entidade internacional de mesmo nome presente em 100 países. Criada em 1987, a Conservação Ambiental está presente no Brasil e em mais 43 países. A brasileira Supereco foi criada em 1994 e desenvolve programas educativos, sociais e culturais na área de meio ambiente especialmente da Mata Atlântica.

A cartilha é uma adaptação brasileira para o material Exploring Biodiversity, publicação conjunta da Conservação Internacional e do WWF. O lançamento faz parte das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade e do Dia Internacional da Biodiversidade comemorado no próximo sábado (22/5).

O material, com 133 páginas, reúne textos e atividades práticas. O enfoque é a realidade brasileira. O guia estimula os estudantes a investigar, analisar e reconhecer a importância da biodiversidade, observando os serviços ambientais existentes e as espécies ameaçadas de extinção.

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Tombamento pode ajudar na restauração da Basílica da Penha PDF Imprimir Email
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Qua, 19 de Maio de 2010 14:17

penhaPor Jailson da Paz

Tombar um  monumento nem sempre é a salvação de imóveis históricos. Mas no caso da Basílica da Penha, no bairro de São José, no Recife, o projeto certamente abrirá portas para que os frades capuchinhos consigam recursos para o restauro de um templo de importância religiosa e arquitetônica. O tombamento foi aprovado na semana passada pelo Conselho Estadual de Cultura.

O pedido de tombamento ocorreu há quatro anos, quando os capuchinhos haviam iniciado uma campanha para recuperar a igreja. O santuário apresentava problemas no telhado, sujeito a cair. Havia infiltrações em vários pontos. A instalação elétrica estava em péssimas condições, podendo ocorrer incêndios. E os adornos da nave central e dos corredores caiam com frequência. Por sorte não ocorreram acidentes.

Para conseguir parte dos recursos necessários, os capuchinhos e um grupo de leigos, coordenados por Telma Liege, bateram em muitas portas. Ouviram muitos nãos e poréns. Poucos foram os sins. Mesmo assim, ajudas da iniciativa privada, dos devotos de Nossa Senhora da Penha e dos governos possibilitam corrigir os principais problemas. Mas falta fazer muita coisa na basílica.

Erguido no século XIX, o templo em estilo neoclássico preserva afrescos de Murilo La Greca, onde o artista faz referências aos evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João. Há ainda na basílica relíquias de santos e o túmulo de dom Vital, capuchinho que foi bispo de Olinda e Recife no século XIX. 

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Nestlé deixa de comprar matéria-prima oriunda de desmatamento PDF Imprimir Email
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Qua, 19 de Maio de 2010 14:11

florestaA Nestlé, a maior empresa alimentícia do mundo, anunciou a intenção de parar de comprar matéria-prima cuja produção tenha provocado o desmatamento de florestas tropicais. A empresa se compromete a identificar e excluir de sua lista de fornecedores companhias que possuam ou gerenciem "plantações ou fazendas de alto risco ligadas ao desmatamento".

Nesse grupo entraria, por exemplo, a Sinar Mas, a maior produtora de óleo de dendê e de papel e celulose da Indonésia, caso não siga a nova política da empresa, e intermediadoras como a Cargill, que compram da Sinar Mas.

O anúncio acontece depois de o Greenpeace conduzir uma campanha pública mundial que expôs o uso de óleo de dendê, proveniente de áreas recém-desmatadas na Indonésia, para produzir chocolates como o KitKat. Em dois meses, centenas de milhares de pessoas contataram a Nestlé para avisar que não comprariam produtos ligados à destruição das florestas tropicais.

A expansão das plantações de dendê - usado pela indústria alimentícia, cosmética e como biocombustível - é um dos principais vetores de destruição dessas importantes florestas tropicais, lar de espécies ameaçadas como o orangotango. A Indonésia hoje é um dos países campeões de desmatamento do mundo e, por conta disso, terceiro maior emissor de gases do efeito-estufa.

"Ficamos contentes pela Nestlé ter a intenção de dar um tempo para os orangotangos, e convidamos os compradores internacionais, como Carrefour e Wal-Mart, a fazerem o mesmo", afirma o diretor da campanha de Florestas do Greenpeace International, Pat Venditti.

"O passo dado pela Nestlé manda um sinal claro para a Sinar Mas e as demais empresas do setor que a destruição das florestas não é aceitável no mercado global. Elas precisam limpar a cadeia de produção e implementar uma moratória que interrompa a destruição e promova a proteção", diz Venditti. "O Greenpeace vai monitorar de perto o cumprimento e a implantação da política da Nestlé", avisou.

Segundo Paulo Adario, diretor da campanha Amazônia, do Greenpeace, "a decisão de um ator mundial como a Nestlé é um claro sinal que o consumidor global não aceita mais estar envolvido com produtos ligados a desmatamento e perda da biodiversidade. Trata-se de uma clara advertência às empresas que, aqui no Brasil, causam, direta ou indiretamente, a destruição de nossas florestas". "Vale também como recado para a bancada ruralista do Congresso: mudar o Código Florestal para permitir mais desmatamento em nada vai ajudar o produtor brasileiro. Ao contrário, vai contribuir para fechar as portas do mercado."

O Greenpeace pede ao governo indonésio que tome atitudes rígidas para conservar as florestas tropicais e de turfa. "Uma moratória protegeria não apenas a natureza como também a reputação de indústrias de óleo e de papel", diz Bustar Maitar, coordenador da campanha na região. "O Greenpeace manterá a pressão tanto no governo da Indonésia quanto nas indústrias que causam a devastação da biodiversidade e do clima", completou.

Leia aqui o histórico da Campanha:

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Nestle-financia-destruicao-de-floresta-e-poe-orangotangos-no-rumo-da-extincao

Saiba mais sobre a Sinar Mas:

http://www.greenpeace.org/seasia/id/press/reports/new-evidence-sm-agm-Singapore

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Campanha: Recife contra o Glaucoma oferta exames gratuitos PDF Imprimir Email
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Qua, 19 de Maio de 2010 13:32

olhosExames gratuitos de medida da pressão intra-ocular e de fundo de olho serão realizados em cinco localidades da cidade somente para pacientes em risco e sem diagnóstico para a doença

 Segunda principal causa de cegueira no mundo, mais frequente após os 40 anos de idade, principalmente em indivíduos da raça negra, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Daí a importância da Campanha Recife Contra o Glaucoma, a ser realizada no dia 26 de maio, Dia Mundial de Combate ao Glaucoma.

O evento contará com participação voluntária de 50 médicos oftalmologistas para a realização de exames gratuitos de medida da pressão intra-ocular e, em casos suspeitos, de exame do fundo de olho. O número de atendimentos será limitado e os interessados deverão retirar uma senha, no dia da campanha, em uma das cinco localidades de atendimento na cidade: Fundação Altino Ventura, Hospital das Clínicas da UFPE, Ação Visual – IOR Beneficente, Fundação Santa Luzia e o SEOPE.

O atendimento fica direcionado apenas para pessoas com mais de 40 anos de idade, que possuam fatores de risco para glaucoma como história familiar de glaucoma ou cegueira na família, miopia, diabetes e hipertensão arterial, e que ainda não foram diagnosticadas com esta doença. As pessoas diagnosticadas com glaucoma, durante a campanha, independente do estágio de evolução da doença, serão encaminhadas para acompanhamento público ou privado, de acordo com a condição do paciente. Os interessados no diagnóstico que não puderem ser atendidos durante a campanha deverão procurar os postos de saúde ou a rede credenciada do Sistema Único de Saúde (SUS) para que o exame seja realizado. A iniciativa conta com o apoio da Sociedade de Oftalmologia de Pernambuco (SOPE) e da Alcon do Brasil, laboratório oftalmológico presente no país há mais de 40 anos.

 “O glaucoma é uma doença silenciosa, sem sintomas, o que exige que todos realizem pelo menos uma consulta por ano ao oftalmologista para o diagnóstico o mais precoce possível”, alerta Roberto Pedrosa Galvão Filho, médico oftalmologista do serviço oftalmológico Ação Visual – IOR Beneficente e diretor norte/nordeste da Sociedade Brasileira de Glaucoma. De acordo com o médico, todos devem consultar o oftalmologista pelo menos uma vez ao ano, principalmente pessoas que apresentem uma ou mais das seguintes características: ter mais de 40 anos, já ter constatado pressão intra-ocular elevada, ter caso de glaucoma na família, diabetes, miopia, histórico de lesão nos olhos ou que façam uso prolongado e/ou contínuo de qualquer medicamento a base de esteróides/cortisona. 

 A campanha       
Cerca de 50 médicos oftalmologistas participantes realizarão dois exames preliminares – a de pressão intra-ocular e de fundo de olho -, que podem indicar suspeita de glaucoma. “Quando identificarmos risco real, iremos encaminhar o paciente para uma avaliação médica mais detalhada”, informa Dr. João Pessoa de Souza Filho, presidente da Sociedade de Oftalmologia de Pernambuco. Desde 2005 quando campanhas de esclarecimento sobre o glaucoma são realizadas em Pernambuco, mais de 5 mil pessoas foram atendidas e quase duas mil foram encaminhadas para a segunda consulta.

O glaucoma        
Frequentemente chamado de “inimigo oculto”, o glaucoma atinge mais um milhão de brasileiros. Trata-se de uma doença isolada multifatorial, que envolve danos ao nervo óptico, responsável por enviar sinais visuais ao cérebro. A doença não tem cura, contudo, tem controle eficiente, mas o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso e permite evitar a perda da visão. Na maioria dos casos, um tratamento à base de colírios pode ser o suficiente para manter a enfermidade sobre controle. Mas medicamentos orais e intervenções cirúrgicas também podem ser necessários. “O tratamento requer uma rígida disciplina para funcionar. Muitos pacientes se esquecem de pingar o colírio ou não respeitam os horários de aplicação do medicamento, já que a doença é assintomática”, alerta Dr. João Pessoa.

No passado, a pressão intra-ocular era controlada basicamente com o uso de colírios que apresentavam alguns efeitos colaterais sistêmicos e exigiam de duas a três aplicações por dia. Na última década, o advento de colírios mais eficientes no tratamento clínico do glaucoma foi um verdadeiro avanço, por serem mais seguros, eficazes e oferecerem maior comodidade posológica, pois, em muitos casos, podem ser aplicados apenas uma vez no dia.

 SERVIÇO


CAMPANHA RECIFE CONTRA O GLAUCOMA - 2010

Dia Mundial do Combate ao Glaucoma

Dia do atendimento: 26 de maio de 2010   
Horário: Das 8h30 às 12h30 e das 14 as 17h30

Consulta mediante retirada de senha com número limitado de vagas no dia 26/05.

Locais: consulte o serviço na sua região na lista abaixo    


1. Fundação Altino Ventura - Rua da Soledade, 136

Quantidade de atendimentos: 400, sendo 200 pela manhã e 200 à tarde

 

2. Hospital da Clínicas da UFPE – Av Prof. Moraes Rego, 1235

Quantidade de atendimentos: 400, sendo 200 pela manhã e 200 à tarde

 

3. Ação Visual – IOR Beneficente - Rua Vicente Meira, 137

Quantidade de atendimentos: 400, sendo 200 pela manhã e 200 à tarde

 

4. Fundação Santa Luzia – Estrada do Encanamento, 909

Quantidade de atendimentos: 200 à tarde

 

5. SEOPE – Rua Dr Antônio Gomes de Freitas, 191

Quantidade de atendimentos: 400, sendo 200 pela manhã e 200 à tarde

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Fundação SOS Mata Atlântica chama a atenção da sociedade em ano de eleição PDF Imprimir Email
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Qua, 19 de Maio de 2010 13:24

eleicoes2008Durante o Viva a Mata, no Parque Ibirapuera, a Fundação apresenta os riscos da legislação ambiental brasileira e a importância da participação da sociedade para exigir dos candidatos a proteção dos nossos recursos naturais

A Fundação SOS Mata Atlântica realiza entre os dias 21 e 23 de maio, das 09h às 18h, na Arena de Eventos ao lado da Marquise do Parque Ibirapuera, o Viva a Mata – mostra de iniciativas e projetos em prol da Mata Atlântica. O evento, que comemora o Dia Nacional da Mata Atlântica (27/05), o Ano Internacional da Biodiversidade e visa conscientizar a população sobre a importância do Bioma e de preservá-lo, contará com uma ampla programação. Entre os destaques estão os debates e palestras que abordarão temas políticos com o objetivo de mostrar à população a importância de levar em conta as questões ambientais no momento de escolher um candidato. “Queremos mostrar que assim como a educação, habitação e a saúde, o meio ambiente também é integrante da vida de todos e deve ser considerado sempre”, enfatiza Mario Mantovani, diretor de Política Públicas da SOS Mata Atlântica.

Na sexta-feira (21/05), às 11h, haverá um debate sobre o Código Florestal e a campanha “Exterminadores do Futuro”, lançada em março pela Fundação com o objetivo de garantir a proteção da legislação ambiental brasileira. O encontro será uma reunião oficial da Frente Parlamentar Ambientalista, desta vez, fora de Brasília. Na ocasião, deputados da Frente, ambientalistas e a sociedade civil discutirão as tentativas de alteração ao Código Florestal brasileiro e à legislação ambiental, por alguns deputados que defendem interesses de setores específicos.

Também será tratada a participação de ONGs e de toda a sociedade civil, além da apresentação dos novos critérios da campanha para a escolha dos exterminadores. “O Viva a Mata será o momento para a sociedade dar suas contribuições e opiniões sobre os exterminadores”, salienta Mantovani. O debate acontecerá no palco do caminhão do projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante”. Um caminhão adaptado que viajou em 2009 por 45 cidades brasileiras.

No mesmo dia, no auditório “Oca de Papelão”, às 13h, haverá o debate “Planos Municipais de Mata Atlântica”. Com a participação da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), o debate terá o objetivo de mostrar como os planos municipais são importantes para a consolidação da lei da Mata Atlântica. Trata-se de um roteiro prático para que o previsto na lei seja implantado pelos governos locais de acordo com a necessidade de cada município. Atualmente a Mata Atlântica está em mais de 3000 municípios e é necessário o envolvimento e entendimento dos governos locais do seu papel em proteger a Mata Atlântica em sua região. Com isso, eles também podem ter o seu valor reconhecido no combate ao desmatamento do Bioma mais ameaçado do País. Logo em seguida, às 14h, haverá a reunião da Frente Parlamentar dos Vereadores do Brasil, com o mesmo objetivo.

No domingo (23/05), das 09h30 às 11h, também no auditório, haverá o debate sobre Plataforma Ambiental. Nele, representantes de diversos setores da sociedade civil e todos os visitantes do evento darão suas sugestões aos candidatos a deputado, governo e presidente. Essas sugestões serão incorporadas em uma plataforma ambiental com diversas iniciativas que podem ser incluídas no plano de governo dos candidatos nas eleições de 2010. “Será um momento participativo, de troca, para entregarmos aos nossos políticos o que a sociedade quer deles sobre as questões ambientais. Depois disso, cabe ao cidadão a cobrança de seu candidato e, caso ele seja eleito, acompanhar o seu trabalho para ver o que realmente é posto em prática” afirma Beloyanis Monteiro, coordenador de Mobilização da SOS Mata Atlântica.

Manifestação

Para mostrar à sociedade o que está em risco caso aconteçam as alterações no Código Florestal e na legislação ambiental brasileira, defendidas por setores específicos representados por alguns deputados, a Fundação SOS Mata Atlântica realizará no domingo (23), das 11h30 às 13h, a manifestação “O Futuro é Nosso e o Voto Também”. A ação, que será feita com um cortejo fúnebre com três caixões que simbolizam o que está em risco com essas alterações, faz parte da campanha “Os Exterminadores do Futuro”, lançada em março pela ONG, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para os políticos, que defendem retrocessos na legislação ambiental brasileira e colocam em risco patrimônios nacionais e conquistas importantes da sociedade civil. A manifestação contará com atividades lúdicas e artísticas como mamulengos – bonecos de Olinda - que simularão os Exterminadores; uma imensa bandeira da SOS Mata Atlântica que será aberta; grupo de percussão; grupo circense fazendo performance, entre outras. ONGs de todo o País, voluntários, ciclistas, artistas populares, estudantes e cidadãos participarão da manifestação.

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Marina quer "campanha verde" com anulação de carbono PDF Imprimir Email
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Qua, 19 de Maio de 2010 13:23

marinasilva

 Com informações de Lucas Azevedo, da Agência Folha

A pré-candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, pretende lançar uma campanha verde. O objetivo é realizar um projeto que anule a emissão de carbono durante sua participação na corrida eleitoral.

O exemplo vem sendo dado por empresas, eventos e shows musicais ao redor do mundo. Companhias especializadas conseguem calcular a quantidade de CO2 (gás carbônico) emitido equivalente à quantidade de carros usados no evento, de viagens de avião e outras formas de geração de carbono. "A partir daí, você faz inúmeras parcerias com produtores rurais, fazendeiros, empresários, para que se plante o equivalente de árvores que anulariam o volume desse carbono emitido", disse Marina.

Segundo a pré-candidata, sua equipe estuda a implementação do projeto a partir da campanha propriamente dita. "Temos uma experiência feita em um evento em Campinas. Faremos um projeto de emissão zero e lançaremos a campanha: 'Vamos neutralizar as emissões da campanha verde da Marina'".

Ainda que a campanha não chegue a zerar a emissão de carbono, o fato de procurar medidas para minimizar esse impacto já é positivo. Os demais pré-candidatos deveriam seguir o exemplo do PV. Além do projeto ficha limpa, os políticos poderiam também propor o “ambiente limpo”, uma vez que é comum durante as campanhas, o lixo eleitoral, que muitas vezes acaba nas ruas, praças a praias da cidade. O respeito ao cidadão deve começar já na campanha!
 

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Campanha de imunização contra gripe suína acaba na próxima sexta-feira PDF Imprimir Email
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Qua, 19 de Maio de 2010 12:51

vacina

Com informações do Correio Braziliense

Quem ainda não se vacinou deve ficar atento. Termina na próxima sexta-feira (21) a última etapa da campanha de imunização contra a influenza A (H1N1) – gripe suína, para pessoas com idade de 30 anos a 39 anos. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é imunizar pelo menos 80%, cerca de 24 milhões de pessoas. Até o momento, oito milhões de doses da vacina foram aplicadas.

De acordo com o ministério, cerca de 57 milhões de pessoas já foram vacinadas contra a influenza A (H1N1). Até sexta-feira, os idosos, os portadores de doenças crônicas e as gestantes que ainda não foram imunizados também podem procurar os postos de saúde. Além disso, os responsáveis por crianças entre 6 meses e menores de 2 anos de idade devem ficar atentos para aplicar a segunda meia dose da vacina, trinta dias depois da aplicação da primeira. Não vamos dar mole para a gripe, investir em prevenção  é sempre o melhor remédio.

 

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Terça 18 Maio 2010

Campanha: Mulher que Alimenta o Mundo chega à nona edição PDF Imprimir Email
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Ter, 18 de Maio de 2010 21:40

mundoCom a presença de Lourdinha Nóbrega e sua Orquestra Feminina de Frevoé dos cantores Ed Carlos e Tito Lívio, os voluntários do Comitê da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário promoverão, no próximo domingo (23), a partir das 16h, no Parque Treze de Maio, centro do Recife, pelo nono ano consecutivo a festa Mulher que Alimenta o Mundo.

O objetivo, segundo os organizadores é festejar a condição feminina dealimentar toda humanidade antes mês mesmo que cada ser humano chegue à Terra e, daí, refletir sobre solidariedade e pensar fórmulas de combater a miséria à luz da sensibilidade feminina.

Este ano a festa tem como tema central “Condição permanente de alimentar a humanidade” e, quem quiser comprar a camisa temática da campanha poderá fazê-lo junto aos voluntários durante o evento.

“A festa é apenas uma ação em praça pública da cultura solidária, que a maior parte do tempo é discreta, silenciosa, mas imprescindível para quem acredita que é possível construir uma sociedade justa, sem miséria e com a garantia da igualdade de todos, respeitando suas diferenças”, diz o coordenador geral do Comitê da Ação Pernambuco Solidário, Anselmo Monteiro.

Para os interessados em participar da festa, o convite é que levem em forma de doação alimentos, livros ou brinquedos, ou até se tornar um voluntário do Comitê. “Até enquanto nós festejamos, tem gente precisando de ajuda que não deve ser esquecida”, alertou Monteiro.

O Comitê da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário é formado essencialmente por voluntários e sobrevive de doações desde 1993,quando a mobilização começou em Pernambuco a partir do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, que, na época, contou com o apoio do então arcebispo emérito de Olinda e Recife Dom Hélder Câmara.

A sede da instituição fica dentro do Parque de Exposições do Cordeiro, na Avenida Caxangá e o telefone de contato é o (81) 3226 0063.

Mais informações com Anselmo Monteiro pelos telefones (81) 9114 9716 e(81) 9979 9716.

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Comitê premiará iniciativas de combate ao abuso sexual PDF Imprimir Email
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Ter, 18 de Maio de 2010 21:24

bonitoNo Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, entidades governamentais e não governamentais, participaram, no Salão Negro do Palácio da Justiça, em Brasília, da solenidade de lançamento do Prêmio Neide Castanha.

A premiação será realizada pelo Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes,  juntamente com a Comissão Intersetorial de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

Serão premiadas as seguintes categorias: Boas Práticas; Produção de Conhecimento; Cidadania; Protagonismo de Crianças e Adolescentes; e Responsabilidade social. A premiação ocorrerá durante a mobilização do “18 de Maio” do ano que vem Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Durante a solenidade, a secretária executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Karina Figueiredo, falou da dificuldade e do prazer de suceder Neide Castanha e dos desafios futuros. “Temos pela frente a revisão do nosso Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, com essa ação e outras talvez possamos celebrar daqui a 10 anos mais avanços nessa área”, prevê Karina.

O ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, falou da importância da Neide Castanha. Segundo Vannuchi, Neide é a “esquina da luta pelos direitos humanos”.

O ministro falou também do crescimento dos direitos humanos e de forma gradual estes vão sendo conquistados. Nesse sentido, Vannuchi falou da construção de um pacto de responsabilidade social que está sendo construído entre empresas e o governo federal. Dessa forma pretende-se diminuir o impacto social, no que diz respeito à exploração sexual de crianças e adolescentes, no entorno de grandes construções.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, falou do crescimento das políticas para amenizar o impacto da desigualdade social que tem como uma das conseqüências o abuso e a exploração sexual. A ministra também lembrou da forte atuação de Neide Castanha junto aos órgãos governamentais buscando saída para esse problema.

A atriz Elisa Lucinda homenageou Neide, com as poesias Lua nova demais e Poema do Semelhante, a primeira falando da vida de uma menina de rua e a segunda da equidade entre os seres humanos.

Ainda durante a solenidade a jovem do projeto Giração, Dayana Barbara dos Santos Coqueiro, entregou aos presentes a flor amarela símbolo da campanha Faça bonito, proteja nossas crianças e adolescentes.

Neide Castanha - Assistente social, nascida em Januária (MG), é considerada referência em direitos humanos no país. Um dos seus primeiros trabalhos nesse sentido foi desenvolvido junto às meninas da Sé em São Paulo.

A homenageada também ficou reconhecida por sua atuação na Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou as redes de exploração sexual de crianças e adolescentes em todo o país. Também fez parte da mobilização pela aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Neide também foi secretária executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e co-fundadora e coordenadora do Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes.

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Combate à violência sexual contra crianças deve ser permanente PDF Imprimir Email
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Ter, 18 de Maio de 2010 21:15

abusoPor Taíza Brito

Muitas foram as manifestações realizadas no Recife e em outras cidades brasileiras nesta terça-feira (18), Dia Nacional de Combate à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes.

Na capital pernambucana, entre os eventos, houve passeata nas principais ruas do Centro realizada pela Rede de Combate ao Uso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, chamando a atenção sobre os danos que podem ser causados às vítimas.

O alerta é importante, pois dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde revelam que em 2009, do total de casos de violência registrados nos serviços de saúde, 40% dizem respeito a crianças e adolescentes. E desse número, 26,4% são referentes à violência sexual – que corresponde a um total de 310 casos -, sendo a faixa etária de 10 a 19 anos a mais afetada – com registro de 204 casos.

Independente dos números, o importante é ter em mente que a denúncia é uma ferramenta importante nestes casos. Pois pode salvar vidas.

Segundo especialistas, há sinais que podem revelar se uma criança ou adolescente está sendo vítima de abuso sexual. São eles: a dificuldade da criança e do adolescente de se relacionar com as pessoas, principalmente do sexo oposto; medo constante; agressividade; queda de rendimento na escola.

“Se a ocorrência desse tipo de violência não for detectada precocemente e não for tratada corretamente pode causar danos irreversíveis à vítima, que precisará ser acompanhada por médicos, psicólogos e pelo próprio conselho tutelar”, explicou Clara Eunice de Andrade, técnica da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco.

Segundo ela, quem tiver a suspeita de que alguma criança ou adolescente está sendo vítima de violência sexual pode denunciar o fato através do Disque 100, do Governo Federal, ou fazer uma denúncia no Conselho Tutelar do município.

“O Conselho Tutelar averigua as denúncias. Vai à casa da possível vítima para conduzi-la aos serviços de saúde de referência e ao Instituto de Medicina Legal (IML), para realização de exames”, disse.

Em Pernambuco são referências no atendimento a criança e ao adolescente vítima de violência sexual: o Hospital Agamenon Magalhães (HAM), Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam) e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

“Todos profissionais de saúde que atendem vitimas desse tipo de violência devem notificar o caso à secretaria municipal de saúde, que, por sua vez, notificam ao Estado”, afirmou.

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Detran alerta sobre o transporte seguro de crianças no trânsito PDF Imprimir Email
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Ter, 18 de Maio de 2010 20:57

bebe-carroO Departamento de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) começou a capacitar os agentes de trânsito que irão atuar nas blitzes educativas que orientarão sobre o transporte de crianças na Região Metropolitana e municípios do interior.

A iniciativa faz parte de uma campanha para conscientizar os condutores a respeito da resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulamenta os artigos 64/65 do Código de Trânsito Brasileiro o qual determina que, crianças com até dez anos de idade sejam transportadas no banco traseiro e, de acordo com a idade, farão uso de dispositivos específicos de segurança.

A partir de 9 de junho começa, em todo o país, a fiscalização punitiva. Para o condutor que não respeitar a determinação, a lei prevê a perda de sete pontos na carteira, apreensão do veículo e multa de R$ 191,54. Vale lembrar que transportes públicos, como táxis e lotações estão fora da determinação.

Capacitação - Além das oficinas de treinamento, com carga horária de 16h/aula para cerca de cem servidores que participarão das blitzes, também estão agendadas duas palestras sobre o assunto, nos dias 28 e 31 de maio. No dia 4 de junho acontecerá uma grande blitz educativa no Parque da Jaqueira, no Recife.

Serviço:

O que especifica a lei:

- Até 1 ano de idade: Devem ficar no bebê conforto, no banco de trás e no sentido contrário ao movimento do veículo.

- Maiores de 1 ano e até 4 anos de idade: Devem ficar na cadeirinha, no  banco de trás e no mesmo sentido do movimento do veículo

- Maiores de 4 anos até 7 anos e meio de idade: Devem utilizar assento de elevação

- Maiores de 7 anos e meio até 10 anos de idade: Devem ficar com o cinto de segurança.

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A importante luta antimanicomial PDF Imprimir Email
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Ter, 18 de Maio de 2010 20:21

saudementalPor Taíza Brito

Instituições públicas e sociedade civil organizada estão mobilizadas hoje (18), no Recife, em torno das mobilizações em torno do Dia Nacional da Luta Antimanicomial, que acontecem no Pátio de São Pedro, no Centro, onde estão havendo shows, jogos populares, apresentações culturais e atividades com profissionais do Programa Academia da Cidade.

Quem não milita na área de saúde mental ou nunca se deparou com casos de familiares, amigos ou vizinhos acometidos por transtornos mentais pode não ter a dimensão da magnitude da discussão levantada na mobilização por aqueles que se preocupam com a reinserção social de pacientes manicomiais e com a ampliação das experiências de tratamento não-hospitalar.

Há quem ache que os pacientes com transtornos mentais devem ser banidos, excluídos do convívio social. O que é algo completamente equivocado. Pois estas pessoas têm maior possibilidade de alcançar autonomia com o tratamento médico quando são abraçados por seus familiares.

Sei que ainda estamos longe de um ideal, tanto no que diz respeito aos serviços de atendimento aos pacientes quanto à conscientização sobre a importância de não dar as constas a quem sofre de transtornos mentais.

Mas é muito importante fortalecer esse movimento, como explica a gerente de Atenção à Saúde Mental do Recife, Alyne Vieira, ao dizer que a participação da sociedade possibilita a construção de redes de atenção à saúde, a autonomia aos usuários de saúde mental e o fechamento progressivo dos leitos manicomiais.

Conquistas - O movimento em prol da reforma psiquiátrica já alcançou algumas vitórias no Recife. Uma delas, em novembro do 2009, quando conseguiu a redução do número de leitos do Instituto Psiquiatria do Recife (IPR) de 297 para 80. Os ex-internos foram acolhidos em seus domicílios de origem ou encaminhados a residências terapêuticas.

Hoje, a rede de atenção à saúde mental do Recife conta com 17 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Desse total, seis são dedicados ao tratamento de dependências químicas e os demais, a pacientes com transtorno mental. As unidades funcionam como espaço de acolhimento e atenção integral aos usuários e seus parentes, sendo substitutivas à internação psiquiátrica.

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Invista em produtos com refil PDF Imprimir Email
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Ter, 18 de Maio de 2010 19:14

refil

Do site EcoDesenvolvimento

Quando for comprar um produto, verifique se ele possui refil. Com isso você poderá trocar apenas o conteúdo na próxima compra, economizando dinheiro, evitando novas produções e gerando menos lixo para o planeta.

Uma garrafa de bebida, por exemplo, pode ser reutilizada por até 30 vezes. Essas embalagens consomem até 30% menos recursos naturais em sua fabricação, diminuem a necessidade de fabricação de novos recipientes e aliviam a pressão por recursos naturais e por espaço em aterros e lixões.

Muitas empresas, principalmente de cosmético, produtos de higiene e de limpeza, já estão apostando nos produtos com refil e eles já são encontrados facilmente em lojas e supermercados. Por isso, verifique essa opção nas suas próximas compras e aproveite!

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Lagoa Rodrigo de Freitas estará despoluída até a Copa de 2014, diz secretário PDF Imprimir Email
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Ter, 18 de Maio de 2010 19:02

lagoa_r_freitas

Com informações da Agência Brasil

A lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cartões-postais do Rio de Janeiro, estará despoluída e completamente limpa até a Copa do Mundo de 2014, afirmou nesta terça-feira o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz. Segundo ele, o investimento total da cidade em projetos de saneamento básico totaliza R$ 1,5 bilhão.

Muniz declarou que até os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, com a intensificação do trabalho da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), a prioridade é resolver o esgotamento sanitário da região metropolitana da Baixada Fluminense e o saneamento de Santa Cruz e Campo Grande, na zona oeste do Rio.

O presidente do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho, ressaltou a importância do seminário 2014 - Saneamento na Rede, que começou hoje, no intuito de cobrar compromissos do governo e instituições na área de saneamento.

"Esse evento é uma provocação para que as 12 cidades-sede da Copa invistam para diminuir os seus problemas de saneamento básico. A gente espera que as cidades estejam preparadas para receber a Copa, e, com exceção de Brasília, nenhuma delas tem condições sanitárias para ter um evento desse tipo. No mínimo, é preciso deixar um legado além dos estádios, com transporte, saneamento, para as pessoas viverem de forma adequada depois", afirmou.

Segundo Pinho, o Rio tem graves problemas de poluição, porém com a Copa, a expectativa é que se chegue a 80% da população atendida pela coleta e tratamento do esgoto. Ele também destacou que há recursos para os projetos, mas cabe aos prefeitos e operadores iniciativas e o compromisso de assumir metas.

O que chama atenção é que o Brasil tenha que receber um evento esportivo como a
Copa do Mundo para investir em infra-estrutura básica. Certamente, os recursos existem, o que falta até agora é vontade política para resolver esse problema histórico. Saneamento básico está diretamente ligado à saúde e qualidade de vida da população, pelo menos esse gol a Copa de 2014 já vai marcar.

 

 

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Greenpeace recolhe assinaturas contra nova Lei de Crimes Ambientais PDF Imprimir Email
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Ter, 18 de Maio de 2010 15:20

florestas

Publicado no site EcoDesenvolvimento

Está em aberto uma campanha online do Greenpeace que enviará e-mails referentes à preservação da biodiversidade brasileira ao deputado Aldo Rebelo. O parlamentar é relator da comissão especial que analisa 11 propostas de alteração ao Código Florestal e a Lei de Crimes Ambientais, que será apresentada para votação em breve.

De acordo com a ONG, a proposta do deputado resultará em uma mudança no Código Florestal Brasileiro que reduzirá a importância social e ambiental das florestas e das propriedades rurais, o que representa um desequilíbrio ainda maior nos recursos naturais do país.

No e-mail proposto pelo Greenpeace, o assinante enviará a mensagem: "Como cidadão brasileiro, sou a favor a proteção integral das florestas que restam em nosso solo. E não quero anistiar quem desmatou ilegalmente. Por isso, defendo que o Código seja, ao menos nesse momento, deixado em paz. No máximo, torço para que ele vire um assunto primordial nas próximas eleições".

Quem tiver interesse em partcipar da campanha, basta entrar no site do Greenpeace e assinar o e-mail.

Outro lado

O deputado Aldo Rebelo vem respondendo aos e-mails encaminhados pelo Greenpeace. Em comunicado de duas páginas, ele explica quais as principais razões que levaram a uma modificação no Código Florestal Brasileiro, e afirma que a comissão não pretende "alterar" o documento, e sim "corrigir" alguns pontos que o tornaram inaplicável a alguns dispositivos.


 

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Brasil poderia fazer 8 bilhões por ano com lixo reciclado PDF Imprimir Email
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Ter, 18 de Maio de 2010 13:02

reciclagem

r Com informações de Karina Ninni, publicado em O Estadão

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Ministériodo Meio Ambiente (MMA), aponta que o Brasil poderia ter benefícios da ordem de R$ 8 bilhões por ano se fizesse a reciclagem de todos os resíduos recicláveis que são encaminhados aos lixões e aterros. Atualmente, a coleta seletiva gera benefícios que variam de R$ 1,4 bilhão a R$ 3,3 bilhões anuais.

O documento deverá servir de base para estabelecer uma política de Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos (PSAU) pelo Ministério do Meio Ambiente, em que as cooperativas de catadores devem desempenhar papel fundamental. “O estudo nos deu a base para trabalhar. Há um mercado enorme e existe 1 milhão de catadores no Brasil todo”, diz a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Só na cadeia do plástico, os benefícios poderiam subir do atual teto máximo de R$ 1 bilhão para R$ 5 bilhões por ano. Um Grupo de Trabalho foi criado para discutir as medidas legais e institucionais necessárias à implementação da política de PSAU e deve começar a trabalhar em 40 dias.

“Estamos estudando a melhor forma de levar a política adiante. Se vamos trabalhar com preço fixo para cada categoria de material, se vamos fornecer crédito para que as cooperativas se profissionalizem”, adianta a ministra. Além de fundamental para a conservação do meio ambiente, a reciclagem também pode ser um ótimo negócio.

 

 

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Riscos calculados PDF Imprimir Email
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Ter, 18 de Maio de 2010 00:11

golfo_globo

 

Por Marina Silva*
 
Há quase um mês estamos assistindo, no golfo do México, ao pior desastre ambiental da história recente. A explosão da plataforma de petróleo da empresa British Petroleum (BP), que matou 11 pessoas, vem despejando quantidade incalculável - já se fala em 800 mil barris diários - de óleo cru e tóxico no oceano. E não se consegue conter o derrame.

O golfo do México é habitat de milhares de espécies, como a baleia cachalote, tartarugas marinhas e o atum azul, em extinção. Nessa área, a indústria pesqueira arrecada bilhões de dólares por ano. Só o Estado de Louisiana abriga 40% dos pântanos e mangues norte-americanos.

Mesmo com o pagamento de indenizações, as perdas em biodiversidade e os prejuízos econômicos e sociais são irreparáveis. Repete-se, aumentado, o pesadelo de 40 anos atrás, no Alasca, quando o naufrágio do navio Exxon Valdez derramou 250 mil barris de petróleo numa área particularmente sensível. Em casos como esses, é impossível quantificar o dano e recuperar de forma adequada os ecossistemas.

As petrolíferas têm intensificado a exploração de petróleo em águas profundas, o que requer altíssimos investimentos e capacidade tecnológica. Que, mais uma vez, se mostram insuficientes. Os riscos não foram efetivamente considerados, como constatou o presidente Barack Obama ao criticar a licença ambiental concedida à BP.

Ao mesmo tempo, o Congresso americano se prepara para revisar a legislação e tornar as medidas de segurança mais severas.

O Brasil tem que prestar enorme atenção a tudo isso, nesses tempos de expectativas pela exploração dos megacampos da camada de pré-sal. E é preciso que a sociedade tenha conhecimento não só dos benefícios mas também dos riscos dessa exploração, para que exija os cuidados preventivos necessários.

A discussão da partilha dos royalties e o desafio tecnológico que se coloca para a Petrobras são inseparáveis das providências de proteção ambiental.

É hora de pensar no licenciamento ambiental não como estorvo, como muitos fazem, mas como instrumento de defesa dos interesses da sociedade e do planeta. Esse mesmo licenciamento, tão atacado, desqualificado e negligenciado por setores do próprio governo, é a garantia para calcular riscos e prevenir ou minimizar acidentes.

Menosprezá-lo, tentar irresponsavelmente transformá-lo em ficção ou jogar para o futuro uma promessa mistificadora de que a tecnologia tudo resolverá pode causar danos irreparáveis.

Adotar o princípio da precaução, por outro lado, é, hoje em dia, um seguro inescapável para o desenvolvimento. Que o diga Obama.
  
Marina Silva é Pedagoga e Senadora pelo PV-AC - texto publicado na Folha de São Paulo.

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Segunda 17 Maio 2010

Nações Unidas pedem fim do preconceito contra homossexuais PDF Imprimir Email
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Seg, 17 de Maio de 2010 20:17

diversidade2Por Renata Giraldi, da Agência Brasil

No Dia Internacional Contra a Homofobia, comemorado nesta segunda-feira (17), o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (cuja sigla em inglês é Unaids), Michel Sidibé, apelou para que os governos se esforcem para evitar o preconceito e a discriminação. Segundo ele, dos 192 países que integram a Organização das Nações Unidas (ONU), 85 deles ainda mantêm leis que criminalizam o comportamento homossexual.

Sidibé disse que a homofobia é considerado um dos principais obstáculos à implementação de estratégias de prevenção do vírus HIV. Em um discurso direto, objetivo e claro, o representante da ONU pediu aos governo para que se empenhem na adoção de medidas que garantam o respeito aos direitos humanos e o acesso à prevenção e ao tratamento da doença.

“Apelo a todos os governos para que tomem medidas que eliminem o estigma e a discriminação enfrentados pelos homens que fazem sexo com homens, lésbicas e transgêneros. Os governos também devem criar ambientes sociais e legais que assegurem o respeito pelos direitos humanos e permitir o acesso universal à prevenção, tratamento, cuidados e apoio”, disse Sidibé.

Segundo Sidibé, de 5% a 10% dos casos registrados de contaminação ocorrem em relações sexuais entre homens, mas os percentuais variam de acordo com países e regiões. Porém, lembrou ele, apesar dos dados, os homossexuais masculinos continuam sofrendo discriminação por parte de profissionais de saúde, prestadores de serviços, entidades patronais e forças de segurança.

De acordo com o representante das Nações Unidas, a discriminação impede que os homossexuais masculinos revelem sua verdadeira orientação sexual e que prestem informações aos serviços de combate à Aids/HIV.

“A homofobia é parte significativa da epidemia de HIV [Aids] em todas as regiões do mundo. Apenas um em cada 10 [homossexuais e transgêneros] tem acesso a serviços de prevenção do vírus”, disse o diretor-executivo do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária.

De acordo com a Unaids, em 17 de maio de 1990, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou a 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID) estabelecendo que a orientação sexual (heterossexual, bissexual ou homossexual) deixariam de ser “considerada como uma desordem”. Por esse motivo, o Dia Internacional contra a Homofobia é comemorado em 17 de maio.

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ONGs lançam guia sobre biodiversidade para educadores brasileiros PDF Imprimir Email
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Seg, 17 de Maio de 2010 17:55

Por Karina Ninni, publicado em O Estadão

As ONGs WWF-Brasil, Supereco e Conservação Internacional lançam esta semana o livro “Investigando a Biodiversidade: guia de apoio aos educadores do Brasil”. A publicação destina-se a professores e educadores que trabalham o tema biodiversidade com crianças e jovens. A obra é uma adaptação brasileira de “Exploring Biodiversity”, guia lançado pela Conservação Internacional e o WWF nos Estados Unidos.

A partir de 18 de maio o guia estará disponível nos sites da Conservação Internacional (www.conservacao.org), do Instituto Supereco (www.supereco.org.br) e da WWF-Brasil (www.wwf.org.br).

Foram impressos 7 mil exemplares, mas as instituições estão discutindo com o Ministério do Meio Ambiente a possibilidade de reimpressão da obra para permitir ampla distribuição do livro aos educadores brasileiros.

Adaptação

O livro, que reúne textos e atividades práticas, tem 133 páginas. Voltada para o público a partir dos 11 anos, a publicação traduz conteúdos científicos, geralmente técnicos e complexos, de forma lúdica.

“Tivemos de incluir um capítulo na publicação original, pois temos uma biodiversidade diferente, mais rica. Também falamos dos corredores de biodiversidade, que são pontes entre diferentes ambientes naturais, o que não existe nos EUA, onde o livro original fez imenso sucesso”, afirma Irineu Tamoio, coordenador de educação ambiental da WWF Brasil.

Segundo Irineu, a versão brasileira demorou dois anos para ficar pronta. “Biodiversidade é um palavrão para crianças nessa idade. Mas a principal ideia que procuramos passar foi a de que todas as formas de vida estão interligadas. E que a riqueza da cultura humana não pode existir sem a riqueza das outras variedades de vida”, resume.

Embora a faixa etária recomendada para a aplicação prática do material seja de crianças e jovens entre 11 e 14 anos, os autores ressaltam que diversas atividades podem ser adaptadas para grupos de crianças mais novas e adultos.

 

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Mural feito por jovens marca Dia de Combate à Homofobia no Recife PDF Imprimir Email
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Seg, 17 de Maio de 2010 15:56

Mural2Quinhentos jovens pernambucanos participam nesta segunda-feira (17) de oficinas para a promoção do respeito às pessoas de orientação sexual diferente. O trabalho está sendo realizado pelos ativistas do Movimento Gay Leões do Norte, no Centro de Juventude de Santo Amaro.

A cada mês, os adolescentens participam de ações contra homofobia no Recife. Nesta segunda-feira, quando se comemora o Dia Internacional de combate à Homofobia, eles estão criando um mural com expressões sobre a homossexualidade, intitulado "Os Jovens e o Imaginário da Homossexualidade".

Uma pesquisa realizada pelas universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uerj) e de Campinas (Unicamp) mostra que, apesar das dificuldades, os jovens têm concebido sua condição sexual cada vez mais cedo. O estudo aponta que, aos 18 anos, 95% dos jovens já se declararam gays. A maior parte fez isso aos 16. Para a geração dos anos 80, normalmente a homossexualidade era revelada a partir dos 21 anos.

Dados do Ibope mostram ainda que o preconceito também tem diminuído. Em 1993 quase 60% dos brasileiros declaram não aceitar gays. Atualemte, esse mesmo percentual considera a homossexualidade "natural".

Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

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Proliferação de cruzeiros faz crescer preocupação com impacto ambiental PDF Imprimir Email
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Seg, 17 de Maio de 2010 15:04

navioCom informações de Afra Balazina e Andrea Vialli, de O Estado de S.Paulo

A proliferação dos cruzeiros na costa brasileira, comemorada pelos municípios que recebem mais visitantes e pela indústria do turismo, traz também preocupação sobre o impacto ambiental dos navios. Verdadeiras cidades flutuantes, as embarcações produzem grandes volumes de lixo, esgoto e de emissões de gases de efeito estufa - a eletricidade usada a bordo geralmente é produzida por motores a diesel.

Todo o lixo orgânico produzido durante a viagem é lançado ao mar, de acordo com a convenção da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês). Segundo a regra, esse tipo de lixo pode ser descartado no oceano, desde que a uma distância de 12 milhas náuticas - cerca de 22 quilômetros - da costa.

A própria Associação Brasileira dos Cruzeiros Marítimos (Abremar) diz não possuir "dados sobre a quantidade de resíduos produzidos pelos cruzeiros". No entanto, o Instituto EcoBrasil, organização voltada ao turismo sustentável, compilou informações a respeito.

A ONG estima que são produzidos 950 mil litros de esgoto humano e gerados o equivalente a duas piscinas olímpicas de águas cinza (provenientes de pias e chuveiros) por semana num navio de grande porte.

Grandes armadoras (as donas dos navios) que atuam no Brasil, como MSC Cruzeiros e Royal Caribbean, reconhecem que os navios trazem impactos ao ambiente, mas afirmam que a cada ano são implementadas novas tecnologias para amenizar a "pegada" ecológica das embarcações.

A MSC Cruzeiros, adotou a norma internacional ISO 14.001, de gestão ambiental, para seus transatlânticos. "Para cuidar do lixo, temos a bordo incineradores, compactadores e trituradores. Parte dos resíduos volta aos portos e é encaminhado para reciclagem", diz Adrian Ursilli, diretor comercial e de marketing da MSC Cruzeiros Brasil.

"Sabemos que precisamos melhorar cada dia mais no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável. O objetivo é que no futuro existam, sim, "navios ecológicos". Hoje, porém, o trabalho das operadoras de cruzeiros já é exemplo de sustentabilidade", diz Ricardo Amaral, presidente da Abremar e diretor da Royal Caribbean do Brasil.

Segundo ele, as empresas "vivem do mar e atuam em prol de praias limpas, cidades litorâneas e oceanos saudáveis".  Infelizmente nem sempre essa é a realidade, muitas vezes as empresas querem apenas explorar o meio ambiente, sem dar a devida contrapartida.

MULTAS

Louis Cruises
Em 2007, empresa foi multada em 1,17 milhões de euros por poluir o mar com 450 toneladas de óleo.

Carnival Corporation
Pagou US$ 18 milhões em multas entre 1996 e 2001 por lançamento de óleo ao mar.

Royal Caribbean Cruises
Entre 1998 e 2000, foi multada por ter jogado ao mar águas poluídas e tóxicas.


 

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Associação Brasileira de Qualidade de Vida chega a Pernambuco PDF Imprimir Email
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Seg, 17 de Maio de 2010 14:35

qualidadedevida

Com informações de Cássia Miranda,

 Pernambuco passa a contar agora com um núcleo da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), entidade sem fins lucrativos que trabalha para influenciar processos de transformações sociais e organizacionais em qualidade de vida, divulgar informações de diferentes naturezas, mostrando tendências, novidades, novos conceitos e prática de mercado, além de premiar organizações que se destaquem na área de qualidade de vida.

 Além de se instalar em Pernambuco, em solenidade que ocorre nesta terça-feira (18), no Paço Alfândega, a entidade fundada em 1995 em São Paulo está expandindo as atividades no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

O consultor e professor de gestão da saúde e qualidade de vida no trabalho, Paulo Erlich, e a gerente da Divisão de Saúde e bem-estar da Chesf, Heloísa Nóbrega, foram convidados a comandar o processo de instalação em Pernambuco.

“Um preceito fundamental que queremos passar para as empresas é que elas devem considerar a saúde dos empregados com um ativo em que elas precisam investir, para atingir mais facilmente seus objetivos”, explica Paulo Erlich.

Segundo ele, melhorar o nível de saúde da força de trabalho resulta em menor absenteísmo por doença, menor presenteismo (funcionários presentes, mas não produtivos, em função de problema físico ou mental) e menores custos de assistência médica. Isso se reflete na produtividade da empresa e, afinal de contas, em seus resultados financeiros.

SERVIÇO:
LANÇAMENTO DA ABQV-PE
QUANDO: TERÇA-FEIRA, 25 DE MAIO
ONDE: AUDITÓRIO DA LIVRARIA CULTURA DO PAÇO ALFÂNDEGA
QUE HORAS:19h

 

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Evite passear com seu cachorro na praia PDF Imprimir Email
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Seg, 17 de Maio de 2010 14:28

co_praiaCom informações do site EcoDesenvolvimento

O Brasil com seu imenso litoral é um convite à diversão na praia, que muitas vezes inclui além da família e amigos, um passeio com o  cachorrinho de estimação.

No entanto, por mais que seja prazeroso passear na praia com o  “amigo de todas as horas”, essa é uma atitude que deve ser repensada.

As fezes e urinas dos cães deixam a praia poluída e mal cheirosa e ainda possuem fungos e bactérias nocivas ao ser humano.

Muitas pessoas, principalmente crianças, costumam sentar na areia, o que torna qualquer tipo de contaminação mais fácil. Por isso, quando for curtir um passeio com seu mascote prefira outros locais, como ruas e praças públicas. E não se esqueça de recolher as fezes e descartá-las corretamente. 

 

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Sábado 15 Maio 2010

Projeto ficha limpa: sociedade deve manter-se mobilizada PDF Imprimir Email
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Sáb, 15 de Maio de 2010 04:06

Por Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa

Aprovado na Câmara dos Deputados na última terça-feira ( 11/5), o projeto de iniciativa social que amplia restrições para a candidatura de cidadãos a cargos públicos com ficha criminal pendente espera tramitação no Senado, sob uma chuva de suposições a serem confirmadas.

A primeira informação, que circulou ainda na terça, logo após a votação na Câmara, dava conta de que as lideranças do Senado haviam acertado que o projeto deverá passar sem novas alterações, possivelmente ainda a tempo de valer para as eleições deste ano.

O tema finalmente ganha espaço na imprensa, mas a soma de todas as notícias publicadas nas edições da quinta-feira (13/5) não permite ao leitor assegurar-se de que o projeto é vencedor. Portanto, o movimento social que empurrou a proposta para o plenário do Congresso ainda não pode relaxar.

Pressão social - Segundo o Estado de S.Paulo, a bancada governista vai usar o projeto como moeda de troca para apressar a votação do pacote de projetos que regulamentam a exploração das reservas de petróleo na camada de pré-sal do Oceano Atlântico.

Citando representantes do governo e da oposição, o Estadão informa que nenhum dos dois grupos políticos se manifesta abertamente contra a proposta, mas dá a entender que um tenta empurrar para o outro o ônus da impopularidade que poderá resultar de eventual atraso ou da rejeição do projeto.

A urgência na votação se justifica pelo fato de que, para ter validade ainda nas eleições deste ano, o projeto precisa receber aprovação final até o dia 6 de junho.

Especialistas ouvidos pela imprensa têm discordado dessa tese. Alguns alegam que as regras eleitorais têm que ser aprovadas um ano antes, mas outros juristas dizem que não é o caso do projeto Ficha Limpa, porque este não altera o processo eleitoral, apenas torna mais rigorosa a seleção dos candidatos que podem ser registrados.

O Globo preferiu fazer uma manchete de duplo sentido, tentando induzir o leitor a pensar que o governo federal é contra o projeto, mas no interior da reportagem fica claro que em todos os partidos tem havido restrições.

A lei só está passando, sete meses e meio depois de proposta, por causa das pressões da sociedade.

Dezenas de processos - A imprensa parece ter entrado no jogo apenas agora, e mesmo assim a leitura de somente um dos jornais de circulação nacional não garante um bom entendimento do caso. A Folha de S.Paulo, por exemplo, afirma que, mesmo se transformando em lei, a proposta terá pouca eficácia, porque os parlamentares têm foro privilegiado. Eles são julgados por instâncias superiores da Justiça. Com base nessa premissa, o jornal conclui que apenas 1 entre 110 políticos seria atingido pela restrição.

Há quem considere que barrar 1 entre 110 candidatos já seria algum controle.

Além disso, a reportagem da Folha está considerando apenas as tentativas de reeleição, enquanto a proposta visa evitar justamente que cidadãos com conduta criminosa usem a política para escapar da Justiça ou para protelar o julgamento.

Segundo a Folha de S.Paulo, o ex-governador Paulo Maluf, que pretende se candidatar novamente a deputado federal, é o único político paulista que teria a candidatura barrada com a nova lei, porque já foi condenado por um órgão colegiado. Maluf responde a pelo menos uma dezena de outros processos e não pretende desistir da candidatura.

Vigilância permanente - A Folha, que gosta de infográficos e quadrinhos, lembra a seus leitores o que diz o projeto: ficam impedidos de registrar a candidatura os condenados por decisão colegiada, ou seja, a restrição não vale para as condenações de um juiz apenas; a restrição vale até oito anos após o fim da pena, mantendo a inelegibilidade nesse período; o que torna inelegível é, além dos crimes eleitorais, crimes contra a administração pública, a economia popular e o patrimônio público, contra a fé pública, contra o mercado financeiro, tráfico de entorpecentes, estupro, homicídio, crime contra o meio ambiente e a saúde pública; quem renuncia para evitar cassação fica impedido de se candidatar novamente.

Ainda que seja considerada imperfeita por alguns analistas, a proposta representa um passo importante para impor alguma restrição ao livre trânsito que se observa até aqui, de cidadãos que migram diretamente da vida criminosa para a vida pública, quando não fazem da própria vida pública uma carreira de crimes.

Os jornais parecem finalmente interessados no projeto, a julgar pela quantidade de reportagens e pelo destaque dado ao tema nesta semana. Mas a proposta só vai virar lei e vigorar já para as próximas eleições se a sociedade mantiver a pressão sobre o Congresso e a imprensa.

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Voz de mãe ao telefone conforta tanto quanto abraço, diz pesquisa PDF Imprimir Email
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Sáb, 15 de Maio de 2010 03:44

maeCom informações da BBC Brasil

Será que um simples telefonema de uma mãe pode transmitir tanto conforto ao filho quanto um abraço?

Estudo de pesquisadores americanos sugere que sim. Os cientistas chegaram a esta conclusão após os resultados de estudos que submeteram 60 meninas entre sete e 12 anos de idade a situações de estresse e monitoraram as respostas hormonais delas à voz materna, um toque carinhoso e um filme.

Em um artigo na revista científica "Proceedings of the Royal Society B", os pesquisadores afirmam que os dois primeiros gestos proporcionam o mesmo nível de conforto - medido pelos níveis do "relaxante natural" oxitocina.

"Assumia-se que a liberação de oxitocina em um contexto social requeria contato físico", disse a coordenadora do estudo, Leslie Seltzer, da Universidade de Wisconsin-Madison. "Mas esses resultados deixam claro que a voz de uma mãe pode ter o mesmo efeito de um abraço, ainda que elas não estejam fisicamente presentes", completa.

Vencendo a distância -  As conclusões indicam que mães que precisam sair para trabalhar e deixar as crianças na creche podem tranqüilizá-las com uma ligação telefônica.

Pesquisas anteriores feitas com roedores se concentravam na liberação de oxitocina em situações de tensão através do contato físico. A substância é uma espécie de "sedativo natural" associado à empatia e capaz de aliviar os efeitos do cortisol, o chamado "hormônio do estresse".

Na pesquisa, as meninas tiveram de falar e resolver questões de aritmética em público inesperadamente, o que fez acelerar os seus batimentos cardíacos e elevar os níveis de cortisol.

Após a experiência, elas foram divididas em três grupos: o primeiro recebeu uma ligação telefônica materna logo após a situação de estresse; o segundo, recebeu um toque carinhoso, como um abraço; o terceiro foi levado para assistir ao filme "A marcha dos pingüins", considerado "emocionalmente neutro".

Segundo os cientistas, os níveis de oxitocina subiram nos dois primeiros grupos em praticamente igual medida. Não houve aumento no nível desse hormônio no terceiro grupo.

Mesmo com tais descobertas, há de se concordar: Não há nada tão acolhedor quanto um bom abraço de mãe.

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Você sabe qual é o custo da corrupção no Brasil? PDF Imprimir Email
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Sáb, 15 de Maio de 2010 03:19

Por Taíza Brito, com informações da Agência Brasil

A resposta à pegunta-título é entre R$ 41,5 e R$ 69,1 bilhões por ano e consta do relatório Corrupção: Custos Econômicos e Propostas de Combate, divulgado esta semana pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

E já pensou o que daria para fazer com este dinheiro ?

De acordo com o relatório, se o montante,  que representa entre 1,38% a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), fosse investido em educação, por exemplo, poderia ampliar de 34,5 milhões para 51 milhões o número de estudantes matriculados na rede pública do ensino fundamental, além de melhorar as condições de vida do brasileiro.

“O custo extremamente elevado da corrupção no Brasil prejudica o aumento da renda per capita, o crescimento e a competitividade do país, compromete a possibilidade de oferecer à população melhores condições econômicas e de bem-estar social e às empresas melhores condições de infraestrutura e um ambiente de negócios mais estável”, diz o estudo da Fiesp.

O relatório aponta também que, se o desvio de verbas no país fosse menor, a quantidade de leitos para internação nos hospitais públicos poderia subir de 367.397 para 694.409. O dinheiro desviado também poderia atender com moradias mais de 2,9 milhões de famílias e levar saneamento básico a mais de 23,3 milhões de domicílios.

Para a área de infraestrutura, o relatório calcula que se não houvesse tanta corrupção, 277 novos aeroportos poderiam ser construídos no país. A precariedade dos terminais é um dos maiores problemas para a realização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

O estudo também revela, citando informações da organização não governamental (ONG) Transparência Internacional, que o país conseguiu reduzir a corrupção, mas não foi suficiente para tirá-lo, em 2009, da 75ª colocação em um ranking de 180 países.

O relatório da Fiesp propõe como medidas de combate à corrupção uma reforma política que, entre outras coisas, estabeleça regras e procedimentos transparentes para o controle do financiamento de campanhas eleitorais; uma reforma do judiciário, com medidas que reduzam a percepção da impunidade e que punam mais rapidamente os casos de corrupção; uma reforma administrativa, que reduza as nomeações para cargos de confiança, o poder de barganha no jogo político e a captação de propinas nas estatais; além de reformas fiscal e tributária, que aumentem o controle sobre os gastos públicos e evitem o pagamento de propinas.

Por isso devemos estar bem atentos na hora de escolher os candidatos que terão nossos votos nas próximas eleições.

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Lagoa Grande e Goiana ganham verba para centros culturais PDF Imprimir Email
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Sáb, 15 de Maio de 2010 03:02

O Ministério da Cultura vai investir R$ 9 milhões para construir 20 espaços culturais multiuso em municípios com até 500 mil habitantes. Os projetos foram selecionados pelo Edital Espaços Mais Cultura e receberão R$ 450 mil cada. A ação tem como prioridade atender cidades com poucos ou nenhum equipamento cultural, como teatros e museus.

A maioria dos municípios contemplados com o Espaço Mais Cultura é da região Nordeste. De pernambuco foram selecionados Lagoa Grande, no Sertão, e Goiana, na Mata Norte. As demais cidades nordestinas contempladas foram: Penedo (Al), Serrinha (BA), Caucaia (CE), São Francisco do Conde (BA), União dos Palmares (AL), Ituberá (BA) e Pedrão (BA).

As cidades selecionadas com maior população foram Ponta Grossa, no Paraná, e Caucaia, no Ceará, ambas com cerca de 330 mil habitantes. As menores foram Pedrão, na Bahia, com sete mil habitantes, e Novo Acordo, em Tocantins, com apenas quatro mil. A relação dos projetos selecionados e classificados foi divulgada no Diário Oficial de ontem (Seção 1, págs. 11 e 12). Confira.

De acordo com a coordenadora de Ações do Programa Mais Cultura, Mônica Monteiro, os critérios para a seleção dos projetos foram as condições socioeconômicas das comunidades onde serão instalados os Espaços Mais Cultura, além da escassez de equipamentos culturais nesses locais.

Os espaços terão biblioteca, cineteatro, além de salas multiuso para exposições e oficinas. “É a inauguração de um processo para viabilizar espaços físicos que permitam o acesso da população mais carente à cultura”, ressalta Mônica Monteiro.

Os projetos passaram por três etapas de avaliação: análise de documentos e avaliações técnicas, onde foram observadas questões relativas ao urbanismo - como facilidade de acesso da população ao local -, e um projeto arquitetônico que respeitasse as características culturais do município.

Os Espaços Mais Cultura têm como objetivo a construção, reparação ou adaptação de centros culturais que permitam às comunidades o acesso a um centro cultural e a participação nas atividades por meio de uma gestão compartilhada com as prefeituras. “O Espaço Mais Cultura vai além de um prédio construído: é uma mobilização social. A comunidade é chamada a participar da gestão do equipamento antes mesmo das obras terem início”, afirma a coordenadora.

Oficina - Representantes dos 20 municípios com projetos selecionados deverão comparecer na Oficina de Trabalho Espaços Mais Cultura, que será realizada nos dias 20 e 21 de maio, em Brasília. Entre as atividades, estão previstas consultorias para o ajuste dos projetos para que possam ser qualificados e otimizados de acordo com as respectivas realidades locais.

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Aproveite a programação da Semana Nacional dos Museus PDF Imprimir Email
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Sáb, 15 de Maio de 2010 02:33

Museus para Harmonia Social. Esse é o tema da oitava edição da Semana Nacional dos Museus, iniciativa promovida em todo o país pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que será realizada a partir deste domingo (16) até o dia 23. As atividades marcam a comemoração do Dia Internacional do Museu, celebrado em 18 de maio, e envolve mais de 558 equipamentos culturais do Brasil. No Estado, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) integra o circuito promovendo ações de cunho educativo em quatro equipamentos culturais.

Instalado na antiga Casa de Câmara de Olinda, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (Maspe), reabre depois de um breve processo de readequação que, nesta primeira etapa, consistiu na pintura das paredes além de realização de pesquisa e higienização do acervo. Para marcar o retorno do espaço, será realizada uma exposição com 30 peças da coleção permanente, que conta com peças de arte sacra – aquela feita para as igrejas – e de arte religiosa, que pode agregar elementos da cultura popular. A mostra ficará em cartaz no térreo do espaço, já que o primeiro andar se encontra fechado para reformas. A readequação completa do museu deve ser concluída até o final deste ano.

No Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), entre os dias 18 e 21, haverá exibição de vídeos e visitação de escolas agendadas. No dia 22 o público será recebido com uma mediação teatralizada, a partir das 15h, e poderá participar de uma oficina de confecção de pipa/papagaio, das 14h30 às 17h, ministrada por Felipe Aretakis. Outras duas oficinas – confecção de Mandala e confecção de Origami – e uma mediação teatralizada, realizadas das 15h às 17h, compõem a programação do dia 23. Cada oficina terá 15 vagas disponibilizadas. As inscrições podem ser feitas através do telefone 3184-3174.

No Museu Regional de Olinda, o público poderá conferir, gratuitamente, no dia 16, uma performance do bonequeiro Pedro Dias, que contará a história do museu através da encenação de dois personagens, a partir das 15h. O artista também apresenta o espetáculo no dia 18, às 9h, para 30 alunos da escola estadual Raimundo Dinis. Logo após, os estudantes participarão atividades lúdicas em que será trabalhada a proposta triangular (ler, codificar e criar) de Ana Mae Barbosa. Os jovens terão acesso a fotos de obras do acervo do Mureo para depois montar um gráfico a partir de suas impressões.

O Museu do Barro de Caruaru (Mubac),  no Agreste,  também integra o circuito e estará aberto para visitação gratuita durante toda a semana. A partir do dia 17, haverá uma exposição de artesanato desenvolvido a partir de materiais recicláveis pelos integrantes do projeto Tareco e Mariola, do município de Belo Jardim. No dia 20, a artesã  Maria do Socorro Silva irá ministrar uma oficina gratuita sobre a arte dos reciclados para os estudantes de escolas públicas de Caruaru e da região do Agreste. As inscrições podem ser feitas no próprio Mubac. Já no dia 21, a técnica de equipamentos culturais da Fundarpe, Mônica Mendonça, ministrará palestra “A importância da Educação Patrimonial para o fortalecimento da cultura na cidade de Caruaru” em dois horários: às 10h e às 14h.

No Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC), o público poderá conferir, além do acervo permanente do museu, as exposições “A arte e a cidade”, de Erickson Britto, e “Ao natural”, de Fernando Areias,  em cartaz desde abril. A primeira reúne 30 obras entre esculturas, maquetes e jóias influenciadas pela arquitetura das grandes cidades e as marcas de urbanização.  A segunda exposição trabalha a natureza viva e luminosa, navegando do figurativo ao impressionismo.

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As neves do Chacaltaya PDF Imprimir Email
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Sáb, 15 de Maio de 2010 02:24

cha2Por Cesar Vanucci *

“Mas onde estão as neves de antanho?”

(Villon, “O Testamento”, citado por Paulo Rónai)

Estive no topo do famoso Chacaltaya em 1986. Foi numa das vezes em que – tocado visceralmente pela beleza da paisagem, edificações portentosas e muitos outros intrigantes e abundantes sinais deixados por civilizações que habitaram a região em  tempos anteriores à história conhecida dos homens – percorri como turista as regiões andinas da Bolívia e Peru.

Excedendo os 5 mil e 400 metros de altitude, com o pico e encostas cobertos permanentemente de neve, o monte figurava como  destino indesviável nas rotas dos adeptos de esqui. Oferecia sedutoramente aos apreciadores dessa eletrizante prática esportiva as pistas mais elevadas do mundo. Para chegar à  estação de onde os esquiadores se lançavam em temerários deslizamentos pela superfície nevada, tive que valer-me de um jipe velho e barulhento, conduzido por jovem motorista com pendores pra piloto de “fórmula 1”.

O veículo passava a impressão de ser remanescente da frota despejada pelas barcaças das forças aliadas, no dia “D”, nas praias da Normandia. Por estrada íngreme e encaracolada trafegavam outros jipes de igual aparência, em sentido inverso, disputando corrida de velocidade numa faixa de terreno danada de estreita, circundada por abismos colossais. Pra não estragar, assim logo de cara, o passeio, optei por uma oração fervorosa ao anjo da guarda a ter que recriminar o motorista pela postura descontrolada ao volante.

Desci do jipe no fim da subida com as pernas bambas, a respiração ofegante, o coração dando trepidantes cabriolas no peito. E não apenas pela sucessão de sustos da escalada. O “mal da altitude” (que tanto atormenta os adversários dos bolivianos nas disputas futebolísticas), agravado pela temperatura glacial dominante, dificultou tremendamente a curta caminhada, menos de 300 metros, até a estação.

Um chá providencial de folha de coca, rotineiramente reservado para esses instantes de desconforto, serviu para aliviar o mal estar. Senti-me liberado, pouco adiante, para compartilhar, por inteiro, com centenas de visitantes de todas as partes do mundo, o deslumbrante espetáculo escancarado, num impulso de prodigalidade sem par da Natureza, ao olhar extasiado da platéia agrupada, naquele mágico instante, no platô mais elevado daquela que é uma das montanhas mais imponentes dos Andes.

Passo aos leitores essa historinha singela, para transmitir uma estonteante novidade: Chacaltaya não existe mais. Pelo menos a Chacaltaya retratada. A montanha continua lá, majestática, referência soberba na geografia andina. Mas a neve desfez-se. A pista de esqui mais alta do mundo desapareceu.

Tomei conhecimento do fato, gélido de pavor (sem intenção de trocadilho, juro), pelo “Fantástico”. A causa de tudo é o aquecimento global. Ou seja, a apavorante e incontrolada ação predatória humana, responsável por mudanças climáticas que começam a cobrar, em tudo quanto é canto deste planeta azul, pesadíssimos tributos à sociedade. Colocando em cheque, ao mesmo tempo, a própria sobrevivência da espécie.

Chacaltaya reprisa a tragédia ecológica do Kilimanjaro, na Tanzânia. As neves do Kilimanjaro - recordam-se? - inspiraram um conto famoso de Ernest Hemingway. Por muitos, considerado o mais belo texto do genial autor. O enredo rendeu também filme assistido por milhões.

Lá, também, no Kilimanjaro – com seus 5.891 metros (ponto mais alto da África) e 75 mil hectares de florestas, fauna rica e grande número de espécies ameaçadas de extinção –, patrimônio da humanidade na classificação da Unesco, neve não tem mais. O degelo retirou a camada alva que emprestava beleza singular ao lugar. As causas são as mesmíssimas: efeito estufa.

Os estragos provocados pela insensibilidade humana no uso das dádivas que a Natureza concede podem ser detectados ainda em outros sítios legendários. O rio Jordão, cenário de acontecimentos transcendentes na história da civilização, não passa hoje de um filete d’água. O Mar Morto, desaguadouro natural do rio, está se transformando num estéril depósito de cristais salínicos, onde a vida vem parando de pulsar.

O que acontece com o rio Colorado, que atravessa os territórios estadunidense (o Grand Canion incluído) e mexicano, com seus 2.320 quilômetros de extensão, é igualmente inacreditável e  atordoante. O lendário rio alimenta numerosas represas, barragens, diques, canais de irrigação, está aberto à navegação, mas vem perdendo a olhos vistos sua capacidade caudalosa. A tal ponto que já não dispõe de condições para despejar água no oceano. Está morrendo antes de chegar ao estuário! Não é o único nessa condição. Segundo os especialistas, um em dez rios, nos vários continentes,  já não correm mais em direção ao mar.

* Cesar Vanucci é jornalista (cantonius@click21.com.br)

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Sexta 14 Maio 2010

Cultivo de cacau “verde” cresce 40% PDF Imprimir Email
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Sex, 14 de Maio de 2010 15:53

cacauCom informações de Andrea Vialli, de O Estado de S.Paulo

Em breve, o consumidor brasileiro terá a opção de saborear chocolate com selo de sustentabilidade. De pequenas grifes de chocolate gourmet a grandes multinacionais do ramo, está crescendo o interesse pelo cacau com certificação da Rainforest Alliance, selo internacional que atesta boas práticas agrícolas, sociais e ambientais.

No Brasil, o movimento ainda é incipiente, mas a tendência já fez com que a certificação de lavouras de cacau com o selo Rainforest Alliance crescesse 39,6% no ano passado, em comparação com 2008.

Grifes de chocolate, como a Chocolat du Jour, aderiram à tendência: trouxeram ovos de Páscoa e produtos com alto teor de cacau referendados pelo selo verde. Gigantes do ramo, como Kraft Foods, Mars e Cadbury, estabeleceram metas globais para aumentar a presença do cacau certificado nos próximos anos, o que deve também ocorrer no Brasil.

Auditoria confere credibilidade

O selo Rainforest Alliance tem reconhecimento em todo o mundo e comprova, por meio de auditorias independentes, que as práticas agrícolas não degradam o ambiente (solo, água e florestas) e que os agricultores envolvidos na cultura possuem condições dignas de trabalho e remuneração.

Chocolate é bom de todo jeito, mas certamente os que conseguem aliar sabor e sustentabilidade merecem mais atenção do consumidor.

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A importância do exame preventivo PDF Imprimir Email
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Sex, 14 de Maio de 2010 14:01

mama

Por Carol Bradley

Muitas vezes deixamos para depois os exames preventivos, que devem ser feitos rotineiramente.  A alegação é quase sempre a mesma: falta de tempo.  Ocorre que, para que o tempo nos seja útil para trabalhar, estudar, passear é fundamental termos saúde para desfrutarmos dessas atividades. Sendo assim, arrumar tempo para cuidar da saúde não é um luxo, é uma necessidade.

Apesar de muitas vezes acreditarmos que está tudo bem com o nosso organismo, a boa disposição pode esconder algum probleminha que seria facilmente detectado num exame preventivo. Foi o que aconteceu comigo. Em um exame de rotina descobri um nódulo no seio. Dei sorte, era benigno, mas poderia não ser, e nesse caso, quanto antes descoberto, maiores são as chances de cura.

Portanto, não há nada mais importante que a nossa saúde, vamos ficar atentos e cuidar bem dela. Para as mulheres, fazer o auto-exame, ir regularmente ao ginecologista e fazer exames preventivos  é fundamental. O mesmo vale para os homens, que muitas vezes evitam o exame de próstata por medo ou preconceito. Além disso, praticar atividade física e manter uma alimentação saudável também ajuda no bom funcionamento do nosso corpo.

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Abrace o colega ao lado PDF Imprimir Email
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Sex, 14 de Maio de 2010 13:33

abrace-o-colega-AbrePor site Planeta Sustentável

Não, não é discurso religioso nem palestra de autoajuda. É um pedido de Tiffany Field, diretora do Instituto de Pesquisas do Toque da Universidade de Miami. Segundo ela, o contato físico faz maravilhas por sua saúde física e mental. Pode reduzir depressão, estresse e agressividade. E até mesmo combater o câncer

Como o toque pode melhorar nossa saúde?
Vamos começar pela conclusão do estudo mais revolucionário: uma simples massagem é capaz de ajudar nosso sistema imunológico. A ponto de fortalecer o corpo contra o câncer.

Como?
A massagem aumenta o número de células conhecidas como NK [sigla para natural killers, inglês para "assassinas naturais"]. Elas são responsáveis pelo combate do corpo contra infecções virais e células cancerosas. Descobrimos isso em 2005, em um estudo com mulheres que sofriam de câncer de mama. Aquelas que tinham passado por terapia com massagem tiveram aumento no nível de células NK e de linfócitos [células decisivas na defesa do organismo] durante o período do estudo. Isso mostra a importância da massagem como terapia complementar às já usadas contra o câncer.

Que outras doenças o contato físico combate?

Pode ajudar a reduzir depressão e ansiedade. Não é à toa que as pessoas ficam mais felizes e relaxadas quando abraçam amigos. Ou que vendedores dão tapinhas nas nossas costas para tentar vender um produto mais caro. Quando estimulamos receptores de pressão sob a pele, o coração desacelera. A pressão sanguínea diminui, assim como a liberação de hormônios que causam o estresse.

Quer dizer que manter contato físico traz felicidade?

Dá para dizer que ficamos mais alegres, menos irritados. Até mesmo menos agressivos. Crianças que têm menos contato físico com amigos e parentes podem se tornar adultos mais violentos, segundo pesquisas. Como acontece com macacos: se forem privados do toque quando pequenos, acabam matando uns aos outros.

Isso vale para qualquer lugar?

Porque a cultura do contato físico é diferente no mundo. Indianos andam de mãos dadas, argentinos se beijam no rosto As diferenças culturais nos mostram justamente o efeito do contato físico. Nos EUA, existe um tabu contra o toque. Escolas pedem que professores não encostem em seus alunos, por medo de acusações de abuso sexual. Claro que qualquer toque mal-intencionado deve ser reprimido. Mas as pessoas precisam do contato físico dos colegas. Testamos isso comparando um grupo de jovens de Miami a outro de jovens de Paris. Os americanos passavam menos tempo cumprimentando, abraçando e beijando seus colegas do que os franceses - e demonstraram um nível maior de agressividade física e verbal.

Uma massagem caseira pode fazer milagre, então?

Pode melhorar muito a saúde mental e física. Basta massagear movendo a pele da pessoa, sem usar força ou leveza demais. Esfregue, amasse, dê batidas - mas sempre com moderação. Para grávidas, por exemplo, esse ritual reduz as chances de um parto prematuro, por causa da redução do nível dos hormônios do estresse. Por isso, encorajamos as famílias a usar a massagem sempre que possível.

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Acesso a serviços básicos melhora na América Latina PDF Imprimir Email
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Sex, 14 de Maio de 2010 13:20

Saneamento_bsicoDo site EcoDesenvolvimento

O Banco Mundial informou nesta quinta-feira, 13 de maio, que os países da América Latina e Caribe ampliaram nos últimos 15 anos o acesso de seus cidadãos a água, saneamento, eletricidade, educação e saúde.

Apesar do avanço, o Índice de Oportunidade Humana 2010, (HOI, na sigla em inglês) aponta uma melhor situação nos países da América do Norte e Europa.

Avanços

Segundo o Banco Mundial, o acesso das crianças da América Latina e Caribe a serviços básicos aumentou 1% a cada ano desde 1995.

De acordo com o diretor do programa para Redução da Pobreza do Banco Mundial, Marcelo Guigale, o local de nascimento permanece o principal determinante do acesso à infraestrutura.

Brasil, Chile e Costa Rica registraram melhora nos índices de ocupação de moradias adequadas, ficando acima da média do continente europeu.

Acesso Universal

O Banco Mundial também destaca que Brasil e México poderão fornecer acesso universal à água potável, eletricidade e serviços sanitários na próxima década.

O Índice de Oportunidade Humana inclui dados referentes a mais de 200 milhões de crianças em 19 países.

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Campanha: Onda Verde PDF Imprimir Email
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Sex, 14 de Maio de 2010 13:15

ondaaverdeA Onda Verde é uma campanha plurianual que visa conscientizar as pessoas sobre a importância da biodiversidade. Ela reforça o trabalho em Comunicação, Educação e Conscientização do público dentro do programa da Convenção para a Diversidade Biológica (CDB), entidade que lidera o movimento no mundo.

Os públicos principais da Onda Verde são crianças e jovens que têm como ação comemorativa simbólica da data o plantio de árvores. No Brasil, a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza será líder do movimento em 2010, agregando, além deste público, também empresas, prefeituras, Ongs e grupos específicos que se interessam pelo tema, fornecendo um menu mais amplo de atividades comemorativas.

Todos serão convidados a realizar uma atividade no  dia 21 de maio, data que antecede o Dia Internacional da Diversidade Biológica. A idéia é promover uma contagem regressiva para que às 10h (horário local), todos se mobilizem pela proteção da biodiversidade, criando uma “onda verde” mundial, de leste a oeste do planeta.

Durante todo o dia, os participantes  poderão disponibilizar fotos e textos sobre as atividades realizadas no site da Onda Verde. Assim, será formada uma grande rede colaborativa em benefício da vida. Com a contribuição das pessoas e organizações, será formado um grande mapa interativo visando a troca de informações e registro das ações no mundo inteiro.

Prepare-se para a Onda Verde!

 

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Fundação SOS Mata Atlântica realiza cortejo fúnebre em prol da legislação ambiental brasileira PDF Imprimir Email
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Sex, 14 de Maio de 2010 13:05

sos-mata-atlanticaManifestação contará com caixões, mamulengos, grupo de percussão e a bandeira da Fundação SOS Mata Atlântica para mostrar as conquistas da sociedade civil e os bens ambientais que estão em perigo

No próximo dia 23 (domingo), das 11h30 às 13h, a Fundação SOS Mata Atlântica realiza no Parque Ibirapuera a manifestação “O Futuro é Nosso e o Voto Também”. O objetivo da ação é mostrar para a sociedade o que está em risco caso aconteçam as alterações no Código Florestal e na legislação ambiental brasileira, defendidas por setores específicos representados por alguns deputados. A ação faz parte da campanha “Os Exterminadores do Futuro”, lançada em março pela ONG, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para os políticos, que defendem retrocessos na legislação ambiental brasileira e colocam em risco patrimônios nacionais e conquistas importantes da sociedade civil.

 “A ação também servirá para dar continuidade à campanha, receber contribuições da sociedade e mostrar a importância e a necessidade de levar em conta as questões ambientais na eleição. Daí, o nome, o futuro é nosso e o voto também”, afirma Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica.

A mobilização acontece na Arena de Eventos ao lado da Marquise do Parque Ibirapuera, em São Paulo, durante o Viva a Mata – mostra que reúne iniciativas e projetos em prol da Mata Atlântica, no período de 21 a 23 de maio, das 09h às 18h, também no Parque.  A manifestação contará com um cortejo fúnebre, com três caixões que simbolizam o que está em risco com as alterações na Legislação Ambiental brasileira.

Um deles simbolizará o clima e a água, pois a flexibilização das leis ambientais e do Código Florestal podem dar espaço a mais desmatamentos e as florestas em pé contribuem para a manutenção do clima e da água. O outro simboliza a biodiversidade e as futuras gerações, pois com florestas menos protegidas e sem matas ciliares, diversas espécies podem entrar em processo de extinção, inclusive o ser humano.

E o último representará a Legislação Ambiental Brasileira, conquista dos  brasileiros ameaçada por setores e interesses econômicos específicos. 
A manifestação contará com atividades lúdicas e artísticas como mamulengos – bonecos de Olinda - que simularão os Exterminadores; uma imensa bandeira da SOS Mata Atlântica que será aberta; grupo de percussão; grupo circense fazendo performance, entre outras.        

A manifestação contará com a presença de diversas ONGs do País, voluntários, ciclistas, artistas populares, estudantes e cidadãos.

Sobre o Viva a Mata

O Viva a Mata é aberto ao público em geral e tem como principais objetivos comemorar o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio), promover a troca de informações e experiências entre os que lutam pela conservação deste Bioma, realimentar o movimento ambientalista, e informar e conscientizar a sociedade.

Com apoio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), da Tam, Rede Globo e a Eldorado como rádio oficial, o evento tem uma ampla programação gratuita: palestras, debates, exposições de ONGs que atuam em diversas regiões com projetos pela conservação da Mata Atlântica, estandes temáticos, oficinas, peças de teatro, maquetes interativas, atividades com voluntários, entre outras manifestações artísticas.

Na edição passada, o evento reuniu mais de 80 mil pessoas, interessadas em saber o que está sendo feito no País pelo Bioma, além de aprender a melhorar sua relação com o meio ambiente.

Mais informações  no site www.sosma.org.br ou pelo telefone (11) 3055-7888.

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Quinta 13 Maio 2010

Olinda premia boas ideias de preveção à saúde PDF Imprimir Email
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Qui, 13 de Maio de 2010 21:14

Estão abertas até o próximo sábado (15) as inscrições para o Prêmio Saúde na Escola de Olinda, promovido pelas secretarias de Saúde e de Educação. O público alvo são os alunos da rede municipal da educação infantil, fundamental e familiares, regularmente matriculados nas instituições de ensino da Rede Municipal de Olinda, vinculados ao Programa Saúde na Escola.

O prêmio será realizado anualmente e tem como principal objetivo incentivar a produção de trabalhos culturais e de arte voltados à promoção e prevenção da saúde nas escolas e unidades de saúde do município.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente nas escolas onde estuda o aluno. Para mais informações sobre o concurso, confira o edital no portal da Prefeitura Municipal de Olinda (www.olinda.pe.gov.br).

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Gênero PDF Imprimir Email
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Qui, 13 de Maio de 2010 20:59

genero*Por Rildo Véras

Mais do que um simples conceito as relações de gênero compõem o cotidiano de homens e mulheres e ao longo dos tempos as desigualdades têm sido retransmitidas de uma cultura para outra em alguns casos de forma bem sutil, mas em outros casos com papéis rigidamente definidos. Exemplo da sutileza na desigualdade de gênero pode ser reconhecido na educação que os pais dão aos filhos e filhas.

Aos meninos atribui-se a cor azul e brinquedos que traduzam força, superioridade: bola de futebol, carrinhos de guerra. Ele ainda é educado para ser forte e não chorar. À menina atribui-se a cor rosa, a sensibilidade e enormes cuidados devido à sua “fragilidade”.

Ela pode chorar e é educada para os afazeres domésticos, cuidar do lar, dos filhos/as e do marido. Essa educação aparentemente inofensiva mais tarde se revela em machismo exacerbado, com mulheres tendo que submeter-se aos caprichos de seus maridos e quando ousam rebelar-se são agredidas e violentadas no mais profundo do seu ser.

Assim, as relações de gênero são, sobretudo, relações de poder. Historicamente o poder maior (dominador) tem sido vivenciado pelo homem. Por outro lado as mulheres têm se organizado e conseguido dar passos significativos no sentido de diminuir essa desigualdade. De mera dona de casa e esposa dedicada para trabalhar fora significou sua “alforria”.

As mulheres são hoje mais empoderadas e donas de si e têm construído relações mais horizontalizadas, apesar de o machismo ainda preponderar em muitos casos e de ser comprovado que as mulheres ainda ganham menos do que os homens mesmo exercendo o mesmo trabalho.

A sociedade contemporânea tem usado novas estratégias de opressão das mulheres. Uma das mais comuns é a erotização da mulher no marketing desenfreado. Ela é usada para as mais diversas propagandas: bebidas, moda, imobiliárias, carros, etc.

As relações de gênero constituem alvo de muita carência e urgente necessidade de aprimoramento, pois percebe-se uma reprodução de sistemas patriarcalistas, machistas e sexistas. Então fica difícil conciliar abertura para o novo mantendo velhos sistemas que muitas vezes estão presentes em nossas bandeiras de lutas. Essa contradição confunde as lideranças atrapalhando seus processos formativos na difícil tarefa de desconstrução e reconstrução de novos paradigmas.

Assim, refletir acerca da problemática das desigualdades de gênero com a juventude nos sugere que:

1. A discussão nos diversos grupos juvenis é nova e ainda incipiente;
2. O movimento juvenil começou a pautar a discussão de gênero a partir da influência de outros movimentos;
3. Há uma urgente necessidade de se mudarem determinadas práticas “educativas”  das famílias para com os/as filhos/as, pois tais práticas são responsáveis por reproduzirem o machismo.

Não obstante a forte atuação do movimento de mulheres, Pernambuco tem se destacado no ranking de violência contra as mulheres. A cada ano cresce assustadoramente o número de homicídios de mulheres. A aprovação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) nos provoca a pensar estratégias de ampliação da formação de lideranças juvenis principalmente do interior do Estado onde mais se carece de informações/formação.

Possibilitar que tais protagonistas juvenis, homens e mulheres desconstruam paradigmas arcaicos historicamente construídos é empoderar para que, enquanto autores de sua própria história construam novas relações onde se respeita a profusão da diversidade humana.

Rildo Véras é sociólogo e atualmente é assessor especial para Diversidade Sexual do Governo de Pernambuco.

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Turismo sustentável na pauta das Nações Unidas PDF Imprimir Email
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Qui, 13 de Maio de 2010 20:35

turismoPor Renata Giraldi, da Agência Brasil

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) lançou nesta quinta-feira (13), em Nova Iorque, um apelo à comunidade internacional para incentivar o desenvolvimento do turismo sustentável. Só o setor do turismo é responsável por cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) global, além de aproximadamente 10% dos investimentos mundiais anuais em curso inclusive em metade dos países em desenvolvimento.

De acordo com especialistas das Nações Unidas, o turismo tem o chamado efeito multiplicador e pode servir como peça-chave na transição para uma economia denominada “verde”. O objetivo do programa é identificar e divulgar iniciativas bem-sucedidas e que podem ser adotadas em diferentes países. Também há intenções de apoiar essas medidas.

“O objetivo é transformar em uma espécie de réplica a ser copiada [de ações relativas ao] turismo [verde] que opera via políticas sustentáveis, projetos e investimentos”, disse o subsecretário-geral das Nações Unidas e diretor-executivo da Programa Ambiental das Nações Unidas (Unpe), Achim Steiner.

Steiner afirmou ainda que “os impactos do turismo malgerido podem ser profundos pois podem prejudicar e até mesmo destruir os atrativos naturais e culturais que os turistas vêm para experimentar”.

Segundo o representante das Nações Unidas, bem-geridas as empresas podem desempenhar um papel fundamental na assistência aos países para a baixa produção do teor de carbono, um recurso considerado eficiente para o estabelecimento da economia verde neste século.

Já está em curso uma Força Tarefa Internacional sobre o Desenvolvimento Sustentável do Turismo, liderada pela França. A iniciativa desenvolveu uma série de recomendações para orientar os governos, as instituições financeiras e as empresas de turismo. Nas recomendações, há sugestões de modelos de negócios a serem adotados nos quais a preservação da natureza, da cultura e da sociedade é colocada como prioridade.

O grupo também desenvolveu um estudo estabelecendo orientações globais para as empresas de turismo informando sobre um elenco com 4,5 mil melhores práticas no setor industrial em vários países. As recomendações envolvem alternativas de política, mas analisam também as alterações climáticas, o ambiente e a biodiversidade, possibilidades de redução da pobreza, questões culturais, além de financiamentos e investimentos. 

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Cartilha orientará bispos em casos de abuso sexual PDF Imprimir Email
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Qui, 13 de Maio de 2010 20:28

Com informações de Lisiane Wandscheer, da Agência Brasil
 
A Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) resolveu editar uma cartilha para orientar os bispos em casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes em suas dioceses. Além da parte teórica, com informações sobre a legislação civil e canônica, o material terá instruções práticas como o afastamento imediato de padres que cometam o crime.

As informações sobre a cartilha foram anunciadas nesta quinta-feira (13) durante o encerramento da 48ª Assembleia da instituição. O documento definitivo ainda não tem prazo para ser finalizado. Segundo o presidente da CNBB, dom Geraldo Rocha, o documento será concluído o mais breve possível, pois as recentes denúncias de abuso sexual envolvendo padres exigem medidas urgentes.

Em documento, a CNBB reconhece o “mal irreparável causado às vítimas, pede perdão e oferece apoio espiritual e psicológico”.

Quanto à indenização das famílias que tiveram parentes vítimas de abuso sexual, o assessor jurídico da CNBB, Hugo Sarubbi, disse que a fixação desse tipo de compensação cabe ao Poder Judiciário.

“Não é possível falar de política padrão para indenização, depende de cada caso. Não cabe à Igreja definir uma política indenizatória, cabe ao Poder Judiciário estipular cada indenização”, destaca o assessor jurídico.

O texto afirma ainda que a formação de novos padres deve ater-se às Instruções de Discernimento Vocacional, conforme Congregação para a Educação Católica de novembro de 2005.

De acordo com essas instruções, a Igreja não pode admitir ao seminário e às ordens sacras aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente radicadas ou apoiam a chamada cultura gay.

“A posição da CNBB não deve ser interpretada como discriminatória às pessoas que trazem características homossexuais. A Igreja tem o direito de estabelecer critérios para a formação de sacerdotes. O celibato deve ser adotado plenamente”, salienta dom Geraldo.

O secretário-geral da CNBB, dom Dimas Barbosa, ponderou que os critérios não dizem respeito apenas a homossexuais. “O mais importante é o compromisso que a pessoa assume com a igreja. Os mesmos critérios valem tanto para homossexuais como para heterossexuais”, destaca.

 

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Governo muda redação do Programa de Direitos Humanos PDF Imprimir Email
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Qui, 13 de Maio de 2010 20:21

Por Gilberto Costa, da Agência Brasil

A terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), lançado em dezembro de 2009, foi modificada com a publicação, no Diário Oficial da União, do Decreto nº 7.177, que altera parte da redação do programa. Foram alterados os tópicos mais criticados como a questão do aborto, a mediação de conflitos, a ação programática sobre os meios de comunicação e as referências à ditadura militar (1964-1985).

Com a modificação, o documento que estabelecia “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos” ganha novo texto eliminando a possibilidade de descriminalização – como criticava a Igreja Católica, mas defendiam as feministas. A nova redação diz apenas: “considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde”.

O decreto também modifica a proposta de institucionalizar a audiência pública nos processos de ocupação de áreas rurais e urbanas. A proposta era criticada pelo Ministério da Agricultura e pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com a nova redação, a ideia de propor um projeto de lei sobre a mediação prévia entre proprietários e ocupantes é mantida, mas “sem prejuízo de outros meios institucionais [como a reintegração de posse]”.

Além da Igreja e do agronegócio, os donos dos meios de comunicação também foram atendidos. O PNDH 3 não mais propõe a criação de lei prevendo “penalidades administrativas, suspensão da programação e cassação de concessão para os veículos que desrespeitarem os direitos humanos”. O novo texto apenas sugere “a criação de marco legal, nos termos do Art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados”.

Os militares também tiveram suas queixas atendidas na nova redação do PNDH 3, que agora não faz duas referências diretas à ditadura militar. Foram modificadas a parte que tratava da produção de material didático-pedagógico sobre o regime de 1964-1985 e “a resistência popular à repressão”. A nova redação também não mais propõe “identificar e sinalizar locais públicos que serviram à repressão ditatorial”.

Segundo o novo texto, mais genérico, fica mantida a proposta de produção de material didático-pedagógico “sobre graves violações de direitos humanos”, ocorridas no período de 18 de setembro de 1946 até 5 de outubro de 1988 (Promulgação da Constituição Federal). A identificação de locais públicos será feita em pontos onde tenham ocorrido “prática de violações de direitos humanos”.
 

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Quarta 12 Maio 2010

Salve, confrarias informais! PDF Imprimir Email
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Qua, 12 de Maio de 2010 18:18

encontro*Por Braga Sá

bragasaadvogado@gmail.com

À mesa, como convém, são feitas as celebrações universais. Nossa singela mesa, portanto, é o berço de todas as instituições desde os primórdios da humanidade. A imagem vem a propósito da existência das academias, associações, confrarias informais.

A vida é a arte do encontro, reza o senso comum e também assim fala o poeta Vinicius de Moraes. A idéia é ainda mais pertinente nestes tempos de comunicação virtual via Internet. No mundo virtual a comunicação entre as pessoas dispensa o calor humano, o olho no olho, o abraço, a química dos cinco sentidos. Ao invés de pessoas de carne e osso, a comunicação virtual nos transforma em "contatos", seres impalpáveis. Parodiando o poeta Vinicius, o mundo virtual que nos perdoe, mas o mundo real é fundamental e insubstituível.

Recife é uma cidade pródiga em confrarias informais. Formais e informais. Ou, parodiando uma expressão antiga, todos os Recifes são pródigos em confrarias de diversas naturezas. Recife de ontem. Recife de hoje. Recife tradicional. Recife da modernidade. Recife das tertúlias literárias do passado. Recife dos boêmios e poetas. Recife dos artistas. Recife das colônias portuguesas e seus descendentes recifensizados.

Magnífico exemplo: a Academia do Bacalhau do Recife. Bacalhau rima com Portugal. E também rima com nossos sabores tropicais. O bacalhau foi recifensidade na Adega do Clube Português, onde funciona a Academia que completou 10 anos no final de abril e cuja nova diretoria tomou posse no último dia  27, em noite festiva, sob a presidência do brilhante advogado Ivo Tinô do Amaral Junior.

Existem cerca de 50 academias do bacalhau em todo o mundo. A academia-mãe funciona em Johanesburg, na África do Sul, onde será realizada a Copa do Mundo de futebol este ano. Uma lei é cumprida "religiosamente" na reunião dessas confrarias, em meio ao clima de amizade e confraternização: "democraticamente", pelo consenso dos seus integrantes, é proibido falar em política e futebol, para não suscitar controvérsias.

Ao final de cada ano, os membros da Academia do Bacalhau do Recife se reúnem para ajudar uma instituição de caridade ou uma família portuguesa em situação de dificuldades ou doenças. Um dos princípios é defender a história da colonização portuguesa no Brasil, tantas vezes vilipendiada em favor do período de ocupação holandesa.

Congregar pessoas, prestar serviços e homenagear personalidades, estes são objetivos de confrarias tipo Caxangá Ágape, Gere, Sardinhada, Clube Barroso, Associação Brasileira de Sommeliers, Confraria da Educação, Clube dos Advogados, entre outros.

Dirigi, com muita honra, durante quatro anos o Caxangá Ágape e o Grupo de Executivos do Recife - Gere -, que me trouxeram muitas alegrias e um grande universo de novos amigos e camaradas.

Portanto, saúdo o amigo Ivo Amaral Jr, mais um ilustre companheiro que se doará na construção das verdadeiras e sólidas pontes de amizades à frente dessa Academia e com certeza criará um ambiente de bom convívio, sob o signo da civilidade, diálogo e do bem comum.

*Braga Sá é advogado e presidente do Conselho do Grupo de Executivos do Recife. Artigo publicado no Diario de Pernambuco em 11.05.10.

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Fatores de intoxicação e dicas para o organismo funcionar bem PDF Imprimir Email
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Qua, 12 de Maio de 2010 14:53

intoxicacao3Dando sequência à publicação de informações sobre como estilo de vida e alimentação podem ser geradores de doença ou de saúde trazemos hoje (12) mais alertas e recomedações de como cuidar bem do organismo.  O material faze parte de compilação realizada pelo professor Marcelo Pelizzoli, doutor em Filosofia, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com assessoria de médicos pesquisadores Júlio Barreto Lins e Alberto Peribañez, e que brevemente estarão reunidas em livro a ser lançado no segundo semestre pela Editora Vozes.

*Por Marcelo Pelizzoli

Se cada ser humano buscasse entrar em sintonia, através do esclarecimento, com o seu corpo, entender melhor seu funcionamento e necessidades, tenho certeza que o cuidado com as cinco formas de nutrição (respiração, hidratação, atividade física, relaxamento e alimentação) seria mais assertivo e amoroso. Não posso deixar de falar aqui dos órgãos excretores, tão importantes na realização plena da saúde através da Alimentação Desintoxicante.

pele2A pele – O maior órgão do corpo humano
Protege nossa individualidade, é a membrana que separa o corpo físico do mundo externo. Extremamente sensorial e tátil, representa a sensibilidade e capacidade de troca saudável com o universo. O que eu permito receber e deixo entrar? O que eu não permito entrar e receber? O que eu permito sair? O que aprisiono dentro de mim?

Através desta enorme superfície que é a pele, poderemos viver os maiores estímulos de prazer e carinho, como também de dor. Metafisicamente falando, problemas de pele revelam medo e ansiedade. A pessoa sente-se ameaçada diante das trocas, e muito deste fenômeno se deve a uma necessidade emergente de se desfazer de “lixos” do passado.

A maioria das substâncias aplicadas sobre a pele inibe a respiração cutânea ou a intoxicam pelo conteúdo de ingredientes tóxicos. Assim, escolha aquelas fórmulas que são mais neutras, naturais e fitoterápicas. A presença de corantes e muitos aditivos químicos nestes produtos não é benéfica.

Evite usar roupas muito justas e feitas com tecidos sintéticos, pois eles perturbam o controle térmico natural, a circulação sangüínea subcutânea, a transpiração e o equilíbrio eletrostático. Atenção à qualidade e freqüência de uso de: tinturas e cremes para o cabelo, sabonetes muito alcalinos ou perfumados, cremes e óleos de beleza não fitoterápicos, desodorantes e roupas lavadas com excesso de produtos químicos. Evite também banhos muito quentes e demorados.

Carinhos que a pele agradece:

1) Se auto-massagear e receber massagens usando produtos fitoterápicos e naturais, 2) Escovar a pele diariamente com uma escova de cerdas macias ao acordar ou antes do banho, 3) Praticar banhos diariamente com a água o mais fria possível, 4) Buscar um banho de cachoeira, rio ou mar uma vez por mês e, 5) Hidratar-se internamente diariamente através da dinâmica da Alimentação Desintoxicante com sucos, chás e sopas desintoxicantes.

rimOs rins - Cristalizam as críticas, desapontamentos e fracassos
Os rins filtram todos os líquidos que passam pelo corpo humano, portanto eles administram todas as questões emocionais do indivíduo. Além disso, é importante notar que o sistema renal funciona com um “par” de rins, portanto, depende de parceria e cumplicidade entre eles para seu pleno funcionamento. Metafisicamente falando, cálculos e dores renais revelam raivas não dissolvidas. Existe embutido também um comportamento emocional infantil ou rebelde diante dos desafios, principalmente aqueles ligados às nossas parcerias e uniões.

Atualmente mais de 10% dos homens e 5% das mulheres sofrem de cálculo renal durante a vida. Explica-se esta desproporção pelo fato das mulheres se posicionarem mais emocionalmente, enquanto os homens costumam cristalizar seus desapontamentos.

A incidência varia geograficamente, refletindo diferenças ambientais e comportamentais, entretanto o índice de casos é agora abruptamente crescente, associado com a “modernização” da dieta ocidental. Sal, baixo consumo de água e fibras, consumo em excesso de proteínas, aditivos químicos e alimentos industrializados são hábitos péssimos para o pleno funcionamento dos rins.

Mas, o simples cuidado de ingerir mais frutas e vegetais frescos e crus, além de alimentos integrais, já impede notavelmente o desenvolvimento de dificuldades renais.

 Cuidados que os rins agradecem:

1) Auto-massagem com movimentos circulares toda a região lombar, que vai desde a cintura até o cóccix, 2) Auto-massagear as palmas das mãos, principalmente naquela parte mais na lateral da palma e perto do pulso, 3) Fazer uso de chás de ervas que auxiliam no funcionamento dos rins como a salsa e a quebra-pedra, e 4) Hidratar-se internamente diariamente através da Alimentação Desintoxicante com seus sucos matinais desintoxicantes.


pulmoesOs pulmões - Cristalizam o medo de ser digno de viver plenamente  
A respiração é a fonte de energia vital que nos mantém vivos. Sem oxigênio por mais que três minutos a vida acaba. Mas ela é também o principal nutriente do corpo emocional (energético), ou seja, através da respiração adequada podemos conquistar um estado de serenidade e relaxamento emocional, além de sanidade.

Entretanto, a familiaridade e a falta de consciência gera a indiferença. Acostumamos com o ar que é tão essencial, mas por ser invisível, intocável e gratuito não damos a ele o devido valor e importância. Oxigênio é tão ou mais alimento que a comida e água que ingerimos.

Para inspirar e expirar aproximadamente 22.000 vezes por dia, são necessários 2 pulmões, 24 costelas, os músculos entre as costelas, os do pescoço, os peitorais, os abdominais, o diafragma e ainda veias, artérias e tecidos saudáveis em volta de toda essa estrutura. Isso tudo se movimenta constantemente, sem que você perceba.

Metafisicamente falando, respirar inadequadamente revela tristeza, depressão ou sofrimento. Um medo de viver e de colocar oxigênio (combustível) para a vida. Subliminarmente é algo como não se sentir digno de viver plenamente a vida. Uma pneumonia, por exemplo, pode revelar um cansaço e desespero sobre a vida, com ferimentos emocionais que não recebem permissão para sarar.

Lembre que o sistema respiratório funciona a partir de duplicidade e parceria, motivo pelo qual seu pleno funcionamento depende da sanidade das nossas relações e trocas afetivas.

Fisicamente falando, dificultam o pleno funcionamento dos pulmões: Alimentos industrializados, poluição atmosférica, fumaças de cigarro e outras, ambientes fortemente aromatizados, ambientes com baixo nível de higiene, sem ventilação natural ou com ventilação artificial.

Além disso, uma vida sedentária com falta de atividade física, que é um estímulo natural da respiração e todo o seu sistema, irá reduzir o número de mitocôndrias em todas as células do organismo, portanto diminuirá a energia vital e a vitalidade como um todo.

No emocional entramos em um círculo vicioso pois os bloqueios emocionais diminuem a amplitude e o ritmo respiratório, que irão provocar uma subnutrição energética, que irá perpetuar, ampliar e multiplicar os bloqueios emocionais. Como podemos ajudar este sistema? Mudando muitos hábitos. Desde os alimentares até uma maior mobilização corporal. Evitar ao máximo se expor aos ambientes demasiadamente poluídos.

Muitas das substâncias nocivas que se encontram temporariamente dentro do corpo humano necessitam ser eliminadas pelas mucosas respiratórias e pelo ar que expiramos.

Entretanto, nós da sociedade “moderna” e acelerada expiramos menos do que inspiramos. Ou seja, não colocamos para fora dos pulmões o tanto de gás carbônico (CO2) e outras toxinas que deveríamos. Este gás não eliminado acaba por se dissolver no sangue e transformar-se em ácido carbônico, mantendo o sangue que irriga todas as nossas células num padrão ácido que intoxica, excita e dificulta a ação metabólica.

Cuidados que os pulmões agradecem:

1) Para a reeducação respiratória existem práticas recomendáveis como Yoga, o Tai Chi Chuan e a Meditação, 2) Fazer uso da aromaterapia nos locais de maior permanência, 3) Praticar uma sauna 1 vez por mês e, 4) Fazer uso diário da Alimentação Desintoxicante pois ela tem a propriedade de alcalinizar o sangue, desintoxicar e harmonizar todos os líquidos corporais.

figadoO fígado - Cristaliza a raiva, ódio e as emoções primitivas

O fígado é verdadeiramente um órgão complexo e surpreendente. Sem dúvidas, o sistema hepático é o mais importante do metabolismo. Em grande escala, a saúde e a vitalidade de um indivíduo são determinadas pela saúde e tonicidade deste órgão, que é o responsável inicial pela desintoxicação do corpo humano.

As funções básicas do fígado são: vascular, secretória e metabólica. Suas funções vasculares incluem o fato de ser um importante reservatório sangüíneo e em filtrar mais de 1 litro de sangue por minuto, removendo bactérias, endotoxinas, complexos antígeno-anticorpo e várias outras partículas da circulação.

O fígado é uma "usina de purificação" das toxinas alimentares. As funções metabólicas do fígado são inúmeras e imensas porque ele está intrincadamente envolvido na digestão dos carboidratos, proteínas e gorduras, que irão gerar toda a matéria prima de construção e manutenção do corpo humano.

Metafisicamente falando, os distúrbios do fígado são provenientes do hábito de se queixar com amargura e rabugice apenas para iludir-se (resistir às mudanças) de pensamentos agoniados, plenos de raiva, medo e ódio de situações do passado. As afirmações adequadas para iniciar o processo de cura, segundo Louise L. Hay são: “Liberto o passado e avanço para o futuro”. “Adapto-me com doçura ao fluxo da vida. Faço as pazes com o meu passado”.

Os agentes físicos que causam dano ao fígado são: álcool, fumo, café, chá (exceto o verde e os de ervas), cacau, excitantes, açúcar branco, alimentos refinados, produtos químicos sintéticos ou naturais em excesso, excesso de gordura animal, alimentos industrializados.

Cuidados que o fígado agradece:

1) Uma dieta rica em alimentos crus, frescos, integrais, com elevado teor de fibras e substâncias antioxidantes, logicamente isentos de agrotóxicos, 2) Fazer uso de chás e tônicos hepáticos naturais, 3) Auto-massagear as palmas das mãos e solas dos pés com uma bolinha de tênis, para estimular todo o sistema hepático, digestório e excretor e, 4) Praticar os exercícios como caminhar diariamente.

intestinosOs intestinos - Recusa em largar velhas idéias. Prisão no passado e às vezes avareza

Segundo o professor Arnold Ehret, criador de uma dieta baseada na ingestão de frutas, a doença é entre outras coisas uma tentativa desesperada para livrar-se dos seus lixos tóxicos. Ele realizou pesquisas fantásticas sobre o uso do jejum regular e percebeu surpreso que as pessoas que permaneciam 20 dias sem ingerir qualquer alimento ainda expeliam regular quantidade de fezes.

Ele afirma ainda que “o indivíduo de porte médio tem ao redor de 4-5 quilos de fezes sem eliminar, que envenenam continuamente sua circulação sangüínea e todo o organismo”. Mas, segundo a filosofia da medicina chinesa, que procura estudar a causa (a origem) da doença, os sintomas da doença são olhados como sinais externos de uma falta de equilíbrio geral na vida do indivíduo. Portanto, toda doença é constitucional e envolve todo o organismo e não apenas parte dele.

Assim, o propósito de uma vida construtora de saúde é limpar e fortalecer o organismo. E é nos intestinos que tal fenômeno acontece de forma intensa. No intestino delgado decide-se o que irá para a corrente sangüínea como nutrição e o que não passa pelo crivo deste sistema de seleção irá seguir seu caminho para o intestino grosso e posterior excreção na forma de fezes.

Na verdade o intestino delgado é considerado pela medicina chinesa como um cérebro, uma central de inteligência, onde é decidido o que irá perpetuar a vida e o que irá ser eliminado. Este é o motivo pelo qual a medicina chinesa valoriza tanto o pleno funcionamento deste sistema.

Os mesmos maus hábitos que intoxicam o fígado também causam dificuldades aos intestinos. O longo tempo de permanência das toxinas e venenos nos intestinos provoca a reabsorção dos mesmos pelas paredes dos intestinos, ocasionando uma intoxicação mais grave, podendo chegar a diferentes níveis de doença e até à morte. A permanência por tempo insuficiente irá causar desidratação, desequilíbrio de sais, subnutrição e até a morte em casos prolongados deste quadro.

Metafisicamente falando, um intestino preso revela uma recusa em largar velhas idéias, crenças ou emoções. Prisão ao passado. Pode revelar um medo de abandonar o conhecido em prol do desconhecido.

Cuidados que os intestinos agradecem:

 1) Uma dieta rica em alimentos crus, frescos, integrais, com elevado teor de fibras – cortar ao máximo os alimentos refinados , 2) Fazer uso de sucos e chás depurativos – que é uma forma divertida também de hidratar-se, 3) Massagear carinhosamente abdome e as palmas das mãos e solas dos pés com uma bolinha de tênis para estimular todo o sistema hepático, digestório e excretor, 4) Praticar caminhadas matinais para estimular os movimentos peristálticos e 5) Dar-se tempo para ir ao banheiro com calma todas as manhãs ao levantar-se.

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Brasil é primeiro doador para Fundo de Reconstrução do Haiti PDF Imprimir Email
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Qua, 12 de Maio de 2010 05:03

solidariedade1Do Uol Notícias, em 12.05.10

O Brasil formalizou a doação de US$ 55 milhões ao Fundo de Reconstrução do Haiti, tornando-se o primeiro país a contribuir para a iniciativa, criada em março, durante realização da Conferência Internacional de Doadores para o país, ocorrida na terça (11) em Nova Iorque.

Segundo o secretário-geral de Relações Exteriores, Antonio Patriota, que representou o Brasil na cerimônia de adesão ao fundo, em Washington, a doação inclui US$ 15 milhões a serem transferidos a título de ajuda direta ao orçamento do governo haitiano.

Os US$ 40 milhões restantes correspondem à parcela do Brasil dentro do Programa Brasil-Unasul, em que a União das Nações Sul-Americanas se compromete a destinar US$ 100 milhões à reconstrução do Haiti.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, também presentes na cerimônia, disseram esperar que outros países realizem doações nas próximas semanas.

Zoellick afirmou que é preciso "agir rápido" antes que a temporada de furacões que se aproxima cause ainda mais estragos no Haiti, devastado por um terremoto em 12 de janeiro.

Reconstrução - O objetivo do fundo é reunir contribuições de diferentes doadores e fornecer recursos ao Plano de Ação para a Recuperação e o Desenvolvimento do Haiti, apresentado pelo governo haitiano após o terremoto que deixou mais de 200 mil mortos e destruiu a já precária infraestrutura do país.

Os recursos serão usados em projetos de reconstrução e desenvolvimento. O fundo é presidido pelo governo do Haiti e administrado por um comitê gestor, formado por países doadores, como o Brasil, e entidades parceiras. O Banco Mundial vai atuar como agente fiscal do fundo, com a função de transferir os recursos a pedido do comitê gestor para a execução dos projetos no Haiti.

O Brasil participou ativamente dos esforços de ajuda ao Haiti após o terremoto e chefia a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), criada em 2004 e integrada por 8,5 mil militares de 19 países.

Depois do terremoto, o governo brasileiro enviou 900 militares ao Haiti para auxiliar nos esforços de reconstrução, elevando o contingente brasileiro no país para 2,2 mil homens.

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O primeiro passo do Ficha Limpa PDF Imprimir Email
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Qua, 12 de Maio de 2010 04:36

Projeto que veta candidaturas de condenados é aprovado na Câmara. Para valer em outubro, tem de ser aprovado rapidamente no Senado

Por Ivan Iunes (ivaniunes.df@dabr.com.br), publicado no Diario de Pernambucom em 12.05.10

O Senado terá pouco mais de um mês para aprovar o projeto da Ficha Limpa a tempo de a regra ter chances jurídicas de valer para as eleições de outubro. As últimas tentativas de alteração da proposta, que estabelece pena de inelegibilidade para políticos com condenação judicial, foram rejeitadas pela Câmara ontem. O texto do relator, José Eduardo Cardozo (PT-SP), foi mantido, inclusive com a previsão de barrar das urnas condenados por crimes ambientais e de saúde. O projeto prevê, em contrapartida, a possibilidade de recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para garantir candidaturas.

A pressão ruralista pela retirada da emenda que excluía os crimes ambientais da lista de crimes passíveis de punição pelo Ficha Limpa foi o único ponto que gerou polêmica entre as modificações analisadas no início da noite. Defensores do agronegócio atacaram o texto do projeto, que não especificaria corretamente o que seria considerado crime ambiental. "Um médico, por um erro simples, pode ficar inelegível, já que o projeto não especifica corretamente o que são crimes ambientais e de saúde", atacou João Pizzolatti (PP-SC).

Em resposta aos ruralistas, os defensores da Ficha Limpa garantiram que o texto do projeto só pune os condenados por crimes ambientais considerados graves. "Não há o que temer. Só será punido com a inelegibilidade a pessoa que cometer crime ambiental com pena superior a dois anos, com dolo comprovado, em ação proposta pelo Ministério Público", rebateu João Carlos Aleluia (DEM-BA).

Embora pressionassem pela retirada dos crimes ambientais e de saúde das hipóteses de inelegibilidade, os ruralistas acabaram por recuar em plenário. A maioria da bancada votou pela manutenção do texto de Cardozo, mantido pelo placar elástico de 350 votos contra dois. "Por essa lei, o presidente Lula está cometendo crime ambiental e ficaria inelegível, pois mora às margens do Lago Paranoá", apontou o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Valdir Collato (PMDB-SC), um dos quevotaram pela retirada dos crimes ambientais da lista dos puníveis com a inelegibilidade - o outro foi Nelson Marquezelli (PTB-SP).

Diante da pressão popular pela aprovação da Ficha Limpa, deputados contrários ao projeto apostam agora que a matéria será considerada inconstitucional pela Justiça ou que só vigore para as eleições municipais de 2012. A posição de vários parlamentares, reforçada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, é de que o projeto só teria validade caso tivesse sido aprovado no ano passado. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), autor da proposta original da Ficha Limpa no Congresso, entende que o texto terá aplicação imediata se for aprovado até o início das convenções partidárias, em 10 de junho. Até lá, o projeto precisa passar pelo Senado Federal e pela sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Cartão de crédito de garrafa PET é destaque em mostra de tecnologia PDF Imprimir Email
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Qua, 12 de Maio de 2010 04:24

cartaoA IntelCav recebeu a aprovação do comitê curador da Mostra de Tecnologias Sustentáveis do Instituto Ethos para expor seus cartões de crédito feitos com garrafas PET recicladas pós-consumo no evento que começa nesta quarta-feira (12) e segue até a próxima sexta-feira (14), em São Paulo. O evento acontecerá paralelamente à Conferência Internacional Ethos 2010, o maior evento de responsabilidade social da América Latina.

Fabricados com garrafas PET transparentes, de água e refrigerante, o produto foi inscrito na categoria "Tecnologias Verdes". Em janeiro deste ano a IntelCav anunciou ter alcançado a marca de 100 mil cartões produzidos com esta tecnologia para o Bradesco que os utiliza no programa "Fundação Amazônia Sustentável Bradesco MasterCard".

Com esta meta batida a IntelCav comemorou o fato de ter ajudado a eliminar da natureza cerca de 8 320 garrafas de dois litros, pois se estima que para cada 10 mil cartões fabricados sejam utilizadas 832 embalagens deste tipo.

Segundo o presidente da IntelCav, Fernando Castejon, a exposição deste projeto na mostra significa o reconhecimento de sua relevância pela parcela da comunidade mais preocupada com a busca de alternativas sustentáveis para o planeta.

"É uma grande alegria e também uma grande responsabilidade para a IntelCav contar com o aval do comitê e de todos os participantes deste evento. Além disso, recebemos essa oportunidade como um incentivo para continuarmos apostando nesta tecnologia e no desenvolvimento de outras que tenham as mesmas características de benefício à natureza e à geração de renda", disse.

Empresa - A InteCav foi criada em 2000 e se consolidou como uma das maiores fornecedoras dos grandes bancos brasileiros, varejos e instituições que precisam de um parceiro para fabricação e personalização de seus cartões.

Com uma equipe de engenheiros especializada, a companhia possuí uma fábrica de cartões no sul do país com capacidade de produzir 15 milhões de cartões/mês, um Centro de Personalização em São Paulo (gravação de dados em trilha magnética e chip) capaz de gravar cerca de 5 milhões de cartões/mês e um Centro de Personalização de Cartões em Belém (PA) com capacidade para personalizar 1 milhão de cartões/mês, além de uma estrutura de atendimento com escritórios comerciais nas principais capitais do Brasil e América Latina.

A IntelCav é pioneira na produção de cartões diferenciados como o Display Card nacionalmente, os cartões translúcidos para utilização bancária em ATM´s, os cartões ecológicos como o PET reciclado pós consumo, os mini cards, os cartões full face holográficos, entre outros. A IntelCav é certificada pela ISO 9001 versão 2008 e homologada pela VISA, Mastercard e AMEX.

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Anúncio do Greenpeace surpreende leitores da Revista Contigo PDF Imprimir Email
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Qua, 12 de Maio de 2010 04:13

ContigoCampanha criada pela AlmapBBDO interrompe leitura da revista para fazer alerta sobre o meio ambiente

O Greenpeace está surpreendendo os leitores da edição desta semana da revista Contigo com dois anúncios inusitados criados pela AlmapBBDO. Os dois ocupam páginas duplas em pontos separados da revista e impactam os leitores assim que eles abrem as páginas, saltando aos olhos um letreiro verde, como se tivesse sido pintado diretamente na página com moldes vazados.

Um deles alerta: "Com o aquecimento global, 40% das espécies entrarão em extinção até 2050". E completa: "Perdoe-nos por atrapalhar a sua leitura com tamanha futilidade". No outro, mais um aviso: "Em poucas décadas, 200 milhões de pessoas serão afetadas pela elevação dos oceanos. Desculpe incomodar você com um assunto tão banal".

Com humor e objetividade, a campanha interrompe a leitura da revista de variedades e faz um alerta contundente, mostrando que apesar de ser ótimo aproveitar as coisas boas da vida, é fundamental prestar atenção ao meio ambiente e aos riscos que o mundo está correndo por causa das ações dos homens.

Os anúncios foram criados por Renato Simões e Bruno Prósperi, com direção de criação de Marcello Serpa, Dulcídio Caldeira e Luiz Sanches.

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Campanha "Saco é um saco" começa a dar resultado PDF Imprimir Email
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Qua, 12 de Maio de 2010 04:00

sacoDe acordo com a indústria do plástico, 18 bilhões de sacolas foram produzidas no Brasil em 2007. Já em 2009, o número caiu para 15 bilhões, uma redução de 16,66%. As articulações do Ministério do Meio Ambiente pela campanha Saco é um Saco, lançada em junho de 2009, colaboraram para que pelo menos 600 milhões de sacolas plásticas fossem evitadas em todo o País.

Mais de 195 mil sacolas retornáveis foram distribuídas por diversas empresas parceiras como Gol, Carrefour, Walmart, Kimberly-Clark e CPFL. Em 2010, espera-se que a redução chegue a 10%, o correspondente a 1,5 bilhão de sacolas plásticas. O programa também investiu em estratégias de internet voltadas para as mídias sociais, alcançando 619 seguidores no Twitter, 271 mil visitas no Blog e mais de 124,4 mil visualizações dos filmes no Youtube.

Durante os mais de 300 dias de campanha, a iniciativa contou com a ajuda de parceiros. Além de empresas, vários artistas como Xuxa, Maitê Proença, Cristiane Torloni, Júnior do AfroReggae e o surfista Teco Padaratz aderiram voluntariamente à causa, gravando campanhas que foram distribuídas para 40 rádios comerciais e 1.980 rádios comunitárias. Para a coordenadora técnica da campanha, Fernanda Daltro, o diferencial foi justamente ter conseguido agregar muitos parceiros e, principalmente, o impacto causado na sociedade.

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Terça 11 Maio 2010

Ganhar distância para ver melhor PDF Imprimir Email
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Ter, 11 de Maio de 2010 21:32

lua*Por Leonardo Boff, no Mercado Ético em 11.05.2010

Todos estamos angustiados com as crises pelas quais passa a Mãe Terra e a vida humana. E temos boas razões para tanto pois estamos nos confrontando com um futuro que pode ser de vida ou de morte. Para vermos melhor a situação, temos que ganhar um pouco de distância. Vamos comprimir os mais de 13 bilhões de anos de existência do universo num único ano cósmico. Vamos ver como ao longo dos meses foram surgindo todos os seres até os últimos segundos do último minuto do último dia do ano. Vejamos como fica o cenário que um cosmólogo amigo me ajudou a calcular.

A primeiro de janeiro ocorreu a Grande Explosão (o big bang).

A primeiro de março surgiram as grandes estrelas vermelhas que depois explodiram e de seus elementos, lançados em todas as direções, se
formou o atual universo.

A 8 de maio, surgiu a Via Láctea, uma entre cem bilhões.

A 9 setembro, nasceu o Sol, o centro de nosso sistema.

A 1 de outubro, nasceu a Terra, o terceiro planeta do Sol.

A 29 de outubro, irrompeu a vida no seio de um oceano primevo.

A 21 de dezembro, surgiram os peixes.

A 28 de dezembro às 8.00 horas, vieram os mamíferos.

A 28 de dezembro às 18,00 horas, voaram os pássaros.

A 31 de dezembro às 17.00 horas nasceram nossos antepassados pre-humanos, os antropóides.

A 31 de dezembro às 22.00 horas entra em cena o ser humano primitivo, o australo-piteco.

A 31 de dezembro às 23 horas, 58 minutos e 10 segundos surgiu o ser humano de hoje chamado de sapiens sapiens, portador de consciência reflexa.

A 31 de dezembro às 23.00 horas, 59 minutos e 6 segundos nasceu Jesus Cristo, figura central do cristianismo e para os cristãos o salvador do mundo.

A 31 de dezembro às 23.00 horas 59 minutos e 59,02 segundos Pedro Alvares Cabral chegou ao Brasil.

A 31 de dezembro às 23.00 hors e 59 minutos e 59,03 segundos a Europa começou a ser uma sociedade industrial e a expandir seu poder, explorando o mundo e criando o atual fosso entre ricos e pobres.

A 31 de dezembro às 23 horas, 59 minutos e 59,54 segundos, se fez a Independência do Brasil.

A 31 de dezembro às 23 horas, 59 minutos e 59,56 segundos (a partir de 1950) o ritmo da exploração e devastação ecológica se acelerou dramaticamente.

A 31 de dezembro, às 23 horas, 59 minutos e 59,58 segundos Lula foi eleito Presidente, um operário no poder. Pouco depois se constatou o perigoso aquecimento global que pode ameaçar o futuro da civilização.

A 31 de dezembro às 23 horas, 59 minutos e 59,59 segundos viemos nós ao mundo.

O sentido desta leitura é desbancar o antropocentrismo, quer dizer, aquela visão que empresta valor intrínseco somente ao ser humano e tudo o mais é colocado a seu serviço. A história do universo mostra que não é bem assim. Ele é um dos últimos seres a surgir e se insere no movimento geral do cosmos. Mas possui uma singularidade: só ele sabe conscientemente desta história e seu lugar no tempo. E se sente responsável pelo curso bom ou desastroso da Terra.

O tempo humano é mais curto que um leve suspiro de criança. Mesmo assim surge em nós um sentimento de gratidão para com o universo que organizou todas as coisas de tal forma que nós pudéssemos agora estar aqui para pensar e se admirar estas maravilhas, cheios de respeito e de reverência.

E não estamos sozinhos. O universo nos deu tantos companheiros e companheiras que são as estrelas, os animais, as plantas, os pássaros e os seres humanos, todos formados pelos mesmos elementos cósmicos. Somos um grande Todo.

Esse Todo terrestre não pode acabar miseravelmente pela nossa irresponsabilidade. Vamos superar a crise e continuar a viver e a brilhar, pois nosso berço está nas estrelas.

* Publicado no site Envolverde

 

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Combate à discriminação PDF Imprimir Email
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Ter, 11 de Maio de 2010 20:54

Da PrimaPágina, no site do PNUD em 11.05.2010

Seis agências da ONU e dois ministérios vão organizar uma série de seminários no Brasil para destacar a necessidade de o serviço público não discriminar grupos como mulheres e negros. A ideia é alertar gestores de políticas de gênero e igualdade racial de que a ação nas esferas governamentais pode contribuir para agravar ou reforçar os preconceitos de sexo e cor/raça.

O primeiro evento está sendo realizado nesta semana, com apoio de seis agências das Nações Unidas — PNUD, OIT (Organização Internacional do Trabalho), UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas), UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) e UN-HABITAT (Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos) — e organismos do governo brasileiro, como a Secretaria de Políticas para as Mulheres e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Funcionários públicos estaduais especialistas em políticas públicas de gênero e raça estão reunidos em Brasília, desde segunda-feira (10), no Seminário e Oficina “Identificação e Abordagem do Racismo e do Sexismo Institucionais”, que se encerra nesta quarta-feira (11).

Na abertura, estiveram presentes o recém-empossado coordenador-residente das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freira, e o ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo. O seminário integra o Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia.

Ainda neste ano, outras atividades ligadas a racismo e sexismo serão promovidas no país, com o apoio das seis agências da ONU e do governo federal. A previsão é de levar a discussão regionalmente, em no mínimo cinco seminários e oficinas, um por região (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul).

Nos seminários, será abordado, por exemplo, quais ações devem ser tomadas para que um atendimento no posto de saúde não seja discriminatório. “É necessário trabalhar essas pessoas, capacitá-las, mas antes de qualquer coisa é preciso esclarecer sempre quais são os direitos assegurados pela legislação brasileira. Devemos romper a barreira da cegueira do racismo e sexismo”, afirma a organizadora do seminário e coordenadora do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia, Angela Fontes, do UNIFEM.

“Rediscutir, recolocar na pauta e trazer clareza nessa discussão com as gestoras e gestores é essencial para que se possa replicar esses temas para os Estados e posteriormente para as esferas municipais”, diz Angela.

Ela cita relatos de funcionários de hospitais públicos que se negam a administrar remédios para amenizar a dor do parto de mulheres negras, alegando que estas, por descenderem de escravos, são fortes e acostumadas às dores. “Presenciei também uma situação de descaso com um homem negro, dentro de um cartório. Era mais do que notável a má vontade que a pessoa tinha em atendê-lo, visto que ele era negro e pobre e provavelmente não teria dinheiro para pagar pela certidão, um direito assegurado pela legislação.”, afirma a coordenadora.

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OEA critica uso arbitrário da força no combate à violência PDF Imprimir Email
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Ter, 11 de Maio de 2010 20:17

Por Renata Giraldi, da Agência Brasil

Os governos dos países latino-americanos devem implementar políticas de segurança cidadã que respeitem os direitos humanos, visando a redução dos índices de pobreza e ampliando as possibilidades de melhoria da qualidade de vida. Para autoridades internacionais, a história latino-americana tem mostrado que o desrespeito aos direitos humanos envolve “uso ilegal e arbitrário” da força em nome da manutenção da ordem.

A análise e as orientações são da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) - vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA). Hoje (11), o órgão divulgou o relatório sobre a Segurança Cidadã e Direitos Humanos elaborado em parceria entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Escritório das Nações Unidas do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (Acnudh).

Os números mostram que os dados referentes às Américas são alarmantes. No Caribe, são 30 mortes por assassinatos a cada 100 mil pessoas, enquanto na América Sul o número cai para 26 e na América Central diminui para 22 - também em cada 100 mil habitantes. Em geral, as vítimas são homens jovens, com menos de 29 anos, e de baixa renda.

“Os Estados [países] devem encontrar soluções para os problemas decorrentes da violência no âmbito dos instrumentos previstos nos documentos internacionais de direitos humanos e à aplicação da regra da lei como pilares fundamentais para a superação da pobreza e o pleno respeito pelos direitos humanos e a dignidade”, diz o documento.

Em seguida, o documento alerta que: “as políticas de segurança cidadã historicamente perseguida nas Américas, em termos gerais, divergiram dos padrões internacionais na área dos direitos humanos e, em muitos casos, as autoridades recorreram ao uso ilegal e arbitrário da força em nome da prevenção e do controle”.

Sem mencionar os países de forma específica, os especialistas da OEA criticam o funcionamento da Justiça na região latino-americana. “Os mecanismos judicial com a tarefa de garantir a transparência e a responsabilização permanecem enfraquecidos”, diz o relatório.

Em outro trecho do documento, as autoridades afirmam que: “o uso da força para além dos limites estabelecidos pela lei e pelas normas internacionais, agravados pela incapacidade das instituições responsáveis por garantir a segurança do cidadão para o desenvolvimento de medidas eficazes para lidar com o crime e a violência, só aumenta a insegurança dos cidadãos”.

Os especialistas da OEA citam ainda a preocupação com o aumento da ideologia chamada de "limpeza social" que leva ao surgimento de grupos de "esquadrões da morte", parapoliciais e paramilitares. “Em alguns blocos sub-regionais, a violência e a criminalidade estão associadas ao crime organizado, especialmente o tráfico de drogas. Em outros [blocos], o principal problema é a violência social.”

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Nome social garantido por lei PDF Imprimir Email
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Ter, 11 de Maio de 2010 19:50

Decreto dará direito a travestis e a transexuais de serem chamados como gostam. Isso significa que em escolas e hospitais do estado, por exemplo, os nomes serão colocados ao lado dos civis (oficiais)

Por Juliana Colares, publicado no Diario de Pernambuco em 11.05.10
julianacolares.pe@dabr.com.br

Às vésperas do Dia Internacional de Combate à Homofobia, comemorado no próximo dia 17, o governo do estado prepara duas boas notícias para os travestis e transexuais. Uma delas é um decreto que obriga os órgãos da administração direta e indireta, como escolas e hospitais, a utilizar e incluir o nome social dos travestis e transexuais nos seus registros. Isso significa dizer que os nomes pelos quais essas pessoas se reconhecem e gostam de serem chamadas serão escritos ao lado dos seus nomes civis.

 E na hora de se referir a elas, os funcionários dos órgãos estaduais deverão utilizar os nomes sociais e não mais os que constam no registro de nascimento. A outra novidade é um acordo com uma empresa de call center para a contratação de 100 travestis e transexuais, pessoas que enfrentam dificuldade em entrar no mercado de trabalho. A expectativa é de que as novidades possam ser anunciadas oficialmente no dia 17.

Segundo o assessor especial para Diversidade Sexual do governo do estado, Rildo Véras, o decreto que trata do nome social segue a mesma linha de medidas que já estão em vigor no Pará e na cidade de São Paulo. "Quando forem à escola, à unidade de saúde, ao Detran, às secretarias do âmbito do governo do estado, vai constar o nome civil e o social. As pessoas devem entender que elas querem ser chamadas pelo nome social", disse Rildo. Segundo ele, o nome adotado pelos travestis e transexuais será escrito entre parênteses depois do nome civil. Usar o nome social ao se referir a travestis e transexuais será uma obrigação, não uma opção do funcionário do estabelecimento. O nome civil deverá ser evitado, desde que seja essa a vontade do travesti ou do transexual.

A medida foi tomada como uma forma de acabar com o constrangimento a que uma travesti, por exemplo, é submetida quando, mesmo com uma aparência feminina, é chamada pelo nome masculino. A travesti Patrícia Gomes não gosta nem de mencionar o nome que consta no seu registro civil. "A gente não gosta de falar para ninguém. A maior bandeira de luta do movimento é acabar com o nome de batismo", disse ela, que aprovou a criação do decreto. "Mas eu preferiria colocar o nome civil entre parêteses e o social mais evidente", ressalvou, afirmando que é o seu nome feminino que representa sua identidade, não o masculino. De acordo com Rildo Véras, o texto do decreto está sendo finalizado e deverá ser assinado pelo governador Eduardo Campos.

A outra boa notícia entra no campo do acesso ao mercado de trabalho, difícil para gays e lésbicas, mais ainda para travestis e transexuais. Segundo informações apuradas pelo Diario, a secretaria de Juventude e Emprego está articulando com uma empresa de Call Center a contratação de 100 travestis e transexuais. Segundo Chopelly Glaudystton, da Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco (Amotrans), esse grupo represente entre 300 e 400 pessoas no Estado.

O primeiro passo para a implantação da medida será a realização de um cadastramento. Depois, será feita uma capacitaçãoem assuntos como direitos humanos e cidadania, além da reinserção dessas pessoas na escola, dependendo da série em que ela parou os estudos. Também haverá uma capacitação específica para o trabalho com call center, promovida pela empresa parceira. A expectativa é de que essa fase de capacitações dure cinco a seis meses e que depois os selecionados sejam contratados, com carteira assinada.

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Segunda 10 Maio 2010

Onde jogar os remédios vencidos? PDF Imprimir Email
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Seg, 10 de Maio de 2010 20:47

remedioPor Sergio Vaisman, no Mercado Ético em 10.05.10

 Sabemos que os medicamentos são fundamentais no tratamento das doenças, mas quando deixam de ser necessários, os comprimidos, soluções liquidas,cápsulas etc, permanecem guardados durante algum tempo até perderem a validade. A partir daí, são descartados no lixo, quando algo muito sério passa a ocorrer.

A contaminação do solo e da água pelos resíduos que essas substâncias possuem, poluem nosso meio. Como sabemos, não existem locais de recolhimento de medicamentos vencidos e nunca fomos informados sobre os perigos que representam seu descarte.

Muitos medicamentos possuem componentes que resistem ao tempo e, como não recebem tratamentos específicos, podem passar a ser substâncias nocivas que a população consome sem ter a menor ideia a respeito desse perigo.

A criação de postos de coleta de medicamentos vencidos, da mesma forma que se começa a fazer com pilhas e baterias usadas, seria a única solução adequada para livrar populações inteiras de intoxicações que podem se tornar crônicas e altamente prejudiciais à saúde. Imaginemos analgésicos, antiinflamatórios, diuréticos, antibióticos, hormônios e uma quantidade sem fim de remédios diluídos na água que consumimos ou impregnados em alimentos que nascem do solo.

O que isso pode representar para o futuro da humanidade? Para se evitar que sejam jogados no lixo, os órgãos oficiais deveriam se preocupar seriamente em criar mecanismos de coleta e destruição dos medicamentos vencidos, isso porque as estações de tratamento de água não podem anular completamente a quantidade de elementos tóxicos contidos nos remédios. Embora alguns núcleos isolados já se preocupem com o problema, ainda nada é feito a respeito.

Sabemos que o problema existe e é muito mais sério do que se possa imaginar. Possivelmente, as primeiras medidas a serem tomadas para que esta situação seja equacionada algum dia sejam as de esclarecimento via campanhas que visem educar a população a se preocupar mais com a forma e o destino de remédios descartados após vencimento. Para isso ocorrer, devemos nos conscientizar cada vez mais e pensar numa forma de pressão nas autoridades para que não protelem tanto um problema de tamanha importância.

* Sergio Vaisman é médico especialista em Cardiologia e Nutrologia, formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atua em São Paulo na area de Medicina Preventiva e é professor de pós-graduação em "Bioquímica aplicada à medicina", pela Universidade Fernando Pessoa, em Portugal, e professor visitante da Universidade de Estudos de Siena, na Itália. Possui inúmeros trabalhos científicos e livros publicados.

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Pode-se viver sem petróleo, mas não sem plantas PDF Imprimir Email
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Seg, 10 de Maio de 2010 20:40

manchaO último estudo sobre a diversidade biológica exibe o padrão do sexto maior evento de extinção do planeta: a transformação da Amazônia em uma savana, afirmam cientistas.

Stephen Leahy*

Negócios e políticas como as que levaram ao atual vazamento de petróleo no Golfo do México estão minando a arquitetura vital do planeta, segundo a Perspectiva Mundial sobre a Diversidade Biológica 3 (GBO3), divulgado hoje pela Organização das Nações Unidas. O vazamento de aproximadamente cinco mil barris diários por dia, causado pelo rompimento, no dia 20 de abril, de uma plataforma de exploração de petróleo da British Petroleum (BP), terá efeitos devastadores nos ecossistemas marinhos e costeiros que durarão décadas, afirmam especialistas.

Estes tipos de negócios e políticas, multiplicados milhares de vezes nos últimos cem anos, colocou em risco os pilares da vida terrestre, segundo o GBO3. Trata-se do registro mais recente do estado da diversidade de espécies de flora e fauna, os organismos vivos que nos fornecem saúde, riqueza, alimentos, combustíveis e outros serviços essenciais.

Nesse estudo “distingue-se claramente o perfil do que pode ser o sexto maior evento de extinção da vida na Terra”, afirmou o cientista Thomas Lovejoy, chefe de Biodiversidade do Heinz Center for Science, Economics and the Environment, com sede em Washington, e conselheiro-chefe da presidência do Banco Mundial. As tendências são quase todas negativas: quedas exponenciais e sombrios pontos de inflexão, disse ao Terramérica este destacado estudioso da biologia tropical, que dirigiu o comitê de revisão e está encarregado de apresentá-lo hoje em Nairóbi, na abertura da reunião científica do Convênio sobre a Diversidade Biológica. Um desses pontos de inflexão é o colapso irreversível da selva amazônica.

Uma pesquisa recente revelou que a possível combinação de três fatores poderia desatar uma incontrolável transformação da Amazônia em savana. Esses fatores são a elevação em dois graus centígrados da temperatura média global, perda de 3% a 4% mais da cobertura de selva original e os incêndios florestais. Dessa forma se desataria uma enorme perda de espécies e abundantes emissões de dióxido de carbono na atmosfera, esquentando o clima.

Os impactos em milhões de habitantes da região “seriam assombrosos”, afirmou Lovejoy. “Devemos tomar o GBO3 como um grande chamado para o despertar”, acrescentou. Esse é o ano Internacional da Biodiversidade, mas as campanhas de alerta soam já há bastante tempo. Em 2002, 123 países-membros do Convênio se comprometeram a ações urgentes para deter o ritmo de perda de espécies. Oito anos depois, com os dados proporcionados por essas mesmas nações, o GBO3 registra que as promessas não foram cumpridas.

Quase um quarto das espécies vegetais conhecidas está em risco de desaparecer, os corais e anfíbios diminuem de forma acentuada e a quantidade de animais de todos os vertebrados caiu em um terço nos últimos 30 anos. Perguntado sobre a importância da extinção de espécies quando contamos com todo tipo de tecnologia, Lovejoy respondeu: “Você não se alimenta de Internet”. Tampouco é possível respirar sem as plantas que fornecem oxigênio à atmosfera. Mas, pode-se viver sem petróleo.

Entretanto, a preocupação com os ecossistemas sempre está em segundo lugar quando se decide explorar em busca de petróleo, minerais ou madeira, disse Kierán Suckling, diretor-executivo do não governamental Centro para a Diversidade Biológica dos Estados Unidos. “Se os ecologistas consultados ao final forem suficientemente agressivos, talvez possam conseguir que o projeto se reduza em 5%”, disse Suckling ao Terramérica. “O poder reside sempre naqueles que impulsionam o desenvolvimento”, insistiu.

A britânica BP foi eximida de controles ambientais para operar no Golfo do México, acrescentou Suckling. E não havia planos para lidar com um vazamento importante de petróleo. “Era um desastre anunciado, mas a companhia e o governo fizeram de conta que não aconteceria”, acrescentou. Apesar do enorme valor dos ecossistemas, é difícil calculá-lo em termos monetários, prosseguiu. O Golfo do México é um enorme recurso alimentar, estimado em US$ 2 bilhões anuais somente para o norte-americano Estado da Louisiana.

Mas isso nem mesmo se aproxima do valor real dessa região. “Como colocar preço em seus vastos mangues que existem há centenas de milhares de anos? Durante milhões de anos as tartarugas marinhas desovaram nas praias arenosas do Golfo. Quem somos para chegar e em apenas algumas décadas condená-las à extinção?”, questionou Suckling. Para ele, proteger a diversidade é um imperativo ético. “Sua perda é um empobrecimento para os seres humanos, pois evoluímos para interagir com todas essas espécies”, afirmou. Segundo Lovejoy, se fosse dado valor econômico aos ecossistemas, seria possível conseguir uma administração de riscos mais inteligente.

Em lugar de explorar petróleo no mar, a sociedade poderia decidir elevar sua eficiência em consumo de combustível. Por exemplo, se os carros e caminhões percorrerem 18 quilômetros por litro de gasolina seriam economizados milhões de barris de petróleo por ano e milhares de milhões de dólares em gasto com combustível, segundo uma análise da não governamental União de Cientistas Comprometidos.

“Deve-se aumentar a importância da biologia na agenda de preocupações humanas”, afirmou Lovejoy. A questão é “como conseguir isso antes que ocorram terríveis desastres. A infraestrutura biológica do planeta periga e é do nosso maior interesse fazer algo para salvá-la”, concluiu.

Links:

Corais em luta pela sobrevivência

Paraíso hippie agoniza na Jamaica

Vazamento engrandece conferência da Unesco

Ano Internacional da Biodiversidade (perdida)

Convênio sobre a Diversidade Biológica, em inglês

The H. John Heinz III Center for Science, Economics and the Environment, em inglês

Centro para a Diversidade Biológica, em inglês

* O autor é correspondente da IPS.

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.

 

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Dnit promete programa ambiental na duplicação da BR-101 PDF Imprimir Email
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Seg, 10 de Maio de 2010 19:53

Com informações de Pedro Peduzzi, da Agência Brasil

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) promete implantar cerca de 20 programas ambientais em dois trechos da obra de duplicação da BR-101, com o objetivo de reduzir os efeitos dos danos causados pela instalação dos canteiros de obra. A expectativa é de que a população das áreas por onde passa a obra também sejam beneficiadas.

Segundo o coordenador do Dnit, responsável pela área de meio ambiente para a Rodovia BR-101, Marco Borba, os programas foram decididos a partir do estudo de impacto ambiental feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A duplicação dos dois trechos da BR-101 se estende por 649 quilômetros, ligando o município pernambucano de Palmares até o entrocamento da rodovia com a BR-324, em Conceição do Jacuípe, na Bahia, passando pelos estados de Alagoas e Sergipe. A ordem de serviço do lançamento do primeiro trecho da obra foi assinado na última sexta-feira (7), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Recife.

“O Ibama já liberou duas licenças de instalação de canteiro de obras, impondo realização de execução de, aproximadamente, 20 programas ambientais repetidos nos dois trechos. Assim como as condicionantes preveem ações visando à proteção da flora e da fauna e ao monitoramento de qualidade do ar e da água, desenvolvem também programas de prevenção a queimadas e acidentes com cargas perigosas”, disse Borba.

Está prevista também a realocação de populações residentes na faixa de domínio da obra que serão afetadas pelos trabalhos da duplicação. “Por exigência da Fundação Palmares, avaliaremos os impactos diretos e indiretos sobre os quilombolas. Há também ações com o objetivo de proteger as comunidades indígenas, bem como de monitoramento e salvamento de bens arqueológicos”, acrescenta.

“Acreditamos que, em alguns casos, o impacto das obras sobre essas populações poderá ser positivo. Claro que, eventualmente, haverá também impactos negativos. Mas a ideia é compensá-los”, avalia Borba, ao dizer que o Brasil vive um momento importante no que se refere ao desenvolvimento da área ambiental e lança um novo olhar sobre a questão, obedecendo os preceitos do desenvolvimento sustentável.

“Estamos cientes da inevitabilidade do impacto em casos como este. Mas, ao mesmo tempo, pactuamos de um conjunto de medidas mitigadoras e compensadoras que possibilitam amenizar os problemas decorrentes das obras, que devem durar cerca de três anos”, observou.

Cabe, agora, ao Dnit contratar a gestora ambiental que fique responsável por administrar o conjunto de programas referentes às condicionantes ambientais.

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Ações transformadoras, perdão e meditação em São Paulo e Minas PDF Imprimir Email
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Seg, 10 de Maio de 2010 17:45

mohimiQuem estiver em São Paulo ou Minas Gerais entre os dias 12 e 17 deste mês poderá aproveitar para ouvir Mohini Panjabi, 67, diretora da Brahma Kumaris para as Américas e representante da entidade nas Organizações das Nações Unidas (ONU). Ela estará no Brasil para palestras e encontros com líderes e comunidade indiana, entre eles o evento “Ações que transformam a vida”, que acontece no Sesc São Paulo, na próxima quarta-feira (12).

Mohini representa a Brahma Kumaris nas Nações Unidas em Nova Iorque nas questões relativas ao desarmamento, mulheres, jovens, crianças, tolerância religiosa, direitos humanos, paz, meio ambiente e desenvolvimento e há 50 anos dedica sua vida ao ensino e aplicação dos valores espirituais com base nos ensinamentos do Raja Yoga. 

Ela graduou-se no início da década de 60 como bacharel em História e Ciências Políticas e também como jornalista pela Universidade de Nova Delhi. Atualmente participa, como palestrante, de conferências globais e atua, como conselheira e líder senior, em vários projetos internacionais e comitês de organizações interfé, sendo facilitadora do diálogo “Call of the Time” que reúne líderes políticos e empresariais de vários países do oriente e ocidente. Também autora do livro “The History of Immortality: a return to self-sovereignty” publicado em 2008, em inglês, pela BK Publications.

A Brahma Kumaris (www.bkwsu.org/brasil) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo a revalorização do ser humano para a construção de um mundo melhor. Possui escolas em 120 países e tem sua sede em Mount Abu (Índia). Oferece cursos de meditação e qualidade de vida, isentos de taxas fixas.

Confira a agenda de Mohini Panjabi:

São Paulo (SP)

12 de maio

19h – Mohini será entrevistada por Christina Carvalho Pinto, líder no setor de comunicações, sobre o tema "Ações que transformam a vida", em programa aberto ao público no Sesc Vila Mariana, Rua Pelotas, 141, São Paulo, SP. O programa contará com a participação especial do artista plástico Paulo Von Poser e do músico Kecco Brandão. Informações: (11) 3864.3694

13 de maio

11h - Encontro de Mohini com a comunidade indiana, onde será abordado o tema “Meditação fácil para pessoas ocupadas”, no Consulado Geral da Índia, localizado na Avenida Paulista, 925/7º andar.  Informações: (11) 3864.3694

19h – Encontro de Mohini com líderes e profissionais de diversas áreas sobre o tema “Perdoar é um ato de coragem e humildade”

Jaboticatubas (MG)

14 a 16 de maio – Retiro espiritual com alunos e professores da Brahma Kumaris, no Hotel Fazenda Canto da Siriema.

16 de maio – Belo Horizonte, MG

19h – Palestra "Mude sua forma de pensar”, por Mohini Panjabi, em programa aberto ao público no Ouro Minas Palace Hotel, Avenida Cristiano Machado 4001, Belo Horizonte, MG. Informações: (31) 3371.9802

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Debate sobre Lei de Fomento e Incentivo à Cultura no Recife PDF Imprimir Email
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Seg, 10 de Maio de 2010 15:09

Recife é a quinta cidade a sediar o encontro regional do Procultura, que visa aderir ao Projeto de Lei 6.722/2010, que institui o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, novas propostas, sugestões e moções.  Na capital pernambucana, a reunião acontece, nesta próxima segunda-feira (10), logo mais às 14h, no auditório da Assembleia Legislativa.

A iniciativa faz parte de uma série de debates convocados pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. Já foram realizadas reuniões públicas em São Paulo, Salvador, Curitiba e Porto Alegre.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira,  ressalta que os investimentos da renúncia fiscal estão concentrados no eixo RJ-SP, e que, mesmo nesses estados, apenas 3% dos proponentes ficam com mais da metade dos recursos. “Não é possível aplicar dinheiro público de forma tão concentradora e privilegiada. A Lei Rouanet não tem critérios públicos, mas privados”, afirma o ministro, ao mencionar que a renúncia fiscal corresponde a 80% do total aplicado pelo Governo Federal em produção cultural.

Ainda neste mês também estão previstos os seguintes debates: Rio de Janeiro, no dia 11; Belém, dia 14; Belo Horizonte, dia 17; e em Brasília, dia 24. A programação completa, com horários e locais, será divulgada nos próximos dias.

Procultura - Dentre as principais mudanças na Lei Federal de Incentivo à Cultura estão a renovação do Fundo Nacional de Cultura (FNC), reforçado e dividido em nove fundos setoriais; a diversificação dos mecanismos de financiamento; o estabelecimento de critérios objetivos e transparentes para a avaliação das iniciativas que buscam apoio financeiro; o aprofundamento da parceria entre Estado e sociedade civil para a melhor destinação dos recursos públicos; e o estímulo à cooperação federativa, com repasses a fundos estaduais e municipais.

Estarão presentes na ocasião, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Henilton Menezes; a secretária de Articulação Institucional do MinC, Silvana Meireles; o secretário de Políticas Culturais do MinC, José Luiz Herência;  o coordenador nacional do Sistema Nacional de Cultura do MinC, João Roberto Peixe; a chefe da Representação Regional Nordeste do MinC, Tarciana Portella; além dos deputados federais, Maurício Rands, Raul Henry, Paulo Rubem Santiago e Alice Portugal, relatora do Projeto de Lei. 

Confira íntegra do Procultura (PL nº 6722/2010). Acompanhe as notícias no blog

SERVIÇO
Encontro Regional (Procultura)
Data: segunda-feira, 10 de maio de 2010
Horário: 14h
Local: Auditório da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco
Anexo I – 6º Andar – Rua da União, nº 439, Boa Vista 
Recife – PE

 

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Sexta 07 Maio 2010

Pernambuco reinicia ciclo produtivo da indústria naval PDF Imprimir Email
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Sex, 07 de Maio de 2010 15:56

NavioO governador Eduardo Campos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participaram nesta sexta-feira (07), em Suape, do lançamento e batismo do primeiro navio do Estaleiro Atlântico Sul. A construção de navios inicia novo ciclo produtivo em Pernambuco e representa a retomada da indústria naval brasileira.

A embarcação, do tipo Suezmax, que tem 274 metros de comprimento e capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo foi batizada “João Cândido”. Trata-se do primeiro navio petroleiro construído no Brasil a ser entregue ao Sistema Petrobras em 13 anos.

O Atlântico Sul é resultado da associação das empresas Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, PJMR Empreendimentos e da coreana Samsung. A expectativa da empresa é produzir 6 embarcações por ano.

O Estaleiro Atlântico Sul iniciou suas obras em 2007 com investimentos de US$ 1,0 bilhão.  A localização estratégica aliada a uma excelente infraestrutura portuária e terrestre, uma política de incentivos fiscais estaduais e municipais e a perspectiva de criação de um cluster naval, tornaram Suape o local ideal para a instalação do empreendimento.

Sua implantação representa a formação de um cluster naval de empresas de serviço e fornecedores. São cerca de dez mil trabalhadores em sua grande maioria pernambucanos: pescadores, agricultores e moradores das comunidades do entorno de Suape que, hoje, têm carteira assinada e podem oferecer melhores condições de vida para suas famílias.

Quando estiver operando em plena capacidade, o EAS empregará cinco mil pessoas de carteira assinada e abrirá outros 25 mil postos de trabalho indiretos.

Participam da solenidade de lançamento do primeiro navio, além do presidente Lula e do governador Eduardo Campos, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, o presidente da Transpetro, Sergio Machado, e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Fernando Bezerra Coelho.

Eduardo Campos acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em mais dois compromissos em Pernambuco. A inauguração de um trecho da BR -101 e assinatura de ordem de serviço para construção da duplicação da BR-101, no trecho emtre Palmares e Aracaju. Também participa da   inauguração do conjunto habitacional Via Mangue 3 e assinatura de ordens de serviço para construção dos conjuntos 2 e 3, além da entrega símbólica das chaves dos conjuntos Zeferino Agra e Vila Imperial.
 

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Contra os “Frankensteins”: a Bioética ! PDF Imprimir Email
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Sex, 07 de Maio de 2010 14:36

bioetica*Por Marcelo Pelizzoli

Nas últimas décadas, as nossas cidades, o estilo de vida, o consumo e a forma de se relacionar com as coisas e a vida mudou dramaticamente. A tecnociência criou um fascínio por coisas novas que se podem usar e abusar. Veio uma avalanche de equipamentos, aditivos químicos (na alimentação: de 50 para 500, em 40 anos), celulares, eletrônicos, inseticidas, refrigerantes, pilhas, agrotóxicos, enlatados, carros, pneus (900 milhões por ano) peças de todo tipo, eletrodomésticos, coisas sem fim...

Enquanto um indígena yanomami precisa de menos de 70 tipos de utensílios para toda sua vida, o homem urbano de elite pode chegar a 7.000 ! Ao lado disso, montanhas de LIXO, poluição, degradação ecológica, ataques à qualidade de vida etc.

Na área da Saúde e Ambiente, vemos as mudanças mais surpreendentes.  Tínhamos a questão do aborto e da eutanásia, mas agora é muito mais: bebês de proveta (laboratório), bancos de sêmen de pais mortos, clonagem de animais, pesquisas com embriões e partes dos seres vivos; o ponto alto: manipulação genética – alterar o cerne biológico do corpo, o código genético de plantas e animais (incluindo o ser humano).

Daí os ameaçadores transgênicos, tecnologia de cultivos que tem pouquíssimos donos no mundo, é cara e prejudica o pequeno agricultor (a economia dos países fracos) e os cultivos tradicionais/naturais, sem falar na saúde do consumidor.

Nos anos 60, filósofos, ativistas, ecologistas, e alguns cientistas começaram a denunciar os efeitos negativos da técnica unida com a ciência, que alimenta o modelo capitalista explorador e sua sociedade de consumo infinito, que degrada a vida humana e natural. Eles começaram a criar uma nova visão, sensibilidade e ação, uma contracultura.

Defendem os direitos humanos, os direitos do paciente, dos animais, da natureza, dos pobres, das mulheres oprimidas, dos fracos, e pregam um modo de vida ético, ecológico e verdadeiramente humano. Neste contexto é que surgiu a BIOÉTICA, a ética da defesa da Vida, da essência humana, da saúde equilibrada, do modo de vida comedido e simples, dos movimentos alternativos, tudo isso contra os abusos dos “Frankensteins”.

Este é um ser parte monstro parte homem, uma aberração/deformação criada por um cientista, numa experiência planejada mas inesperada. Hoje, médicos, químicos, pesquisadores, industriais, agentes de laboratório e até professores criam essas criaturas quando: nos envenenam com excesso de medicamentos, alimentos quimificados e industrializados, aditivos artificiais, inseticidas, descartáveis, pilhas, equipamentos de todo tipo, um monte de supérfluos, gastos de água e energia desmedidos, automóveis etc.

E até a carne (a pecuária destrói as matas, o boi produz metano que é um dos gases do efeito estufa – aquecimento global – produz doenças como o câncer, cardíacas e muitas outras, ele toma o espaço de áreas que poderiam ter grãos e vegetais, o boi é tratado com crueldade, existem 190 milhões de bois no Brasil !).

A Bioética ficou mais conhecida na área da Saúde por lutar contra as experiências cruéis e fatais feitas com milhares de seres humanos com as pesquisas médicas, tal como se faz com ratos. Também pelo tratamento desumano de muitos médicos técnicos frios. Mas na origem do termo, criado por R. Potter, ela é a crítica da tecnociência em nome da ética, e a busca de um mundo que respeita a Vida acima de tudo, uma ética planetária.

É um olhar, uma consciência, uma sensibilidade e depois uma Ação, por vezes barulhenta, outras silenciosa, que está tentando fazer a humanidade caminhar para o tempo ecológico, da defesa da natureza, dos direitos humanos, dos movimentos alternativos, medicina natural e agroecologia, por exemplo.


A Bioética, na Saúde, criou centenas de Comitês de Ética em Pesquisa (CEP) nas universidades e centros de pesquisa, que procuram controlar as pesquisas com seres humanos para evitar abusos antiéticos. Porém, isso é um pequeno passo.

O passo maior é quando nós, povo, vamos atrás das informações, e chegamos até a consciência crítica e a sensibilidade de ser tocado pela violência: a degradação social (riqueza X pobreza) e ambiental (consumo e capitalismo X equilíbrio e socialização), e então decidimos agir: boicotar o antiecológico e o consumo degradante e as corporações que só pensam no lucro, e optar conscientemente pelo simples, pelo menos, pelo orgânico, pelo ecológico, pela cidadania, pelo espiritual, enfim, pela Vida em todas as suas formas.

Mas, até onde você consegue evitar os “frankensteins” e agir de modo (bio)ético ? Muito disso depende de você, pois estamos no período de transição do anti-ecológico para o olhar ou “paradigma ecológico”.

*Marcelo Pelizzoli é doutor em Filosofia e professor da Universidade Federal de Pernambuco.

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Ajude o PNUD a definir o conceito de desenvolvimento humano PDF Imprimir Email
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Sex, 07 de Maio de 2010 14:20

Em comemoração aos 20 anos do primeiro relatório sobre o tema, PNUD pesquisará evolução do conceito, e convida leitor para o debate
 
Da PrimaPagina, no site do PNUD

O primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano, lançado em 1990 pelo PNUD, teve como objetivo principal disseminar o conceito de desenvolvimento humano, definido como o processo de ampliação das escolhas das pessoas. No relatório de 2010, que vai comemorar os 20 anos da publicação, parte do conteúdo debaterá justamente a evolução do termo — e os leitores podem participar da discussão.

O PNUD internacional está convidando os internautas a responder O que o desenvolvimento humano significa para você, em sua vida diária?. O objetivo é descobrir o que as pessoas consideram os elementos essenciais desse conceito, como ele afeta a vida delas e de suas comunidades e como o definiriam.

O conceito de desenvolvimento humano não nasceu com o relatório do PNUD, mas ganhou força e apoio institucional a partir da publicação. O estudo enfatizou que expansão das escolhas das pessoas requer que elas tenham liberdade para escolher e oportunidade para realizar o que escolheram.

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Foto: Teresa Maia
Os relatórios seguintes exploraram as consequências dessa ideia para áreas como globalização, igualdade de gênero, direitos humanos e mudanças climáticas. “O conceito evoluiu e adaptou-se conforme o mundo foi mudando, mas o elemento fundamental de fazer das pessoas o centro do desenvolvimento se mantém”, diz o PNUD no texto em que convida os internautas a participarem do debate.

O termo surgiu em grande parte como contraponto à ideia de que o foco do desenvolvimento é a economia ou a riqueza financeira de um país. A primeira frase do primeiro capítulo do primeiro RDH já contesta essa visão, ao afirmar: “A verdadeira riqueza de uma nação está em suas pessoas.” Em oposição à perspectiva economicista de que a situação de um país pode ser resumida por seu Produto Interno Bruto (PIB) ou pelo PIB per capita, o PNUD criou o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que leva em conta a renda, mas também a educação e a longevidade.

O desenvolvimento humano, destaca o PNUD, envolve a "criação de um ambiente no qual as pessoas podem desenvolver seu completo potencial e dirigir suas vidas de modo produtivo e criativo, de acordo com suas necessidades e interesses". As pessoas, porém, não são vistas apenas como receptoras de políticas que ampliem suas escolhas. Como salienta a agência da ONU no texto Conceito de Desenvolvimento Humano, "as pessoas devem ser livres para exercitar suas escolhas e participar na tomada de decisões que afeta suas vidas".

Para permitir que o indivíduo participe mais do processo de tomada de decisões, é preciso aumentar o poder das pessoas, que devem ser "agentes ativos de seu próprio desenvolvimento". O primeiro passo nesse sentido é remover os obstáculos contra a liberdade de escolher, como o analfabetismo, a falta de acesso a saúde adequada e a recursos materiais, e empecilhos ao exercício das liberdades civil e política.

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Final de semana com música nas igrejas de Olinda PDF Imprimir Email
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Sex, 07 de Maio de 2010 13:23

OlindaA música instrumental está de volta à programação do Circuito das Igrejas a partir do deste domingo (9/05). Até o final de maio, Madre de Deus, Seminário de Olinda e Igreja da Sé vão abrigar concertos da Orquestra Sinfônica Jovem, Quarteto Encore, Contracantos, Allegretto, Quinteto Brasil, Galho Seco e Orquestra Coro Bravo. Nas apresentações há compositores clássicos, como Mozart e Verdi e também populares, como Capiba.

A programação musical do Circuito das Igrejas é gratuita e começa sempre às 17h. Além dos shows, as pessoas também vão poder conhecer um pouco mais sobre monumentos históricos, pois em todas as igrejas contempladas há monitores e material promocional sobre as principais construções religiosas de Recife, Olinda e Jaboatão. O Circuito das Igrejas é promovido pela Secretaria de Turismo de Pernambuco, em parceria com as prefeituras de Olinda, Recife e Jaboatão, Iphan e Fundação Gilberto Freyre.

PROGRAMAÇÃO:
15 /05 (Sábado)
Grupo: Quarteto Encore
Local: Seminário de Olinda

22/05 (Sábado)
Grupo: Galho Seco
Local: Igreja da Sé

23/05 (Domingo)
Grupo: Contracantos
Local: Seminário de Olinda

29/05 (Sábado)
Grupo: Allegretto
Local: Seminário de Olinda

30/05 (Domingo)
Grupo: Quinteto Brasil
Local: Igreja da Sé

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Leitor do Futuro premiado pela Confraria da Educação PDF Imprimir Email
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Sex, 07 de Maio de 2010 13:05

Conceicao
Conceição Cavalcanti e Sérgio Murilo 
Publicado na edicação do Diario de Pernambuco de 07.05.10, com foto de Adaíra Sene

Segundo um levantamento feito pelo Fórum de Combate à Corrupção, 25% dos recursos governamentais destinados à educação no Brasil são desviados. Faltam unidades de ensino, professores, materiais escolares e merenda.

Ontem, a Confraria da Educação deu início às ações de 2010 com o tema O dinheiro da corrupção falta na educação e fez uma homenagem às pessoas e entidades que prestam serviços relevantes à causa educacional no estado, contemplando o programa Leitor do Futuro, do Diario de Pernambuco, com a comenda da entidade.

O clube completa dois anos de existência e surgiu durante um almoço entre professores pernambucanos que discutiam iniciativas que otimizassem seus trabalhos. Hoje, o grupo cresceu e tem como presidente de honra o senador Cristovam Buarque, ex-ministro da educação. Os debates continuam e a área de atuação se expandiu.

Formulação de pesquisas, seminários e campanhas nas ruas com foco na educação, cultura e cidadania são alvos dos encontros da Confraria que tem como objetivo criar políticaspúblicas que viabilizem os projetos. "Nós acreditamos que só um povo educado pode exercer a cidadania. A Confraria da Educação é uma entidade da sociedade civil. Estamos aqui para fazer por onde as melhorias aconteçam. Em dois anos de existência percebemos grandes avanços e tudo o que queremos é fortalecer as discussões", comentou o professor Inácio Feitosa Neto, um dos coordenadores da entidade.

Para a coordenadora do programa Leitor do Futuro, Conceição Cavalcanti, o prêmio foi um reconhecimento pelo trabalho realizado. "A gente conhece o pessoal da Confraria da Educação e o trabalho que ela realiza. Sabemos que são pessoas sérias, centradas e que fazem muito em prol da educação. É uma honra receber essa comenda. Fiquei realmente muito feliz", afirmou Conceição Cavalcanti.

Modelo - De acordo com Sérgio Murilo Filho, também coordenador da Confraria da Educação, o programa do Diario de Pernambuco não poderia ficar de fora das homenagens. "Quando pensamos em educação, pensamos em livros, e, consequentemente, nos leitores. O programa Leitor do Futuro tem esse perfil e é um projeto exitoso, modelo de sucesso que deveria ser tomado como exemplo. Um dos maiores merecedores da nossa comenda", garantiu o coordenador. Conceição Cavalcanti recebeu o certificado das mãos do professor e fundador da Faculdade Maurício de Nassau, Janguiê Diniz.

Os outros homenageados foram os jornalistas Jamildo Melo, Mônica Silveira, Aldo Vilela e Inaldo Sampaio, o juiz federal Fausto Martins De Sanctis, a Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque, a Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Fórum Pernambucano de Combate à Corrupção. O almoço foi realizado no restaurante Boi Preto, no bairro do Pina.

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Vígilia para acompanhar votação do projeto Ficha Limpa PDF Imprimir Email
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Sex, 07 de Maio de 2010 12:56

Ficha_limpaDo site do Mercado Ético

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) defende que a mobilização em torno da aprovação do projeto Ficha Limpa seja mantida na próxima semana quando a votação prossegue. Isso não apenas em Brasília, mas em todos os Estados, para pressionar os parlamentares a não modificarem o texto da proposta.

O pedido foi feito pelo membro do Comitê 9840 de São Paulo, Luciano Santos. Segundo ele, a permanente mobilização tem sido um fator decisivo para a votação dos deputados. Uma das propostas é realizar vigílias em vários Estados, na noite de terça-feira (11) quando a votação prossegue.

A vitória da votação da Ficha Limpa, na noite de terça-feira (04), passou por um duro teste na quarta-feira (05), durante a votação dos destaques propostos por alguns líderes partidários. No entanto, mais uma vez, os opositores do projeto saíram derrotados.

As três proposições votadas na noite da quarta-feira e que desfigurariam o projeto de iniciativa popular foram rejeitadas com um plenário cheio. A sessão foi obstruída depois das 21h, ficando mais nove destaques para serem votados na próxima semana.

Na avaliação do MCCE, os mesmos partidos e deputados que tentam burlar a votação do projeto desde a passagem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) criam novos estratagemas para que a Ficha Limpa se desvirtue do texto aprovado na terça-feira e que passou pela relatoria de José Eduardo Cardozo. “Observamos que o mesmo grupo tenta protelar a votação”, disse a secretária executiva do movimento, Cristiane Vasconcelos.

Um dos destaques derrubados em votação, por 362 votos a 41, tinha o objetivo de retirar, do substitutivo, a parte que aplica a inelegibilidade à eleição em curso e às futuras nos oito anos seguintes para os casos de condenação por abuso de poder econômico ou político.

Também foi vencido por 377 votos a favor, dois contra e duas abstenções, o destaque que sugeria a retirada da principal característica do projeto: tornar inelegível o candidato condenado por órgão colegiado judicial (tribunal de justiça estadual ou federal). Na prática, se aprovado, a Ficha Limpa seria deturpado neste ponto. As propostas desses destaques eram dos deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Jovair Arantes (GO).

Os deputados rejeitaram ainda, por 207 votos a 175 e uma abstenção, a emenda do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) que aumentava, de seis meses para um ano antes do pleito, o prazo de desligamento das funções como requisito para os integrantes do Ministério Público se candidatarem a eleições.

A sessão foi suspensa quando seria votado o quarto destaque. Com ele, o PP quer excluir, do texto, os crimes contra o meio ambiente e a saúde pública daqueles que poderão tornar a pessoa inelegível por oito anos após o cumprimento da pena, com base em decisão final ou de colegiado da Justiça.

Com informações da Assessoria de Comunicação SE-MCCE

 

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Quinta 06 Maio 2010

A estória do Boneco de Sal PDF Imprimir Email
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Qui, 06 de Maio de 2010 19:56

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Por Leonardo Boff, publicado no site do Mercado Ético

Nos últimos tempos temos dedicado nossas reflexões quase que exclusivamente às questões ambientais e aos desafios que as mudanças climáticas implicam para o futuro de nossa civilização, para a produção e o consumo.

Nem por isso devemos descurar os problemas cotidianos, a construção continuada de nossa identidade e a moldagem de nosso sentido de ser. É uma tarefa nunca terminada. Entre muitas, duas provocações estão sempre presentes e temos que dar conta delas: a aceitação dos próprios limites e a capacidade de desapegar-se.

Todos vivemos dentro de um arranjo existencial que, por sua própria natureza, é limitado em possibilidades e nos impõe barreiras de toda ordem, de lugar, de profissão, de inteligência, de saúde, de economia, de tempo.

Há sempre um descompasso entre o desejo e sua realização. E às vezes nos sentimos impotentes face a dados que não podemos mudar como a presença de um esquizofrênico com seus altos e baixos ou um doente terminal.

Temos que nos resignar face a esta limitação intransferível. Nem por isso precisamos viver tristes ou impedidos de crescer. Há que ser criativamente resignados. Em vez de crescer para fora, podemos crescer para dentro na medida em que criamos um centro onde as coisas se unificam e descobrimos como de tudo podemos aprender. Bem dizia a sabedoria oriental: “se alguém sente profundamente o outro, este o perceberá mesmo que esteja a milhares de quilômetros de distância”. Se te modificares em teu centro, nascerá em ti uma fonte de luz que irradiará para os outros.

A outra tarefa da autorrealização é a capacidade de desapegar-se. O zen budismo coloca como teste de maturidade pessoal e liberdade interior a capacidade de desapegar-se e de despedir-se. Se observamos bem, o desapego pertence à lógica da vida: despedimo-nos do ventre materno; em seguida, da meninice, da juventude, da escola, da casa paterna, de parentes e da pessoa amada.

Na idade adulta, despedimo-nos de trabalhos, de profissões, do vigor do corpo e da lucidez da mente que irrefragavelmente vão se desgastando, até despedirmo-nos da própria vida. Nestas despedidas, deixamos um pouco de nós mesmos para trás.

Qual é o sentido deste lento despedir-se do mundo? Mera fatalidade irreformável da lei universal da entropia? Essa dimensão é irrecusável. Mas será que ela não guarda um sentido existencial a ser buscado pelo espírito? Se, fenomenologicamente, somos um projeto infinito e um vazio abissal que clama por plenitude, será que esse desapegar-se não significa criar as condições para que um Maior nos venha preencher? Não seria o Supremo Ser, feito de amor e bondade, que nos vai tirando tudo para que possamos ganhar tudo, no além-vida, quando nossa busca finalmente descansará?

Ao perder, ganhamos e ao esvaziarmo-nos ficamos plenos. Dizem por aí que esta foi a trajetória de Jesus, de Buda, de Francisco de Assis, de Gandhi, de Madre Teresa e de outros.

Talvez uma estória dos mestres espirituais antigos nos esclareça o sentido da perda que produz um ganho. “Era uma vez um boneco de sal. Após peregrinar por terras áridas chegou a descobrir o mar que nunca vira antes e, por isso, não conseguia compreendê-lo. Perguntou o boneco de sal: ‘Quem és tu?’. E o mar respondeu: ‘eu sou o mar’. Tornou o boneco de sal: ‘Mas que é o mar?’. E o mar respondeu: ‘Sou eu’. ‘Não entendo’, disse o boneco de sal. ‘Mas gostaria muito de compreender-te; como faço’? O mar simplesmente respondeu: ‘toca-me’. Então o boneco de sal, timidamente, tocou o mar com a ponta dos dedos do pé. Percebeu que aquilo começou a ser compreensível. Mas logo se deu conta de que haviam desaparecido as pontas dos pés. ‘Ó mar, veja o que fizeste comigo!’ E o mar respondeu:’Tu deste alguma coisa de ti e eu te dei compreensão; tens que te dares todo para me compreender todo’. E o boneco de sal começou a entrar lentamente mar adentro, devagar e solene, como quem vai fazer a coisa mais importante de sua vida. E, na medida que ia entrando, ia também se diluindo e compreendendo cada vez mais o mar. E o boneco continuava perguntando: ‘que é o mar’. Até que uma onda o cobriu totalmente. Pode ainda dizer, no último momento, antes de diluir-se no mar: ‘Sou eu’”.

Desapegou-se de tudo e ganhou tudo: o verdadeiro eu.

Leonardo Boff é teólogo e professor emérito de ética da UERJ

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Amanhã PDF Imprimir Email
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Qui, 06 de Maio de 2010 19:42

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Por Taíza Brito, com foto de Teresa Maia

Amanhã mais nenhum mistério, acima do ilusório/ O astro rei vai brilhar, amanhã a luminosidade/ Alheia a qualquer vontade, há de imperar, há de imperar/ Amanhã está toda a esperança por menor que pareça.

As estrofes da música Amanhã, de Guilherme Arantes, traduzem bem o que o alvorecer e o amanhecer revelam silenciosamente: que a esperança se renova a cada dia, independente de nossa vontade.

E o que temos hoje, apesar de às vezes aos nossos olhos parecer pouco, é para festejar, agradecer...

Pois temos a dádiva de termos uma estrada nova para trilhar a cada dia. O que nos permite ter a opção de seguir uma nova direção. E deixar para trás o passado, focando no presente, único momento no qual nos é permitido construir o futuro.   

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Exposição das Relíquias de Buda PDF Imprimir Email
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Qui, 06 de Maio de 2010 19:15

CartazO Museu da Abolição, no Recife, recebe a partir desta sexta-feira (7) a Exposição das Relíquias do Buda, que fica em exposição no espaço até o próximo domingo (9).  As relíquias são restos mortais de grandes mestres budistas, colhidas após a cremação de seus corpos e se apresentam em forma de grãos que se assemelham a pérolas.  

Quem já viu a exposição, que passou por Viamão, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Vitória e Salvador, diz que é extraordinária.

A coleção contém numerosas relíquias do Buda Sakiamuni e de seus mais reputados discípulos: Maudgalyayana, Ananda e Sariputra. As relíquias do Buda Kasyapa, que precedeu Sakiamuni, e de vários outros santos e mestres espirituais das tradições chinesa, indiana e tibetana também fazem parte da exposição.

As relíquias do Buda Sakiamuni foram oferecidas por Sua Santidade, o Dalai Lama ao Lama Zopa Rinpoche. Muitos outros mestres budistas uniram-se ao projeto e ofereceram relíquias para serem colocadas no coração da estátua do Buda Maitreia.

Tradição - Quando os corpos de mestres espirituais são cremados, entre suas cinzas surgem cristais parecidos com pérolas. Estes objetos são especiais porque guardam a essência das qualidades do mestre. As relíquias são evidências físicas de que ele desenvolveu muita compaixão e sabedoria antes da morte. Elas proporcionam uma oportunidade única de conexão espiritual com seres iluminados.

Inúmeras pessoas têm se conectando diretamente à poderosa energia de amor que emana das relíquias. Budistas e não-budistas relatam que se sentem inspirados, curados e em paz, simplesmente por estarem em sua presença. Cada visitante acessa o aspecto divino em si mesmo

Confira a programação:

Sexta (07/05): A partir das 18h, cerimônia de abertura com apresentações culturais e presença de várias tradições espirituais

Sábado (08/05): 10h às 18h

Domingo (09/05): 10h às 18h

Endereço:

Museu da Abolição - (81) 3228-3248

Rua Benfica, 1150, Recife-PE

Contato: João Pereira Vale Neto

Email: joao@cebb.org.br

Tel: (81) 9268 8120 /  (81) 3244 2441

Entrada franca!

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Chá Beneficente PDF Imprimir Email
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Qui, 06 de Maio de 2010 12:55

 

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O Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer (GAC-PE) realiza, hoje, o 9º. Chá Beneficente, às 17h, no Arcádia Paço Alfândega, e visa levantar recursos para manter as suas ações.  A Orquestra Veneza e a Banda Túnel do Tempo animam a festa.

 

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Quarta 05 Maio 2010

Ângelo, de Clarinha e Fred, de Elita e Arnaldo PDF Imprimir Email
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Qua, 05 de Maio de 2010 20:42

O texto a seguir é de autoria de Luiz Otávio Cavalcanti, diretor presidente da Faculdade Santa Maria, no Recife, que tem o saudável hábito de escrever crônicas, ensaios e artigos. Neste, ele nos premia com as boas vindas a uma criança recém nascida. A saudação, permeada de ternura, serve para todos aqueles que como Ângelo enchem de alegria a vida de  pais, avós, irmãos... 

Por Luiz Otavio Cavalcanti

Então, seu Berto, o senhor dos Arcos, o palmarense mais recifense que conheço, o artista da Bagaço, Arnaldo, é avô do claríssimo Ângelo ? O que nasce bem comemorado ?

Ora, pois, que toquem os sinos, que façam as notificações de estilo, que saúdem os ascendentes, que beba-se e coma-se à sua vinda. E que ele, Ângelo, tenha ventura nesta vida.

Ângelo, de Clarinha e Fred, de Elita e Arnaldo, tem origem e destino. Vem de barrancos socados na Zona da Mata, molhados de correntes fluviais e muito suor. Está assinalado no nome em anúncio do anjo à Senhora. E avisado do toque que impregna a reza das Ave Marias.

E vai, pra onde couber seu sonho, pra onde der sua passada, que a lindeza de trajetória dos seus abre caminho admirado.

Eis, portanto, sua bagagem, declarada na nominata e no DNA. Ainda tão pequeno e já tão carregado.

Mas, esta é a caminhada de todos nós, não é, seu Berto ? Você, pai-avô, sabe do que falo. Eu, avô-pai, também sei. Embora minhas titularidades sejam curtas. Porque, como pai, fui ausente. Dedicado a ofícios menos transcendentes. E, como avô, tenho só ano e meio de experiência.

Bem aplicados. É todo dia. Cedinho, vou mostrar passarinhos e pombos a Valentina. Seus olhos de amêndoa não param de enxergar o que passe. Quando seus cabelos, caracóis em ouro, cobrem sua face, ela os afasta com a mãozinha perfeitamente determinada.

Agora mesmo, vim da praia. Onde estava Valentina com os pais. Foi ela chegando na areia e correndo pro mar. Onde queria permanecer a manhã inteira, apoiada na bóia, segura pelo pai. Enfrentava com não pressentido destemor as ondas que vinham ao seu encontro.

Conseguimos sair atraindo-a com um picolé de banana. Ao findar, ela saiu aos saltos, em direção à sua liberdade, feliz por dispor de tanto espaço.

Pois é, Berto. Esta mensagem é para Ângelo, para seus pais e para Elita e Arnaldo. Sendo o nascer uma obra única, merece sempre a nota do poeta. Aí vai com a assinatura de T.S..Eliot:

“Aqui se atualiza a impossível

 União de esferas da existência,

 Aqui passado e futuro estão

 Conquistados e reconciliados,

 Onde qualquer ação ainda fosse,

 De outro modo, movimento

 Do que apenas é movido

 Sem possuir matriz de movimento”. 

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Pernambuco Sem Homofobia chega a Fernando de Noronha PDF Imprimir Email
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Qua, 05 de Maio de 2010 15:41

fotolgbtA Campanha Pernambuco sem Homofobia desembarca nesta quarta-feira (05) em Fernando de Noronha, onde serão desenvolvidas ações até o próximo domingo (09). A meta é disseminar formas de enfrentar o preconceito e a homofobia institucional entre a população e sensibilizar gestores/as e técnicos/as da educação e da saúde para contribuírem com tais ações.

Estão programados debates com professores e alunos da Escola Arquipélago, distribuição de material educativo nas pousadas e com taxistas e guias turísticos, além de rodas de diálogo com funcionários da saúde.

Segundo o assessor especial para Diversidade Sexual do Governo do Estado, Rildo Véras, a ideia da campanha, lançada no carnaval deste ano, surgiu como uma alternativa para enfrentar o preconceito e a discriminação que assolam a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) em Pernambuco.

A Campanha Pernambuco Sem Homofobia acontecerá durante todo o ano de 2010 aproveitando principalmente as atividades que englobam grande público, a exemplo do Festival Pernambuco Nação Cultural e das festividades juninas e conta com a parceria e apoio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

Serviço:

Campanha Pernambuco Sem Homofobia

Data: 05 a 09 de Maio de 2010.

Promoção: Assessoria Especial para Diversidade Sexual do Governo de Pernambuco

Parceria: Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco e Movimento Gay Leões do Norte.

Contatos:

(81) 3181 – 2331

(81) 9277 – 4989

rilldo@gmail.com

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Ações de promoção à saúde levada nos terreiros de Paulista PDF Imprimir Email
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Qua, 05 de Maio de 2010 15:26

Outra iniciativa pernambucana voltada às metas dos Objetivos do Milênio é desenvolvida pela Prefeitura Municipal de Paulista, no Grande Recife. Trata-se do projeto Terreiro: Espaço de Promoção à Saúde, desenvolvido através da coordenação do Programa DST/Aids municipal, em  parceria com outras coordenações.

A proposta surgiu como resposta à demanda por implantação de ações de saúde em diálogo com espaços religiosos de matrizes africanas. E se propôs a disseminar informações a respeito do auto cuidado e prevenção às doenças sexualmente transmissíveis (DST), Aids e outras enfermidades, bem como aproximar os gestores da saúde e a prática realizada nos terreiros, quebrando os preconceitos sobre racismo e intolerância religiosa.

Para a execução foram desenvolvidas oficinas de sensibilização sobre saúde e intolerância religiosa para os agentes comunitários de saúde. Eles realizaram uma série de visitas a espaços religiosos, em companhia de integrantes das coordenações de hanseníase, tuberculose, vigilância ambiental, DST/AIDS e dengue, que procederam além do repasse de informações, fizeram testagem para HIV e VDRL, vacinaram crianças e adultos, distribuíram preservativos e inspeção para controle da dengue.  

Entre os espaços visitados estiveram o Centro Espírita Umbanda Caboclo Pena Branca (Mirueira), Centro Espírita Santa Anna (Maranguape I), Ilê Axé Oyá Togun (Janga), Ilê Omo Oyá Omirakan (Sítio Fragoso) e Ilê Axé Oxum Omintaladé (Pau Amarelo).

Além disso, foram realizadas reuniões com a coordenação DST/Aids e representantes de religiões de matrizes africanas, além do  mapeamento dos terreiros do município, com confirmação de endereços e cadastro de novos espaços. Houve ainda mobilização e organização da 1ª Caminhada de Saúde e Religiões de Matrizes Africanas da Cidade do Paulista.

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Projeto Mais Vida desafia pobreza e inércia cultural em Araçoiaba PDF Imprimir Email
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Qua, 05 de Maio de 2010 14:26

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O Projeto Mais Vida, iniciado em 2005 no município de Aracoiaba, na Região Metropolitana do Recife, também é focado nas metas estabelecidas pelos Objetivos do Milênio. Desenvolvido com recursos técnicos e financeiros do Instituto Unilever, em parceria com a Prefeitura Municipal, atua nas áreas de educação, saúde e desenvolvimento econômico, com ênfase no envolvimento comunitário.

Segundo os coordenadores do programa, neste período, o projeto mostrou capacidade de contribuir com 7 dos 8 ODMs previstos pela ONU.

Com relação ao Objetivo 1, que trata sobre a redução de fatores de pobreza e de exclusão social, foi registrado que houve fator zero de mortalidade de crianças até 5 anos, por desnutrição, nos últimos 2 anos. E que houve alteração da renda domiciliar de menos de um salário mínimo para um a dois salários mínimos durante o período analisado.

No que diz respeito ao objetivo 2, referente à qualidade da educação básica para todos, a taxa de matrículas revelou um aumento, de 190% em 2008 contra 163% em 2005. O analfabetismo foi de 37% em 2005 e baixou para 18% em 2008.

Aracoiaba1Quanto ao objetivo 3, de eliminar a desigualdade entre sexos no ensino primário, ambiente e relações econômicas e políticas, contatou-se o seguinte: Em 2005 eram 19,5% das mulheres estudando para 35,9% de homens. Em 2008 as mulheres representam 27,5%  contra 38,9% de homens. Nas atividades econômicas, em 2005 havia 1,8% de mulheres para 5,7 de homens na autodeterminação e, em 2008, havia 6,3% de mulheres para 9,9% de homens. No trabalho formal o aumento foi maior para as mulheres: eram 12% de homens para 3% de mulheres em 2005, e em 2008 estão 13% de homens para 7% de mulheres, ou seja, um aumento de mais de 100% de oportunidades para as mulheres.

Com relação ao objetivo 4, que propõe a redução da mortalidade de crianças menores de 5 anos, verificou-se que a taxa foi de 33,4% de crianças até 1 ano em 2005 e de 25,6% em 2007.

No que diz respeito ao objetivo 5, que visa a melhorar a saúde materna familiar, o balanço em Araçoiaba foi que houve diminuição no número de abortos. De cada 100 mulheres grávidas em 2005 quase 40% sofriam aborto. Em 2008 o número foi reduzido para 25%. E aumentou o número de pré-natal, pois em 2005 quase 60% das mulheres grávidas foram atendidas e, em 2008, este número subiu para 90%.

No referente ao objetivo 6, de garantir a sustentabilidade do meio ambiente político, registrou-se que houve melhoria do acesso à água potável em quase 20% dos domicílios e iniciativas de tratamento de resíduos sólidos.

No tocante ao objetivo 8, de promover parcerias e estratégias para o desenvolvimento, estão sendo tocados programas de apoio à formação técnica e profissional para jovens desfavorecidos; Projeto Escola de Fábrica, em resposta a 160 jovens, e Projeto Jovem Artesão; mobilização de voluntários para gerar aprendizagem, com 450 voluntários foram treinados para atuarem como agentes sociais; formação de 5 bibliotecas e criação do Projeto Círculo de Leitura, com 38 Agentes de Leitura itinerantes; e capacitação de 476 pessoas em gestão de empresas e associações, além de constituição de 5 associações.

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Camisa do Brasil agora é reciclável PDF Imprimir Email
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Qua, 05 de Maio de 2010 13:43

camisa_brasil-300x168A Copa do Mundo da África do Sul está se aproximando e a Nike já lançou a nova camisa do Brasil para a competição.

A novidade é a composição, que leva até oito garrafas PET e é 100% reciclável.

Mas não para por aí, já que durante a fabricação é economizado 30% no consumo de energia em relação ao poliéster, segundo a Nike.

Agora é esperar para ver se nossos jogadores terão uma atuação digna da camisa que vestem.

Fonte: Rede Ecoblogs

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Que tal juntar pessoas e empresas em torno do nosso futuro? PDF Imprimir Email
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Qua, 05 de Maio de 2010 13:31


Ethos2010Por Ericka Melo, com informações do Instituto Ethos

A humanindade está iniciando uma nova caminhada no planeta. E tem inúmeros desafios pela frente que precisa vencer todos vencer!

Esse é o tema da Conferência Internacional Ethos 2010, um evento promovido pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e realizado pelo UniEthos – Formação e Desenvolvimento da Gestão Socialmente Responsável, em parceria com o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, Movimento Nossa São Paulo, Pacto Global das Nações Unidas, Sustainalility, Accountability, BSR – Business for Social Responsability, Fórum Empresa, GRI – Global Reporting Initiative e Volans.

A Conferência terá toda a sua programação baseada na Carta da Terra, uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.

Trará também o debate "A imprensa como indutora da Sustentabilidade na Pauta Política".

A 12ª edição da Conferência Internacional Ethos será uma experiência diferente do que tem sido em suas últimas edições. O Instituto Ethos pretende inovar com formatos mais participativos e com uma programação que possa trazer diferentes formas de trabalhar os temas propostos. O participante também usufruirá de uma dinâmica oferecida nos períodos de intervalo para que possa se relacionar de forma mais produtiva com os outros inscritos no evento. Reconhecemos que só iremos chegar às transformações que desejamos para o mundo a partir de soluções coletivas e compartilhadas – a partir de um universo de pontos de vista diversificados.

Participe em 2010 da 12ª Conferência Internacional Ethos e faça parte desse esforço coletivo por um mundo sob nova direção.

Serviço:

Quando: De 11 a 14 de maio de 2010.

Onde: Hotel Transamérica - Av. das Nações Unidas, 18.591 – São Paulo, SP.

Mais informações: www.ethos.org.br

 

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Terça 04 Maio 2010

Comunidade dos Pequenos Profetas dá exemplo na práticas dos ODM PDF Imprimir Email
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Ter, 04 de Maio de 2010 21:50

CPP6

A Comunidade dos Pequenos Profetas (CPP - Projeto Clarion), que atende crianças e adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade social e pessoal no Recife, é uma das organizações não-governamentais que dá exemplo em Pernambuco na prática dos Objetivos do Milênio.

Com os projetos que desenvolve já figurou duas vezes entre os selecionados pelo Prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) Brasil, concedido pelo Governo Brasileiro e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

CPP7A primeira vez foi em 2008, quando o coordenador da CPP, Demetrius Demétrio, recebeu no Palácio do Planalto, em Brasília, a estatueta da 2ª edição do prêmio devido à execução da prática Obirin L’onan, que em orubá significa “senhora de seus caminhos”.

O projeto figurou entre as 20 práticas eleitas, por um grupo de notáveis, entre mais de 1.060 concorrentes, de todas as partes do país, como as que contribuíram em 2007 para que o país alcance as oito metas do milênio.

O Projeto Obirin beneficiou diretamente cerca de 400 adolescentes afrodescendentes, do sexo feminino, em situação de risco social, no Recife, através das oficinas Fala de Menina, Reinventando o Brega, Ateliê de Arte, atendimento psicossocial, visitas culturais, palestras, bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 50,00, procurando diminuir o ciclo de pobreza, a discriminação racial e aumentar a igualdade de gênero.

Já em 2010 a CPP ficou entre as 46 semifinalistas do Prêmio ODM, por conta do projeto Grito nas Ruas, realizado em parceria com o Governo de Pernambuco, voltado para jovens que se prostituem, cometem pequenos atos infracionais, sofrem violência psicológica e física e são alvos de grupos de extermínio.

CPP3Pelo projeto meninos e meninas recebem aulas de capoeira, são alfabetizados por meio de telesala, participam de rodas de leitura e têm alimentação. “Tudo com vistas a formar uma consciência cidadã”, destaca Demétrius.  

Para Demetrius Demétrio, o prêmio foi de muita importância para a CPP e alegria para todos que trabalham na entidade e se beneficiam das atividades promovidas pela instituição. “É o reconhecimento do trabalho que é realizado por todos nós, dos aspectos inovadores do projeto e dos resultados de impactos na vida das adolescentes que querem mudar de vida, quebrar o sair da situação de exclusão social e serem reconhecidas como cidadãs, sujeitos de direitos”, disse.

Histórico – A CPP foi fundada por Demetrius Demétrio, que é educador social, a partir de uma convivência intensa com crianças e adolescentes em situação de rua do Recife, com o apoio do então arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara, conhecido nacional e internacionalmente pelo combate à pobreza e à fome.

A Comunidade dos Pequenos Profetas foi responsável pela campanha, de grande repercussão no país, em 1992, “Não matem minhas crianças”, por espalhar, de forma silenciosa, nos muros da cidade a frase anônima que mexia com o imaginário social sobre sua autoria, e que tinha como objetivo chamar a atenção da população e dos poderes públicos sobre o extermínio de crianças, adolescentes e jovens no Recife.

A Comunidade dos Pequenos Profetas atende, mais de 400 crianças, adolescentes e jovens, de 7 a 21 anos de idade, em situação de rua, abandono, em sua quase totalidade usuários de drogas, violência, abuso sexual, sendo 60% do seu público pertencente ao sexo masculino e 40% do sexo feminino, cerca de 90% são afro-brasileiros.

O público assistido pela CPP é extremamente pobre e vulnerável a todo tipo de risco social. Para se ter uma idéia, 83,3% do público atendido pela CPP está em situação de rua, 46,6% não moram com os pais, 82,1% praticam mendicância, 72,4% usam inalantes, 43,3% são usuários de craque, 82,8% são fumantes de cigarros industrializados, 63,3% fumam maconha, 80% são usuários de bebida alcoólica, 25% estão em situação de exploração sexual, 31% estão fora da escola.

As famílias dessas crianças e adolescentes são de baixa renda, 13,3% não têm nenhuma renda e 33,3% recebem até ½ salário mínimo; 22,2% recebem Bolsa Família; têm baixa escolaridade, história de uso de droga e de violência doméstica, morando em comunidades com pouca infra-estrutura urbana.

CPP1Atualmente, a CPP desenvolve projetos sociais voltados para a valorização da cultura afrobrasileira, geração de renda, resgate da cidadania, assistência integral à criança e ao adolescente, procurando incluir a família e as comunidades do público atendido no fortalecimento da auto-estima e no capital social dos beneficiários, principalmente retirar os jovens e adolescentes do mundo das drogas, tendo como princípios a ética, a transparência, a solidariedade, o respeito às diferenças, dentre outros.

A Entidade participa do Programa de Voluntários da ONU, onde tem como meta divulgar as metas do milênio entre seus beneficiados diretos e indiretos.

Para mais informações a CPP dispõe de um site : www.pequenosprofetas.org.br, bem como dispõem no Youtube, na pasta Pequenos Profetas, vídeos documentários sobre o trabalho que desenvolve.

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Nós Podemos Pernambuco incentiva difusão dos ODM PDF Imprimir Email
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Ter, 04 de Maio de 2010 21:17

No Estado, a missão de levar a mensagem do pacto social estabelecido pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) fica a cargo do núcleo “Nós Podemos Pernambuco”, que reúne um grupo de instituições públicas e privadas que catalisa as ações de ODM.

De acordo com Sérgio Murilo, membro da Executiva Regional do Nós Podemos Pernambuco e coordenador do Instituto Maurício de Nassau, a principal missão do núcleo é levar os ODM a todos os municípios. “Assim, temos como meta incentivar o processo de municipalização dos Objetivos, além de envolver as organizações sociais e empresas no alcance das metas”.

Murilo explicou que este trabalho vem colhendo frutos no Estado, visto que prefeituras e entidades da sociedade civil estão desenvolvendo projetos que englobam as metas dos ODM.

“Tanto que Pernambuco vem se destacando entre os selecionados do Prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) Brasil, concedido pelo Governo Brasileiro e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)”, completou Murilo, que estará nesta quarta (05) participando do seminário regional de avaliação dos ODM, na Sudene, no Recife.

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Você sabe o que são Objetivos de Desenvolvimento do Milênio? PDF Imprimir Email
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Ter, 04 de Maio de 2010 20:37

objetivos_do_milenioSão compromissos assumidos, até 2015, por todos os estados-membros da Organização das Nações Unidas, inclusive o Brasil, que visam: acabar com a fome e a miséria; promover educação de qualidade para todos; propiciar igualdade entre sexos e valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater a Aids, a malária e outras doenças, propiciar qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e estimular todo mundo a trabalhar pelo desenvolvimento.

Para monitorar os resultados obtidos no Brasil, periodicamente são realizados encontros regionais, nos quais sociedade e órgãos governamentais são convidados.

O próximo encontro, intitulado Seminário Estadual sobre o 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, acontece nesta quarta-feira (05) no Recife, a partir das 9h, no Auditório Presidente Médice, no edifício da Sudene.

Além de debater o estágio do Brasil em relação ao cumprimento das metas do milênio estabelecidas no ano de 2000, na reunião também será avaliada a posição de Pernambuco.

O seminário é promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República, a Organização das Nações Unidas, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, com o apoio da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobrás, além de instituições locais e estaduais.

Participam do evento o secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência, Antônio Roberto Lambertucci, Luciana Servo, técnica do IPEA, responsável pela elaboração do Relatório, Cristina Queiroz, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, além de representantes do Ministério da Saúde, do Desenvolvimento Agrário e do Governo de Pernambuco.

Resultados - Os Relatórios de Acompanhamento dos ODM elaborados em 2004, 2005, 2007 e 2010 testemunham claramente o progresso no alcance dos ODM, fruto do envolvimento das instituições da iniciativa privada e do poder público, que tomaram medidas para a promoção deste grande pacto social mundial.

O 4º Relatório mostra que a Meta 1 de Erradicar a Extrema Pobreza e Miséria, por exemplo, já foi alcançada pelo Brasil, mas outras persistem como a Meta 3 de Promover a Igualdade Entre os Sexos e a Autonomia das Mulheres. Indicadores demonstram que as desigualdades continuam. O relatório mostra ainda que o Brasil deve alcançar a Meta 4 de Reduzir a Mortalidade Infantil antes de 2015.

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Absurdo! Projeto obriga psicológos a fazer tratamento para mudar orientação sexual de pacientes PDF Imprimir Email
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Ter, 04 de Maio de 2010 19:50

Homem_e_MulherEm nota oficial, que vem sendo veiculada desde o último dia 29 de abril, a Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO) lançou um manifesto oficial contra a homofobia.

O manifesto foi motivado pela tramitação do Projeto de Decreto Legislativo Nº 1640/09, proposto pelo Deputado Paes de Lira (PTC-SP), com apoio da bancada evangélica da Câmara dos Deputados, que propõe sustar a resolução Nº 001/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), numa tentativa de tornar aceitável a realização de psicoterapia para modificação de orientação sexual.

Leia a íntegra da nota:

A Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO) vem a público reafirmar seu veemente posicionamento crítico em relação ao tratamento psicoterapêutico de pessoas com vistas à reorientação de sua sexualidade.

O Projeto de Decreto Legislativo Nº 1640/09, proposto pelo Deputado Paes de Lira (PTC/SP), com apoio da bancada evangélica da Câmara dos Deputados, ao propor sustar  a resolução Nº 001/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), visa tornar aceitável a realização de psicoterapia para modificação de orientação sexual.

Esta resolução do CFP, de 23 de Março de 1999, dispõe no seu artigo 3º que “os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados”.

Os defensores do referido Projeto de Decreto Legislativo argumentam que a modificação da orientação sexual é um direito das pessoas que assim a desejam, portanto não é da competência do CFP decidir sobre a matéria. Além de ferir a autonomia do(a) profissional de psicologia, ignoram as opressões de uma sociedade homofóbica que constrange os indivíduos a não usufruir satisfatoriamente de seu direito a uma livre orientação sexual. Corroboram, portanto, com estas opressões, ao não propor condições satisfatórias para que gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais ou intersex possam viver livremente seu desejo.

Tal projeto de decreto legislativo contrapõe-se ao amplo debate internacional sobre direitos humanos e às iniciativas do governo federal, que por meio do programa Brasil sem Homofobia, propõe um conjunto de ações governamentais a serem executadas para combater a violência e discriminação contra LGBT. Além disso, os defensores do referido projeto ignoram as discussões referente ao PLC 122/06, que tramita no Senado, após aprovação na Câmara dos Deputados caracterizando como crime a "discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero". 

Propor tratamento da orientação sexual sob a alegação de minimizar o sofrimento das pessoas que são discriminadas seria o mesmo que propor “embranquecimento” de pessoas vítimas de racismo. O que deve, por princípio, ser tratada é a intolerância frente à diversidade humana.

A Abrapso é a favor da liberdade e dignidade da pessoa humana e contrária a qualquer forma de discriminação ou ato que vise apoiar ou conformar a discriminação.

Ao invés de sustar a aplicação da Resolução do Conselho Federal de Psicologia, o Congresso Nacional deveria, sim, legislar em favor da livre expressão da sexualidade contra qualquer forma de discriminação, seja em âmbito privado ou público, contra as pessoas, baseadas em sua orientação sexual.

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Longevidade do brasileiro e planejamento do futuro são temas de palestra no Recife PDF Imprimir Email
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Ter, 04 de Maio de 2010 19:49

longevidade10

O brasileiro está vivendo mais, segundo informa o IBGE. Até 2025, seremos o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas. Que futuro almejamos? Como estamos nos preparando para esta nova realidade?

Para discutir uma questão tão ampla como esta, com impacto em vários segmentos da sociedade, a Bradesco Vida e Previdência organiza, no dia 11 de maio, em Recife, um encontro com dirigentes de empresas da região e pessoas físicas.

O evento terá duas palestras: O Impacto da Longevidade e Sensibilização: Previdência Complementar e Seguros de Pessoas, proferidas pelo Diretor Executivo Eugênio Velasques e pelo Superintendente Executivo Marco Antônio Mafra Rios.

 
Evento: Encontro Empresarial de Recife

Data: 11 de maio (terça-feira)

Local: Arcádia Recepções - Rua Madre de Deus s/n - Bairro do Recife – Recife (PE)

Horário:A partir das 19 horas

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Pernambucanos atentos ao combate a crimes ambientais PDF Imprimir Email
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Ter, 04 de Maio de 2010 19:29

crimes_ambientaisO diretor presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Hélio Gurgel, comemora o fato da população estar contribuindo com o combate à prática de crimes ambientais. Tanto que os técnicos da CPRH conseguiram empreender mais vistorias no interior de Pernambuco, no final de abril, muitas delas baseadas em denúncias anônimas.

Desta vez, a fiscalização ocorreu entre os dias 27 e 29 de abril, durante uma série de vistorias no Agreste e Sertão. Nesse período, foram apreendidos um total de 560 estacas e 180 estéres de lenha ilegal - todos de espécies nativas da Caatinga – e ainda 281 sacos de carvão. Também foram autuados 15 fornos sem autorização de funcionamento.

O primeiro trabalhado foi realizado em Tuparetama, no Sertão do Pajeú, quando a equipe flagrou um caminhão carregado com 250 sacos de carvão sem o Documento de Origem Florestal (DOF) exigido pela Agência.

Segundo denúncias, aquela é uma rotas mais utilizadas por quem faz o transporte irregular de lenha e carvão. O veículo seguia com destino à Timbaúba, onde seria feito o ensacamento e a comercialização do material apreendido. Após o flagrante, a Prefeitura de Tuparetama cedeu espaço num depósito fechado para a guarda temporária do material.

No dia 28 de abril, as ações aconteceram no município de Iguaraci, no Sertão do Pajeú, em continuidade ao trabalho para coibir a produção irregular de carvão na área, iniciado pela equipe no mês de março.

Juntamente com a Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), foram autuados pelo menos 13 fornos, que funcionavam sem autorização da CPRH, em várias propriedades localizadas em áreas rurais. Foram apreendidos, ainda, 31 sacos de carvão para comercialização no Recife e Região Metropolitana.

Na mesma data, foi descoberto o desmate não autorizado de uma faixa de domínio da rodovia PE-275, feito pelo dono de uma propriedade da área. No local, havia também 110 estacas de origem ilegal, que seriam utilizadas para o cercamento da propriedade, além de sete metros de lenha.

Em Iguaraci, os técnicos da Agência também contaram com o apoio da Prefeitura Municipal, que cedeu transporte e depósito para armazenamento do material apreendido.

Já no dia 29, no Brejo da Madre de Deus, Agreste do Estado, CPRH e Cipoma verificaram denúncia de crime ambiental numa área de assentamento rural do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Foi identificada uma pequena área de desmatamento, com 450 estacas de espécies nativas da Caatinga, além de descobertos dois fornos artesanais. Quatro metros de lenha estavam empilhados, prontos para serem transformados em carvão. Essa é considerada a maior apreensão de lenha nativa em um único empreendimento.

Durante a vistoria, os fiscais flagraram um caminhão transportando, na área do assentamento, 15 estéres de lenha ilegal. Eles seguiram o veículo até uma cerâmica, onde o produto ilegal seria descarregado. No local, que funcionava sem licenciamento da CPRH, foram encontrados mais 150 metros de lenha empilhados.

O proprietário da cerâmica foi intimado a comparecer à Agência Ambiental para se regularizar, num prazo de 15 dias. Lenha e caminhão foram apreendidos. Todos os responsáveis serão autuados pela infrações ambientais e estarão sujeitos a multas que podem chegar a um valor de até R$ 62,4 mil.

Como fazer denúncias à Ouvidoria Ambiental da CPRH:

Comparecer pessoalmente à CPRH ou enviar correspondência para: Ouvidoria Ambiental - Rua Santana - 367 - Casa Forte - Recife-PE - CEP: 52060-460.

Telefonar para o número (81) 3182 8923 - no horário das 08h às 12h e das 13h30 às 17h30 - de segunda-feira à sexta-feira.

Enviar um fax para (81) 3441-6088

Acessar o Portal da CPRH (www.cprh.pe.gov.br), onde está disponível o link para Ouvidoria Ambiental. Enviar um e-mail para ouvidoriaambiental@cprh.pe.gov.br

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Pense nas sete futuras gerações PDF Imprimir Email
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Ter, 04 de Maio de 2010 19:03

futuro*Por Francisco Caporal

Há um ditado, que alguns atribuem ao Budismo, que diz o seguinte: Antes de tomar qualquer decisão, pense nas sete futuras gerações. Não sei porque sete e nem sei mesmo se isto tem a ver com o Budismo. O que importa é que este ditado poderia ser adotado como refrão de todos aqueles que falam, propugnam ou lutam pelo desenvolvimento mais sustentável.

A tão propalada sustentabilidade ambiental que hoje faz parte de todos os discursos politicamente corretos só tem verdadeiro significado se e quando estivermos falando de solidariedade diacrônica, isto é, quando tratarmos de estabelecer um modo de vida e de consumo que assegure as possibilidades de vida digna para as futuras gerações.

Fora disso, é apenas discurso vazio. Parece óbvio que para avançarmos neste sentido seria necessário superarmos o individualismo e a competição que caracterizam nossas sociedades atuais, construindo, também, uma solidariedade sincrônica.

Transportando isto para a vida cotidiana, vamos tomar como referência o consumo de alimentos. Inicialmente, vale reforçar aqui que todo o ato de consumo é um ato político. Decorre de uma opção consciente ou não de um indivíduo ou de um coletivo. Quando compramos o que comer, estamos optando por fortalecer uma grande cadeia do sistema agroalimentar globalizado ou, no outro extremo, a agricultura familiar camponesa de nossa região. Neste caso, o que é preferível? Qual a opção seria mais justa e sustentável do ponto de vista do Planeta ou da sociedade do nosso entorno?

Obviamente, os nutricionistas nos ensinam que um alimento será mais saudável e nutritivo quanto mais próximo estiver a sua produção do lugar de consumo. Como diz uma amiga nutricionista, “por isso mesmo dizemos ali-mento, se fosse o contrário seria um lá-mento”. Deixando de lado este trocadilho, que não deixa de ser interessante, vale destacar aqui que está cada vez mais comprovado que do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, quanto mais próximos estiverem produção e consumo, mais estaremos fortalecendo a sustentabilidade planetária.

Por isso, alguns autores informam que um produto certificado como orgânico que é produzido em Pernambuco e atravessa o oceano para ser vendido na Europa, pode ser “muito orgânico”, mas não é sustentável, na medida em que só no transporte e logística de distribuição estaremos consumindo uma quantidade enorme de matéria e energia que faz com que este produto ao chegar à mesa do consumidor apresente uma enorme “mochila ecológica”.

Em razão desta nova consciência ecológica, nasceu e se fortalece em alguns países a campanha KM ZERO. Isto é, a demanda de grupos de consumidores que exigem que além de rótulos de orgânicos, biológicos ou ecológicos, se identifique a distância que percorreu o produto até chegar à prateleira do supermercado, o que permitiria a escolha entre os produtos que mais consomem recursos (os que mais viajam) e os que menos consomem recursos (os de menos kilômetros rodados) e, portanto, ambientalmente mais adequados.

Por outro lado, a decisão política de comer algum alimento, também contribui para a vigência e fortalecimento de diferentes modo e estilos de produção. Poderemos estar apoiando, mesmo que indiretamente e inconscientemente uma agricultura empresarial capitalista de larga escala, com um modelo de monocultivos que destrói a biodiversidade de espécies e que, portanto, é ambientalmente insustentável, ou podemos estar fortalecendo a agricultura familiar camponesa que é mais diversificada, que busca preservar os recursos naturais e está mais acorde com os valores e as culturas e hábitos alimentares locais.

Quando compramos o que comer, estamos “consumindo”, também, um modo de produção, que pode ser mais ou menos sustentável, socialmente justo. Nossas escolhas alimentares contribuem para delimitar o estilo de desenvolvimento rural que desejamos apoiar.

Michael Pollan em seu livro intitulado “Em defesa da comida” alerta que a concentração provocada pelas indústrias no sistema agroalimentar, na busca de lucro, agregação de valor, etc, tem levado a uma enorme simplificação das paisagens agrícolas, com uma “substituição das fazendas diversificadas que nos alimentavam”, por vastas monoculturas de um grupo minúsculo de espécies, o que tem implicado em uma simplificação das dietas que é prejudicial à saúde.

Por outro lado, o autor cita dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e de pesquisas feitas na Inglaterra, para mostrar que o modelo de agricultura agroquímica dos monocultivos industriais tem levado a uma brutal diminuição do poder nutritivo dos produtos agrícolas.

Hoje já se sabe que alimentos produzidos à base de fertilizantes químicos e agrotóxicos são menos nutritivos que os que são produzidos ecologicamente. “As plantas organicamente cultivadas” além de apresentarem níveis mais elevados de minerais, contém vários compostos secundários, (incluindo carotenóides e polifenóis), muitos dos quais possuem efeitos antioxidantes e antinflamatórios” e, portanto, seriam mais saudáveis.

Se não bastasse, está cada vez mais evidente que estamos consumindo venenos agrícolas como nunca ocorreu na história da humanidade. As pesquisas realizadas pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária (www.anvisa.gor.br), têm mostrado que estamos comendo o que alguns grupos de consumidores espanhóis chamam de “comida basura”, que em bom português poderíamos chamar de – alimento lixo, que deveria ser jogado fora.

Logo, não é por acaso que as atuais gerações vivem uma “epidemia” de novas doenças, em especial de câncer. Muitas pesquisas realizadas em diferentes lugares do mundo associam as neoplasias com a contaminação por agrotóxicos. Está provado que existe relação direta entre contaminação por agrotóxicos e câncer de mama ou de próstata, por exemplo. O mesmo ocorre com respeito a má formações congênitas, transtornos hormonais, etc.

Assim, também por questões de saúde a escolha dos alimentos é fundamental. Do ponto de vista social, as escolhas mais justas seriam aquelas que pudessem fortalecer as agriculturas camponesas locais/regionais em vez das grandes empresas agrícolas dos monocultivos ou os grandes conglomerados transnacionais.

Ao mesmo tempo, do ponto de vista ambiental, deveríamos fortalecer agriculturas diversificadas e os circuitos curtos de comercialização – que aproximam consumidores e agricultores. Seria conveniente, do ponto de vista de outro modelo de desenvolvimento, o engajamento em movimentos sociais em defesa do consumo responsável, em movimentos de economia solidária, e outros que possam nos ajudar na hora de fazermos nossas escolhas sobre como nos alimentar.

Escolher, comprar e consumir alimentos é um ato político. Quando fizermos nossas escolhas, pensemos em nós, na geração atual, mas também nas sete futuras gerações.

Francisco Roberto Caporal é engenheiro agrônomo, doutor pelo programa de Agroecologia Campesinado e Historia da Universidade de Córdoba (Espanha) e presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA).

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Mais cinco países assinam acordo internacional contra pesca ilegal PDF Imprimir Email
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Ter, 04 de Maio de 2010 18:47

pescaTratado já tem 16 adesões e passa a valer quando a FAO receber a 25ª. ratificação; novos signatários são Rússia, Gabão, Peru, Nova Zelândia e Austrália

Por Guilherme Freitas - Rádio ONU em Nova York

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, anunciou que mais cinco países assinaram um tratado que, quando entrar em vigor, irá negar o acesso aos portos de pesca a navios envolvidos em atividades ilegais.

O 'Acordo sobre Medidas Portuárias para Prevenir, Impedir e Eliminar a Pesca Ilegal, Não Declarada e Não Regulamentada' já foi assinado por 16 países. Os novos signatários são Rússia, Gabão, Peru, Nova Zelândia e Austrália.

Primeiro Passo

Segundo a FAO, as assinaturas representam um primeiro passo importante no processo, que deve ser ratificado a nível nacional e, em seguida, enviado à agência da ONU.

O acordo passa a valer quando a FAO receber a 25ª. ratificação. Este será o primeiro tratado internacional juridicamente vinculativo destinado ao combate de pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

O vice-diretor geral da agência das Nações Unidas, Changchui He, afirma que os países terão uma ferramenta valiosa no combate a pesca ilegal.

Ele ressalta que as novas adesões indicam amplo apoio ao tratado. Outros 11 membros da FAO já haviam assinado o documento em novembro do ano passado, incluindo Brasil, Angola e Estados Unidos.

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EUA corre para mitigar danos do vazamento de petróleo PDF Imprimir Email
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Ter, 04 de Maio de 2010 00:14

Obama afirma que o acidente tem o potencial de se tornar o pior desastre ambiental da história e avisa que a BP terá que arcar com os custos das medidas de recuperação das comunidades e ecossistemas atingidos

Fabiano Ávila, da CarbonoBrasil, com agências internacionais

A história já começou como uma tragédia: a explosão da plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, no dia 22 de abril, matou 11 trabalhadores. Agora, o temor são os impactos ambientais desse desastre. Por dia estão sendo lançados no oceano cerca de cinco mil barris de petróleo e uma mancha gigantesca flutua em direção a costa norte-americana rumo a uma região de mangues e pântanos de rica flora e fauna.

“Estamos lidando com um potencial desastre ambiental sem precedentes. O petróleo que ainda vaza pode prejudicar seriamente a economia e o meio ambiente dos estados do Golfo. E ele pode continuar por um longo período, o que colocaria em risco o modo de vida de milhares de americanos”, declarou o presidente Barack Obama.

Segundo a Administração Nacional Atmosférica e Oceânica (NOAA), a mancha está se movendo na direção da costa e pode atingir a Louisiana já nos próximos dias. O estado abriga 40% dos pântanos e mangues norte-americanos e é habitat de milhares de espécies, de aves a jacarés. Além disso, toda a região depende do setor pesqueiro e de criação de ostras e camarões. O prejuízo em caso de contaminação seria imenso.

Obama foi bem claro sobre quem terá que arcar com os custos de recuperação se a área realmente for atingida. “A BP foi a responsável pelo vazamento e é ela que pagará a conta”, disse.

Nesta segunda-feira (30), a empresa divulgou uma nota na qual afirma que irá assumir os prejuízos “por todos os custos de limpeza que forem necessários e apropriados”. “Assumimos a responsabilidade pelo vazamento da Deepwater Horizon e nós iremos limpá-lo”.

Planos - Ao afundar, a plataforma arrastou toda a tubulação que conduzia o petróleo para o fundo do mar (veja o vídeo). Engenheiros identificaram três vazamentos, mas o conserto deles parece que vai levar mais tempo do que se imaginava. Robôs submarinos tentaram ativar uma válvula principal que acabaria com todo o problema, porém ela não funcionou.

A BP espera instalar nos próximos dias outra válvula em um dos vazamentos. Mas o maior deles não poderá ser fechado desta maneira. O plano da empresa agora é descer uma cúpula de contenção sobre a tubulação e assim capturar o petróleo. Depois, ele seria bombeado para navios na superfície.

O problema dessa idéia está na dificuldade de executar a manobra. São 1525 metros de profundidade e o mar também não tem facilitado, grandes ondas e bastante correnteza têm sido constantes na região.

Uma solução definitiva seria a perfuração de outros poços, para possibilitar a retirada do petróleo e conseqüentemente diminuir a pressão nos vazamentos. Este plano deve ser posto em prática assim que o clima permitir, afirmou a BP. Porém, levará meses para que isso seja completado.

Enquanto não é possível acabar com os vazamentos, equipes do governo e da empresa tentam mitigar os danos causados pelo petróleo. Aviões estão despejando toneladas de dispersantes sobre a mancha para que ela se dilua e seja absorvida por bactérias. Também estão sendo instaladas bóias de contenção por toda a costa.

A questão agora é quanto petróleo irá atingir as praias e quão grande será o desastre ambiental. Tragédias passadas, como a do Exxon Valdes, em 1989, no Alasca, já mostraram que é impossível quantificar e recuperar de forma adequada os danos sobre os ecossistemas atingidos.

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Unesco pede silêncio por todos os jornalistas mortos no mundo PDF Imprimir Email
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Ter, 04 de Maio de 2010 00:06

No Dia Mundial de Liberdade de Imprensa, celebrado nesta segunda-feira, Irina Bokova fala sobre a importância do direito à informação; ela lembrou as 77 mortes de jornalistas em 2009.

Por Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova Iorque

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, pediu nesta segunda-feira (03) um minuto de silêncio em todo o mundo para lembrar os jornalistas que morreram no exercício da profissão.

Em mensagem pelo Dia Mundial de Liberdade de Imprensa, celebrado neste 3 de maio, Bokova citou os 77 assassinatos de jornalistas no ano passado, a maioria repórteres que cobriam histórias locais.

Impunidade - Segundo o responsável pelo escritório das Américas da ONG Repórteres Sem Fronteiras, Benoît Hervieu, a impunidade é um dos principais problemas nesses casos.

Ele disse à Rádio ONU, de Paris, que Honduras é um dos países mais perigosos do mundo atualmente para jornalistas e chamou de massacre as 7 mortes registradas no país em 2010 em pouco mais de um mês.

No Brasil, de acordo com Hervieu, a preocupação é maior nas regiões Norte e Nordeste, devido ao contrabando e ao crime organizado.

“Também é um problema para jornalistas brasileiros falar sobre questões de meio ambiente e tráfico de madeira. Tudo isso faz com que os jornalistas sejam expostos a vinganças por traficantes mas também por autoridades que podem ter vínculos com o crime organizado ou com fazendeiros que tem apoio político”, afirmou.

Direito -  Para a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, o Dia Mundial de Liberdade de Imprensa é fundamental para que todos saibam a importância do direito à informação, um princípio que organizações e governos tem obrigação de compartilhar e disponibilizar a qualquer pessoa.

Ela disse que, cada vez que pegamos um jornal, ligamos o noticiário na televisão e no rádio ou vamos à internet, a qualidade daquilo que vemos ou ouvimos depende do acesso que a mídia tem à informação exata e atualizada.

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Segunda 03 Maio 2010

A verdadeira liberdade de imprensa precisa avançar no Brasil PDF Imprimir Email
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Seg, 03 de Maio de 2010 21:10

liberdade_de_imprensaPela Federação Nacional dos Jornalistas, em nota oficial lançada em 03.05.10

Neste 3 de Maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a Federação Internacional dos Jornalistas promove uma campanha mundial de encaminhamento de mensagens ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadenijad, clamando pela libertação de cerca de 30 jornalistas que permanecem na prisão desde junho passado.

No Brasil, este 3 de Maio fica marcado como o primeiro ano, após décadas, em que nosso país figura entre os poucos que não dispõem de legislação específica para regular a plena liberdade de imprensa, após duas decisões do Supremo Tribunal Federal.

A campanha da Federação Internacional dos Jornalistas no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa pede a libertação imediata e incondicional de 30 jornalistas presos no Irã desde a as eleições em junho de 2009, além da reabertura do escritório da Associação dos Jornalistas Iranianos em Teerã. Tais prisões violam a Constituição iraniana e as leis internacionais. Para aderir à campanha, entre no site da Fenaj (www.fenaj.org.br).

Em solo brasileiro, desde o ano passado inexiste uma Lei de Imprensa por força de decisão do STF, que ignorou os apelos da Fenaj e de outras entidades que de fendiam a manutenção de parte da Lei nº 5.250/67 protegendo a sociedade e os próprios jornalistas até que o Congresso Nacional aprove uma nova legislação.

Também em função de outra decisão do Supremo, os jornalistas brasileiros vivem um momento de incertezas, após a extinção da exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão.

Hoje reina absoluta no Brasil a liberdade de imprensa dos patrões. Aquela onde interesses econômicos e políticos das empresas de comunicação determinam o que pode ou não ser veiculado nos veículos privado-comerciais.

Preocupa, também, a violência contra os profissionais, como a Fenaj vem denunciando anualmente em seu Relatório de Violência e Liberdade de Imprensa, e como denunciaram recentemente os Sindicatos dos Jornalis tas do Piauí, Rio Grande do Norte, Paraná e Pernambuco.

No primeiro caso, o repórter Edmundo Moreira foi preso e algemado dentro da Câmara de Vereadores de Timon (MA), no dia 28 de abril, a mando do presidente da Câmara, Antonio Borges Pimentel, quando estava fazendo cobertura de sessão que votava um projeto de regularização do plano de carreira dos agentes comunitários de saúde.

No segundo, também no dia 28, policiais civis agiram com truculência contra profissionais da Intertv Cabugi e da TV Ponta Negra. Já em Curitiba, uma decisão da mesa diretoria da Assembleia Legislativa paranaense impediu que repórteres fotográficos e cinematográficos fizessem imagens do plenário da Casa.

E no Recife, dirigentes do Clube Náutico Capiberibe agrediram física e verbalmente a equipe de jornalismo da RN Produções no domingo (02/05), durante e após o jogo entre o Náutico e o Sport Recife.

Por outro viés, a Câmara de Deputados realiza nesta terça-feira (04/05), o debate “Mídia e Democracia Representativa", na 5ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, em parceria com a Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Parlamento e donos da mídia, tudo a ver? Fato é que, mais uma vez, representantes dos trabalhadores da comunicação sequer foram convidados a participar.

Voltamos aos tempos da barbárie!

Por tudo isso, a Fenaj e os Sindicatos de Jornalistas do Brasil reivindicam a imediata votação de uma nova e democrática Lei de Imprensa que substitua o texto revogado pelo Supremo Tribunal Federal, protegendo o princípio da liberdade de imprensa associado a salvaguardas para a profissão e assegurando direitos e garantias à cidadania.

Reivindicam, também, a aprovação das Propostas de Emenda Constitucional (PECs) que tramitam na Câmara e no Senado reintroduzindo a exigência de diploma de curso superior em Jornalismo como requisito fundamental para o exercício da profissão com qualidade, ética e a serviço do interesse público.

Só assim a liberdade de imprensa terá sentido, contribuindo para que o processo de democratização da sociedade brasileira evolua permanentemente.

 

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CPRH lança cartilha sobre licenciamento ambiental PDF Imprimir Email
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Seg, 03 de Maio de 2010 20:59

assentamentoA Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) lançou uma cartilha sobre o licenciamento ambiental para assentamentos rurais com fins de reforma agrária. A publicação é voltada para agricultores, lideranças de movimentos sociais e ao público em geral. O conteúdo, exposto de maneira rápida e sucinta, explica o que é licenciamento ambiental, quando ele é necessário, tipos de licenças existentes e o passo a passo necessário a sua emissão.

As cartilhas estão disponíveis na CPRH e Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente. Além disso, elas podem ser acessadas e impressas, através do portal www.cprh.pe.gov.br, no link de “Educação Ambiental”, em “Publicações”.


De acordo com o diretor presidente da CPRH, Hélio Gurgel, “O compromisso do Governo de Pernambuco com os movimentos sociais é uma construção de parceria com a comunidade. A CPRH como órgão estatal, é um instrumento nesse caminho de construção e, para isso, disponibiliza a informação, de forma democrática e participativa”.

Outro avanço promovido pela Agência é o lançamento da instrução normativa (002/2010), publicada no início de abril, que proporcionará mais agilidade no licenciamento ambiental para casas localizadas em assentamentos rurais do Estado. Assim, os assentados não terão mais que esperar a licença ambiental do assentamento ser emitida para dar entrada na outra licença, autorizando a construção de suas residências. Eles também ficam isentos da Licença Prévia e do Teste de Absorção e Nível Freático do Lençol.


NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E EDUCAÇÃO AMBIENTAL - CPRH
Telefones: 3182 8816/ 3182 8817
www.cprh.pe.gov.br

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Responsabilidade social no Estaleiro Atlântico Sul PDF Imprimir Email
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Seg, 03 de Maio de 2010 20:33

Com fotos de Mayumi Kubo, do Estaleiro Atlântico Sul

Os números do Estaleiro Atlântico Sul, no Complexo Portuário de Suape, que na próxima sexta-feira (7) lança ao mar o primeiro navio produzido em Pernambuco, são impressionantes.

A começar pela quantidade de empregos gerados até agora: 5 mil postos de trabalho diretos e 25 mil indiretos, investimentos de R$ 1,4 bilhão e capacidade instalada de processamento de 160 mil toneladas por ano, figurando como marco da revitalização da indústria naval do Brasil.

Além do impacto no mercado de trabalho da Região Metropolitana do Recife, com reserva de 2,8 mil vagas para moradores dos cinco municípios de Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Moreno e Escada, a empresa mantém um programa de responsabilidade social que inclui ações educativas, preservação de meio ambiente e capacitação profissional.   

De acordo os sócios – Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, a sul-coreana Samsung Heavy Industries e a PJMR –, tais ações expressam a postura de empresa cidadã do Estaleiro Atlântico Sul. Conheça os programas:

Estaleiro_1Nascedouro de Talentos - O antigo Matadouro Municipal de Ipojuca foi restaurado e reformado para abrigar a primeira escola profissionalizante da cidade. O objetivo é atender à demanda de mão de obra gerada pelos grandes investimentos no Complexo de Suape.

tatuocaPrograma Tatuoca - A comunidade da Ilha de Tatuoca está localizada junto ao Estaleiro Atlântico Sul. Um programa instituído pela corporação desenvolve diversas ações para elevar a escolaridade dos moradores, inseri-los no mercado de trabalho formal e criar alternativas de geração de renda. Trinta e cinco moradores já foram admitidos na empresa.

Estaleiro_4Centro de Treinamento - Primeira escola técnica erguida por uma empresa privada em Pernambuco, o Centro de Treinamento Eng° Francisco C. E. Vasconcelos é destinado à qualificação de profissionais para as diversas funções na área industrial do Estaleiro Atlântico Sul. Após a conclusão do programa de formação de mão de obra da empresa, o Centro passará a ser gerido pela administração do Complexo de Suape e utilizado na capacitação de trabalhadores para outras empresas da região. O investimento do EAS no CT foi de R$ 3,5 milhões.    

Estaleiro_5Programa Habitação - A fim de garantir melhores condições de moradia a seus funcionários, o Estaleiro Atlântico Sul vai construir um moderno condomínio residencial para seus trabalhadores no município de Ipojuca. O empreendimento terá 1.500 casas e também vai contribuir para incrementar a infraestrutura habitacional do município.

LeituraOndas de Leitura - O programa, que funciona como uma biblioteca intinerante, visa estimular o hábito da leitura entre os trabalhadores da empresa e os moradores da Ilha de Tatuoca. Os livros e revistas são obtidos a partir de doações dos próprios funcionários.

Vida Solidária - Através do programa de voluntariado do Estaleiro Atlântico Sul, funcionários e a comunidade em geral são engajados em ações sociais, como a melhoria das condições físicas e de ensino da Escola Estadual Aníbal Cardoso, em Nossa Senhora do Ó (Ipojuca). O objetivo do programa é promover a solidariedade, a cidadania, a inclusão social e a ética.    

Estaleiro_3Programa Educação - Preparar os alunos do ensino fundamental e médio da rede pública de Ipojuca para o novo cenário de desenvolvimento econômico do estado de Pernambuco. Esse é o objetivo do Programa Educação, focado na melhoria da qualidade do ensino nas escolas públicas locais. 

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Imagens e Vozes da Esperança PDF Imprimir Email
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Seg, 03 de Maio de 2010 19:03

IvePor Cesar Vanucci *

Palavras criam mundos.”
(Wittgenstein)

Dos esforços conjugados de beneméritas instituições nacionais e internacionais - entre elas, com realce, a Brahma Kumaris - surgiu o projeto “Imagens e Vozes da Esperança”. A proposta é promover um diálogo abrangente, atraindo representantes da inteligência, da cultura, dos meios de comunicação, sobre o impacto das imagens e histórias tornadas públicas na vida das pessoas, famílias, comunidades, escolas, enfim, nas atividades de todos os setores que compõem a sociedade de nosso tempo.

Esse papo global, pra troca de idéias e experiências, tem por objetivo a edificação de um mundo melhor. Um mundo em que as pessoas possam conservar acesa a esperança sobre as promessas ou possibilidades do futuro. Consigam utilizar adequadamente os potenciais e virtualidades inerentes à personalidade humana.

Os idealizadores do movimento deixam claro não ser sua intenção adocicar as coisas do dia-a-dia. Ignorar o lado tumultuado e, tantas vezes, aterrorizante da aventura humana. O que se quer mesmo é congregar gente capacitada, fremente de entusiasmo no compromisso com a vida.

Gente que já esteja trazendo, ou tenha desejos de trazer, por meio da comunicação social, educação, artes, variadas modalidades de atuação cultural, contribuição positiva para o desenvolvimento, fomentando procedimentos que ajudem este nosso planeta azul a alcançar patamares superiores em matéria de qualidade de vida.

O método de ação adotado na execução da nobre empreitada preconiza a divulgação sistemática de acontecimentos que exaltem a dignidade da existência, com abordagens que deixem de lado o discurso deficitário, obsessivamente negativista, que permeia a sociedade, substituindo-o por temas, situações e circunstâncias que explorem o âmago construtivo da vida.

“Imagens e Vozes da Esperança” alimenta a expectativa de poder incrementar a divulgação de histórias mais balanceadas deste mundo de Deus. Propõe seja revelado não apenas o que está entrando em colapso. Mas o que vem sendo feito de edificante e nobre no afã de mudar pra melhor e de transformar socialmente, espiritualmente, o cotidiano.

Constituem aspirações muito legais do movimento a construção de um discurso público que concentre um bocadinho mais de atenção aos novos cenários de convivência que criaturas de boa vontade, de diversificadas tendências, de todas as correntes, de todos os matizes ideológicos desejam construir; a implantação de estruturas de publicidade que assegurem eco às mensagens inspiradas nos valores essenciais que conferem dignidade à existência; a criação de um ambiente multimídia que enalteça o significado valoroso da aprendizagem e a alegria contagiante das descobertas constantes.

Em Minas Gerais, por exemplo, acalentado pelo apoio decisivo e vibrante da “Brahma Kumaris”, organização internacional sem fins lucrativos, com sede em Madubã, Índia, que batalha perseverantemente por reformulações positivas na convivência humana e que tem assento, pela nobilitante missão executada, no Conselho Consultivo da Unesco, um grupo de profissionais da comunicação, da educação, executando um sem número de ações, empenha-se em levar o mais longe possível a mensagem do IVE.

A expressão agrega iniciais das palavras do projeto “Imagens e Vozes da Esperança”. No blog www.iveminas.blog.br os interessados poderão ter acesso a iniciativas e trabalhos produzidos pela equipe engajada na divulgação dos valores humanísticos que compõem o ideário do movimento.

Façam bom proveito.

* Jornalista (cantonius@click21.com.br)

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Regulamentação de publicidade dirigida às crianças é discutida PDF Imprimir Email
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Seg, 03 de Maio de 2010 18:53

Instituto Alana

A Comissão de Seguridade Social e Família realizou, na última terça-feira, audiência pública para discutir os danos causados pela propaganda destinada ao público infanto-juvenil. A sessão ocorreu a pedido da deputada Aline Corrêa (PP/SP), relatora de três projetos de lei (PL) que abordam a regulamentação da comunicação mercadológica dirigida a este público. A expectativa da deputada é que até junho a Comissão vote um desses PLs.

O PL de autoria do deputado Paulo Rocha (PT/PA) estabelece que durante os horários de transmissão de programação infanto-juvenil em rádio e televisão, a emissora não pode veicular mensagens classificadas como impróprias aos pequenos. Já o texto de autoria do deputado Vinícius Carvalho (PT do B/RJ) aumenta a pena prevista no Código de Defesa do Consumidor em caso de divulgação de publicidade enganosa ou abusiva. A proposta de autoria de Celso Russomano (PP/SP) estabelece como abusiva a publicidade que possa induzir a criança a desrespeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Os impactos da publicidade em excesso se refletem de diversas formas. Violência, obesidade, alcoolismo e materialismo são apontados por especialistas como os principais malefícios decorrentes da comunicação mercadológica destinada ao público infantil. Pesquisa do Instituto Sensus, de 2007, revela que 58,3% dos pais não sabem o que os filhos assistem.

Outra pesquisa, encomendada pelo Projeto Criança e Consumo ao Datafolha em São Paulo, revela que 73% dos pais entrevistados concordam com algum tipo de restrição à publicidade dirigida. Na Inglaterra, um estudo aponta que cerca de 70% das crianças com 3 anos de idade reconhecem o símbolo de redes de fast food como McDonal’ds, mas não sabem seu próprio sobrenome. Além disso, 40% delas tornam-se rebeldes quando os pais não compram os produtos que aparecem nos comerciais.

Participaram da audiência pública Isabella Henriques, coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo; Edney Narchi, vice-presidente do Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar); Stalimir Vieira, representante Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap); Roseli Goffman, do Conselho Federal de Psicologia, e Marcus Macedo, coordenador do Grupo de Trabalho de Comunicação Social da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.

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Dica de leitura: A Opção Terra PDF Imprimir Email
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Seg, 03 de Maio de 2010 18:05

opcao-terra-capaA Opção Terra

 
Neste livro, Leonardo Boff faz uma costura amorosa da história da Terra e das conseqüências de nossa atuação desde a Revolução Industrial, listando também os obstáculos que nos impedem de ver com clareza e tentar solucionar os problemas que assolam e desvastam a Mãe Terra. O texto é de fácil leitura e fundado em grande erudição - característica daqueles que verdadeiramente meditam sobre um tema e sobre ele se debruçam com cuidado quase devocional

 

 

Serviço: 

A Opção Terra - A Solução Para a Terra Não Cai do Céu
Leonardo Boff
Editora Record
R$32,90

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Vaga-lume ilumina a Amazônia PDF Imprimir Email
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Seg, 03 de Maio de 2010 17:57

vaga-lume-ilumina-AbrePela Revista Bons Fluídos

Em vez de se divertirem, três jovens amigas, Sylvia Guimarães, Maria Tereza Meinberg e Laís Fleury, dedicaram várias noites de 1999 a um objetivo maior: conhecer a população brasileira para fazer a diferença no cenário nacional. Foi em uma viagem à ilha de Marajó que elas perceberam como a Amazônia recebia escassos investimentos em educação. Um estudo realizado pelo IBGE (2005) apontou que 21% da população amazônica acima de 15 anos era analfabeta e 42% não entendiam o que liam. Para tirá-los do isolamento cultural, elegeram o livro como uma ponte para aproximar as comunidades locais e as grandes metrópoles.

A própria Sylvia reconhece o valor da leitura como ampliação de conhecimento: “Eu mesma fui apresentada à Amazônia por meio de livros”. Em 2001, conseguiram a primeira parceria com a Secretaria de Educação do Pará e colocaram em prática seu projeto piloto, batizado Vaga Lume. Aportaram em Santarém e Soure (PA), de carona com a FAB (Força Aérea Brasileira), levando estantes, esteiras e um acervo de livros novos, comprados com recursos próprios – hoje, o material é financiado por patrocinadores.

“O livro é a melhor ferramenta para transportar cultura” - Sylvia Guimarães

Em 2002, o projeto conquistou investidores, o que permitiu aumentar a oferta de livros, adquirir materiais para cursos e aperfeiçoar a logística. Mais do que isso: os recursos possibilitaram estender o trabalho às comunidades rurais graças à articulação com parceiros locais feita por meio das secretarias de educação. Foi então que a expedição Vaga Lume passou dez meses percorrendo a Amazônia Legal, território que inclui os estados de Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Maranhão e Tocantins. “Pudemos conhecer a fundo a realidade do país. Foi uma lição de brasilidade”, comemora Sylvia Guimarães, historiadora, que ainda se emociona ao relembrar a esperança que a visita trouxe a essas populações.

Na volta, as amigas foram surpreendidas por cartas das lideranças comunitárias pedindo mais e mais livros. O resultado não poderia ter sido melhor: nesses oito anos desde a fundação, já foram implantadas 130 bibliotecas em 20 municípios da Amazônia Legal, que receberam 64 643 livros novos (somente literatura, não há livros didáticos).Das três amigas que iniciaram o projeto, somente Sylvia seguiu em frente.

OFICINAS E RODAS DE LEITURAS

A Vaga Lume administra e monitora as comunidades a partir de um escritório em São Paulo, de onde estabelece parcerias com a Secretaria de Educação e consegue gratuitamente alojamento e comida para a equipe de educadores que implantam as bibliotecas. Com, no mínimo, 300 livros, depois de instaladas elas são gerenciadas por lideranças comunitárias ou voluntários. Para garantir o aumento do acervo, as bibliotecas recebem anualmente novas remessas de livros, com cerca de 50 títulos, de autores nacionais e internacionais, dirigidos ao público infantil, infantojuvenil e adulto.

A intenção não é alfabetizar, mas investir na formação das pessoas. Além de montar as bibliotecas, cabe aos educadores enviados pelo projeto formar mediadores de leitura, agentes multiplicadores – todos voluntários –